| Roxanne Palmer | IBT | 30/9/2013 |
O que você faria se o seu filho não conseguisse parar de gritar?
Os pais de um garoto autista de 16 anos estão respirando um pouco melhor depois de uma cirurgia das pregas ("cordas") vocais praticamente eliminar sua tendência a gritar quase duas mil vezes por dia. Mas a idéia de separar as pregas vocais de uma criança para acalmá-lo pode ser preocupante, para dizer o mínimo. Alguns defensores dos direitos do autismo estão furiosos, chamando-o equivalente à tortura.
Seth Dailey, um cirurgião do Hospital da Universidade de Wisconsin, realizou a operação em Kade Hanegraaf em 2011. A operação, chamada de tireoplastia, envolve afastar as pregas vocais e inserir um “calço” de malha para mantê-las sem se tocar durante um espasmo. O resultado é uma diferença maior entre as pregas vocais, o que resulta num tom mais suave. Ele e seus colegas relataram a cirurgia na revista Journal of Voice no início deste ano, mas a operação recentemente ganhou atenção, graças a um artigo no Wisconsin State Journal of Madison.
De acordo com o artigo de Dailey e colegas, o gritar de Kade Hanegraaf era um tique vocal involuntário, decorrente da síndrome de Tourette, que muitas vezes está prsente em pessoas com perturbações do espectro do autismo. Antes da cirurgia, seus gritos podiam chegar a um volume de até 90 decibéis – mais alto que um secador de cabelo. Seis meses após a tireoplastia, a frequência de seus gritos caiu 90 por cento e o que restou foram tiques com a metade do volume de antes.
"Além disso, ele tem demonstrado maior capacidade de conversar com seus colegas, participar de atividades escolares e até mesmo melhorou seu estado nutricional", Dailey e colegas relataram no Journal of Voice.
Mas muitos ativistas, incluindo adultos autistas, estão preocupados com a falta de informação sobre se Kade consentiu ou não com a operação. É difícil simplesmente concordar com um processo que se assemelha à operação de "deslatimento" às vezes realizada em cães. E abordagem da história de Kade na mídia tem ignorado a sua própria autonomia corporal. A escritora autista Lydia Brown aponta em seu blog que nem o artigo do Wisconsin State Journal, nem o artigo científico explicam se o tique era prejudicial para o próprio paciente e não apenas seus pais.
Se o tique não era prejudicial a Kade, "há outras maneiras de resolver a questão do que uma cirurgia forçada", escreveu Brown. "Já vi outras pessoas autistas escreverem que aprenderam estratégias de enfrentamento e formas de evitar alguns tipos de autolesão, por exemplo, com outras pessoas autistas. Visivelmente, não com terapeutas, médicos ou outros profissionais."
Em entrevista à Salon, Dailey (que tem uma criança autista) observou que o procedimento é reversível.
O tique "foi [pelos pais de Kade] julgado prejudicial para ele, para não falar de seu irmão, que é sensível ao ruído, como muitas crianças autistas são", disse Dailey Salon." Estava prejudicando sua capacidade de obter apoio e fazer coisas que precisava. Seu trem havia descarrilado durante este tempo porque era literalmente impossível de estar com ele como um cuidador".
A família também tinha tentado tratamentos comportamentais, medicamentos e injeções de Botox no interior da garganta antes de chegarem a Dailey, conta o cirurgião.
Defensores do autismo temem procedimentos médicos "corretivos", alguns dos quais são vistos mais como uma maneira de “normalizar” as pessoas autistas do que realmente beneficiar o paciente. E muitas das conversas sobre autismo – seja em grupos de caridade, edifícios governamentais ou revistas de pesquisa – tendem a deixar de lado os pensamentos e os desejos das pessoas com a doença.
Mas "quando você vê o seu filho atormentado, com dificuldade para comer sem gritar, com isso invadindo toda a sua vida, não acha ético deixá-lo sofrer assim", a mãe de Kade, Vicki Handegraaf, disse. "Quando você isso espalhar-se pelo seu irmão, é uma punição perpétua. Eu não vi meu filho sorrir por três anos e meio. Agora, ele tem uma nova vida.
Surgery To Stop Autistic Boy's Screaming Tic Raises Ethical Questions
http://www.ibtimes.com/surgery-stop-autistic-boys-screaming-tic-raises-ethical-questions-1413036
Roxanne Palmer | International Business Times | 30/9/2013 |
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Abbott paga indenização pelo Depakote
| Jef Feeley e Margaret Cronin Fisk | Business Week | 8/5/2012 |
O laboratório Abbott (ABT) chegou a um acordo em que pagará US$ 1,6 bilhão (um bilhão e seiscentos milhões de dólares) para saldar os débitos federais e estaduais decorrentes de uma investigação sobre o antiepiléptico Depakote, a segunda maior indenização por venda de medicamentos na história dos EUA.
A empresa pagará US$ 800 milhões para a retirada das acusações civis apresentadas pelos governos federal e estadual e US$ 700 milhões como sanção penal, disse o Departamento de Justiça em um comunicado. A Abbott comercializou o medicamento, aprovado para a epilepsia, transtorno bipolar e prevenção da enxaqueca, para usos não aprovados, incluindo demência e autismo, disseram os EUA.
A indenização foi resultado de uma investigação que durou quatro anos sobre as práticas de vendas da Abbott iniciadas em 1998, a Abbott Park, de Illinois, disse ontem em um comunicado. A empresa também informou que pagará aos estados US$ 100 milhões, para resolver questões de defesa do consumidor. O Estado do Arizona, por exemplo, receberá US$ 2 milhões como sua parte nessa indenização.
"A Abbott não apenas praticou marketing não indicado, mas visou pacientes idosos com demência e minimizou os riscos de seus próprios estudos clínicos," disse o promotor geral associado Tony West na declaração do Departamento de Justiça. "Como esta resolução criminal e civil demonstrou, aqueles que colocarem os lucros à frente dos pacientes pagarão um preço bem alto".
Reuben Guttman, advogado dos denunciantes, afirmou que a Abbott agiu contra duas categorais particularmente vulneráveis de pacientes: os idosos e as crianças, violando as normas básicas do cuidado com a saúde e a ética.
Recursos já estavam reservados para pagar a indenização
O acordo vem quando diretores da Abbott avançam nos planos de dividir a empresa em duas até o final do ano. Uma das empresas resultantes vai vender produtos médicos e outros medicamentos de prescrição. As receitas da Abbott no primeiro trimestre subiram 4,6% para 9,46 bilhões dólares, disseram os executivos no mês passado.
A empresa já anunciara ter reservado recursos para pagar um acordo deste tamanho. O acordo fica atrás, apenas, do fechado pela Pfizer Inc. no valor de US$ 2,3 bilhões pagos em 2009 para atender às investigações de comercialização indevida de seu analgésico Bextra e outras drogas.
"Estamos contentes por resolver este assunto e temos confiança de que nossos programas atuais satisfazem as exigências da presente resolução", disse Laura J. Schumacher, vice-presidente executiva e conselheira geral da Abbott no comunicado.
Funcionários do Departamento de Justiça disseram no ano passado que estavam envolvidos em "ativas discussões" de quitação com a Abbott sobre suas práticas de comercialização do Depakote. O governo concordou em se unir às ações movidas por ex-funcionários da Abbott que alegavam ter a empresa atuado no chamado comércio off-label da droga antiepiléptico a partir do final dos anos 1990.
Equipe de Vendas Especializada
"A Abbott admite que, entre 1998 e 2006, manteve uma equipe de vendas especializada, treinada para vender o Depakote em casas de repouso para o controle de agitação e agressividade em pacientes idosos com demência, apesar da ausência de provas científicas críveis de que o medicamento fosse seguro e eficaz para esse uso", disse o Departamento de Justiça em sua declaração.
A Abbott também comercializou o medicamento para ser usado em combinação com certos antipsicóticos para tratar a esquizofrenia, "mesmo depois de seus testes clínicos não terem conseguido demonstrar que a adição de Depakote tornava o antipsicótico atípico mais eficaz para esse uso", acrescentou o Departamento de Justiça.
Os reguladores federais dos EUA aprovaram o Depakote apenas para a prevenção de enxaquecas, tratamento de episódios maníacos agudos em pacientes bipolares e para deter convulsões em adultos e crianças.
De acordo com a lei dos EUA, um médico pode prescrever um medicamento para qualquer condição, desde que esteja licenciada pela Food and Drug Administration EUA e seja provado ser segura e eficaz. As empresas farmacêuticas não estão autorizadas a promover uma droga para outros usos que não sejam aprovadas.
Reclamações dos denunciantes
O acordo também abrange as alegações de que a Abbott pagou propinas para os profissionais de saúde e fornecedores de farmácias para induzi-los a promover ou prescrever Depakote, segundo a declaração do Departamento de Justiça.
"Este é um fantástico resultado para o público", declarou em entrevista Reuben A. Guttman, um advogado de Washington que representa alguns dos denunciantes que processaram a Abbott. "É uma dos maiores indenizações por falsas alegações de medicamentos da história."
Os denunciantes terão US$ 84 milhões da parcela da recuperação civil federal da indenização, de acordo com as disposições do Ato Federal das Falsas Alegações (False Claims Act).
Na parcela civil de US$ 800 milhões de dólares do acordo com os EUA, a Abbott pagará US$ 560,9 milhões para o governo federal e US$ 239,1 milhões para os estados participantes, informou o Departamento de Justiça. A Louisiana não está participando da liquidação, de acordo com o Departamento de Justiça.
É o segundo acordo de comercialização ilegal que o governo chegou com um fabricante de um remédio para epilepsia. Em 2004, a unidade da Pfizer Warner-Lambert se declarou culpada de acusações criminais federais sobre a comercialização ilegal de sua droga para epilepsia Neurontin e pagou US$ 430 milhões para resolver as denúncias criminal e civil sobre a medicação.
O caso Depakote é U.S. ex rel. McCoyd v. Abbott Laboratories, 1:07-CV-00081, U.S. District Court, Western District of Virginia (Abingdon).
Abbott to Pay $1.6 Billion to Settle Depakote Drug Allegations
http://www.businessweek.com/news/2012-05-07/abbott-to-pay-1-dot-6-billion-to-settle-depakote-marketing-claims
Laboratório vai pagar US$ 1,5 bi por marketing indevido
| Jornal Floripa | 10/05/2012 |
http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=2015
A farmacêutica Abbott concordou em pagar US$ 1,5 bilhão por ter promovido o medicamento Depakote (divalproato de sódio) para tratamento de esquizofrenia, demência e autismo nos EUA. O remédio só é aprovado contra epilepsia, enxaqueca e transtorno bipolar.
A Abbott afirmou estar contente em resolver o caso. O acordo feito com o governo também prevê ajustes no marketing do remédio.
Arizona to collect $2 million in Abbott settlement
http://kjzz.org/content/1205/arizona-collect-2-million-abbott-settlement
US drug company to pay $1.6bn over Depakote mis-selling
http://www.bbc.co.uk/news/world-us-canada-17986753
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O laboratório Abbott (ABT) chegou a um acordo em que pagará US$ 1,6 bilhão (um bilhão e seiscentos milhões de dólares) para saldar os débitos federais e estaduais decorrentes de uma investigação sobre o antiepiléptico Depakote, a segunda maior indenização por venda de medicamentos na história dos EUA.
A empresa pagará US$ 800 milhões para a retirada das acusações civis apresentadas pelos governos federal e estadual e US$ 700 milhões como sanção penal, disse o Departamento de Justiça em um comunicado. A Abbott comercializou o medicamento, aprovado para a epilepsia, transtorno bipolar e prevenção da enxaqueca, para usos não aprovados, incluindo demência e autismo, disseram os EUA.
A indenização foi resultado de uma investigação que durou quatro anos sobre as práticas de vendas da Abbott iniciadas em 1998, a Abbott Park, de Illinois, disse ontem em um comunicado. A empresa também informou que pagará aos estados US$ 100 milhões, para resolver questões de defesa do consumidor. O Estado do Arizona, por exemplo, receberá US$ 2 milhões como sua parte nessa indenização.
"A Abbott não apenas praticou marketing não indicado, mas visou pacientes idosos com demência e minimizou os riscos de seus próprios estudos clínicos," disse o promotor geral associado Tony West na declaração do Departamento de Justiça. "Como esta resolução criminal e civil demonstrou, aqueles que colocarem os lucros à frente dos pacientes pagarão um preço bem alto".
Reuben Guttman, advogado dos denunciantes, afirmou que a Abbott agiu contra duas categorais particularmente vulneráveis de pacientes: os idosos e as crianças, violando as normas básicas do cuidado com a saúde e a ética.
Recursos já estavam reservados para pagar a indenização
O acordo vem quando diretores da Abbott avançam nos planos de dividir a empresa em duas até o final do ano. Uma das empresas resultantes vai vender produtos médicos e outros medicamentos de prescrição. As receitas da Abbott no primeiro trimestre subiram 4,6% para 9,46 bilhões dólares, disseram os executivos no mês passado.
A empresa já anunciara ter reservado recursos para pagar um acordo deste tamanho. O acordo fica atrás, apenas, do fechado pela Pfizer Inc. no valor de US$ 2,3 bilhões pagos em 2009 para atender às investigações de comercialização indevida de seu analgésico Bextra e outras drogas.
"Estamos contentes por resolver este assunto e temos confiança de que nossos programas atuais satisfazem as exigências da presente resolução", disse Laura J. Schumacher, vice-presidente executiva e conselheira geral da Abbott no comunicado.
Funcionários do Departamento de Justiça disseram no ano passado que estavam envolvidos em "ativas discussões" de quitação com a Abbott sobre suas práticas de comercialização do Depakote. O governo concordou em se unir às ações movidas por ex-funcionários da Abbott que alegavam ter a empresa atuado no chamado comércio off-label da droga antiepiléptico a partir do final dos anos 1990.
Equipe de Vendas Especializada
"A Abbott admite que, entre 1998 e 2006, manteve uma equipe de vendas especializada, treinada para vender o Depakote em casas de repouso para o controle de agitação e agressividade em pacientes idosos com demência, apesar da ausência de provas científicas críveis de que o medicamento fosse seguro e eficaz para esse uso", disse o Departamento de Justiça em sua declaração.
A Abbott também comercializou o medicamento para ser usado em combinação com certos antipsicóticos para tratar a esquizofrenia, "mesmo depois de seus testes clínicos não terem conseguido demonstrar que a adição de Depakote tornava o antipsicótico atípico mais eficaz para esse uso", acrescentou o Departamento de Justiça.
Os reguladores federais dos EUA aprovaram o Depakote apenas para a prevenção de enxaquecas, tratamento de episódios maníacos agudos em pacientes bipolares e para deter convulsões em adultos e crianças.
De acordo com a lei dos EUA, um médico pode prescrever um medicamento para qualquer condição, desde que esteja licenciada pela Food and Drug Administration EUA e seja provado ser segura e eficaz. As empresas farmacêuticas não estão autorizadas a promover uma droga para outros usos que não sejam aprovadas.
Reclamações dos denunciantes
O acordo também abrange as alegações de que a Abbott pagou propinas para os profissionais de saúde e fornecedores de farmácias para induzi-los a promover ou prescrever Depakote, segundo a declaração do Departamento de Justiça.
"Este é um fantástico resultado para o público", declarou em entrevista Reuben A. Guttman, um advogado de Washington que representa alguns dos denunciantes que processaram a Abbott. "É uma dos maiores indenizações por falsas alegações de medicamentos da história."
Os denunciantes terão US$ 84 milhões da parcela da recuperação civil federal da indenização, de acordo com as disposições do Ato Federal das Falsas Alegações (False Claims Act).
Na parcela civil de US$ 800 milhões de dólares do acordo com os EUA, a Abbott pagará US$ 560,9 milhões para o governo federal e US$ 239,1 milhões para os estados participantes, informou o Departamento de Justiça. A Louisiana não está participando da liquidação, de acordo com o Departamento de Justiça.
É o segundo acordo de comercialização ilegal que o governo chegou com um fabricante de um remédio para epilepsia. Em 2004, a unidade da Pfizer Warner-Lambert se declarou culpada de acusações criminais federais sobre a comercialização ilegal de sua droga para epilepsia Neurontin e pagou US$ 430 milhões para resolver as denúncias criminal e civil sobre a medicação.
O caso Depakote é U.S. ex rel. McCoyd v. Abbott Laboratories, 1:07-CV-00081, U.S. District Court, Western District of Virginia (Abingdon).
Abbott to Pay $1.6 Billion to Settle Depakote Drug Allegations
http://www.businessweek.com/news/2012-05-07/abbott-to-pay-1-dot-6-billion-to-settle-depakote-marketing-claims
Laboratório vai pagar US$ 1,5 bi por marketing indevido
| Jornal Floripa | 10/05/2012 |
http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=2015
A farmacêutica Abbott concordou em pagar US$ 1,5 bilhão por ter promovido o medicamento Depakote (divalproato de sódio) para tratamento de esquizofrenia, demência e autismo nos EUA. O remédio só é aprovado contra epilepsia, enxaqueca e transtorno bipolar.
A Abbott afirmou estar contente em resolver o caso. O acordo feito com o governo também prevê ajustes no marketing do remédio.
Arizona to collect $2 million in Abbott settlement
http://kjzz.org/content/1205/arizona-collect-2-million-abbott-settlement
US drug company to pay $1.6bn over Depakote mis-selling
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
Homenagem a Walter Camargos Jr e Revista Autismo
Em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Vereador Leonardo Mattos, de Belo Horizonte, homenageará entidades e pessoas que se destacaram para o segmento. O Dr Walter Camargos Jr e a Revista Autismo estão entre os homenageados.
Local: Câmara Municipal de BH
Data: 03/12/2011
Horário: 18h00
Fonte: Isabela Vaz de Melo
Assessora do Vereador Leonardo Mattos
(31)3555-1192 / (31)3555-1193 / (31)8419-8236
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Local: Câmara Municipal de BH
Data: 03/12/2011
Horário: 18h00
Fonte: Isabela Vaz de Melo
Assessora do Vereador Leonardo Mattos
(31)3555-1192 / (31)3555-1193 / (31)8419-8236
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domingo, 3 de julho de 2011
Falecimento Mercadante
A notícia chegou pela Lista Autismo e se espalhou: o Dr. Marcos Tomanik Mercadante, professor da Unifesp e da Universidade Mackenzie, psiquiatra, pesquisador de autismo, cientista que vinha despontando na área, psiquiatra preocupado com o lado humano de seus pacientes, fundador do grupo Autismo & Realidade, faleceu neste dia 2 de julho, sábado.
A causa de sua morte foram as complicações de um câncer de pâncreas descoberto quando já havia ocorrido a metástase.
A comunidade de pessoas autistas, seus familiares e amigos sente de uma forma profunda sua perda. A Ciência, a Medicina, enfim, a Sociedade Braslieira como um todo perdeu um cidadão de qualidade.
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A causa de sua morte foram as complicações de um câncer de pâncreas descoberto quando já havia ocorrido a metástase.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
O pediatra e o Transtorno do Espectro Autista
Revista SBP Hoje
Sociedade Brasileira de Pediatria – n° 415
(enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Flávia e Márcio)
31/03/11 - Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi instituída pelas Nações Unidas em 2008, com objetivo de ampliar o conhecimento sobre um problema que calcula-se atingir uma em cada 110 crianças. Segundo o dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico (DC) de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP, "é mais frequente que muitas doenças e ocorre mais em meninos, numa proporção de quatro para uma menina". No Brasil foi feito um único estudo epidemiológico, realizado em Atibaia (SP), que encontrou uma prevalência de 27 por 10.000 habitantes. Acredita-se que existam em torno de dois milhões de autistas no País.
De acordo também com o dr. Ricardo, "está no grupo dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e é melhor denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), terminologia mais apropriada, em razão da complexidade do quadro e da diversidade de sintomas". Todas as áreas do desenvolvimento da criança são afetadas. "Em geral, o TEA acomete os indivíduos antes dos três anos de idade, se caracteriza por comprometer a capacidade de comunicação verbal e não verbal, reciprocidade social, e se acompanha de comportamentos bizarros ou estereotipados", explica.
O presidente do DC salienta que "o autismo tem na sua etiologia uma base genética. Fatores ambientais e biológicos como prematuridade e problemas perinatais, por exemplo, podem ser gatilhos para que os indivíduos com a alteração genética desenvolvam o problema. A identificação dos sinais de autismo é decisiva na condução do tratamento. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais precoce também será a intervenção e maior o sucesso na diminuição dos sintomas". Por isso mesmo, "acompanhando a criança desde os primeiros momentos de vida, conhecendo também a dinâmica de sua família, o pediatra tem uma posição ímpar nesta prevenção", ressalta o dr. Ricardo.
A SBP tem entre suas prioridades a capacitação do pediatra no acompanhamento do desenvolvimento da criança e do adolescente. Coordenados pelo DC da área, serão ministrados cursos em todo país, nos quais, entre outras questões, o Transtorno do Espectro Autista será abordado. Desde já, o Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento disponibiliza para o pediatra um texto mais geral e o A.L.A.R.M.E – uma ferramenta que poderá ser útil em sua prática. Ambos podem ser encontrados na SBP Ciência. Clique aqui para acessar a revista.
Assessoria de Comunicação da SBP
Tel: 55 21 2256-6856
55 21 2548-1999 r/ 33 e 48
Fax:55 21 2547-3567
imprensa@sbp.com.br
Sociedade Brasileira de Pediatria – n° 415
(enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Flávia e Márcio)
31/03/11 - Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi instituída pelas Nações Unidas em 2008, com objetivo de ampliar o conhecimento sobre um problema que calcula-se atingir uma em cada 110 crianças. Segundo o dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico (DC) de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP, "é mais frequente que muitas doenças e ocorre mais em meninos, numa proporção de quatro para uma menina". No Brasil foi feito um único estudo epidemiológico, realizado em Atibaia (SP), que encontrou uma prevalência de 27 por 10.000 habitantes. Acredita-se que existam em torno de dois milhões de autistas no País.
De acordo também com o dr. Ricardo, "está no grupo dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e é melhor denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), terminologia mais apropriada, em razão da complexidade do quadro e da diversidade de sintomas". Todas as áreas do desenvolvimento da criança são afetadas. "Em geral, o TEA acomete os indivíduos antes dos três anos de idade, se caracteriza por comprometer a capacidade de comunicação verbal e não verbal, reciprocidade social, e se acompanha de comportamentos bizarros ou estereotipados", explica.
O presidente do DC salienta que "o autismo tem na sua etiologia uma base genética. Fatores ambientais e biológicos como prematuridade e problemas perinatais, por exemplo, podem ser gatilhos para que os indivíduos com a alteração genética desenvolvam o problema. A identificação dos sinais de autismo é decisiva na condução do tratamento. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais precoce também será a intervenção e maior o sucesso na diminuição dos sintomas". Por isso mesmo, "acompanhando a criança desde os primeiros momentos de vida, conhecendo também a dinâmica de sua família, o pediatra tem uma posição ímpar nesta prevenção", ressalta o dr. Ricardo.
A SBP tem entre suas prioridades a capacitação do pediatra no acompanhamento do desenvolvimento da criança e do adolescente. Coordenados pelo DC da área, serão ministrados cursos em todo país, nos quais, entre outras questões, o Transtorno do Espectro Autista será abordado. Desde já, o Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento disponibiliza para o pediatra um texto mais geral e o A.L.A.R.M.E – uma ferramenta que poderá ser útil em sua prática. Ambos podem ser encontrados na SBP Ciência. Clique aqui para acessar a revista.
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