| Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas | 21/08/2013 |
Campinas terá Centro de Referência para autismo inédito na América Latina
A cidade de Campinas vai ganhar o primeiro centro de referência de atendimento integral de pacientes autistas da América Latina. Segundo a psiquiatra da Infância e Adolescência e professora da PUC Campinas, Sueli Cabral Rathsam - que articula a instalação do equipamento na cidade - o Centro vai contar com sistemas de acolhimento, tratamento ambulatorial, funcionará como hospital/dia, terá leitos para internação, além de oferecer oficinas para reabilitação e cursos profissionalizantes para os que atingirem determinado grau de autonomia. Segundo ela, o Brasil “está 40 anos atrasado neste tipo de atendimento”.
O Centro vai contar com pelo menos 50 profissionais especializados – entre psiquiatras, neurocirurgiões, psicólogos, fonoaudiólogos, psicoterapeutas e profissionais ligados à saúde mental – e atender, em média, 50 crianças por dia, em tempo integral.
Segundo Rathsam, haverá atendimento gratuito. “Hoje, uma escola especializada em atendimento de autistas cobra perto de R$ 3,5 mil por mês”, diz a especialista. “É preciso salientar, além disso, que a escola não oferece serviços ligados à saúde que o Centro vai proporcionar”, acrescenta.
A psiquiatra antecipou que centro será construído numa área de 15 mil metros quadrados doada pela Prefeitura e que está localizada nos limites do Swiss Park, próximo à Escola Bradesco, na região sul da cidade. De acordo com ela, o projeto será financiado pela iniciativa privada - a partir de contribuições já acertadas com empresas nacionais e multinacionais - e linhas de crédito abertas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Se tudo correr como esperamos, o Centro estará em funcionamento em 1 ano e meio”, aposta.
O projeto de doação do terreno deverá ser aprovado pela Câmara, mas ela acredita que não deverá encontrar entraves. “Nós já conversamos com o presidente Campos Filho e ele nos garantiu que o projeto será colocado em votação com a devida agilidade. E tenho certeza que os vereadores vão apoiar essa iniciativa, que é importante para a cidade, mas em especial para as famílias que tanto precisam de atendimento”, afirma ela.
MODELO – Esse modelo de atendimento já vem sendo feito pelo Programa de Atenção Integrada à Criança ao Adolescente (Paica) - um projeto de iniciativa privada coordenado Sueli Rathsam - mas sem a amplitude prevista pelo Centro. “Estamos negociando com a prefeitura a liberação de algumas casas que poderão abrigar núcleos de atendimento. Se a liberação ocorrer, poderemos começar a atender em cerca de três meses e fazer esse tipo de atendimento até que o Centro fique pronto”, disse.
SIMPÓSIO - A Câmara Municipal de Campinas abriga no dia 24 de agosto, o 1º Simpósio Internacional – Avanços em Diagnóstico e Intervenção em Saúde Mental da Infância e Adolescência. O seminário - que terá como tema central a importância do diagnóstico precoce – vai contar com as presenças de alguns dos maiores especialistas brasileiros da área e com palestra do médico holandês Athanasios Maras, considerado uma das maiores autoridades do mundo no assunto. Psiquiatra infantil, Maras é diretor do Instituto Yulius – considerado modelo mundial em atenção à saúde mental para crianças e adolescentes.
Coordenadora da Comissão Científica do Evento, Sueli Rathsam diz que o Brasil precisa adotar medidas urgentes para fazer o diagnóstico precoce da patologia. Ele diz que na Alemanha, por exemplo, um país que há muito anos desenvolve política referencial de atendimento, o diagnóstico se dá entre os dois e quatro anos. No Brasil, a precária rede de atendimento só vai identificar o autismo entre os nove e 12 anos.
“Quando se chega a um diagnóstico, a criança já perdeu todo o ciclo de alfabetização”, relata. Estima-se que existam na Região metropolitana de Campinas perto de 50 mil crianças com algum tipo de transtorno mental; destas 1,5% possuem alguma patologia do espectro autista.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sem paternalismo, diretor investe em ator 'fora do padrão'
"Só uma das mãos não faz o aplauso, só uma boca jamais fará o beijo. Todos juntos, sim, podem formar a imensa risada, que quando for realmente enorme, Deus vai ouvir e nunca mais vai se sentir sozinho."
É no espírito da poesia de Oswaldo Montenegro que o irmão caçula do cantor, Deto, dirige a diversidade na escola de teatro Oficina dos Menestreis.
O espaço tem o mesmo número de turmas de alunos "convencionais" que de alunos "fora do padrão" comum.
São cadeirantes, cegos, pessoas com síndrome de Down, idosos e, há mais de um mês, iniciou-se um grupo com autistas. Todos com temporadas disputadas de apresentações no Teatro Dias Gomes (Vila Mariana, em São Paulo - Rua Domingos de Moraes, 348).
"A história começou em 2003, quando vi uma moça cadeirante em meio ao Carnaval do Rio, linda, sorridente. Na hora propus a ela para fazermos uma turma só de cadeirantes, que deu muito certo", diz Deto Montenegro, 49.
O espaço artístico, afirma o diretor, não é campo de terapias ou assistencialismo.
"Não faço paternalismo. Para subir ao palco, as pessoas precisam ter o que oferecer. É delicado tratar com a diversidade, mas tenho de ter o controle. Tenho muito orgulho de dirigir cego, cadeirante, down, porém, não abro mão da qualidade artística."
Há 21 anos em São Paulo, Deto é carioca, pai de dois filhos e não teve história ligada a causas sociais.
"O segredo de dar certo é o respeito às diferenças entre as pessoas e encontrar o charme que elas possuem. É difícil ter em um aluno regular a espontaneidade de um aluno com down, a carinha de ternura dele. E por aí vai."
A formação do diretor veio do trabalho ao lado do irmão, desde os 18 anos, em shows teatrais. Estreou em Brasília, ao lado de Cássia Eller e Zélia Duncan. Mais tarde, começou a dar aulas, mas, de acordo com Deto, sem compromisso profissional.
"Faço condicionamento artístico das pessoas. Não tenho a pretensão de formar um ator, mas sim de dar as pessoas a chance de desenvolver seu instinto para o teatro", afirma Deto.
SOCIABILIZAÇÃO
A dona de casa Ana Araújo acorda cedo aos domingos. Sai de Itapevi (Grande São Paulo) e pega trem e metrô para levar o filho André, 12, que tem autismo moderado, para fazer parte do grupo de teatro de Deto Montenegro.
"A ideia é excelente. Trabalha com a estima das pessoas e faz com que elas sejam percebidas pelos outros. Usar a arte para sociabilizar é muito interessante. Meu filho está amando", diz a mãe.
O projeto ainda é incipiente e é acompanhado pela psicóloga Tatiane Cristina Ribeiro, que atua com o público autista na USP e na Unifesp.
"Eles estão fazendo um curso que treina suas habilidades como a improvisação, os olhares, as expressões faciais. Não é uma terapia. No final eles serão outras pessoas, em alguma intensidade."
Diretor do grupo, Deto adota a mesma técnica de ensinar da dos outros alunos.
"Procuro trazê-los para o meu mundo, com humildade. Não tenho de dominar o autismo, preciso enquadrá-los no meu método. Todo humano tem seu lado artístico."
Autismo é um transtorno que afeta a sociabilidade, a comunicação e provoca interesse restrito de atenção.
Sem paternalismo, diretor investe em ator 'fora do padrão'
| Jairo Marques | Folha de S. Paulo | 24/06/2012 |
http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1109826-sem-paternalismo-diretor-investe-em-ator-fora-do-padrao.shtml
Jornal de Floripa
http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=22875
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É no espírito da poesia de Oswaldo Montenegro que o irmão caçula do cantor, Deto, dirige a diversidade na escola de teatro Oficina dos Menestreis.
O espaço tem o mesmo número de turmas de alunos "convencionais" que de alunos "fora do padrão" comum.
São cadeirantes, cegos, pessoas com síndrome de Down, idosos e, há mais de um mês, iniciou-se um grupo com autistas. Todos com temporadas disputadas de apresentações no Teatro Dias Gomes (Vila Mariana, em São Paulo - Rua Domingos de Moraes, 348).
"A história começou em 2003, quando vi uma moça cadeirante em meio ao Carnaval do Rio, linda, sorridente. Na hora propus a ela para fazermos uma turma só de cadeirantes, que deu muito certo", diz Deto Montenegro, 49.
O espaço artístico, afirma o diretor, não é campo de terapias ou assistencialismo.
"Não faço paternalismo. Para subir ao palco, as pessoas precisam ter o que oferecer. É delicado tratar com a diversidade, mas tenho de ter o controle. Tenho muito orgulho de dirigir cego, cadeirante, down, porém, não abro mão da qualidade artística."
Há 21 anos em São Paulo, Deto é carioca, pai de dois filhos e não teve história ligada a causas sociais.
"O segredo de dar certo é o respeito às diferenças entre as pessoas e encontrar o charme que elas possuem. É difícil ter em um aluno regular a espontaneidade de um aluno com down, a carinha de ternura dele. E por aí vai."
A formação do diretor veio do trabalho ao lado do irmão, desde os 18 anos, em shows teatrais. Estreou em Brasília, ao lado de Cássia Eller e Zélia Duncan. Mais tarde, começou a dar aulas, mas, de acordo com Deto, sem compromisso profissional.
"Faço condicionamento artístico das pessoas. Não tenho a pretensão de formar um ator, mas sim de dar as pessoas a chance de desenvolver seu instinto para o teatro", afirma Deto.
SOCIABILIZAÇÃO
A dona de casa Ana Araújo acorda cedo aos domingos. Sai de Itapevi (Grande São Paulo) e pega trem e metrô para levar o filho André, 12, que tem autismo moderado, para fazer parte do grupo de teatro de Deto Montenegro.
"A ideia é excelente. Trabalha com a estima das pessoas e faz com que elas sejam percebidas pelos outros. Usar a arte para sociabilizar é muito interessante. Meu filho está amando", diz a mãe.
O projeto ainda é incipiente e é acompanhado pela psicóloga Tatiane Cristina Ribeiro, que atua com o público autista na USP e na Unifesp.
"Eles estão fazendo um curso que treina suas habilidades como a improvisação, os olhares, as expressões faciais. Não é uma terapia. No final eles serão outras pessoas, em alguma intensidade."
Diretor do grupo, Deto adota a mesma técnica de ensinar da dos outros alunos.
"Procuro trazê-los para o meu mundo, com humildade. Não tenho de dominar o autismo, preciso enquadrá-los no meu método. Todo humano tem seu lado artístico."
Autismo é um transtorno que afeta a sociabilidade, a comunicação e provoca interesse restrito de atenção.
Sem paternalismo, diretor investe em ator 'fora do padrão'
| Jairo Marques | Folha de S. Paulo | 24/06/2012 |
http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1109826-sem-paternalismo-diretor-investe-em-ator-fora-do-padrao.shtml
Jornal de Floripa
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
14 de maio, discussão do PL 1631/2011 em São Paulo
A deputada federal Mara Gabrilli, relatora do Projeto de Lei nº 1.631/2011 que institui a política nacional de proteção dos direitos das pessoas com autismo, convida as organizações e familiares de pessoas com autismo para uma reunião de avaliação e discussão, quando poderão ser apresentadas opiniões, sugestões ou mesmo a aprovação do texto como foi apresentado.
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Discussão do PL nº 1.631/2011
14/05/2012 (segunda-feira)
14h00 às 17h00
Câmara Municipal de São Paulo (SP):
Viaduto Jacareí, 100 - 1º subsolo
Sala Oscar Pedroso Horta
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Autistas chegam ao mercado de trabalho (IstoÉ)
IstoÉ, na sua edição 2191, de 4 de novembro de 2011, traz a história de como pessoas autistas estão conseguindo se colocar no mercado de trabalho. Cita a empresa dinamarquesa Specialisterne e nos apresenta a Fernanda Raquel Nascimento, jovem aspie de São Paulo que trabalha como ilustradora da Livraria Saraiva. O proprietário da Editora, Jorge Saraiva, salienta que "ela realiza um trabalho de alta qualidade e com um ótimo atendimento da demanda".
Já em 10 de junho de 2009, a revista abordava a questão de como pessoas autistas estavam se organizando para melhorar sua integração na sociedade. A reportagem O outro lado do autismo mostrava como grupos de aspies se reuniam no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apresenta Rodolfo Leite, um jovem autista que descreve suas dificuldades de participação na sociedade. Ele diz que "Era como se fosse um alienígena na Terra".
Leia mais:
Autistas chegam ao mercado de trabalho
| Rachel Costa | 04/11/2011 | IstoÉ | 2191 |
http://www.istoe.com.br/reportagens/174092_AUTISTAS+CHEGAM+AO+MERCADO+DE+TRABALHO
O outro lado do autismo
| 10/6/2009 | IstoÉ | 2065 |
http://www.istoe.com.br/reportagens/19210_O+OUTRO+LADO+DO+AUTISMO
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
UFSCar sedia evento sobre comportamento autista
| Elton Alisson |Agência FAPESP | 22/11/2011 |
A pesquisa sobre o autismo – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e de comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria no seu tratamento.
Alguns desses avanços serão discutidos entre os dias 9 a 13 de janeiro na Escola São Paulo de Ciência Avançada, com o apoio da Fapesp: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista (ESPCA: Autism), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O evento é organizado pelo professor Antônio Celso de Noronha Goyos, do Departamento de Psicologia da UFSCar, em parceria com os pesquisadores Caio Miguel, da California State University, e Thomas Higbee, da Utah State University, nos Estados Unidos.
A escola reunirá 40 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado do Brasil e 25 do exterior, que terão aulas com 31 pesquisadores consagrados nas áreas de genética, medicina molecular e tratamento comportamental do autismo, sendo nove brasileiros e 22 provenientes de países como os Estados Unidos, Canadá, Noruega e Espanha.
Entre os pesquisadores do exterior estarão Brian Iwata, da Universidade da Flórida, e Douglas Greer, da Columbia University, ambos dos Estados Unidos. Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, professora da Universidade de São Paulo (USP), e Alysson Renato Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, serão alguns dos professores brasileiros.
Bueno tem se dedicado a estudos na área de genética do autismo, realizando mais recentemente pesquisas com células-tronco para compreensão dos mecanismos genéticos associados ao distúrbio neurológico.
Muotri, que realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado com bolsa da FAPESP, anunciou, no fim de 2010, ter conseguido acompanhar, pela primeira vez, o desenvolvimento de neurônios derivados de pacientes com comportamento autista (síndrome de Rett) e revertê-los ao estado normal. O pesquisador acredita que seu estudo abriu a perspectiva de, no futuro, reverter os sintomas do autismo.
“A pesquisa e o tratamento dos pacientes com autismo têm avançado muito nos últimos anos, principalmente em áreas como o desenvolvimento da linguagem e social. E não há, no Brasil, grupos de pesquisa bem estruturados nessa área, como existem nos Estados Unidos e na Europa”, disse Goyos, o organizador do evento, à Agência FAPESP.
De acordo com ele, apesar da excelência, as pesquisas realizadas no país na área são pulverizadas e têm maior ênfase no diagnóstico do que no tratamento dos pacientes, que, quanto mais cedo e de forma intensa for realizado, maiores e melhores são as chances de recuperação. Além disso, a capacitação dos profissionais que atuam no tratamento do distúrbio neurológico, nos níveis clínico e escolar, também é bastante deficiente.
Com base nessa constatação, a programação da ESPCA: Autism foi planejada para possibilitar tanto a formação e atualização de profissionais especializados no atendimento e tratamento de pacientes autistas no país, como também para fomentar a consolidação de grupos de pesquisa na área, especialmente no Estado de São Paulo.
“O único programa de pós-graduação dedicado totalmente à educação especial em todo o Brasil está na UFSCar. É preciso criar mais programas de pós-graduação como esse para atender à demanda e transformar São Paulo em um pólo de formação de pesquisadores nessa área”, sugeriu Goyos.
Aberta ao público
A sessão de abertura da Escola terá entrada livre para o público em geral. Após a solenidade, haverá um painel de discussão, composto por pesquisadores convidados para a Escola, que apresentarão perspectivas dos estudos nas três áreas que produzem o maior número de pesquisas atualmente sobre autismo: genética, medicina molecular e análise comportamental.
A programação do evento será composta por workshops e apresentações orais de pesquisas básicas e avançadas pelos pesquisadores e professores convidados, e sessão de apresentação de pôsteres pelos estudantes participantes.
Os interessados em assistir alguma das apresentações, que serão realizadas em inglês, sem tradução para o português, deverão solicitar a inscrição pelo e-mail espca.autism@gmail.com. As vagas são limitadas.
Mais informações: www.lahmiei.ufscar.br/espca
Fonte: Agência Fapesp
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A pesquisa sobre o autismo – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e de comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria no seu tratamento.
Alguns desses avanços serão discutidos entre os dias 9 a 13 de janeiro na Escola São Paulo de Ciência Avançada, com o apoio da Fapesp: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista (ESPCA: Autism), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O evento é organizado pelo professor Antônio Celso de Noronha Goyos, do Departamento de Psicologia da UFSCar, em parceria com os pesquisadores Caio Miguel, da California State University, e Thomas Higbee, da Utah State University, nos Estados Unidos.
A escola reunirá 40 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado do Brasil e 25 do exterior, que terão aulas com 31 pesquisadores consagrados nas áreas de genética, medicina molecular e tratamento comportamental do autismo, sendo nove brasileiros e 22 provenientes de países como os Estados Unidos, Canadá, Noruega e Espanha.
Entre os pesquisadores do exterior estarão Brian Iwata, da Universidade da Flórida, e Douglas Greer, da Columbia University, ambos dos Estados Unidos. Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, professora da Universidade de São Paulo (USP), e Alysson Renato Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, serão alguns dos professores brasileiros.
Bueno tem se dedicado a estudos na área de genética do autismo, realizando mais recentemente pesquisas com células-tronco para compreensão dos mecanismos genéticos associados ao distúrbio neurológico.
Muotri, que realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado com bolsa da FAPESP, anunciou, no fim de 2010, ter conseguido acompanhar, pela primeira vez, o desenvolvimento de neurônios derivados de pacientes com comportamento autista (síndrome de Rett) e revertê-los ao estado normal. O pesquisador acredita que seu estudo abriu a perspectiva de, no futuro, reverter os sintomas do autismo.
“A pesquisa e o tratamento dos pacientes com autismo têm avançado muito nos últimos anos, principalmente em áreas como o desenvolvimento da linguagem e social. E não há, no Brasil, grupos de pesquisa bem estruturados nessa área, como existem nos Estados Unidos e na Europa”, disse Goyos, o organizador do evento, à Agência FAPESP.
De acordo com ele, apesar da excelência, as pesquisas realizadas no país na área são pulverizadas e têm maior ênfase no diagnóstico do que no tratamento dos pacientes, que, quanto mais cedo e de forma intensa for realizado, maiores e melhores são as chances de recuperação. Além disso, a capacitação dos profissionais que atuam no tratamento do distúrbio neurológico, nos níveis clínico e escolar, também é bastante deficiente.
Com base nessa constatação, a programação da ESPCA: Autism foi planejada para possibilitar tanto a formação e atualização de profissionais especializados no atendimento e tratamento de pacientes autistas no país, como também para fomentar a consolidação de grupos de pesquisa na área, especialmente no Estado de São Paulo.
“O único programa de pós-graduação dedicado totalmente à educação especial em todo o Brasil está na UFSCar. É preciso criar mais programas de pós-graduação como esse para atender à demanda e transformar São Paulo em um pólo de formação de pesquisadores nessa área”, sugeriu Goyos.
Aberta ao público
A sessão de abertura da Escola terá entrada livre para o público em geral. Após a solenidade, haverá um painel de discussão, composto por pesquisadores convidados para a Escola, que apresentarão perspectivas dos estudos nas três áreas que produzem o maior número de pesquisas atualmente sobre autismo: genética, medicina molecular e análise comportamental.
A programação do evento será composta por workshops e apresentações orais de pesquisas básicas e avançadas pelos pesquisadores e professores convidados, e sessão de apresentação de pôsteres pelos estudantes participantes.
Os interessados em assistir alguma das apresentações, que serão realizadas em inglês, sem tradução para o português, deverão solicitar a inscrição pelo e-mail espca.autism@gmail.com. As vagas são limitadas.
Mais informações: www.lahmiei.ufscar.br/espca
Fonte: Agência Fapesp
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Isenção de Rodizio Municipal em São Paulo
Dica de Inês Dias para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil
Motoristas da cidade de São Paulo que tenham deficiência, ou que transportem pessoas com deficiência, podem solicitar Autorização Especial para a liberação do Rodízio Municipal. Isos inclui os diferentes tipos de autismo.
Alice, cujo filho tem a síndrome de Asperger, relata na Comunidade Virtual Autismo no Brasil que, apresentando um laudo do Hospital das Clínicas, conseguiu a Autorização.
Fonte:
Isenção de Rodízio Municipal para Pessoa com Deficiência
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/autorizacoes_especiais/index.php?p=9400
O que é e a quem se destina?
Autorização Especial para a liberação do Rodízio Municipal, de veículos dirigidos por pessoas com deficiência ou por quem as transportem
Como solicitar?
Deverá preencher o requerimento para o cadastro do veículo.
O requerimento poderá ser obtido das seguintes formas:
Pessoalmente
DSV / Autorizações Especiais (DSV-AE) Rua Sumidouro, 740 - Térreo – Pinheiros - CEP: 05428-010 De segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.
Via Correios
DSV / Autorizações Especiais - DSV-AE Isenção de Rodízio Municipal Caixa Postal 11.400 - CEP 05422-970
Dúvidas e informações:
Mais esclarecimentos sobre o assunto podem ser obtidos no endereço acima ou pelos telefones 3812-3281 ou 3816-3022.
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Motoristas da cidade de São Paulo que tenham deficiência, ou que transportem pessoas com deficiência, podem solicitar Autorização Especial para a liberação do Rodízio Municipal. Isos inclui os diferentes tipos de autismo.
Alice, cujo filho tem a síndrome de Asperger, relata na Comunidade Virtual Autismo no Brasil que, apresentando um laudo do Hospital das Clínicas, conseguiu a Autorização.
Fonte:
Isenção de Rodízio Municipal para Pessoa com Deficiência
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/autorizacoes_especiais/index.php?p=9400
O que é e a quem se destina?
Autorização Especial para a liberação do Rodízio Municipal, de veículos dirigidos por pessoas com deficiência ou por quem as transportem
Como solicitar?
Deverá preencher o requerimento para o cadastro do veículo.
O requerimento poderá ser obtido das seguintes formas:
- Clique aqui para imprimir o formulário do requerimento, ou
- No setor de Autorizações Especiais do DSV
- original ou cópia autenticada de Atestado Médico comprovando a deficiência, contendo Códito Internacional de Doenças - CID, com carimbo, CRM e assinatura do médico e com data não superior a três meses;
- cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo - CRLV;
- cópia simples do Cadastro de Pessoa Física - CPF do portador de deficiência;
- cópia simples da Carteira de Identidade - RG ou documento equivalente do requerente e do representante legal, quando for o caso. Na ausência do RG, anexar a Certidão de Nascimento; e
- no caso de representante legal deverá ser anexado cópia simples da procuração ou curatela ou guarda permanente.
Pessoalmente
DSV / Autorizações Especiais (DSV-AE) Rua Sumidouro, 740 - Térreo – Pinheiros - CEP: 05428-010 De segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.
Via Correios
DSV / Autorizações Especiais - DSV-AE Isenção de Rodízio Municipal Caixa Postal 11.400 - CEP 05422-970
Dúvidas e informações:
Mais esclarecimentos sobre o assunto podem ser obtidos no endereço acima ou pelos telefones 3812-3281 ou 3816-3022.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Prefeitura de Indaiatuba (SP) repassa prédio para atendimento a pessoas autistas
A Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria de Educação, entregou, no dia 4 de agosto, o prédio da Emeb "Profª Lucia Steffen" para o Colégio Integração e Vivência do Autista de Indaiatuba (Civai) ligado ao Centro de Integração, Reabilitação e Vivência do Autista (Cirva).
Serão atendidos 20 alunos no Ensino Fundamental. Para 2012, a previsão é que haja um aumento de 20% dos alunos atendidos. O atendimento no sistema de ambulatório, continuará a ser feito na unidade antiga.
O prédio da Unidade Escolar foi desativado no início de 2010 e os alunos da Educação Infantil foram remanejados para a Emeb "Profª Áurea Moreira da Costa", localizada no mesmo bairro. A reforma de adequação do prédio, que possui 211,05 m², custou R$ 170.050,26 e incluiu a divisão de duas salas de aula em quatro, adaptação do pátio para uma secretaria, adequação de banheiros, substituição do alambrado por mureta e gradil e pintura geral. Também foi feito o aterro de uma parte do pátio e instalado um playground no local.
A Unidade Escolar está localizada na rua Alberto Santos Dumont nº 95, Vila Teller.
Cirva
O Cirva foi fundado em 997 por Maria Rosilda da Silva, que gerencia a entidade; a presidente é Rosimeire Martinha de Souza. Atualmente, funciona na Rua Padre Bento Pacheco nº 741 - Jardim Pau Preto, atendendo a famílias, portadores de autismo, e outras síndromes, na faixa etária de 5 a 30 anos, tendo convênios com a as Secretarias de Saúde, Educação e Social da Prefeitura de Idaiatuba.
São atendidos 42 pacientes, 20 alunos do Núcleo Civai em três salas de aulas. São 22 alunos do Programa de Inclusão que recebem atendimentos de ambulatório. Também conta com profissionais de Fonoaudilogia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Educação Física, Psicologia, Educação Física, Refloxologia e Serviço Social além das orientações para mães e famílias.
Prédio da Emeb 'Profª Lucia Steffen' é entregue para o Civai
http://www.itu.com.br/regiao/noticia/o-predio-da-emeb-prof-lucia-steffen-e-entregue-para-o-civai-20110808
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Serão atendidos 20 alunos no Ensino Fundamental. Para 2012, a previsão é que haja um aumento de 20% dos alunos atendidos. O atendimento no sistema de ambulatório, continuará a ser feito na unidade antiga.
O prédio da Unidade Escolar foi desativado no início de 2010 e os alunos da Educação Infantil foram remanejados para a Emeb "Profª Áurea Moreira da Costa", localizada no mesmo bairro. A reforma de adequação do prédio, que possui 211,05 m², custou R$ 170.050,26 e incluiu a divisão de duas salas de aula em quatro, adaptação do pátio para uma secretaria, adequação de banheiros, substituição do alambrado por mureta e gradil e pintura geral. Também foi feito o aterro de uma parte do pátio e instalado um playground no local.
A Unidade Escolar está localizada na rua Alberto Santos Dumont nº 95, Vila Teller.
Cirva
O Cirva foi fundado em 997 por Maria Rosilda da Silva, que gerencia a entidade; a presidente é Rosimeire Martinha de Souza. Atualmente, funciona na Rua Padre Bento Pacheco nº 741 - Jardim Pau Preto, atendendo a famílias, portadores de autismo, e outras síndromes, na faixa etária de 5 a 30 anos, tendo convênios com a as Secretarias de Saúde, Educação e Social da Prefeitura de Idaiatuba.
São atendidos 42 pacientes, 20 alunos do Núcleo Civai em três salas de aulas. São 22 alunos do Programa de Inclusão que recebem atendimentos de ambulatório. Também conta com profissionais de Fonoaudilogia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Educação Física, Psicologia, Educação Física, Refloxologia e Serviço Social além das orientações para mães e famílias.
Prédio da Emeb 'Profª Lucia Steffen' é entregue para o Civai
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
S. Paulo: defensoria quer indenização para autistas
| Diário do Grande ABC | 1/8/2011 |
A Defensoria Pública de São Paulo ingressou com uma ação de indenização por danos materiais e morais em favor de duas pessoas portadoras de autismo. Elas teriam sido vítimas de maus tratos em uma entidade conveniada com o Estado para prestação de atendimento para pessoas com deficiência. O órgão pede indenização no valor de 200 salários mínimos para cada um dos autores.
De acordo com a Defensora Pública Renata Flores Tibyriçá, que assina a ação, a entidade Casa de David Tabernáculo Espírita para Excepcionais de São Paulo apresenta diversas irregularidades, atestadas inclusive com laudos técnicos realizados por representante da Secretaria de Saúde, por perito judicial e por assistente técnico da Defensoria Pública.
As pessoas com autismo eram alocadas em uma enfermaria, sem qualquer distinção de idade, gravidade ou mesmo força física, onde ficavam aprisionados por grades. O banheiro utilizado era comum, com vasos sanitários sem tampa e sem papel higiênico disponível.
Segundo Renata, os pacientes cujas mães procuraram a Defensoria sofriam maus tratos e, por denunciar as irregularidades, elas sofreram restrições de visitas aos seus filhos, podendo realizá-las apenas nas áreas externas da instituição. Devido às denúncias, os pacientes foram transferidos para outra entidade conveniada.
Defensoria quer indenização para autistas de clínica
http://www.dgabc.com.br/News/5903650/defensoria-quer-indenizacao-para-autistas-de-clinica.aspx
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A Defensoria Pública de São Paulo ingressou com uma ação de indenização por danos materiais e morais em favor de duas pessoas portadoras de autismo. Elas teriam sido vítimas de maus tratos em uma entidade conveniada com o Estado para prestação de atendimento para pessoas com deficiência. O órgão pede indenização no valor de 200 salários mínimos para cada um dos autores.
De acordo com a Defensora Pública Renata Flores Tibyriçá, que assina a ação, a entidade Casa de David Tabernáculo Espírita para Excepcionais de São Paulo apresenta diversas irregularidades, atestadas inclusive com laudos técnicos realizados por representante da Secretaria de Saúde, por perito judicial e por assistente técnico da Defensoria Pública.
As pessoas com autismo eram alocadas em uma enfermaria, sem qualquer distinção de idade, gravidade ou mesmo força física, onde ficavam aprisionados por grades. O banheiro utilizado era comum, com vasos sanitários sem tampa e sem papel higiênico disponível.
Segundo Renata, os pacientes cujas mães procuraram a Defensoria sofriam maus tratos e, por denunciar as irregularidades, elas sofreram restrições de visitas aos seus filhos, podendo realizá-las apenas nas áreas externas da instituição. Devido às denúncias, os pacientes foram transferidos para outra entidade conveniada.
Defensoria quer indenização para autistas de clínica
http://www.dgabc.com.br/News/5903650/defensoria-quer-indenizacao-para-autistas-de-clinica.aspx
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Prefeito de São Paulo promulga lei para pessoas autistas
Diário Oficial da Cidade de São Paulo, 12/07/2011
A cidade de São Paulo, aogra, tem uma lei que estabeleceas diretrizes para a política de atendimento a pessoas com TGD:
LEI Nº 15.409, DE 11 DE JULHO DE 2011
(Projeto de Lei nº 492/09, dos Vereadores Antonio Carlos Rodrigues - PR e Atílio Francisco - PRB)
Estabelecem diretrizes a serem observadas na formulação da Política Municipal de Atendimento às Pessoas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Autismo.
GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 15 de junho de 2011, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º O Poder Público, quando da formulação e implementação da Política Municipal de Atendimento às Pessoas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Autismo, se pautará pelas seguintes diretrizes, dentre outras que visem à sua proteção, promoção e integração:
I - atendimento das pessoas com autismo nas instituições públicas municipais, de forma igualitária, respeitadas as peculiaridades inerentes às diferentes situações;
II - atendimento em equipamento de saúde previsto na legislação federal pertinente, através de projeto terapêutico individualizado e de acordo com as necessidades de cada pessoa, a partir de avaliações multiprofissionais;
III - promoção da estimulação das pessoas com autismo mediante emprego de recursos de fisioterapia, fonoaudiologia e psicopedagogia, além de outros que demonstrem eficácia nesse tratamento;
IV - (VETADO)
V - divulgação de informações sobre o autismo e os cuidados que ela demanda, preferencialmente pela realização de campanhas educativas e de conscientização.
Art. 2º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 11 de julho de 2011, 458º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
NELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo Municipal
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 11 de julho de 2011.
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A cidade de São Paulo, aogra, tem uma lei que estabeleceas diretrizes para a política de atendimento a pessoas com TGD:
LEI Nº 15.409, DE 11 DE JULHO DE 2011
(Projeto de Lei nº 492/09, dos Vereadores Antonio Carlos Rodrigues - PR e Atílio Francisco - PRB)
Estabelecem diretrizes a serem observadas na formulação da Política Municipal de Atendimento às Pessoas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Autismo.
GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 15 de junho de 2011, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º O Poder Público, quando da formulação e implementação da Política Municipal de Atendimento às Pessoas com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Autismo, se pautará pelas seguintes diretrizes, dentre outras que visem à sua proteção, promoção e integração:
I - atendimento das pessoas com autismo nas instituições públicas municipais, de forma igualitária, respeitadas as peculiaridades inerentes às diferentes situações;
II - atendimento em equipamento de saúde previsto na legislação federal pertinente, através de projeto terapêutico individualizado e de acordo com as necessidades de cada pessoa, a partir de avaliações multiprofissionais;
III - promoção da estimulação das pessoas com autismo mediante emprego de recursos de fisioterapia, fonoaudiologia e psicopedagogia, além de outros que demonstrem eficácia nesse tratamento;
IV - (VETADO)
V - divulgação de informações sobre o autismo e os cuidados que ela demanda, preferencialmente pela realização de campanhas educativas e de conscientização.
Art. 2º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 11 de julho de 2011, 458º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
NELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo Municipal
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 11 de julho de 2011.
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domingo, 17 de julho de 2011
São Paulo - liminar dá direito a transporte especial para pessoas autistas
| Elaine Patricia Cruz | Agência Brasil (em São Paulo) | 16/07/2011 |
O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.
"A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus", disse a defensora pública Renata Tibyriçá.
A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.
A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária. "O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade", disse.
Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. "Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais", disse o juiz.
Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas. "Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas", declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.
SP terá de fornecer transporte especializado para autista
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5245606-EI306,00-Sao+Paulo+tera+que+fornecer+transporte+especial+para+autistas.html
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--618-20110716&tit=sp+tera+de+fornecer+transporte+especializado+para+autista
Autismo: entrevista com a defensora Renata Tibyriçá
| Mariana Kotscho e Roberta Manreza | Papo de Mãe | TV Brasil | 4/4/2011 |
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O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.
"A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus", disse a defensora pública Renata Tibyriçá.
A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.
A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária. "O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade", disse.
Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. "Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais", disse o juiz.
Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas. "Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas", declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.
SP terá de fornecer transporte especializado para autista
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5245606-EI306,00-Sao+Paulo+tera+que+fornecer+transporte+especial+para+autistas.html
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--618-20110716&tit=sp+tera+de+fornecer+transporte+especializado+para+autista
Autismo: entrevista com a defensora Renata Tibyriçá
| Mariana Kotscho e Roberta Manreza | Papo de Mãe | TV Brasil | 4/4/2011 |
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domingo, 3 de julho de 2011
Falecimento Mercadante
A notícia chegou pela Lista Autismo e se espalhou: o Dr. Marcos Tomanik Mercadante, professor da Unifesp e da Universidade Mackenzie, psiquiatra, pesquisador de autismo, cientista que vinha despontando na área, psiquiatra preocupado com o lado humano de seus pacientes, fundador do grupo Autismo & Realidade, faleceu neste dia 2 de julho, sábado.
A causa de sua morte foram as complicações de um câncer de pâncreas descoberto quando já havia ocorrido a metástase.
A comunidade de pessoas autistas, seus familiares e amigos sente de uma forma profunda sua perda. A Ciência, a Medicina, enfim, a Sociedade Braslieira como um todo perdeu um cidadão de qualidade.
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A causa de sua morte foram as complicações de um câncer de pâncreas descoberto quando já havia ocorrido a metástase.
A comunidade de pessoas autistas, seus familiares e amigos sente de uma forma profunda sua perda. A Ciência, a Medicina, enfim, a Sociedade Braslieira como um todo perdeu um cidadão de qualidade.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
São Paulo: Dois projetos de lei propõem isenção de ICMS de automóveis
Na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, há dois projetos de lei propondo a isenção de ICMS na compra de automóveis para pessoas autistas.
Verifique o seu andamento:
Projeto de lei nº 752 de 2005, de autoria de Edmir Chedid;
Projeto de lei nº 614 de 2007, de autoria de Paulo Alexandre Barbosa.
Download do PL 752/2005
Download do PL 614/2007
Verifique o seu andamento:
Projeto de lei nº 752 de 2005, de autoria de Edmir Chedid;
Projeto de lei nº 614 de 2007, de autoria de Paulo Alexandre Barbosa.
Download do PL 752/2005
Download do PL 614/2007
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Teatro no interior - Cachorro Morto
A Viagem Teatral 2009, projeto corporativo do SESI-SP, vem apresentando gratuitamente 13 espetáculos de grupos teatrais profissionais em 13 unidades do interior paulista, desde 26 de fevereiro. Dentre as treze peças selecionadas, destaca-se Cachorro Morto, baseada no livro O Estranho Caso do Cachorro Morto, de Mark Haddon, um romance com clima policial protagonizado por Christopher, um garoto ásperguer que, ao desvendar o mistério da morte do poodle de sua vizinha, descobre muito a seu próprio respeito.
| 9/5/2009 | 20:00 | SESI RIO CLARO |
| 10/5/2009 | 20:00 | SESI RIO CLARO |
| 16/5/2009 | 20:00 | SESI PIRACICABA |
| 17/5/2009 | 20:00 | SESI PIRACICABA |
| 23/5/2009 | 20:00 | SESI ITAPETININGA |
| 24/5/2009 | 20:00 | SESI ITAPETININGA |
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