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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pesquisa relaciona autismo e obesidade na gravidez

Pesquisadores da Universidade da Califórnia alertam num estudo publicado na revista Pediatrics que as mães obesas têm um risco até três vezes maior de ter filhos com autismo. O estudo mostrou a relação entre doenças do metabolismo como a obesidade, diabetes ou hipertensão com o neurodesenvolvimento das crianças. Mulheres com essas condições têm 1,61 vezes mais chances de ter crianças com transtornos do espectro autista - e 2,35 vezes mais chances de ter crianças com atrasos do desenvolvimento.
Foram analisadas 1.004 crianças californianas com idades entre 2 e 5 anos que participavam de um estudo sobre uaitsmo. Dentre elas, 517 tinham algum transtorno do espectro autista, 172 tinham atrasos do desenvolvimento e 315 mostraram desenvolvimento normal. O estudo concluiu que 29% das crianças diagnosticadas nos primeiros anos de vida com autismo eram filhas de mães com uma doença metabólica, o mesmo para 35% das crianças com algum tipo de distúrbio no desenvolvimento mental; mães obesas mostraram 1,67 vezes mais chances de ter crianças cmo autismo, mesmo analisando ocnjuntamente outros fatores, como nível escolar, etnia e idade. Mães com diabetes mostraram 2,33 vezes mais probabilidade de ter crianças com atrasos no desenvolvimento; os autores não observaram relação entre a diabetes e o autismo.
Os investigadores sugerem que condições de diabetes mal controladas durante a gravidez podem resultar numa exposição prolongada do feto a elevados níveis de glucose, o que aumenta a produção de insulina na criança e ao mesmo tempo poderá roubar oxigénio necessário ao desenvolvimento. O estudo sugere que este tipo de relações é particularmente importante quando nos EUA, onde foi feito este estudo, mais de 60% das mães têm excesso de peso e 9% são diabéticas.
Outros pesquisadores, no entanto, lembraram que foi observada uma associação; não se provou que obesidade ou diabetes contribuem para o autismo.
-"É tentador dizer: 'Puxa, temos um aumento da obesidade e um aumento do autismo - deve haver uma forte conexão entre ambos' " - provocou Andrew Adesman, chefe de Pediatria Comportamental e Desenvolvimental do Centro Médico Infantil Alexandra Cohen Children, de Nova York, que não participou do estudo. E concluiu: "Precisamos ter muito cuidado antes de fazer essa leitura."
Irva Hertz-Picciotto, epidemiologista da Universidade da Califórnia, campus Davis, e autora sênior do artigo concorda ser prematuro afirmar que a obesidade das mães causa autismo nas crianças. Mas se trabalhos posteriores confirmarem as descobertas, acrescenta, "a parte boa é que é modificável, pode ser controlado."
Study finds link between autism and obesity during pregnancy
08/04/2012 - Los Angeles Times
http://www.latimes.com/health/la-he-autism-obese-mothers-20120409,0,1741964.story
Obesidade materna aumenta risco de autismo
09/04/2012 - RCM Pharma
http://www.rcmpharma.com/actualidade/id/09-04-12/obesidade-materna-aumenta-risco-de-autismo

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vitamina D ligada ao funcionamento dos genes

O artigo A ChIP-seq defined genome-wide map of vitamin D receptor binding: associations with disease and evolution, de Sreeram Ramagopalan e colegas, que pode ser lido na Genome Research, apresenta a forte relação da vitamina D com o bom desempenho de mais de duzentos genes.

Além do raquitismo, há evidências de que a falta de vitamina D também estaria relacionada ao aumento da suscetibilidade a condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes, bem como demência e alguns tipos de câncer. Os pesquisadores identificaram 2.776 pontos de ligação para o receptor por toda a extensão do genoma humano e verificaram que esses locais estão concentrados anormalmente próximos a genes associados a suscetibilidade a problemas no sistema imunológico.

Esta é mais uma pista para entendermos a influência da alimentação no funcionamento do genoma.

Vitamina D influencia mais de 200 genes (Agência FAPESP)
http://www.agencia.fapesp.br/materia/12673/divulgacao-cientifica/vitamina-d-influencia-mais-de-200-genes.htm


A ChIP-seq defined genome-wide map of vitamin D receptor binding: associations with disease and evolution

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