quarta-feira, 31 de março de 2010

Salvador marca Dia Mundial do Autismo com sessão na Câmara

Pelo terceiro ano consecutivo, a vereadora de Salvador Vânia Galvão solicitou a realização de uma sessão especial na Câmara desta capital para trabalhar a conscientização da sociedade para as questões do autismo.

Sessão Especial sobre o Dia Mundial do Autismo
8/4/2010 - às 9 horas
Plenário Cosme de Farias


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terça-feira, 30 de março de 2010

Corte decide contra patente de gene humano

Uma corte novaiorquina decidiu no dia 29 de março passado que as patentes de dois genes ligados ao câncer de mama são inválidas.

A decisão abre questionamento sobre cerca de duas mil outras patentes de genes humanos. Os advogados da American Civil Liberties Union (ACLU), que iniciou o caso, explicam que genes são descobertos, e não inventados; assim, não é correto que possam ser patenteados.

As patentes cobririam variantes de dois genes, o BRCA1 e o BRCA2, que aumental a chance de uma mulher desenvolver o câncer de mama. Argumentando que os genes são naturais, e não criados, a ACLU e seus apoiadores expressaram a preocupação de que uma mulher pudesse ser proibida de testar seus genes caso a patente fosse aprovada. Tendo a patente dos genes a Myriad, empresa que pleiteava a patente, poderia impedir que outras empresas desenvolvessem testes mais baratos ou eficazes.

Is this the end of gene patenting?
30/3/2010


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domingo, 21 de março de 2010

Brasília: Caminhada Down

A Coordenadoria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Cord/DF) promove, pelo décimo ano consecutivo, uma caminhada para marcar, no Distrito Federal, o Dia Internacional da Síndrome de Down. O evento, que pretende contar com 250 participantes, acontecerá a partir das 9h30, no estacionamento do Parque da Cidade, próximo à administração.

De acordo com o coordenador da Cord/DF, Fernando Cotta, o evento é importante para chamar a atenção da sociedade e das autoridades políticas para a situação do portador da síndrome no DF.

Leia mais, clicando aqui.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Médico que apontou vacina como causa do autismo é julgado com má conduta

O Dr. Andrew Wakefield, autor principal do artigo MMR and autism que, em 1999, deu sustentação à hipótese de que a vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e catapora (MMR - measles, mumps, rubella) seria causa do autismo foi acusado de ter agido de maneira antiética e desonesta, segundo relatório divulgado hoje por uma comissão disciplinar do Conselho Médico Geral britânico (General Medical Council - GMC).

Wakefield afirmou que o resultado, apontando que ele teria falhado com suas responsabilidades, foi "infundado e injusto".

A comissão disciplinar acuso-o, ainda, de ter se mostrado "duramente insensível" com o sofrimento infantil e de ter abusado de sua posição de confiança. Sua conduta, segundo o julgamento, trouxe má reputação à profissão médica depois que ele coletou amostras de sangue de jovens na festa de aniversário de seu filho, pagando-lhes 5 libras esterlinas.

Ele também teria agido desonestamente na forma em que descreveu a pesquisa publicada na revista The Lancet.

Wakefield poderá ter seu registro cassado, agora que a comissão avaliou que ele apresentou má conduta profissional.

De sua parte, o médico britânico alega que agiu no interesse das crianças. Sua pesquisa com doze pacientes com desordens intestinais e autismo foi publicada no The Lancet em 1999. Mesmo sem ter conseguido provas de uma ligação entre a vacina tríplice e o autismo, ele instou pais a darem aos filhos as vacinas em doses separadas. Essa posição, atualmente, é amplamente desacreditada.

Enquanto o jornalista Brian Deer afirma que o GMC precisava agir, Rochelle Poulter, cujo filho Matthew participou das pesquisas de Wakefield, descreve o médico como sendo uma pessoa boa. Ela afirma que, com o tratamento que foi dado ao menino, ele melhorou.

O medo da vacina gerado pelos trabalhos de Wakefield levaram a uma queda no número de crianças vacinadas e a um aumento dos casos de sarampo, que chegaram a 1200 em 2009.

Helen Bedford, do Instituto da Saúde da Criança, afirma que os pais podem ter certeza de que um grande número de boas evidências científicas mostram que a vacina tríplice não está ligada ao autismo.

Médico que sugeriu ligação entre vacina contra sarampo e autismo é condenado por Conselho britânico
| O Globo | 28/1/2010 |


MMR Row Doctor Hits Back At Conduct Claims
| Sky News | 28/1/2010 |

Dica enviada por Murilo e Luís Fernando


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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Empresa de ônibus é condenada por obrigar deficiente visual a pagar passagem

A 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a Viação Pendotiba a pagar R$ 5 mil de indenização, por danos morais, à advogada Ana Cláudia Ribeiro, que
é deficiente visual, depois de obrigá-la a pagar passagem em um de seus coletivos. O colegiado decidiu negar o recurso da empresa e manteve a sentença dada em 1ª
instância.

A empresa alegou que a advogada não apresentou o documento comprobatório de seu direito de usar o transporte gratuitamente. No entanto, o desembargador José Geraldo Antônio, baseado na Lei Estadual 4.510, de 2005, ao escreveu o acórdão:

"A Lei nº 4.510/2005, no seu artigo 4º, regulamentou o artigo 14 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, assegurando a isenção da tarifa dos serviços públicos de transporte rodoviário intermunicipal aos deficientes físicos. A autora comprovou nos autos que é deficiente visual e necessita de acompanhamento nas consultas que periodicamente faz no Instituto Benjamim Constant", afirmou.

Dessa forma, o tribunal reitera que o direito pertence à pessoa com deficiência e não ao documento que ela venha a portar, considerando que a situação causou constrangimento à advogada.

Empresa de ônibus é condenada por obrigar deficiente visual a pagar passagem
http://autismoempauta.blogspot.com/2010/01/onibus-deficiente-visual.html


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A RIADIS se solidariza com o povo haitiano

A Rede Latino-Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS) expressa sua mais profunda solidariedade perante a grave tragédia que padece agora, o povo irmão do Haiti.

Na terça-feira passada, 12 de janeiro, o Haiti e, particularmente sua capital, Porto Príncipe, se viu assolado por um terremoto de grau 7,2 na escala Richter.

Milhares de pessoas ficaram sepultadas, mortas ou feridas debaixo dos escombros de milhares de edificações, que não puderam resistir ao ataque da natureza.

O Haiti, país mais pobre do hemisfério, a partir dessa gravíssima catástrofe, se vê ainda mais pobre. Uma das mais graves seqüelas deste sismo é que deixa a intempérie, a fome e a desolação a uma grande parte dos nove milhões, que constituem a população desse país caribenho.

É muito possível que milhares de pessoas com deficiência tenham sido e sejam vitimas impotentes desta dolorosa tragédia. Assim mesmo, é certo que uma das conseqüências diretas desta catástrofe será o aumento do número de pessoas com deficiência no Haiti.

No passado, a RIADIS buscou contato com organizações haitianas de pessoas com deficiência para apoiar-las em seus esforços em melhorar as condições de vida das pessoas com deficiência deste país, mas infelizmente, esses esforços não tiveram sucesso.

Nessa difícil e trágica hora para a América Latina e Caribe, quando o primeiro país de nossa região que lutou e ganhou sua independência sofre essa tragédia, a RIADIS faz um forte chamado à Comunidade Internacional para que as manifestações de apoio do presente se mantenham e se ampliem, ao teor da magnitude da catástrofe no Haiti. É necessário ainda, que este apoio solidário perdure por todo o tempo que o povo haitiano necessite e que não se debilite com o passar dos dias e semanas.

Os povos do mundo e seus Governos não devem, não podem esquecer-se do povo haitiano.

É o nosso mais sincero desejo, como organização latino-americana, que se avance rapidamente na estabilização da situação nesse país do Caribe. Resgatando os sobreviventes dos escombros, atendendo aos milhares de feridos nos hospitais, sepultando as pessoas falecidas, atendendo eficientemente à propagação de epidemias e oferecendo alimentos e abrigo aos milhares de desabrigados.

São os primeiros passos essenciais, antes de começar a trabalhar com muito esforço (Comunidade Internacional, povo e Governo), na reconstrução do Haiti, para que avance na superação da pobreza, consolide sua democracia e se desenvolva pacificamente.

A RIADIS se compromete hoje, em realizar seus maiores esforços para apoiar o fortalecimento ou criação de organizações de pessoas com deficiência no Haiti, para que desde nossa visão e experiência, a atenção aos direitos das haitianas e dos haitianos com deficiência, esteja devidamente incluída na agenda da reconstrução e renascimento deste país latino-americano irmão.

Esperamos que muitas organizações, entidades cooperantes e pessoas, nos acompanhem para materializar em fatos este propósito e compromisso profundo da RIADIS.

Rede Latino-Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Menino autista se liga nos elefantes

Menino autista se liga nos elefantes de zoológico do Oregon
| Katie Boer | 11/1/2010 | KPIC News |


Wylie e George
Há mais ou menos um mês, os elefantes Tiki, Alice e George, do Wildlife Safari, no Oregon (EUA), recebem a visita de Wylie Malek, de 10 anos.

-"Quando tinha três anos, ele foi diagnosticado autista" - conta seu pai, Kris Malek. "Quando ele começou a frequentar o jardim de infância, o diagnóstico já era de autismo de alto funcionamento."

Para algumas crianças com autismo, a interação com animais melhora as habilidades sociais e reduz a ansiedade. Podem ser câes, gatos, coelhos... ou elefantes! No Wildlife Safari, Wylie se ligou nesses bichões, 300 vezes maiores que ele.

-"Este é o animal", diz Kris. "Quero dizer, ele se interessa por elefantes desde que saiu do ventre da mãe."

Wylie encontrou os elefantes - e pessoas interessadas neles - no Wildlife Safari, em Winston, Oregon.

-"As pessoas costumam ser complicadas", explica Katie Alayan, tratadora sênior do Safari. "Animais são bem mais simples. Eles são mais fáceis de entender, de se relacionar, especialmente para uma criança que pode não ter muitas habilidades sociais."

A interação trouxe a Wylie - agora, um tratador de elefantes júnior - uma meta:

-"Quando crescer, quero trabalhar aqui!"

De certa forma, ele já trabalha:

-"Ele nos ajuda quando damos banho e com coisas assim" - conta Alayan - "abrindo suas orelhas, levantando suas patas, ele nos ajuda a esfregá-los."

-"Ele diz que é seu trabalho", diz seu pai. "ele fala para as irmãs o tempo todo que vai trabalhar, ou que vai para seu emprego - é como ele costuma dizer."

Wylie conta aos treinadores histórias sobre dinossauros e dragões, mas também sabe coisas sobre os elefantes.

-"Wylie é capaz de falar as coisas mais bizarras que quiser, os elefantes não ligam" - brinca seu pai. "Eles provavelmente pensam que é normal. Acho que ele conversaria com um elefante um dia inteiro."

A equipe do Wildlife Safari diz que o garoto tímido de 10 anos saiu de sua concha.

-"É recompensador, para nós que tratamos desses animais", entra dia sai dia, diz Alayan. "Adoramos interagori com alguém que tão claramente gosta deles."

-"Estar perto de Wylie, vê-lo aprender coisas que muitos garotos não aprendem - não há palavras para descrever" - comenta Timothy Hamilton, outro tratador de elefantes. "Só de vê-lo sorrir, já fico nas nuvens."

Veja o vídeo:
Boy with autism bonds with elephants at Oregon's Wildlife Safari
http://www.kval.com/news/local/81183427.html


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Boy with autism bonds with elephants at Oregon's Wildlife Safari

| Katie Boer | KPIC News | Jan 11, 2010 |

WINSTON, Ore. -
About once a month, elephants Tiki, Alice and George get a special visit from 10-year-old Wylie Malek.

"Wylie was diagnosed as autistic at the age of 3," said his father, Kris Malek. "When he started school about kindergarten they kind of moved it up to a high functioning autism."

For some children with autism, animal interaction improves their social skills and decreases anxiety. That can mean dogs, cats, rabbits -- or elephants? At Wildlife Safari, Wylie has bonded with animals 312 times his size.

"This is the one animal," Kris Malek said. "I mean he's been interested in elephants basically since he climbed out of the womb."

Wylie found elephants -- and people interested in elephants -- at Wildlife Safari in Winston, Ore.

"People kind of tend to be really complicated," said Katie Alayan, senior elephant keeper at Wildlife Safari. "Animals are a lot simpler. They're a lot easier to understand, they're a lot easier to relate to in some ways, especially for a child who might not have the same social abilities."

The interaction has given Wylie -- now a junior elephant keeper -- a goal.

"When I grow up, I want to work here," he said.

In some ways, he already does.

"He'll actually help us when we're doing baths and things like that," Alayan said, "Putting their ears out, picking their feet up, he helps us scrub on them."

Volunteering at the Safari gives Wylie a sense of responsibility.

"He calls it work," his father said. "He tells his sisters all the time he's got to go to work -- or go to his job is usually how he phrases it."

Wylie has told the the elephant trainers stories about dinosaurs and dragons, but he can tell you facts about the elephants.

"Wylie can say all the weird things in the world he wants to. The elephants don't care," his dad joked. "They think that's probably just normal. Heck he could have a normal conversation with an elephant all day long I guess."

The staff at Wildlife Safari said the once-timid 10 year old has really come out of his shell.

"It's so rewarding for us as people who care for these animals everyday, day in and day out," Alayan said. "We love to interact with someone who clearly gets so much out of them."

"Being around wylie and watching him learn things that most kids don't get to, there's no words to describe it," said Timothy Hamilton, another elephant keeper. "Just watching him smile makes me ecstatic."
http://www.kval.com/news/local/81183427.html