"Só uma das mãos não faz o aplauso, só uma boca jamais fará o beijo. Todos juntos, sim, podem formar a imensa risada, que quando for realmente enorme, Deus vai ouvir e nunca mais vai se sentir sozinho."
É no espírito da poesia de Oswaldo Montenegro que o irmão caçula do cantor, Deto, dirige a diversidade na escola de teatro Oficina dos Menestreis.
O espaço tem o mesmo número de turmas de alunos "convencionais" que de alunos "fora do padrão" comum.
São cadeirantes, cegos, pessoas com síndrome de Down, idosos e, há mais de um mês, iniciou-se um grupo com autistas. Todos com temporadas disputadas de apresentações no Teatro Dias Gomes (Vila Mariana, em São Paulo - Rua Domingos de Moraes, 348).
"A história começou em 2003, quando vi uma moça cadeirante em meio ao Carnaval do Rio, linda, sorridente. Na hora propus a ela para fazermos uma turma só de cadeirantes, que deu muito certo", diz Deto Montenegro, 49.
O espaço artístico, afirma o diretor, não é campo de terapias ou assistencialismo.
"Não faço paternalismo. Para subir ao palco, as pessoas precisam ter o que oferecer. É delicado tratar com a diversidade, mas tenho de ter o controle. Tenho muito orgulho de dirigir cego, cadeirante, down, porém, não abro mão da qualidade artística."
Há 21 anos em São Paulo, Deto é carioca, pai de dois filhos e não teve história ligada a causas sociais.
"O segredo de dar certo é o respeito às diferenças entre as pessoas e encontrar o charme que elas possuem. É difícil ter em um aluno regular a espontaneidade de um aluno com down, a carinha de ternura dele. E por aí vai."
A formação do diretor veio do trabalho ao lado do irmão, desde os 18 anos, em shows teatrais. Estreou em Brasília, ao lado de Cássia Eller e Zélia Duncan. Mais tarde, começou a dar aulas, mas, de acordo com Deto, sem compromisso profissional.
"Faço condicionamento artístico das pessoas. Não tenho a pretensão de formar um ator, mas sim de dar as pessoas a chance de desenvolver seu instinto para o teatro", afirma Deto.
SOCIABILIZAÇÃO
A dona de casa Ana Araújo acorda cedo aos domingos. Sai de Itapevi (Grande São Paulo) e pega trem e metrô para levar o filho André, 12, que tem autismo moderado, para fazer parte do grupo de teatro de Deto Montenegro.
"A ideia é excelente. Trabalha com a estima das pessoas e faz com que elas sejam percebidas pelos outros. Usar a arte para sociabilizar é muito interessante. Meu filho está amando", diz a mãe.
O projeto ainda é incipiente e é acompanhado pela psicóloga Tatiane Cristina Ribeiro, que atua com o público autista na USP e na Unifesp.
"Eles estão fazendo um curso que treina suas habilidades como a improvisação, os olhares, as expressões faciais. Não é uma terapia. No final eles serão outras pessoas, em alguma intensidade."
Diretor do grupo, Deto adota a mesma técnica de ensinar da dos outros alunos.
"Procuro trazê-los para o meu mundo, com humildade. Não tenho de dominar o autismo, preciso enquadrá-los no meu método. Todo humano tem seu lado artístico."
Autismo é um transtorno que afeta a sociabilidade, a comunicação e provoca interesse restrito de atenção.
Sem paternalismo, diretor investe em ator 'fora do padrão'
| Jairo Marques | Folha de S. Paulo | 24/06/2012 |
http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1109826-sem-paternalismo-diretor-investe-em-ator-fora-do-padrao.shtml
Jornal de Floripa
http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=22875
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terça-feira, 3 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Teatro "Cachorro Morto" em Sorocaba 11 de maio
| Flávia Gati | Itu.com.br | 9 de maio de 2011 |
O espetáculo “Cachorro Morto” será parte da programação do SESC Sorocaba, no dia 11 de maio, gratuitamente. A peça será exibida às 20 horas, na Usina Cultural.
A história de um garoto com Síndrome de Asperger (uma espécie de autismo) que sabe tudo sobre matemática e nada sobre seres humanos, é livremente inspirada em O "Estranho Caso do Cachorro Morto", de Mark Haddon (Editora Record), "Nascido em um Dia Azul", de Daniel Tammet, Editora Intrínseca, e "A Música dos Números Primos", de Marcus du Sautoy, Editora Zahar.
O protagonista é multiplicado pelos corpos de cinco atores que, em cena, criam uma narrativa envolvente que não se limita a fronteiras pré-estabelecidas. Através de jogos matemáticos, a peça questiona nossa forma de pensar e nossa incansável compulsão por entender.
Como se o público estivesse dentro da cabeça do protagonista, um mundo de construções impossíveis, explorações do infinito, padrões e fórmulas matemáticas constroem o espetáculo, que une teatro e animação digital.
“Cachorro Morto” marca a estreia da Companhia Hiato, que traçou sua trajetória em um trabalho coerente, associando investigações de novas dramaturgias e formas cênicas, além da percepção da realidade e as perspectivas que constituem nossa consciência.
Para construir o espetáculo, que estreou em 2008 no SESC avenida Paulista com ingressos esgotados, o grupo pesquisou a fundo o autismo, com visitas à Associação de Amigos do Autista (AMA) e em constante contato com pais de crianças portadoras da Síndrome.
Com Leonardo Moreira na direção, o espetáculo, que conquistou crítica e público, foi premiado, no ano de 2010, em diversas categorias do 38º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa.
Desde então, o nome do jovem diretor e dramaturgo mineiro, bacharel em Artes Cênicas pela USP e mestre em dramaturgia, figura entre os destaques do cenário nacional, sobretudo como promessa, resultado do trabalho reconhecido recentemente na 23ª edição do Prêmio Shell de São Paulo.
Para a apresentação em Sorocaba, serão disponibilizados 120 ingressos, que serão distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes, e são limitados a dois por pessoa.
Teatro: “Cachorro Morto”, com a Cia. Hiato
Data: 11 de maio
Horário: às 20 horas
Local: Usina Cultural (Margem direita do Rio Sorocaba – Travessa da Rua Padre Madureira)
Capacidade: 120 ingressos distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes. Apenas dois por pessoa
Indicação etária: 14 anos
Espetáculo "Cachorro Morto" será exibido em Sorocaba
http://www.itu.com.br/regiao/noticia/espetaculo-cachorro-morto-sera-exibido-em-sorocaba-20110509
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O espetáculo “Cachorro Morto” será parte da programação do SESC Sorocaba, no dia 11 de maio, gratuitamente. A peça será exibida às 20 horas, na Usina Cultural.
A história de um garoto com Síndrome de Asperger (uma espécie de autismo) que sabe tudo sobre matemática e nada sobre seres humanos, é livremente inspirada em O "Estranho Caso do Cachorro Morto", de Mark Haddon (Editora Record), "Nascido em um Dia Azul", de Daniel Tammet, Editora Intrínseca, e "A Música dos Números Primos", de Marcus du Sautoy, Editora Zahar.
O protagonista é multiplicado pelos corpos de cinco atores que, em cena, criam uma narrativa envolvente que não se limita a fronteiras pré-estabelecidas. Através de jogos matemáticos, a peça questiona nossa forma de pensar e nossa incansável compulsão por entender.
Como se o público estivesse dentro da cabeça do protagonista, um mundo de construções impossíveis, explorações do infinito, padrões e fórmulas matemáticas constroem o espetáculo, que une teatro e animação digital.
“Cachorro Morto” marca a estreia da Companhia Hiato, que traçou sua trajetória em um trabalho coerente, associando investigações de novas dramaturgias e formas cênicas, além da percepção da realidade e as perspectivas que constituem nossa consciência.
Para construir o espetáculo, que estreou em 2008 no SESC avenida Paulista com ingressos esgotados, o grupo pesquisou a fundo o autismo, com visitas à Associação de Amigos do Autista (AMA) e em constante contato com pais de crianças portadoras da Síndrome.
Com Leonardo Moreira na direção, o espetáculo, que conquistou crítica e público, foi premiado, no ano de 2010, em diversas categorias do 38º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa.
Desde então, o nome do jovem diretor e dramaturgo mineiro, bacharel em Artes Cênicas pela USP e mestre em dramaturgia, figura entre os destaques do cenário nacional, sobretudo como promessa, resultado do trabalho reconhecido recentemente na 23ª edição do Prêmio Shell de São Paulo.
Para a apresentação em Sorocaba, serão disponibilizados 120 ingressos, que serão distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes, e são limitados a dois por pessoa.
Teatro: “Cachorro Morto”, com a Cia. Hiato
Data: 11 de maio
Horário: às 20 horas
Local: Usina Cultural (Margem direita do Rio Sorocaba – Travessa da Rua Padre Madureira)
Capacidade: 120 ingressos distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes. Apenas dois por pessoa
Indicação etária: 14 anos
Espetáculo "Cachorro Morto" será exibido em Sorocaba
http://www.itu.com.br/regiao/noticia/espetaculo-cachorro-morto-sera-exibido-em-sorocaba-20110509
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Peça no Rio discute as diferenças humanas
Encontra-se em cartaz no Rio de Janeiro, desde 24 de setembro, a peça A máquina de abraçar, do espanhol espanhol José Sanchis Sinisterra, de 69 anos.
Baseando-se no texto Um antropólogo em Marte, sobre a engenheira autista Temple Grandin, publicado no livro homônimo do neurologista e escritor Oliver Sacks, Sinisterra se propõe a utilizar o autismo como ferramenta para investigar a dificuldade em estabelecer contatos e a a impossibilidade da comunicação entre humanos, mas também se interessa pelo autismo como "expressão de uma parte inacessível da consciência humana".
– Os autistas são casos extremos de uma característica comum que temos. O outro é inacessível para mim. Talvez por isso seja tão difícil encontrar uma simetria na afetividade – elabora Sinisterra. – Todos nós necessitamos de uma máquina de abraçar. Mas a obra questiona também modos opostos de se viver: o ativismo e a passividade, a combatividade e a contemplação, além do pensamento racional e o conhecimento poético.
A peça 'A máquina de abraçar' questiona isolamento humano
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/22/e22097344.asp
A máquina de abraçar
http://amaquinadeabracar.com.br/
Baseando-se no texto Um antropólogo em Marte, sobre a engenheira autista Temple Grandin, publicado no livro homônimo do neurologista e escritor Oliver Sacks, Sinisterra se propõe a utilizar o autismo como ferramenta para investigar a dificuldade em estabelecer contatos e a a impossibilidade da comunicação entre humanos, mas também se interessa pelo autismo como "expressão de uma parte inacessível da consciência humana".
– Os autistas são casos extremos de uma característica comum que temos. O outro é inacessível para mim. Talvez por isso seja tão difícil encontrar uma simetria na afetividade – elabora Sinisterra. – Todos nós necessitamos de uma máquina de abraçar. Mas a obra questiona também modos opostos de se viver: o ativismo e a passividade, a combatividade e a contemplação, além do pensamento racional e o conhecimento poético.
A peça 'A máquina de abraçar' questiona isolamento humano
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/22/e22097344.asp
A máquina de abraçar
http://amaquinadeabracar.com.br/
A MÁQUINA DE ABRAÇAR – Texto de José Sanchis Sinisterra. Tradução de Eric Nepomuceno. Direção de Malu Galli, Com Marina Vianna e Mariana Lima. Espaço Tom Jobim. Quinta e domingo, 19h. Sexta e sábado, 21h30.
O Espaço Tom Jobim fica dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, próximo ao Centro de Visitantes.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Teatro no interior - Cachorro Morto
A Viagem Teatral 2009, projeto corporativo do SESI-SP, vem apresentando gratuitamente 13 espetáculos de grupos teatrais profissionais em 13 unidades do interior paulista, desde 26 de fevereiro. Dentre as treze peças selecionadas, destaca-se Cachorro Morto, baseada no livro O Estranho Caso do Cachorro Morto, de Mark Haddon, um romance com clima policial protagonizado por Christopher, um garoto ásperguer que, ao desvendar o mistério da morte do poodle de sua vizinha, descobre muito a seu próprio respeito.
| 9/5/2009 | 20:00 | SESI RIO CLARO |
| 10/5/2009 | 20:00 | SESI RIO CLARO |
| 16/5/2009 | 20:00 | SESI PIRACICABA |
| 17/5/2009 | 20:00 | SESI PIRACICABA |
| 23/5/2009 | 20:00 | SESI ITAPETININGA |
| 24/5/2009 | 20:00 | SESI ITAPETININGA |
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