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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A campanha da Federação das APAEs contra educação inclusiva

| Luis Nassif | Luis Nassif online | 21/8/2013 |

O Senado está para votar as metas do Plano Nacional de Educação. A Meta 4 enfatiza o direito de toda criança deficiente de frequentar a escola pública. É ponto central na política de inclusão. Os grandes avanços registrados nos últimos anos - como a de Débora, com Sindrome de Down e que acaba de se formar professora e lançar livro - se devem a essa política de inclusão, que transforma o estudo na escola fundamental como direito da criança, obrigando o sistema de ensino a se preparar para a inclusão.

Os pioneiros das APAEs (como Jô Clemente) defendem a educação inclusiva. Às APAEs caberia o papel essencial de atender aos deficientes sem nenhuma condição de frequentar o ensino fundamental e de, em cada comunidade, dar o apoio técnico à rede básica para acolher os seus meninos.

No entanto, a Federação das APAEs ttem encetado campanha baseada em falsas informações, como a de que a aprovação do PNE significará o fim das APAEs. É informação falsa, que está levando o pânico a milhares de pais de deficientes e centenas de APAEs espalhadas pelo país.

É importante que os voluntários da APAE, pais e amigos de fato dos excepcionais se informem sobre o melhor caminho para as suas crianças.

No início, a procuradora Eugenia Gonzaga, primeira a defender na Justiça o direito das crianças à educação inclusiva. Como represália, a Federação abriu 3.500 ações contra ela, além de espalhar o pânico entre seus associados com a falsa informação de que a educação inclusiva acabaria com as APAEs, deixando as crianças no desamparo.

A proposta do PNEO Fundeb foi criado para estimular a escolarização. E vale para as escolas públicas. O fundo distingue escolarização e educação complementar. Para tanto criou a figura da dupla matrícula: uma para a escolarização, outra para a educação complementar.

Para as APAEs caberia as verbas para educação complementar. Reconhecendo sua importância para as crianças, enquanto as escolas públicas não se aparelhavam aceitou-se que pudessem oferecer escolarização e receber a dupla matrícula.

Os princípios da educação inclusiva foram reconhecidos em 2002, a partir de uma iniciativa do Ministério Público Federal, interpretando a Constituição, de considerar como direito da criança deficiente o acesso à rede fundamental de educação. Em 2006, esse princípio foi aceito pela ONU (Organização das Nações Unidas) em sua Convenção sobre direitos dos deficientes.

Através da sua Meta 4, o Plano Nacional de Educação (PNE) do MEC, em análise no Senado, incorporou os princípios da Convenção da ONU, reconhecendo os direitos das crianças deficientes a serem escolarizadas na rede básica de ensino.

Toda a disputa em torno da Meta 4 do PNE reside no uso da palavra "preferencialmente". A redação aprovada no Senado - seguindo a Convenção da ONU - fala explicitamente que o ensino suplementar será "preferencialmente" na rede fundamental. A Federação da APAE pretende que seja "preferencialmente" em escolas especiais. O que significaria manter a segregação dos deficientes.

Os defensores da educação inclusiva consideram que a mudança na redação da Meta 4 comprometerá todos os esforços em favor da educação inclusiva, tirando da rede fundamental a obrigação de se preparar para receber as crianças deficientes.

Pelo PNE, a partir de 2016 a escolarização será exclusiva da rede fundamental. As APAEs continuarão recebendo a segunda matrícula, mas não oferecerão mais a escolarização. Deverão apoiar suas crianças na escola fundamental, levando sua experiência para a rede básica - e recebendo a segunda matrícula, pelo apoio à educação suplementar. Seu papel de apoio à rede básica será essencial para o sucesso da educação inclusiva.

Vem daí a reação da Federação e a informação de que as APAEs serão fechadas.

No governo federal, o lobby contra a educação inclusiva está sendo conduzido pela Ministra-Chefe da Casa Civil Gleize Hoffmann – provavelmente devido aos seus interesses eleitorais no Paraná, onde as APAEs exercem forte influência política.

Neste momento, o tema está sendo discutido no Senado e no governo.

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YP1fsEgL710

A campanha da Federação das APAEs contra educação inclusiva
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-campanha-da-federacao-das-apaes-contra-educacao-inclusiva
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Meu filho autista está sendo abusado?

| Laurel Joss | 5 e 7/8/2013 | Autism Daily Newscast |
Tradução: Argemiro Garcia


O abuso de crianças é um problema sério e, quando, o seu filho tem autismo, os riscos são ainda maiores. Crianças com autismo podem ter dificuldade em comunicar aos pais ou outros adultos os incidentes de abuso. Também podem ter dificuldade em reconhecer que uma certa forma de interação não é aceitável, e até achar que quem o faz é seu amigo. Muitos dos sinais que pais comuns procuram podem ser mais difíceis de detectar em uma criança que apresenta comportamentos repetitivos e interações sociais limitadas.

O noticiário está repleto de histórias perturbadoras de abuso contra crianças e adultos com autismo. Uma mulher em Sweetwater, Flórida, foi presa sob a acusação de confinar seu filho adulto em uma sala vazia contendo apenas um colchão, sem acesso a comida, água ou instalações sanitárias por horas a fio. Os pais de um menino de 10 anos em Cherry Hill, New Jersey, ficaram chocados ao ouvir o abuso verbal e conversa explícita sobre a bebida e atividade sexual do professor de seu filho e assessores na sala de aula depois de enviá-lo para a escola com um microfone escondido. Um adolescente foi amarrado a uma mesa e eletrocutado mais de 31 vezes em uma escola em Massachusetts.

Como pais, queremos proteger os nossos filhos e confiar nos profissionais de que dependemos para ajudá-los a ter a melhor educação e serviços possíveis. A maioria dessas pessoas são amáveis, maravilhosas, que realmente querem ver essas crianças crescer e se desenvolver, mas há algumas maçãs podres no grupo. Quais são os sinais de alerta que os pais devem procurar, para ajudar seu filho, especialmente quando é incapaz de comunicar o que acontece?

Estes são sintomas que podem sinalizar a necessidade de uma investigação mais aprofundada:
  1. Relutância em retirar a roupa, como casacos ou blusas, para esconder hematomas ou outras marcas
  2. As notas caem de repente, sem motivo aparente
  3. Usar mangas compridas / calças em clima quente
  4. Alterações emocionais - uma criança feliz subitamente se torna grudenta ou chorona
  5. Súbita perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas
  6. A criança de uma hora para a outra começa a bater, morder, ou infligir ferimentos em outras pessoas ou animais
  7. A criança de uma hora para a outra se despe na frente dos outros
  8. Interesse ou conhecimento anormal ou incomum sobre sexo
  9. De repente, passa a evitar certos adultos
  10. Contusões em lugares que normalmente não ficam machucados, como a parte de trás da coxa

Muitos desses sintomas podem ser explicados por outras coisas que não o abuso infantil, mas se você notar bruscas mudanças de personalidade no seu filho, que não podem ser explicadas por algo como uma doença ou outros problemas em casa, você deve investigar. Se o seu filho está voltando para casa da escola com hematomas ​​ou marcas inexplicáveis, ou de repente mostra aversão a ir à escola, algo pode estar acontecendo.

Proteger o seu filho autista de abuso

A melhor maneira de lidar com o abuso de crianças é a prevenção, em primeiro lugar. Nenhum pai quer ver seu filho se tornar uma vítima, e quando o seu filho tem necessidades especiais, os riscos podem ser ainda maiores. Muitos abusadores vêem as crianças com necessidades especiais como alvos fáceis, porque não podem compreender os limites entre os comportamentos adequados e inadequados e, muitas vezes, têm dificuldade de comunicar para outros adultos o que aconteceu. É por isso que é tão importante que os pais tomem precauções extras e capacitem seus filhos a entender que têm o direito de se proteger de abusos.

Aqui estão algumas orientações que os pais de crianças com deficiência podem usar ​​para protegê-las de abusos:
  1. Conheça todas as pessoas que trabalham com a criança. Visite salas de aula, creches, ou qualquer outro lugar onde a criança passa o tempo com outros adultos. Apresente-se a todos os funcionários, e faça aparições frequentes nos eventos da escola ou da comunidade. Os abusadores são menos propensos a visar crianças que têm famílias amorosas e presentes.
  2. Ensine seu filho sobre os comportamentos adequados e inadequados, incluindo bater, chutar, gritar, e o toque sexualmente impróprio. Se o seu filho é muito jovem para aprender sobre sexo, ainda assim é recomendável que o ensine sobre as partes íntimas do corpo e explique ao tocar o que é e o que não é apropriado. Há muitos livros e sites que oferecem histórias sociais para estes tipos de situações.
  3. Comunique-se com seu filho. Se o seu filho é não-verbal ou tem limitadas as habilidades de comunicação, use uma agenda PECS ou outro meio de comunicação para falar sobre as coisas que estão acontecendo na escola. Nunca despreze a indicação de uma criança de que estaria acontecendo abuso.
  4. Converse com professores, funcionários e outros pais regularmente. Muitas vezes, os outros pais vão perceber quando algo não está bem e podem ajudá-lo a entender o que está acontecendo.
  5. Ensine seu filho a dizer "não". Muitas terapias para o autismo e outras deficiências focalizam na concordância e essas crianças podem, literalmente, começar a acreditar que não têm o direito de dizer não, especialmente para um professor ou uma figura de autoridade. Permita a seu filho dizer "não" no momento adequado em casa e respeite-o.
  6. Nunca ignore o seu pressentimento de que algo está errado. A intuição dos pais é poderosa, e pais de crianças com deficiência muitas vezes têm a tendência de transferir para "especialistas" decidir o que é melhor para seus filhos. Se uma pessoa ou conjunto de situações em particular acionar o alarme interno, respeite o seu sentimento e investigue. É melhor pedir desculpas mais tarde por uma reação exagerada do que o seu filho se tornar uma vítima de abuso.

O mundo pode ser um lugar assustador, especialmente quando o seu filho já tem grandes desafios. Tomar estas medidas pode proteger as nossas crianças, e as tornará menos propensas a ser vítimas de abuso.

Autism Daily Newscast

Is my Autistic Child being Abused? What to Look For

August 5, 2013 by Laurel Joss
http://www.autismdailynewscast.com/is-my-autistic-child-being-abused-what-to-look-forook-for/1686/laurel-joss/

Protecting Your Autistic Child from Abuse
August 7, 2013 by Laurel Joss
http://www.autismdailynewscast.com/protecting-your-autistic-child-from-abuse/1764/laurel-joss/

sábado, 23 de junho de 2012

Teresina: mãe denuncia parque de diversão por discriminação contra o filho autista

| Astrid Lages | Portal de A a Z | 22/6/2012 |

Mãe do garoto, Ivna Gadelha. Foto: Dantércio Cardoso.
O que era pra ser uma noite feliz entre arquiteta Ivna Gadelha e o filho de cinco anos se transformou em revolta para a mãe e decepção para o garoto. Ao visitar um parque de diversões instalado na zona Leste de Teresina ontem (21), ela viu seu próprio filho ser discriminado e retirado de um brinquedo, onde já estava sentado, pelo fato de ser autista. O empregado alegou que para poder usar a mini montanha russa, a mãe deveria pagar o ingresso de R$ 20 reais para a acompanhante, o que é ilegal.

A mãe do garoto registro Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia dos Direitos Humanos na manhã de hoje (22) e fez a denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE/PI). A promotora de Justiça Myrian Lago afirmou que ainda nesta sexta-feira a diretoria do local será notificada a comparecer em audiência e prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Promotora Myriam Lago. Foto: Dantércio Cardoso.
Myriam afirmou que esse mesmo parque, que sempre vem à Teresina nesta época do ano, já foi denunciado em outras duas ocasiões, em 2010 e 2011. Há dois anos, uma criança com deficiência visual também teria passado pela mesma situação, de ser impedida de brincar. Já no ano passado, um funcionário teria dito para a mãe de um menino com paralisia cerebral que só permitiria que o mesmo usasse o brinquedo caso ela assinasse o termo de compromisso. No contrário ele “não se responsabilizaria” pelo que viesse a acontecer. Uma multa de R$ 5 mil foi aplicada e, no caso de Ivna, o valor deve ser maior, por conta da reincidência.

A promotora destacou que em casos como esses pode haver duas repercussões. Na esfera criminal, tendo como base o parágrafo 140, artigo 3°, do código penal, pode ser aplicada a composição de multa ou até mesmo o cumprimento de um a três anos de reclusão por injúria e discriminação. Outra repercussão esperada é a cível, onde cabe a aplicação de multa indenizatória. O pagamento poderá ser feito através de veiculação de mídia visando conscientizar a sociedade acerca do direito das pessoas com deficiência. “Nós iremos tomar todas as medidas necessárias. O que queremos com isso é garantir o direito dessa e outras crianças, além de advertir as pessoas para que esse tipo de coisa não aconteça mais”, destacou a promotora.

“Eu estou fazendo isso não só pelo meu filho, mas representando todas as mães de crianças autistas – ou não – que possam vir a ter que passar pelo que eu passei. A gente precisa conscientizar as pessoas”, esclareceu a arquiteta que também é presidente da Associação Casulo, que atende crianças com autismo.

Mãe denuncia parque de diversão por discriminação contra o filho autista
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/245699_mae_denuncia_parque_de_diversao_por_discriminacao_contra_o_filho_autista.html


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sábado, 16 de junho de 2012

O Estranho Caso da MMS

| Todd Drezner | 14/6/2012 | Huffpost Healthy Living |
Tradução de Argemiro Garcia

Vou dizer algo radical, algo que pode chocar. Prepare-se. Pronto? Aqui vai:
Não é uma boa idéia fazer as crianças beberem alvejante.

Se não está familiarizado com a comunidade do autismo, você pode perguntar por que essa minha declaração poderia ser questionada. Infelizmente, nessa comunidade, onde há divergências sobre tudo, mesmo esta afirmação aparentemente simples causa polêmica.

Essa controvérsia começou durante a conferência Autism One, realizada em Chicago entre 23 e 27 de maio. A conferência é uma grande vitrine para os pais que procuram tratamentos alternativos para autismo, e deu espaço para alguns dos mais famosos defensores da idéia de que as vacinas causam autismo, incluindo o já desacreditado cientista Andrew Wakefield e a mãe-celebridade Jenny McCarthy.

Mas talvez a apresentação do Autism One que mais tenha chamado a atenção este ano foi sobre um tratamento chamado MMS. Nele, Kerri Rivera, a fundadora de uma "Clínica de Autismo baseada em biomedicina na América Latina", explicou "como a MMS (dióxido de cloro) tornou-se a 'peça que faltava' ao quebra-cabeças do autismo" e como a usou para recuperar 38 crianças em 20 meses.

MMS, segundo o seu site, quer dizer Milagrosa Solução Mineral (Miracle Mineral Solution). Vá ao site e lerá que "a resposta para a AIDS, hepatites A, B e C, malária, herpes, tuberculose, mais o câncer e muitos mais das piores doenças da humanidade foi encontrada". Esses tipos de alegações genéricas, mas sem provas, são um claro sinal de charlatanismo, e comparar a MMS à "banha de peixe-elétrico" é a mesma coisa que entender que não há 23 milhões de dólares esperando por você em uma conta bancária da Nigéria.

Ao contrário de certo tipo de pseudociência, no entanto, a MMS pode ser muito prejudicial. Confira os slides da apresentação de Rivera e verá que a MMS é uma mistura de clorito de sódio e ácido cítrico, que, quando misturados, liberam dióxido de cloro. MMS, em outras palavras, é alvejante. Rivera recomenda que seja dada oralmente até oito vezes por dia. Há também um protocolo para enemas ("lavagens" retais), aplicada duas a três vezes por semana, e banhos, que podem ser tomados todos os dias.

Nos seus próprios slides, Rivera admite que a MMS pode causar febres, mas ela chama isso de "coisa boa" e recomenda fazer um enema por dia durante a febre. Ela também fala sobre o que fazer se a criança sofre uma reação de Herxheimer, que pode causar febre, calafrios, hipotensão, hiperventilação, cefaléia, elevação da freqüência cardíaca e dor muscular.

Se você não achar tudo isso terrível o suficiente, poderá ler este depoimento do pai de um menino autista não-verbal que está usando a MMS. Ela está causando vômitos e diarréia, mas o pai está frustrado porque o menino não-verbal não pode lhe dizer o que está sentindo. Bem, como você acha que ele está sentindo?

Vamos dizer o óbvio: não há razão para dar água sanitária a qualquer criança, por qualquer motivo. Não há um pingo de evidência científica de que a MMS é um tratamento eficaz para o autismo. Alguns vendedores de charlatanismo têm visto este como um mercado lucrativo e estão tentando tirar vantagem disso. Mas esse protocolo está muito mais perto de abuso infantil do que de um tratamento médico eficaz.

Infelizmente, a Autism One e aqueles que acorrem à ela têm dificuldade para reconhecer esses fatos simples. Em um post no blog Age of Autism, Julie Obradovic tenta defender a MMS sem, realmente, defendê-la. Em vez disso, ela menciona que a Autism One tem entre seus palestrantes médicos e doutores, e um Prêmio Nobel. Mas a presença de pessoas inteligentes em uma conferência que promove o charlatanismo não muda o fato de que ela está promovendo o charlatanismo.

Em segundo lugar, Obradovic argumenta que a Autism One "está cheia de boas pessoas, bons pais e grandes doutores dispostos a sofrer ataques pessoais, a fim de fazer progressos no tratamento médico de nossas crianças doentes." Se essa caracterização está certa ou não, isso realmente não importa. Novamente, as motivações das pessoas na Autism One são irrelevantes para o tema MMS. Esse é o pior tipo de charlatanismo, e a Autism One lhe deu espaço.

O que acontece é que a MMS se apoia nos mesmos argumentos que sempre dividiram a Comunidade Autista. Muitos blogueiros, durante anos têm atacado a Autism One especificamente e os tratamentos alternativos em geral (na minha opinião, com razão: há muitos tratamentos questionáveis, além da MMS, promovidos na conferência). Muitas pessoas que usam esses tratamentos contra-atacaram. O mesmo se dá com a MMS.

Mas quero deixar de lado esses argumentos, por enquanto. Esqueça todas as divisões na comunidade do autismo e apenas pense na MMS. Se você ouvisse falar sobre esse tratamento e não soubesse para que era, qual seria sua reação?

Para ser justo, alguns poucos comentários postados no post de Age of Autism têm feito este experimento mental e levantado sua voz sobre para que a MMS serve. Mas é preciso haver mais do que apenas alguns.

A questão aqui não é sobre o que causa o autismo, como tratar o autismo, ou se o autismo pode ser curado. A questão não é sobre o autismo. A questão é simplesmente se você acredita que está empurrar alvejante goela abaixo das crianças ou pelos seus intestinos.

Há muitas coisas para se discutir na Comunidade Autismo. MMS não é um deles.

Há uma petição no Change.org que solicita ao FDA, à Comissão Federal de Comércio e ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos que emitam ordens de cessação da venda da MMS. Como é dirigida a órgãos federais dos Estados Unidos, não deve haver impacto se estrangeiros residentes em outros países a assinarem, mas você pode tomar ciência do seu conteúdo.

The Curious Case of Autism and MMS
http://www.huffingtonpost.com/todd-drezner/autism-cure_b_1588498.html


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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Documentário Bully estreia nos EUA


Estreia nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira 13 de abril o documentário Bully, que acompanha a luta de cinco famílias contra a epidemia de bullying que assola aquele país.

Inicialmente, o filme  foi censurado com uma classificação de impróprio, devido a que a palavra "fucking" era dita cinco vezes. Em razão disso, o filme foi editado de forma a que pudesse ser classificado para a faixa dos treze anos. Mesmo assim, alguns cinemas, coimo os do circuito do Vale de Santa Clarita decidiram não passá-lo, por acreditar que não se trata de um filme comercial.

Realizado pela Companhia Weinstein, o filme foi premiado no Festival de Cinema Tribeca em 2011 e foi exibido para plateias restritas em Los Angeles e Nova York no dia 30 de março, tendo sido bem recebido pela crítica.

De acordo com o site "Projeto Bully", treze milhões de crianças e jovens serão molestados por colegas este ano, e três milhões faltarão às aulas a cada mês, por não se sentirem seguros na escola.

Marisa Watkins, que tem síndrome de Asperger, acha que "todo mundo deveria assistir a 'Bully', porque mostra em detalhes visuais o que é sofrer 'bullying'", e continua: "penso que os 'bullies' deveriam ver o impacto que têm sobre as crianças".

“I think everyone should see ‘Bully,’ because it shows in graphic detail what it’s like to be bullied, and I think that bullies should see the impact they have on kids,” said Marisa Watkins, who has Asperger’s syndrome, a high-functioning form of autism.

Assista ao trailer clicando aqui. Ou visite o site do Projeto Bullying.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Criança autista tem as mãos amarradas por professora dentro de sala de aula

| 12/03/12 | Extra |

A polícia de Milford Haven, em Pembrokeshire, no Reino Unido, está investigando a denúncia de que um menino autista de seis anos teve as mãos amarradas para atrás pela professora na sala de aula como forma de castigo. A punição teria durado cerca de cinco minutos. Além disso, a criança, para se livrar do castigo, teria sido forçada a 'implorar' para ser liberada, como publicou o site "Mail Online".

O pai do menino, Michael Lee, confirmou que o filho somente foi liberado após implorar à professora para ser desamarrado. Ele explicou que ao descobrir a "punição", procurou a professora e que ela admitiu para ele o ocorrido. Michael, que tirou o filho da unidade, agora exige da escola a demissão da professora.

"Estes últimos dias têm sido horríveis, pois como um pai, é simplesmente horrível imaginar que o seu filho tenha sido amarrado. Meu filho nunca é agressivo. Ele não merecia isso. Nenhuma criança merece", disse.

Criança autista tem as mãos amarradas por professora dentro de sala de aula
http://extra.globo.com/noticias/mundo/crianca-autista-tem-as-maos-amarradas-por-professora-dentro-de-sala-de-aula-4291957.html


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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Autismo na França: bem-vindo à terra dos horrores

| Autismo Diario | Servicio de Información sobre Discapacidad | 19/12/2011 |
| Traduzido por Argemiro Garcia |


Em março, fizemos ecos ao sofrimento por que passam as pessoas com autismo e suas famílias na França. Nos últimos meses, continuamos a coletar informações e entrar em contato com vários ativistas pelos direitos das pessoas com autismo naquele País e as informações (em primeira mão) que nos têm fornecido é tão grande que decidimos fazer este relatório sobre a situação atual, gravíssima, a que o país mantém as pessoas com autismo e suas famílias. Queríamos ter feito uma lista dos direitos das pessoas autistas que são violados na França mas, já que são quase todos, resolvemos pular essa parte.

Educação

Na França, uma criança diagnosticada com autismo praticamente não tem o direito à educação. Apenas 20% das crianças com autismo conseguem acesso à educação. E estes 20% "afortunados", na maioria, coincidem com as crianças diagnosticadas com Autismo de Alto Funcionamento e Síndrome de Asperger. De qualquer forma, esse acesso à escolaridade regular não é de 100%. Este problema também se aplica a crianças com outros problemas, como déficit de atenção e hiperatividade, disfasia etc ...

Os afortunados: espera-se que esses 20% de crianças "afortunadas" vão à aula com seu AVS (Assistante de Vie Scolaire - auxiliar de vida escolar) ou EVS (Employée de Vie Scolaire - empregado de vida escolar) e, caso se comportem bem, podem continuar a frequentar uma escola regular (Caso contrário, serão expulsos do centro). Mas, claro, para que a criança conheça seu AVS ou EVS será necessária uma espécie de alinhamento cósmico e planetário. Que seja concedido esse apoio pessoal à criança é uma questão de pura sorte e não um direito. O outro problema é que uma grande percentagem desses trabalhadores não têm formação e muda a cada ano. Se tiver sorte e ganhar a loteria do assistente especializado, você nunca saberá o que vai acontecer no ano seguinte. "Há tantas situações particulares como há crianças: levaria anos para fazer uma lista de casos ilógicos e escandalosos. Novamente, tudo tem a ver mais com sorte que com direito" é a informação que nos mandam da França, a respeito desta questão.

Temos também a figura do SESSAD - Service d’Education Spéciale et de Soins A Domicile (Serviço de Educação Especial e Assistência a Domicílio"), (ou seja, profissionais QUE intervêm no meio "normal" para dar ajuda e aconselhamento aos professores e cuidadores de crianças). Tal como acontece com AVS e EVS tudo diz respeito a onde você vive... e sorte. Cada SESSAD pode usar um modelo diferente e assim nos deparamos com muitos tipos diferentes de apoio ou assistência apresentados como SESSAD. Mais uma vez, entramos neste tipo de roleta russa da sorte. O problema de jogar roleta russa é que a bala te acerte.

Na fronteira do bem e do mal: Quando a criança atingir sete anos, se a equipe docente achar que não tem o ritmo certo, irá enviá-la a uma escola especial ou a uma sala de educação especial dependentes de um destes centros, goste a família ou não. E se a família se opuser, a criança ficará em casa. Isso se aplica não apenas ao autismo, mas a outros tipos de deficiência.

Educação Especial:

Pressupõe-se que os “Instituts Medico Educatifs” (Institutos médico-educativos), ou IME, sejam Centros de Educação Especial do país do conhaque. Mais uma vez, devemos colocar nas mãos do destino, dos alinhamentos planetários e do horóscopo chinês, já que, com os IMEs se passa algo parecido com os SESSAD. Em alguns casos, os IMEs são regidos por sistemas de psicanálise, "packing", "pataugeoire" (colocam a criança em um maiô, em uma pequena piscina inflável, e dois "terapeutas" observam seu comportamento na água: se toca as partes íntimas ou não, como evolui, seus gestos, suas expressões, e tiram conclusões a partir dessas observações) e uma série de atrocidades pr´óprias do início do século passado, por isso, se nos for indicado um desses IMEs, é melhor para a criança ficar em casa. Podemos também darmos de cara com IMEs tentando implementar outras estratégias educativas. No entanto, as relações aluno/terapeuta geralmente giram em torno de 12 para 1, sem contar a melhor ou pior qualificação da equipe de intervenção terapêutica. Os IMEs realmente tornaram-se um lugar comum de detenção de crianças, mas com passe livre a noite.

O outro problema é que, se um IME faz um bom trabalho, rapidamente satura; as famílias inclusive migram para outras regiões para ter acesso a esses raros lugares.

O "Hôpitaux de Jour" (Hospital Dia) é algo como uma casa de horrores. Um centro ligado à área de psiquiatria do hospital onde se maltratam diariamente os casos mais graves. Por sua vez, estes centros têm por bem não dar quase nenhuma informação sobre que tipo de intervenção fazem com as crianças. Tampouco nada parece ciência certa nem se tem feito estudos sérios sobre o tipo de intervenção e seus resultados. Como há pouca supervisão local (ou nenhuma) pelo Ministério da Saúde (embora haja Agências Regionais de Saúde: ARS) em relação às melhores práticas, as equipes desses centros fazem o que querem, desde que não ponham a criança em perigo, e não há queixas legais das famílias (a verdade é que com pouca informação é difícil fazer uma reclamação bem documentada). Outro aspecto "inacreditável" desses centros é que muitos deles seguem o caminho da psicanálise e estão determinados a "estudar" a família inteira para provar que a culpa é deles, principalmente da mãe!

Profissionais qualificados:

Frente a este panorama incrível, o número de profissionais treinados e qualificados é muito baixo. Ao mesmo tempo, há pouco apoio financeiro à formação especializada nesta área. Praticamente todo o apoio financeiro do governo vai para os centros que acabamos de mostrar. Profissionais de qualidade, que não vivem em 1905 como o resto de seus "colegas", trabalham em centros privados, sendo por isso muito caros e além do alcance da grande maioria da população.

Este tipo de centros, onde podemos encontrar sistemas de intervenção reconhecidos em todo o mundo (ABA, TEACHH, PECS, ...), só obtêm 10% dos fundos para o autismo, com o que o desenvolvimento de planos modernos e eficientes de intervenção para o autismo torna-se impossível.

A Família:

Por trás desta imagem tão desoladora, há dezenas de milhares de famílias a sofrer todos os dias esta situação terrível. Essas famílias enfrentam muitos problemas com os quais devem lutar todos os dias, encontrando na maioria das vezes uma "Linha Maginot", uma barreira social e burocrática.

E que saídas existem? Atualmente as famílias francesas encontram situações tão absurdas que escapam de qualquer lógica, posto que torna mais difícil até mesmo poder enfrentar a situação.

Por um lado, ficam cara a cara com a infelicidade de não ganhar a "loteria" a que nos temos referido nesta reportagem; por outro lado, devem enfrentar diagnósticos mais que duvidosos e um modelo de intervenção mais próximo do "Doutor Mengele" que dos verdadeiros modelos de intervenção. Muitas famílias optam por ter um dos pais abandonando os trabalho a fim de cuidar de seu filho de uma forma humana. Ao mesmo tempo, têm que chegar a o nível de conhecimento e preparo necessário no menor tempo, sem acesso aos recursos e sem muitas condições econômicas, para tornar-se terapeutas de seus filhos. Não esquecendo que enfrentam a rejeição social, o esquecimento burocrático e a perda de direitos.

Talvez, se você tiver uma família afortunada com muuuuuita sorte, a "Maison des Personnes Handicapées" (MDPH) de sua região (há mais de 80) será pró-ativa e poderá apoiá-lo, desde que seja inteligente o suficiente para contornar o labirinto legal e burocrático que existe antes de conseguir subsídios e benefícios econômicos. Se conseguir, poderá ter dinheiro suficiente para ajudar a custear algumas intervenções. Dependendo de onde morar e de quão hábil seja, poderá obter o suficiente, ou nada. Então, se você não tem recursos financeiros suficientes, você não poderá dar as oportunidades que a criança merece e isso, como é claro e normal, aumentará (ainda mais) a tensão no seio da família. Esse sentimento de impotência e perda de esperança corroi o espírito mais firme.

Ação Direta: Dada esta terrível situação, as famílias estão se organizando e começando a organizar todo o tipo de protesto e ações contra essa situação que prejudica diretamente os direitos, liberdade e dignidade de milhares de cidadãos franceses. Nessa luta pela dignidade, o respeito, os direitos e a igualdade devem ter todo o apoio da comunidade internacional. Pois mesmo na França há uma democracia real.

Alguns nomes:

Talvez hoje a técnica de packing seja a tortura mais famosa dos "especialistas" franceses. E ainda se permitem dar cursos de formação e realizar estudos, tudo pago com dinheiro público, evidentemente. Se você não sabe o que é o packing,assista a este vídeo, onde vai ver um jovem embrulhado em lençóis molhados e muito frios, como se fosse uma múmia, deixando apenas o rosto descoberto. Supõe-se que este castigo físico e agressão emocional seja uma terapia?

Mais informações sobre os centros que estão realizar um "estudo" de "packing" no site de Autisme Infantile, assim poderáo evitar que estes centros torturem algum ente querido.

Outro dos "brilhantes" pontos dos psicanalistas franceses é seguir culpando a mãe pelo autismo de seu filho. Abordamos essa questão sobre a teoria de Bruno Bettelheim e as mães no artigo ¿Madres Nevera? o ¿la frialdad de un hombre? Bruno Bettelheim.

Campanha Um Crocodilo para Genevieve

E continuando na mesma linha não percam tempo com a Sra. Geneviève Loison, que afirma que as mães são nada menos do que um crocodilo! Apesar de sua aparência de "Vovozinha" os danos que esta senhora produziu e continua a produzir a todas as pessoas que têm a infelicidade de passar por suas mãos não tem tamanho. Assim, famílias francesas começaram uma campanha contra a Sra. Geneviève Loison, sob o slogan "Um Crocodilo para Genevieve". Pode-se ver mais informações no mural do Facebook de Autisme Infantile.

Este é um breve resumo da situação atual. Realmente o problema é sério o suficiente para se dedicar muito mais espaço, mas a intenção foi abordar uma realidade concreta. Certamente não é uma situação feliz para ninguém, embora dar visibilidade a estes é parte da responsabilidade dos meios de comunicação. Isto é o que está acontecendo e isto é o que contamos.

Autismo en Francia: Bienvenidos al país de los horrores
http://sid.usal.es/noticias/discapacidad/41974/1-1/autismo-en-francia-bienvenidos-al-pais-de-los-horrores.aspx


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MTV é condenada a pagar R$ 40 mil para pais ofendidos com "Casa dos Autistas"

| Midiacon News | 30/11/2011 |

Ana Maria Carvalho Elias Braga e Carlos Braga, pais de dois meninos autistas, Rafael e Renato, ganharam na Justiça de São Paulo o direito à indenização por danos morais pelo Grupo Abril devido à exibição pela MTV, em 22 de março deste ano, do quadro "Casa dos Autistas".

Na atração, parte do humorístico "Comédia MTV", atores simularam trejeitos e urros que foram atribuídos às pessoas com autismo, por três minutos, o que provocou revolta em parte do público.

A síndrome pode causar déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos, mas as manifestações variam de pessoa para pessoa.

O juiz João Omar Marçura, da 24ª Vara Cível da capital, afirmou na decisão que a cena causou "danos gravíssimos aos autistas, seus familiares e pessoas que com eles convivem e os respeitam" e não aceitou o argumento de que as imagens foram exibidas uma vez na TV, pois elas se alastraram pela internet.

A empresa terá de pagar R$ 40 mil à família --o pedido era de R$ 100 mil. "Acima doo valor financeiro, que não era a nossa preocupação, a sentença me lavou a alma. O juiz entendeu a nossa sensação diante da agressão sofrida e marcou a história de lutas por respeito não só dos autistas, mas de vários outros grupos sociais", afirmou Ana.

BABAQUICE
O humorista Paulinho Serra, que estava no quadro "Casa dos Autistas", por sua vez, disse à Folha que "essa perseguição ao humor é uma grande babaquice".

"Tenho medo de ser preso qualquer hora por fazer uma piada no palco", diz ele.

"Sou a favor da reparação, nos reparamos ao vivo dentro do programa do Adnet", que também faz parte do "Comédia" e se desculpou à época pelo Twitter.

Ele lembra que a MTV veiculou na programação esclarecimentos sobre o autismo.

"Fico triste que estejamos no caminho da condenação. Querem prender o Rafinha Bastos por causa de uma piada, execrar o Danilo Gentili, e agora fazem uma emissora de TV pagar uma multa por algo que tenho certeza que não vai mudar nada."

A MTV não se pronunciou oficialmente por não ter sido notificada pela Justiça.

MTV é condenada a pagar R$ 40 mil para pais ofendidos com "Casa dos Autistas"
http://midiacon.com.br/materia.asp?id_canal=17&id=41736

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sábado, 26 de novembro de 2011

Novela da globo confunde lenda com autismo

Após anos insistindo com as emissoras de televisão para conseguir espaço e esclarecer a população a respeito das dificuldades e desafios que as pessoas autistas e seus familiares enfrentam, a notícia caiu como uma bomba entre pais e parentes da gente autista: a Globo, em sua próxima novela das seis, terá com0o personagem uma criança índigo - o que já está sendo divulgada como sendo marketing social a respeito do autismo.

As crianças índigo são uma lenda pós-moderna que associa um monte de referências da cultura pop nos seus aspectos mais místicos, afirmando que, na Era de Aquarius estariam encarnando pessoas de espírito superior, com dificuldades de se relacionarem - são assim chamadas porque apresentam aura azul e que teriam a missão de conduzir a Humanidade para uma Nova Era. Essa história está muito presente na internet, havendo sites e spams que afirmam que crianças autistas teriam poderes paranormais. Há, inclusive, um filme, Filha da Luz (Bless the child), significativamente lançado no ano 2000, que apresenta uma menina autista de espírito superior perseguida por uma seita maligna.

Essa notícia causa preocupação e consternação, pois servirá apenas para jogar mais desinformação para o público. Se a Globo quer escrever uma história com crianças índigo, que o faça, mas que não misture esse assunto com o autismo, uma questão real que afeta a vida de milhões de pessoas no mundo todo e que necessita de toda a ajuda possível.

De acordo com Fernando Oliveira, colunista do ig, 'Marajó', a próxima novela das seis, discutirá o autismo, e a atriz mirim Klara Castanho terá poderes paranormais em 'Marajó', próxima trama das seis na Globo. O que mais incomoda é que o jornalista afirma que o autismo será o próximo merchandising social da emissora. E detalha: "algumas das chamadas crianças-índigo, que (...) têm sensibilidade aflorada e até mesmo poderes paranormais, inicialmente são diagnosticadas como autistas ou portadoras da síndrome de Asperger. Ou sejam: têm comportamento um tanto introspectivo, mas também possuem habilidades como uma memória acima da média. É exatamente o que ocorrerá com a personagem que a pequena Klara Castanho viverá. Inicialmente, seu “dom” não será compreendido, até que ela passa a receber ajuda da jornalista Mariana, papel que caberá a Letícia Persiles."

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domingo, 25 de setembro de 2011

Escola expulsa autista em Contagem (MG)

Reportagem da TV Alterosa exibiu um dos mais absurdos casos de exclusão escolar de que temos notícia: o Conselho Escolar da Escola Municipal Coronel Antônio Augusto Diniz Costa, da cidade mineira de Contagem, prmoveu um abaixo-assinado pedindo que um aluno autista de oito anos fosse "retirado" da escola!

Na reportagem, surpreendentemente, a vice-diretora Heloísa Ribeiro da Rocha afirmou que nunca houve discriminação na escola e que acredita que seria melhor para o aluno que fosse para outra instituição! Se isso não é preconceito, o que seria?

Proteste! O Secretário de Educação de Contagem se chama Lindomar Diamantino Segundo e é graduado em Filosofia e Ciências Sociais. Seu e-mail é lindomar.segundo@contagem.mg.gov.br e o e-mail da Secretaria é educacao@contagem.mg.gov.br

A prefeita de Contagem, Marília Aparecida Campos, é psicóloga.

Se quiser enviar um fax, não vacile: (31)3352-7001

Assista à reportagem aqui:
Escola expulsa aluno autista
| Darlisson Dutra | TV Alterosa | 23/9/2011 |

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=61541/noticia_interna.shtml

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

S. Paulo: defensoria quer indenização para autistas

| Diário do Grande ABC | 1/8/2011 |

A Defensoria Pública de São Paulo ingressou com uma ação de indenização por danos materiais e morais em favor de duas pessoas portadoras de autismo. Elas teriam sido vítimas de maus tratos em uma entidade conveniada com o Estado para prestação de atendimento para pessoas com deficiência. O órgão pede indenização no valor de 200 salários mínimos para cada um dos autores.

De acordo com a Defensora Pública Renata Flores Tibyriçá, que assina a ação, a entidade Casa de David Tabernáculo Espírita para Excepcionais de São Paulo apresenta diversas irregularidades, atestadas inclusive com laudos técnicos realizados por representante da Secretaria de Saúde, por perito judicial e por assistente técnico da Defensoria Pública.

As pessoas com autismo eram alocadas em uma enfermaria, sem qualquer distinção de idade, gravidade ou mesmo força física, onde ficavam aprisionados por grades. O banheiro utilizado era comum, com vasos sanitários sem tampa e sem papel higiênico disponível.

Segundo Renata, os pacientes cujas mães procuraram a Defensoria sofriam maus tratos e, por denunciar as irregularidades, elas sofreram restrições de visitas aos seus filhos, podendo realizá-las apenas nas áreas externas da instituição. Devido às denúncias, os pacientes foram transferidos para outra entidade conveniada.

Defensoria quer indenização para autistas de clínica
http://www.dgabc.com.br/News/5903650/defensoria-quer-indenizacao-para-autistas-de-clinica.aspx


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domingo, 1 de maio de 2011

"Le packing", a camisa-de-gelo dos autistas

Brigitte Axelrad - Science... et pseudo-sciences - SPS n° 288, octobre 2009
(Association française pour l'information scientifique)


Apenas em junho de 2009, o jornal francês L'Express [1] publicou vários artigos sobre "le packing", método de contenção com frio usado para tratar distúrbios relacionados ao autismo. Da palavra em inglês para pacote, empacotamento, este método utilizado principalmente por Pierre Delion [2], responsável pelo serviço da psiquiatria da infância e adolescência em Lille, consiste em enrolar a criança até o pescoço em um cobertor de contenção molhado e congelado (pelo menos 10 graus abaixo da temperatura corporal) durante 45 minutos, sob a supervisão de dois psicomotricistas.

Rapidamente a temperatura de sua pele cai de 36 para 33 graus. Inicialmente, a criança fica muito agitada pelo frio mas, gradualmente reaquecida, torna-se mais tranquila (!) para a satisfação dos funcionários. Isto se repete até sete vezes por semana. O packing não é tão questionado pelas autoridades de saúde, que estão mais preocupadas com as práticas abusivas que lhe dão origem, como o uso de toalhas geladas, a duração das sessões intermináveis, os alertas dos pais...

Associações como Léa pour Samy, lutam contra esta prática bárbara que se aproxima da camisa de força que costumava se aplicar aos assim chamados loucos. No Canadá, uma criança autista de nove anos morreu por asfixia depois de ser envolvido dos pés à cabeça com uma coberta terapêutica de 17,5 quilos. A criança pesava 24 quilos. O cobertor foi colocado no abdômen, nos braços, ao longo do corpo, e cobriu o rosto. Havia quatro torres para contê-lo. [3].

"Le packing" surgiu nos Estados Unidos, onde foi virtualmente abandonado. O psiquiatra americano M. A. Woodbury foi quem levou essa técnica para a França, nos anos 1960/70. Ela se enraizou no solo psicanalítico francês. A terapia é individualizada. Cada criança tem, como diz o jargão psicanalítico, um grupo de cuidadores chamado de "constelação de transferência", que se reúne regularmente para a "contratransferência". O professor Peter Delion usa a linguagem simbólica e hermética da psicanálise para justificar o significado desta terapia: "O envelopamento é desenhado para acolher o corpo de um jovem autista que não tem capacidade de se conter. Dá-lhe uma sensação reconfortante de unidade, ao invés de sentir-se ansioso para estar em vários pedaços" [4]. Essa lógica, aqui, não mostra um contrassenso?

Aqueles que acreditavam que na França, enfim, a concepção psicanalítica do autismo tivera seus dias contados, estão longe da verdade. Se as causas do autismo ainda não estão plenamente identificadas, é reconhecido que tem um componente genético. [5] Quais sejam as suas causas, por que tratar essas crianças com métodos violentos e outros pressupostos antiquados baseados em tais pressupostos pseudocientíficos? M'hammed Sajid, presidente da Léa Samy, fica indignado [6]:

-"Até quando vamos tratar os autistas como loucos, na França, enquanto o resto do mundo os reconhece como pessoas com deficiência e necessidade de uma educação adequada?"

Talvez esta questão seja parcialmente respondida em três anos, com a conclusão do ensaio clínico recentemente lançado pelo Ministério da Saúde, se "a ativa ignorância, que tanto mal causou a gerações de famílias" (Jacques Benesteau [7]), em outros termos, a psicanálise, não a frear ainda. Muito tempo, ainda para quem está nessa luta!
[1] L’Express. Slides mostram como a equipe de saúde "empacota" uma criança autista no CHRU de Lille.
[2] Pierre Delion colaborou com Elisabeth Roudinesco na resposta ao Livre Noir de la psychanalyse (Livro Negro da psicanálise): Pourquoi tant de haine, anatomie du Livre noir de la psychanalyse (Por que tanto ódio, anatomia do Livro Negro da Psicanálise), Navarin éditeur, 2005. Autor de Le Packing… Érès, novembre 2003. Veja Les arguments des détracteurs du « Livre noir de la psychanalyse », SPS n° 271.
[3] Paperblog, Magazine handicap, 23 juin 2008.
[4] Citação das observações do Professor Pierre Delion ao artigo de Estelle Saget « Autisme, le traitement qui choque » (Autismo, o tratamento que choca) L’Express n° 3024, 18 au 24 juin 2009.
[5] « L’autisme : un pas de plus vers sa connaissance », Science et pseudo-sciences n° 286.
[6] L’Express, artigo citado acima.
[7] Jacques Bénesteau, Mensonges Freudiens, 2002, Mardaga.
Le « packing », la camisole glacée des enfants autistes
http://www.pseudo-sciences.org/spip.php?article1270


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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Marcelo Adnet fica abalado com críticas ao Comédia MTV

Críticas a quadro da MTV deixam Marcelo Adnet abalado
| Folha de S. Paulo| "Zapping" | 28/04/2011 |


O quadro "Casa dos Autistas", acusado de ridicularizar pessoas que sofrem de autismo, ainda está repercutindo dentro da MTV. Marcelo Adnet, que fez o papel de Silvio Santos apresentando a atração do "Comédia MTV", está muito abalado e nem foi trabalhar ontem. Recaiu sobre ele, o mais conhecido membro do programa, toda a responsabilidade sobre o ocorrido. Ontem, Zico Góes, diretor de programação da MTV, reuniu-se com representantes de entidades em defesa dos autistas. Ficou combinado que a emissora irá investir em ações sociais e vinhetas promocionais sobre o tema. A MTV usará também seu portal para debater sobre o autismo com os jovens.

Críticas a quadro da MTV deixam Marcelo Adnet abalado
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/zapping/908268-criticas-a-quadro-da-mtv-deixam-marcelo-adnet-abalado.shtml


Marcelo Adnet exagera na piada e soa preconceituoso
| R7 Entretenimento | 28/04/2011 |


O comediante Marcelo Adnet está em maus lençóis. Ele causou polêmica ao fazer uma brincadeira infeliz com portadores de autismo no Comédia MTV: a “Casa dos Autistas”, paródia da Casa dos Artistas do SBT.

Segundo o jornal Agora, Adnet estava tão abalado que nem apareceu para trabalhar nesta quinta-feira (28).

Nesta quarta-feira (27), Zico Góes, diretor de programação da MTV, reuniu-se com representantes de entidades em defesa dos autistas.

Ficou acertado que a emissora irá investir em ações sociais e vinhetas promocionais sobre o tema. A MTV vai usar também seu portal para debater sobre o autismo com os jovens.

O comediante publicou uma retratação em seu blog, mas fez questão de dizer que não assina a direção, supervisão e roteiros e que o programa não é dele.

- O quadro apresentado tinha a minha participação, assim como de mais cinco atores. Somos contratados da emissora. Acredito na responsabilidade coletiva, incluindo principalmente os roteiristas, diretores e a própria emissora. Ainda assim, não seria justo eu lavar as mãos e me eximir de qualquer responsabilidade.

Ele também se ofereceu para ajudar campanhas e atos que “divulguem diretrizes dos grupos afetados”.

- Sou humano e como tal, não poderia ter outra atitude a não ser me posicionar de forma solidária ao lado daqueles que foram atingidos por essa cena. Minhas sinceras desculpas, de coração.

Estrela da MTV diz que não quer levar a culpa sozinho
http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/marcelo-adnet-exagera-na-piada-e-soa-preconceituoso-20110428.html


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Falsa psicóloga que tratava de crianças autistas é presa no RJ

| Terra Notícias | 27/4/2011 |

Uma falsa psicóloga foi presa na tarde desta quarta-feira por policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, Beatriz Cunha, 32 anos, tratava ilegalmente crianças autistas há 12 anos em uma fundação criada por ela mesma.

As investigações que culminaram na prisão da falsa psicóloga começaram depois de uma denúncia de uma delegada, cujo filho se tratava com a falsária. A policial constatou, através de recibos pedidos para a declaração do Imposto de Renda, que os registros no Conselho de Psicologia eram falsos.

A acusada cobrava R$ 90 por hora de 60 pacientes em tratamento e não tinha diploma de nenhum curso superior. Ela teria confessado ter feito apenas dois períodos do curso de Psicologia e deverá ser indiciada por estelionato, propaganda enganosa e exercício ilegal da profissão.

Falsa psicóloga que tratava de crianças autistas é presa no RJ
Terra Notícias | 27/4/2011
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5098816-EI5030,00.html


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Programa da MTV revolta internautas

| Planeta Osasco | 26/4/2011 |

Matéria de Vladimir Ribeiro, publicada no jornal ABCD Maior


Um dos quadros do programa "Comédia MTV" causou polêmica entre internautas e familiares de autistas pelo Brasil. No esquete que teria sido exibido na última semana de março, os atores fazem uma paródia do antigo programa do SBT "Casa dos Artistas", que foi rebatizado de "Casa dos Autistas".

Durante a encenação, que tem pouco mais de dez minutos, os atores do programa simulam ser autistas, sendo que um deles faz um autista que tem um surto diante das câmeras. “Assisti ao vídeo três vezes e chorei muito porque meu filho teve um surto e ficou sedado no hospital, e isso não é engraçado”, disse a tradutora Alba Regina Marchesini Milena, moradora de Santo André.

Alba é mãe de Lucas Marchesini, que tem 15 anos e é autista. “Já passamos por todos os tipos de situações de preconceito. Desde gente que passa e fica olhando até dois meninos que riam do Lucas e a mãe deles, que estava perto, não fez nada para conscientizar as crianças”, disse.

Para tentar uma retratação por parte da emissora, internautas iniciaram um abaixo-assinado para que o vídeo seja retirado do ar e a emissora faça um pedido de desculpas. “Quem deveria ajudar a educar não o faz. Deveriam ter pensado no público-alvo da MTV, que são adolescentes e não irão se furtar de usar a palavra ‘autista’ de forma pejorativa”, afirmou Alba.

Ministério Público

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) ingressou, na segunda-feira (25/04), com uma representação no Ministério Público Federal para que sejam tomadas providências com relação a questão.

No documento, o deputado classifica o “Casa dos Autistas” como discriminatório que explora de maneira preconceituosa a imagem das pessoas com transtornos globais do desenvolvimento.

A representação está baseada na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. O texto da Declaração diz que “os Estados Partes proibirão qualquer discriminação baseada na deficiência e garantirão as pessoas com deficiência igual e efetiva proteção legal contra a discriminação por qualquer motivo”.

Programa da MTV revolta internautas
http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/2011042612281/Coluna-politica/programa-da-mtv-revolta-internautas.html


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MTV se desculpa

Depois de intensa onda de protestos contra o quadro "Casa dos Autistas", de seu programa "Comédia MTV", o canal emitiu nota oficial, isentando seu elenco de responsabilidades e se propondo a uma retratação. Para tanto, marcou uma reunião no dia 27 de abril com associações ligadas ao autismo na Região Sudeste, como a AMA e o Movimento Pró-autista, para definir a melhor forma para se retratar.

Segue a nota oficial da emissora:
MTV BRASIL - NOTA OFICIAL COMÉDIA MTV – ESQUETE 'CASA DOS AUTISTAS'
por Portal MTV (26/4/2011)


É de total responsabilidade da MTV a exibição da esquete 'Casa dos Autistas', exibida no dia 22/03/2011 no programa Comédia MTV.

Todo o elenco do programa, assim como sua equipe de roteiristas e produção, são contratados da emissora e a ela prestam serviço, inclusive o humorista Marcelo Adnet, que vem sendo apontado por alguns como único responsável pelo conteúdo do programa.

A MTV Brasil entende que a esquete 'Casa dos autistas' ultrapassou limites aceitáveis do humor. Portanto, pedimos desculpas a quem quer que tenha se sentido ofendido pelo conteúdo exibido.

Já estamos articulando possíveis ações conjuntas com associações ligadas ao autismo para dar ao assunto o devido encaminhamento.

A MTV reforça ainda que, independentemente desse episódio, ao longo dos últimos 20 anos a emissora vem defendendo a inserção social de pessoas com deficiência de maneira séria e informativa.

MTV BRASIL - NOTA OFICIAL COMÉDIA MTV – ESQUETE 'CASA DOS AUTISTAS'
http://mtv.uol.com.br/programas/comedia/videos/comedia-mtv-programa-07

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Pesquisador de autismo preso por fraude

O pesquisador dinamarquês Poul Thorsen foi preso, acusado de lavagem de dinheiro e fraude de correios.

Thorsen já havia sido citado pela Universidade de Aarhus por conduta não-acadêmica. Agora, é apontado como tendo cometido malversação de um milhão de dólares destinados à investigação do autismo, concedidos pelos CDC (Centers for Disease control and Prevention - Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos EUA.

O pesquisador, há anos, participa de estudos que apontam o thimerosal, substância usada como conservante de vacinas, como causa de autismo.

De acordo com os promotores, ele usou a verba para comprar uma casa em Atlanta (Estado da Geórgia, EUA), uma moto Harley Davidson e dois carros. A promotora Sally Yates lamenta:

- "Verbas para pesquisa são recursos preciosos. Quando são roubados, perdemos não apenas o dinheiro, mas também a oportunidade de entender melhor e curar doenças debilitantes."

Thorsen, pesquisador visitante no CDC de Atlanta nos anos 1990, ajudou duas agências governamentais na Dinamarca a obter onze milhões de dólares em fundos para pesquisa.

Ele voltou para a Dinamarca em 2002 para ser o pesquisador principal naqueles programas. Ele também é apontado pelos promotores como administrador dos dólares, destinados a pesquisar a relação entre o autismo e a exposição a vacinas.

Com faturas falsas, ele teria conseguido, segundo os promotores, que a Universidade Aarhus transferisse os fundos para uma conta pessoal em Atlanta. Eles explicaram que a universidade acreditava estar transferindo os fundos para uma conta do CDC.

COMUNICADO: Investigador en debate de vacunas y autismo acusado de fraude
| 21/4/2011 | Europa Press |

http://www.europapress.es/economia/noticia-comunicado-investigador-debate-vacunas-autismo-acusado-fraude-20110421091757.html


Denmark scientist accused of stealing autism research money
| 13/4/2011 | Reuters |

http://www.reuters.com/article/2011/04/13/us-crime-research-funds-idUSTRE73C8JJ20110413


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Unimed discrimina garoto autista

Mensagem enviada pela mãe de uma criança autista no dia 25 de abril pela Comunidade Virtual Autismo no Brasil

Moro numa cidade com mais 400 mil habitantes, mas enfrento cada coisa...

Hoje, levei meu amado filho fazer a vacina da gripe e foi muito desgastante! Saí de lá chorando.

Mandei uma reclamação no site e divido ela com vcs, que com certeza entenderão meus sentimentos:
"Hoje, (25 de abril de 2011) levei meu filho de 5 anos, diagnosticado autista, realizar a vacina da gripe no estabelecimento da Unimed Medicina Preventiva localizada na Rua Sinunbu de Caxias do Sul, por volta das 16:15 e 17hs, solicitei ao porteiro senha para portadores de necessidades especiais e este foi pedir a funcionária que estava atendendo se autista era necessidade especial e esta mandou que me fornecesse uma ficha comum. Como a sala estava cheia, pessoas conversando, telefone tocando, meu filho começou a chorar e precisei implorar para um dos caixas atendê-lo antes.

É inadmissível que uma atendente da Unimed não saiba o que é portador de necessidade especial! E por causa do desconhecimento dela, meu filho e eu passamos constrangimento diante das pessoas, de forma discriminativa e desrespeitosa!"

Eu realmente tive de implorar pela senha especial, caso contrário teria de ir embora. As senhas estavam alí, sendo distribuídas, mas a mulher me negou, dizendo que para autista não. Meu filho ficou extremamente agitado com a sala cheia, demorou um lugar pra sentar...todo mundo nos olhando e ele batendo a cabeça na minha barriga...

Uso ficha especial por necessidade e não porque gosto!

Como ele ficou 26 dias doente, o medico me pediu para imunizá-lo da gripe agora que está reagindo antes que adoeça novamente...

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Comédia MTV desrespeita pessoas autistas


Sob o pretenso objetivo de fazer rir, a MTV veiculou, no dia 22 de março próximo, um quadro chamado "Casa dos Autistas", dentro de seu programa "Comédia MTV".

As imagens exibidas causaram dor e revolta em familiares de pessoas autistas e nelas mesmas. Serem retratados como pessoas sem sentimento, sem habilidades, sem capacidade alguma de compreensão da relaidade já é corriqueiro para nossos amigos e filhos autistas, mas fazer uso de imagens preconceituosas, apresentando-os gritando e babando só vem reforçar os estereótipos muito distantes da realidade.

A MTV é uma emissora voltada para o público jovem, pretensamente "descolado", que acaba por reproduzir as ideias, imagens e bordões nela apresentados. Fazer esse quadro, da forma que foi feito, acaba por fortalecer preconceitos e induzir a juventude ao abuso e assédio moral de pessoas verdadeiramente autistas e de outras que, por qualquer motivo, tenham comportamento retraído ou alguma dificuldade de aprendizagem, relacionamento ou comunicação.

Após verem as imagens do Comédia MTV, agora hospedadas no youtube por um grupo de jovens, vários familiares tomaram iniciativas variadas de crítica. Um dos principais alvos no Twitter acabou sendo o humorista Marcelo Adnet, através do seu perfil @marceloadnet0, que argumentou ter discordado do quadro, do qual só participou imitando Sílvio Santos, como seu apresentador.

Para ver mais, acesse:
Blog Conversando sobre inclusão, de Barbara Parente:

Vídeo a Casa dos Autistas da MTV.
http://barbaraparente.blogspot.com/2011/04/video-casa-dos-autistas-da-mtv.html


Marcelo Adnet se desculpa por fazer piada com autistas na TV
http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/marcelo-adnet-se-desculpa-por-fazer-piada-com-autistas-na-tv-20110424.html


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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Clínica em Jacarta diz curar autismo e câncer com cigarros

Mulher sopra fumaça no ouvido de paciente
Membro da clínica Griya Balur sopra fumaça no ouvido de paciente em 12 de março de 2011 - foto: Romeo Gacad/AFP
Em uma clínica de Jacarta, onde o tabaco é abertamente apresentado como uma cura para o câncer, uma mulher indonésia sopra fumaça de cigarro na boca de uma paciente magra, nua.

A paciente, uma mulher ocidental, sofre de enfisema, uma doença que desenvolveu por fumar durante décadas. Além de câncer e autismo, este é mais um dos males que a clínica Griya Balur alega curar com cigarros.

- "Eu perdi", diz a cliente, uma mulher de sotaque americano, enquanto se ouve Phil Collins cantar ao fundo "I Can Feel It".

Em muitas partes do mundo, essa clínica seria fechada, mas não na Indonésia, uma das novas fronteiras para as empresas de cigarros, que visam compensar a perda de lucros no Ocidente, cada vez mais consciente com a saúde.

Uma longa tradição do uso do tabaco, combinada com a legislação fraca e os bilhões de dólares que fluem da indústria para os cofres do governo, levam lugares como Griya Balur a passar em branco.

O "tratamento" para o doente de enfisema inclui soprar através de um tubo, em seus pulmões doentes, a fumaça dos "Cigarros Divinos", embebidos de "nanotecnologia" para remover os "radicais livres" que causam o câncer. Fumaça também lhe é soprada nos ouvidos e nariz, enquanto segura uma taça de aspirina sobre seu olho direito. A música de Phil Collins, ao que parece, não tem propriedades curativas.

A Dra. Gretha Zahar, fundadora da Griya Balur, disse à Agência France Press que já tratou cerca de 60.000 pessoas com fumaça de tabaco durante a última década.

Com doutoramento em nanoquímica na Universidade Padjadjaran, em Bandung, Java Ocidental, Zahar afirma que, através da manipulação do mercúrio na fumaça de tabaco, pode curar todas as doenças, incluindo câncer, e até mesmo reverter o processo de envelhecimento.

"Mercúrio é a causa de todas as doenças. Em meus cigarros, que chamamos de Cigarros Divinos, há captadores que extraem o mercúrio do corpo", diz ela. Em seu site, ela diz que não precisa submeter suas teorias a exames clínicos ou publicá-los em revistas com revisão científica, nem tem o dinheiro para "lutar" com "cientistas médicos ocidentais". Suas alegações foram recentemente apresentadas ao Tribunal Constitucional, onde agricultores e legisladores do crescente eixo de produção de tabaco de Java Central desafiam uma lei que reconhece o cigarro como viciante.

Aris Widodo, professor de farmacologia na Universidade de Brawijaya, em Malang, Java Oriental, disse ao tribunal que nunca tinha ouvido falar de alguém morrer de tabagismo. Pelo contrário, disse ele, o tabagismo é bom.

-"Fumar pode eliminar a ansiedade, melhorar a concentração e acalmar os nervos. É uma boa e barata alternativa para outros medicamentos caros, como o Valium", disse ele.

O tabaco é viciante e prejudicial à saúde, mas indonésios estão adquirindo o hábito em números cada vez maiores - e mais jovens -, com o apoio de um agressivo marketing da indústria do tabaco.

Os cigarros custam cerca de um dólar por um pacote de 20 e são muitas vezes o segundo maior item de despesa das famílias, após a refeição, para as famílias mais pobres do país.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a prevalência de fumantes aumentou seis vezes na Indonésia nos últimos 40 anos. Fumar mata pelo menos 400 mil pessoas todos os anos e outras 25 mil morrem de fumo passivo.

No entanto, a Indonésia é o único país da Ásia que não ratificou a Convenção da OMS para Controle do Tabaco, com recomendações de políticas e padrões de referência para os países preocupados com o impacto do tabagismo na saúde.

O maior fabricante de cigarros da Indonésia, a PT HM Sampoerna, é afiliada da Philip Morris International. A British American Tobacco comprou o quarto maior fabricante de cigarros da Indonésia, PT Bentoel, por 494 milhões de dólares, em 2009.

O governo recolhe cerca de 7 bilhões de dólares por ano em impostos sobre a indústria, que emprega dezenas de milhares de pessoas em Temanggung em Java Central.

Ativistas anti-tabagismo dizem que os homens da indústria estão batendo a poeira de sua velha cartilha de marketing para encobrir a ciência e pintar o fumo como legal, masculino, chique e até mesmo saudável, especialmente para mulheres e crianças.

Durante as discussões da regulação do fumo, em 2009, uma cláusula sobre o risco de dependência do tabaco desapareceu da versão final. O governo disse que a omissão foi um mero lapso e depois reintroduziu a cláusula.

O funcionário do Ministério da Saúde Budi Sampurno foi questionado, mas afirmou que as companhias de tabaco não tiveram nada a ver com isso.

- "Nunca. Há alguma prova? Nunca fomos abordados por empresas de tabaco. Isso não seria legal", disse ele.

O Dr. Hakim Sorimuda Pohan, legislador do Partido Democrático que ajudou a elaborar a Lei da Saúde, disse que não havia nenhuma dúvida de que o tabaco estava por trás dessa manobra.

"Eles fizeram a mesma coisa em 1992. As empresas de tabaco tiveram sucesso em omitir da lei essa mesma cláusula", disse ele.

Fonte:
Clinic in Jakarta Touts Smoking as Cancer Cure
| Angela Dewan | The Jakarta Globe | 12/4/2011 |
http://www.thejakartaglobe.com/lifeandtimes/clinic-in-jakarta-touts-smoking-as-cancer-cure/434946


Leia mais:
Clinic Claims It Can Cure Cancer and Autism with Tobacco Smoke
| Spooky | Oddity Central | 12/4/2011 |

http://www.odditycentral.com/news/clinic-claims-it-can-cure-cancer-and-autism-with-tobacco-smoke.html


Clínica afirma curar câncer e autismo com fumaça de tabaco
| Luciana Galastri | Hypescience | 12.04.2011 |

http://hypescience.com/clinica-afirma-curar-cancer-e-autismo-com-fumaca-de-tabaco/


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