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sexta-feira, 18 de maio de 2012

UE quer saber mais sobre o autismo em mulheres

| Angélica Gonzalez | Diario de Burgos | Valladolid | 17/5/2012 |

Dar uma perspectiva de gênero para a pesquisa médica ou científica, muitas vezes traz surpresas e, acima de tudo, ajuda a corrigir erros que foram cometidos ao tratar mulheres do mesmo ponto de vista que aos homens. Assim tem ocorrido com doenças cardíacas, alguns transtornos mentais e, agora, em uma iniciativa financiada pela União Europeia, os Transtornos do Espectro Autista (TEA).

A associação Autismo Burgos, representando a Espanha, junto com outras quatro entidades da Grã-Bretanha, Portugal, Eslovênia e Lituânia, desenvolverá até 2014 o projeto Autism in Pink (Autismo em Rosa), com o objetivo de melhorar o conhecimento, diagnóstico e a atenção recebidos por meninas e mulheres com esta deficiência.

"O fato de que as meninas têm algumas habilidades sociais mais desenvolvidas que os meninos faz com que o seu diagnóstico seja mais tardio, ou mesmo que sejam subdiagnosticadas, levando a que o autismo ou a síndrome de Asperger sejam interpretados, por exemplo, como um transtorno de conduta alimentar." Assim explica Javier Arnaiz, orientador do Colégio El Alba, que diz que, para cada três homens diagnosticados com autismo, há uma mulher, e uma em cada oito com síndrome de Asperger.

Nesse sentido, destacou que algumas meninas com esse autismo de alto funcionamento passam despercebidas porque têm boas habilidades sociais, o que se torna um problema na adolescência frente circunstâncias como abusos, na escola ou sexuais, ou o uso de drogas.

Essa "camuflagem" do transtorno implica que podem não ter o apoio de que necessitam. Essa é a mola mestra do Projeto Pink é o motor que irá desenvolver uma proposta de trabalho específico para as mulheres que incluem aspectos como a identidade de gênero, saúde mental e relações interpessoais (amigos e familiares).

Reduto Maculino

Os programas educacionais e sociais específicos que foram desenvolvidos até agora só levaram em conta as necessidades de intervenção para o gênero masculino, porque este é tipicamente associado ao autismo. Tanto é assim que, segundo Javier Arnaiz, há uma teoria que afirma que o autismo é a expressão máxima da personalidade do homem: "Não há, portanto, programas ou modelos que fazem referência às necessidades e interesses das mulheres com TEA e as prepare para reagir em situações sociais tipicamente femininas, como fazer compras ou encontrar-se com rapazes."

O projeto Pink vai definir uma formação específica para cuidadores, familiares, professores e outros especialistas, apresentando os desafios que as mulheres com autismo enfrentam e ajudar a resolvê-los. Em última análise, se trata de gerar uma melhor compreensão de como o autismo afeta, especificamente o sexo feminino.

O projeto é ambicioso, porque pretende desenvolver uma série de iniciativas: módulos de formação específicos para famílias e profissionais; uma pesquisa sobre a prevalência, necessidades, diagnóstico, características e transtornos mentais associados, nas mulheres com Síndrome de Asperger; um site e um documentário; um livro virtual com testemunhos de vida; grupos de trabalho com familiares de mulheres afetadas, participação das com TEA em duas conferências internacionais sobre autismo e um acampamento na Lituânia.

La UE se propone conocer mejor el autismo en las mujeres
Angélica González / Valladolid - jueves, 17 de mayo de 2012
http://www.diariodeburgos.es/noticia/Z7321BB56-9754-C157-795892F63080B910/20120517/ue/propone/conocer/mejor/autismo/mujeres

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Autismo na França: bem-vindo à terra dos horrores

| Autismo Diario | Servicio de Información sobre Discapacidad | 19/12/2011 |
| Traduzido por Argemiro Garcia |


Em março, fizemos ecos ao sofrimento por que passam as pessoas com autismo e suas famílias na França. Nos últimos meses, continuamos a coletar informações e entrar em contato com vários ativistas pelos direitos das pessoas com autismo naquele País e as informações (em primeira mão) que nos têm fornecido é tão grande que decidimos fazer este relatório sobre a situação atual, gravíssima, a que o país mantém as pessoas com autismo e suas famílias. Queríamos ter feito uma lista dos direitos das pessoas autistas que são violados na França mas, já que são quase todos, resolvemos pular essa parte.

Educação

Na França, uma criança diagnosticada com autismo praticamente não tem o direito à educação. Apenas 20% das crianças com autismo conseguem acesso à educação. E estes 20% "afortunados", na maioria, coincidem com as crianças diagnosticadas com Autismo de Alto Funcionamento e Síndrome de Asperger. De qualquer forma, esse acesso à escolaridade regular não é de 100%. Este problema também se aplica a crianças com outros problemas, como déficit de atenção e hiperatividade, disfasia etc ...

Os afortunados: espera-se que esses 20% de crianças "afortunadas" vão à aula com seu AVS (Assistante de Vie Scolaire - auxiliar de vida escolar) ou EVS (Employée de Vie Scolaire - empregado de vida escolar) e, caso se comportem bem, podem continuar a frequentar uma escola regular (Caso contrário, serão expulsos do centro). Mas, claro, para que a criança conheça seu AVS ou EVS será necessária uma espécie de alinhamento cósmico e planetário. Que seja concedido esse apoio pessoal à criança é uma questão de pura sorte e não um direito. O outro problema é que uma grande percentagem desses trabalhadores não têm formação e muda a cada ano. Se tiver sorte e ganhar a loteria do assistente especializado, você nunca saberá o que vai acontecer no ano seguinte. "Há tantas situações particulares como há crianças: levaria anos para fazer uma lista de casos ilógicos e escandalosos. Novamente, tudo tem a ver mais com sorte que com direito" é a informação que nos mandam da França, a respeito desta questão.

Temos também a figura do SESSAD - Service d’Education Spéciale et de Soins A Domicile (Serviço de Educação Especial e Assistência a Domicílio"), (ou seja, profissionais QUE intervêm no meio "normal" para dar ajuda e aconselhamento aos professores e cuidadores de crianças). Tal como acontece com AVS e EVS tudo diz respeito a onde você vive... e sorte. Cada SESSAD pode usar um modelo diferente e assim nos deparamos com muitos tipos diferentes de apoio ou assistência apresentados como SESSAD. Mais uma vez, entramos neste tipo de roleta russa da sorte. O problema de jogar roleta russa é que a bala te acerte.

Na fronteira do bem e do mal: Quando a criança atingir sete anos, se a equipe docente achar que não tem o ritmo certo, irá enviá-la a uma escola especial ou a uma sala de educação especial dependentes de um destes centros, goste a família ou não. E se a família se opuser, a criança ficará em casa. Isso se aplica não apenas ao autismo, mas a outros tipos de deficiência.

Educação Especial:

Pressupõe-se que os “Instituts Medico Educatifs” (Institutos médico-educativos), ou IME, sejam Centros de Educação Especial do país do conhaque. Mais uma vez, devemos colocar nas mãos do destino, dos alinhamentos planetários e do horóscopo chinês, já que, com os IMEs se passa algo parecido com os SESSAD. Em alguns casos, os IMEs são regidos por sistemas de psicanálise, "packing", "pataugeoire" (colocam a criança em um maiô, em uma pequena piscina inflável, e dois "terapeutas" observam seu comportamento na água: se toca as partes íntimas ou não, como evolui, seus gestos, suas expressões, e tiram conclusões a partir dessas observações) e uma série de atrocidades pr´óprias do início do século passado, por isso, se nos for indicado um desses IMEs, é melhor para a criança ficar em casa. Podemos também darmos de cara com IMEs tentando implementar outras estratégias educativas. No entanto, as relações aluno/terapeuta geralmente giram em torno de 12 para 1, sem contar a melhor ou pior qualificação da equipe de intervenção terapêutica. Os IMEs realmente tornaram-se um lugar comum de detenção de crianças, mas com passe livre a noite.

O outro problema é que, se um IME faz um bom trabalho, rapidamente satura; as famílias inclusive migram para outras regiões para ter acesso a esses raros lugares.

O "Hôpitaux de Jour" (Hospital Dia) é algo como uma casa de horrores. Um centro ligado à área de psiquiatria do hospital onde se maltratam diariamente os casos mais graves. Por sua vez, estes centros têm por bem não dar quase nenhuma informação sobre que tipo de intervenção fazem com as crianças. Tampouco nada parece ciência certa nem se tem feito estudos sérios sobre o tipo de intervenção e seus resultados. Como há pouca supervisão local (ou nenhuma) pelo Ministério da Saúde (embora haja Agências Regionais de Saúde: ARS) em relação às melhores práticas, as equipes desses centros fazem o que querem, desde que não ponham a criança em perigo, e não há queixas legais das famílias (a verdade é que com pouca informação é difícil fazer uma reclamação bem documentada). Outro aspecto "inacreditável" desses centros é que muitos deles seguem o caminho da psicanálise e estão determinados a "estudar" a família inteira para provar que a culpa é deles, principalmente da mãe!

Profissionais qualificados:

Frente a este panorama incrível, o número de profissionais treinados e qualificados é muito baixo. Ao mesmo tempo, há pouco apoio financeiro à formação especializada nesta área. Praticamente todo o apoio financeiro do governo vai para os centros que acabamos de mostrar. Profissionais de qualidade, que não vivem em 1905 como o resto de seus "colegas", trabalham em centros privados, sendo por isso muito caros e além do alcance da grande maioria da população.

Este tipo de centros, onde podemos encontrar sistemas de intervenção reconhecidos em todo o mundo (ABA, TEACHH, PECS, ...), só obtêm 10% dos fundos para o autismo, com o que o desenvolvimento de planos modernos e eficientes de intervenção para o autismo torna-se impossível.

A Família:

Por trás desta imagem tão desoladora, há dezenas de milhares de famílias a sofrer todos os dias esta situação terrível. Essas famílias enfrentam muitos problemas com os quais devem lutar todos os dias, encontrando na maioria das vezes uma "Linha Maginot", uma barreira social e burocrática.

E que saídas existem? Atualmente as famílias francesas encontram situações tão absurdas que escapam de qualquer lógica, posto que torna mais difícil até mesmo poder enfrentar a situação.

Por um lado, ficam cara a cara com a infelicidade de não ganhar a "loteria" a que nos temos referido nesta reportagem; por outro lado, devem enfrentar diagnósticos mais que duvidosos e um modelo de intervenção mais próximo do "Doutor Mengele" que dos verdadeiros modelos de intervenção. Muitas famílias optam por ter um dos pais abandonando os trabalho a fim de cuidar de seu filho de uma forma humana. Ao mesmo tempo, têm que chegar a o nível de conhecimento e preparo necessário no menor tempo, sem acesso aos recursos e sem muitas condições econômicas, para tornar-se terapeutas de seus filhos. Não esquecendo que enfrentam a rejeição social, o esquecimento burocrático e a perda de direitos.

Talvez, se você tiver uma família afortunada com muuuuuita sorte, a "Maison des Personnes Handicapées" (MDPH) de sua região (há mais de 80) será pró-ativa e poderá apoiá-lo, desde que seja inteligente o suficiente para contornar o labirinto legal e burocrático que existe antes de conseguir subsídios e benefícios econômicos. Se conseguir, poderá ter dinheiro suficiente para ajudar a custear algumas intervenções. Dependendo de onde morar e de quão hábil seja, poderá obter o suficiente, ou nada. Então, se você não tem recursos financeiros suficientes, você não poderá dar as oportunidades que a criança merece e isso, como é claro e normal, aumentará (ainda mais) a tensão no seio da família. Esse sentimento de impotência e perda de esperança corroi o espírito mais firme.

Ação Direta: Dada esta terrível situação, as famílias estão se organizando e começando a organizar todo o tipo de protesto e ações contra essa situação que prejudica diretamente os direitos, liberdade e dignidade de milhares de cidadãos franceses. Nessa luta pela dignidade, o respeito, os direitos e a igualdade devem ter todo o apoio da comunidade internacional. Pois mesmo na França há uma democracia real.

Alguns nomes:

Talvez hoje a técnica de packing seja a tortura mais famosa dos "especialistas" franceses. E ainda se permitem dar cursos de formação e realizar estudos, tudo pago com dinheiro público, evidentemente. Se você não sabe o que é o packing,assista a este vídeo, onde vai ver um jovem embrulhado em lençóis molhados e muito frios, como se fosse uma múmia, deixando apenas o rosto descoberto. Supõe-se que este castigo físico e agressão emocional seja uma terapia?

Mais informações sobre os centros que estão realizar um "estudo" de "packing" no site de Autisme Infantile, assim poderáo evitar que estes centros torturem algum ente querido.

Outro dos "brilhantes" pontos dos psicanalistas franceses é seguir culpando a mãe pelo autismo de seu filho. Abordamos essa questão sobre a teoria de Bruno Bettelheim e as mães no artigo ¿Madres Nevera? o ¿la frialdad de un hombre? Bruno Bettelheim.

Campanha Um Crocodilo para Genevieve

E continuando na mesma linha não percam tempo com a Sra. Geneviève Loison, que afirma que as mães são nada menos do que um crocodilo! Apesar de sua aparência de "Vovozinha" os danos que esta senhora produziu e continua a produzir a todas as pessoas que têm a infelicidade de passar por suas mãos não tem tamanho. Assim, famílias francesas começaram uma campanha contra a Sra. Geneviève Loison, sob o slogan "Um Crocodilo para Genevieve". Pode-se ver mais informações no mural do Facebook de Autisme Infantile.

Este é um breve resumo da situação atual. Realmente o problema é sério o suficiente para se dedicar muito mais espaço, mas a intenção foi abordar uma realidade concreta. Certamente não é uma situação feliz para ninguém, embora dar visibilidade a estes é parte da responsabilidade dos meios de comunicação. Isto é o que está acontecendo e isto é o que contamos.

Autismo en Francia: Bienvenidos al país de los horrores
http://sid.usal.es/noticias/discapacidad/41974/1-1/autismo-en-francia-bienvenidos-al-pais-de-los-horrores.aspx


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Garoto autista de 12 anos foi encontrado enforcado - suspeita de bullying

| Emily Allen | Daily Mail | 1/12/2011 |

Michael Raven, de 12 anos, foi encontrado enforcado em seu quarto em Blackburn, Lancashire, em torno de 5h30 de 28 de novembro. O menino, aluno da Igreja de Saint Wilfrid da England Academy, em Blackburn, foi levado de ambulância para o Blackburn Royal Hospital, mas foi declarado morto pouco tempo depois.

Grupos no Facebook em sua homenagem alegaram ter ele sido vítima de bullying. A escola negou:

Uma mulher, cuja filha teria sido intimidada na escola, escreveu: "Ela me contou que Michael estava sendo atormentado por um grupo de meninas do 8º ano. Pareceu-me que o ridicularizavam por seu autismo", de acordo com o jornal The Sun.

Megan Brandon publicou: "Os bullies de St. Wilfrids deveriam se sentir envergonhados: 13 anos, 2ª série e tirou a própria vida. RIP (Descanse em paz), Michael Raven nunca esquecido, amou sempre amado."

Megan O'Rourke mandou: 'RIP Michael Raven. Gostaria que você não se sentisse assim, e lembro que todos te amavam.. Eu não conheci você, mas sei que sua vida foi desperdiçada. X'

Um amigo chamado Sammie postou: "R.I.P. Michael Raven - um menino de doze anos de idade que se enforcou devido ao bullying. Ninguém deve passar por isso."

Jay Deaton mandou: "ÓDIO AOS BULLIES. Descanse em paz Michael Raven, seu anjo lindo xxxxxxxxxx.

E AnyaJB1 disse: 'Fico doente como as pessoas podem humilhar alguém até que ele se mate .. : @ Descanse em paz michael raven ! - Ele tinha apenas 12 anos.'

A escola informou a tragédia aos alunos em uma reunião especial.

David Whyte, diretor da escola, disse que os funcionários não tinham conhecimento de qualquer bullying. Ele disse:

- "A escola está ciente dos rumores e acusações feitas em redes sociais e já iniciou uma investigação. Podemos afirmar que a escola não foi comunicada de qualquer preocupação com bullying em relação ao Michael. Se tivéssemos sido informados, a escola teria seguido o procedimento apropriado e agido em conformidade. Qualquer acusação de assédio moral é levada extremamente a sério por esta escola. Gostaria de deixar claro que é particularmente inútil e inadequado para qualquer um especular e circular rumores infundados. A polícia está analisando, como parte de suas investigações. Não há nada nesta fase que sugira que o bullying foi um fator na triste morte de Michael."

E, fazendo um tributo ao aluno, acrescentou:

- "Estamos extremamente tristes ao ser informado da morte trágica de Michael. Michael era um aluno positivo, brilhante, esfuziante. Era um leitor ávido, gostava de jogar xadrez e participava de cada simples atividade da escola. Ia muito bem na escola e estava ansioso para uma viagem pela Europa até a Áustria, com 140 outros alunos, em janeiro. Temos feito orações e dado apoio aos alunos durante o período escolar. Gostaríamos que amigos, familiares e parentes soubessem que Michael está nas nossas orações, ele foi uma triste perda."

A conselheira Maureen Bateson, membro executiva do Conselho de Blackburn e Darwen para a atenção à criança, lamentou:

- "Ficamos extremamente tristes ao saber da trágica morte de um jovem tão brilhante. Nossos pensamentos e sinceras condolências vão para toda a sua família, amigos, professores e todos aqueles que o conheceram, neste momento triste."

Um porta-voz da Polícia de Lancashire disse:

- "A causa desta morte súbita ainda não foi confirmada, mas não está sendo tratada como suspeita. O menino foi nomeado como Raven Michael. Oficiais da Polícia do atendimento familiar permanecem com a família, que está compreensivelmente abalada."

A polícia disse ainda que o juiz foi informado e um exame post-mortem seria realizado.

Schoolboy, 12, found hanged after he was 'bullied by girl gang for being autistic'
| Emily Allen | Daily Mail | 1/12/2011 |
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2068514/Michael-Raven-12-bullied-girl-gang-autistic-hanged.html

Menino com autismo se mata enforcado após sofrer bullying
| O Dia | 1/12/2011 |
http://odia.ig.com.br/portal/mundo/html/2011/12/menino_com_autismo_se_mata_enforcado_apos_sofrer_bullying_209852.html

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Protesto na Espanha contra o despejo da família de menino autista

| Vega Media Press | 19/07/2011 |

A Plataforma de Atingidos por Hipotecas e Pessoas Desempregadas da Região de Murcia realizou um protesto, ocupando uma sucursal do Banco Cajamar na cidade de San Javier. Piquetes cidadãos ocuparam a agência durante vários minutos, para surpresa dos funcionários e clientes, mas, pouco depois, agentes da Guarda Civil acorreram, sem que tenha havido incidentes ou confrontos.

O Banco pretende despejar uma família da aldeia, cujo filho Aaron, entre outros problemas de saúde, apresenta TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento), ou Transtorno do Espectro Autista.

O alto custo do tratamento e cuidados com a criança levaram a família a ter de decidir entre continuar pagando a hipoteca mensal ou tratá-la; eles fizeram "o que cada pai poderia fazer, ou seja, amar o filho acima das ameaças de qualquer instituição financeira", explica a Plataforma.

A situação se agravou quando o pai perdeu o emprego, como tem acontecido com milhões de pessoas na Espanha.

Hoje, esta família deve sete prestações e o banco deu início ao processo de penhora da casa, ignorando o seu pedido de moratória, sem considerar a sua situação excepcional.

Com muito esforço e desejo de superar a situação, a família levantou o dinheiro para pagar as contas em débito com o banco, mas foi surpreendida com a recusa do credor em aceitar o pagamento, argumentando que o litígio já se encontra em aberto e não há como voltar atrás, alegando que, para quitar a dívida, teriam que pagar mais de 110.000 Euros (105.000 Euros de capital que deviam em Janeiro de 2011, mais 5000 Euros de juros desses sete pagamentos mensais), caso contrário, a família será expulsa de alojamento.

Para a Plataforma, "não se trata apenas de abuso de poder dos bancos, culpados em grande parte por uma crise da qual têm sido ajudados com dinheiro público, mas algo ainda mais revoltante, a falta de escrúpulos e ausência de valores dessas entidades, quando se trata de vidas humanas".

O Coletivo exige a devolução imediata da propriedade à família, com o pagamento dos atrasados sem juros de mora e uma moratória real, sem juros, até que pelo menos um membro da família encontre trabalho, ao mesmo tempo que vem "exigir das autoridades públicas a gratuidade de qualquer tratamento a ser recebido pela criança para sua realização como pessoa, seja terapia com medicamentos, creche, etc".

A Plataforma de Murcia rejeita "qualquer apreensão ou despejo de famílias com dificuldades financeiras devido a uma crise gerada pelo sistema financeiro que, além de expulsá-los de suas casas, também os expulsa de suas vidas, pois as deixam com uma dívida que lhes impede de ter uma nova oportunidade".

A Plataforma alerta também que, "como uma sociedade organizada, vai realizar ações pacíficas necessárias, incluindo a desobediência civil, para dar divulgação a tais abusos à dignidade humana".

De acordo com fontes da Plataforma, uma negociação está prevista para quarta-feira (dia 20 de julho), para evitar o despejo da família de San Javier.

OCUPAN EN SAN JAVIER UNA OFICINA DE CAJAMAR QUE VA A DESAHUCIAR A UNA FAMILIA CON UN NIÑO AUTISTA
http://www.vegamediapress.es/noticias/index.php?option=com_content&task=view&id=16748


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sexta-feira, 11 de março de 2011

Não há epidemia de autismo, sugere estudo norueguês

Não há epidemia de autismo, sugere estudo norueguês

| Tradução: Alexandre Mapurunga | Coleta do texto: Fábio Adiron |

Science Daily (28 de fevereiro de 2011) -
Um sub-estudo do Distúbios do Espectro do Autismo (ASD), liderado pela MS. Posserud foi realizado como parte do Projeto "Barn i Bergen" (Crianças em Bergen). O estudo mostra que o diagnóstico de ASD pode ser aplicado a um por cento da população.

ASD é um termo coletivo para diagnósticos tais como o autismo (autismo infantil), síndrome de Asperger, autismo atípico e outros traços autistas. Os sinais clássicos de comportamento autista incluem dificuldades de comunicação, poucas habilidades sociais, comportamentos repetitivos e interesses muito específicos.

Resultados diferentes


Um estudo realizado em 1998 revelou que o autismo ocorreu em 0,05 por cento das crianças norueguesas. Os números do projeto "Barn i Bergen" poderia ser interpretado no sentido de que a incidência de autismo aumentou dramaticamente. No entanto, MS. Posserud pensa que é importante minimizar a diferença nos resultados.

"É difícil saber se as diferenças entre esses estudos refletem um aumento real na incidência de autismo. Nossa conclusão é que o crescimento do espectro autista pode ser explicada principalmente pelo uso de métodos de levantamento mais abrangentes e, por conseguinte, que não estamos diante do surgimento de uma epidemia de autismo", diz a MS. Posserud, que é médica e pesquisadora na área de psiquiatria infantil do Hospital Universitário Haukeland de Bergen.

Mais amplo diagnóstico

Pesquisadores envolvidos no projeto "Barn i Bergen" tem resultados muito variáveis, quando utilizados diferentes métodos para investigar o mesmo grupo de crianças. O primeiro sub-estudo concluiu que 0,44% das crianças tinham autismo, enquanto que o resultado de alguns anos mais tarde, foi de 0,87%.

Segundo a Dra. Posserud, a razão para a diferença é que os investigadores conduziram uma pesquisa mais extensa no último sub-estudo, que incluiu um teste clínico abrangente, para além de um questionário e entrevistas com os pais das crianças.

"O exame clínico revelou diversos novos casos do doença. Isto sugere que um diagnóstico de ASD não pode ser descartada apenas com base em entrevistas com os pais", explica MS. Posserud.

Segundo a Dra. Posserud, são as crianças com inteligência normal, que na maioria das vezes passam despercebidas. Estas crianças não estavam incluídas na definição de autismo, algumas décadas atrás, quando o diagnóstico foi aplicado somente nos casos mais graves. Os transtornos autísticos cobrem hoje as dificuldades de interação social através de uma gama de habilidades intelectuais. Como a definição foi expandida, muitas mais pessoas foram diagnosticadas com autismo.

A pesquisa foi financiada pelo Conselho de Pesquisas do Programa de Saúde Mental da Noruega.

Artigo original em Inglês: http://www.sciencedaily.com/releases/2011/02/110228090611.htm

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sábado, 21 de novembro de 2009

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar

| Público.pt | Educação | 18.11.2009 | Agência Lusa |

Especialistas do grupo de Decisores de Educação Europeus consideraram hoje “interessante a forma como Baião está a fazer o agrupamento escolar”, considerando o concelho um caso de sucesso do reordenamento da rede do primeiro ciclo.

A visita a Baião do grupo de especialistas europeus na área da Educação centrou-se no tema "A aposta no primeiro ciclo para atingir o sucesso", tendo participado no encontro membros oriundos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Itália, Suécia e Turquia.

"O facto de hoje estarmos a ser visitados por oito países da Europa para verificar o modo como desenvolvemos a nossa política educativa, constitui um orgulho e uma satisfação, por vermos que o que estamos a implementar vai produzir resultados na melhoria das condições de vida sociais da nossa população, no aumento dos padrões de cultura e também na garantia de maiores e melhores oportunidades para aqueles que agora estão na escola", afirmou o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro.

Sue Waters, uma professora de Inglaterra e um dos 12 membros do grupo de especialistas, disse à Lusa ser "realmente interessante ver como Portugal, e neste caso especifico Baião, está a fazer o agrupamento escolar, como está a gerir as dificuldades e como que estão a reagir professores e pais".

"Em Inglaterra estamos igualmente a fechar as escolas mais pequenas para que o ensino tenha uma maior qualidade, havendo uma grande oposição por parte das vilas que não querem perder as suas próprias escolas", salientou Sue Waters que considera que "não é possível ter uma escola com apenas cinco alunos porque torna o ensino muito difícil e pouco eficaz".

O autarca relembrou que em 2005 "95% das salas de aula funcionavam apenas da parte da manhã e uma grande maioria tinham vários níveis de ensino na mesma sala".

"Estávamos portanto a praticar um crime social porque condicionávamos, à partida, crianças com muitas potencialidades a um caminho de insucesso escolar, que depois os levava muito cedo para o mercado de trabalho", disse.

José Luís Carneiro apelidou de "pequena revolução positiva no sector da educação" o trabalho feito nos últimos quatro anos, salientando "a construção da primeira fase do Pólo escolar de Gestaçô e do Centro Escolar de Campelo - Baião".

"Estão neste momento em projecto de arquitectura mais dois centros escolares e mais dois pólos escolares e queríamos que a meio do actual mandato, todas as crianças já estivessem neste quadro de igualdade de oportunidades", sublinhou o presidente da câmara.

No final da reunião foi feita uma visita ao Centro Escolar de Campelo e à Unidade de apoio ao Autismo nele integrada.

O Centro Escolar acolhe cerca de 250 crianças do 1º ciclo do ensino básico e tem 12 salas equipadas com modernas tecnologias.

Segundo a autarquia, a "mais-valia dos Centros Escolares é o facto de permitirem que a cada sala de aulas corresponda um nível de ensino”.

"A Unidade de Ensino Estruturado para perturbações do Espectro de Autismo, associada ao Centro Escolar, visa dar resposta a uma carência existente em toda a região norte, apoiando actualmente cinco utentes provenientes de outros concelhos", acrescenta.

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar
http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/especialistas-europeus-estudam-o-caso-de-sucesso-de-baiao-no-reordenamento-da-rede-escolar_1410396

Veja também:
Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://cronicaautista.blogspot.com/2009/11/unidade-de-apoio.html

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bjork e Kate Winslet em documentário sobre autismo

Novo filme sobre autismo. Desta vez é o documentário The Sunshine Boy (O Garoto do Sol), do diretor islandês Fridrik Thor Fridriksson.

O filme acompanha a jornada da produtora Margret Dagmar Ericsdottir em sua busca para entender e ajudar seu filho autista Keli, atravessando meio mundo até a terapeuta Soma Mukhophadhyay, no Texas. Soma é a mãe do rapaz autista Tito Mukhophadhyay, autor de livros sobre sue próprio autismo e sua relação com o mundo.

A estréia mundial de The Sunshine Boy acontecerá no Festival Internacional de Toronto, neste mês de setembro. A narração em inglês será por conta de Kate Winslet, tendo, ainda, a participação de Bjork.

Kate Winslet to narrate film on autism - Scott Roxborough - Reuters (26/8/2009)
http://www.reuters.com/article/filmNews/idUSTRE57Q0GN20090827

Kate Winslet em documentário sobre autismo - Diário IOL
http://diario.iol.pt/cinema/kate-winslet-narracao-filme-autismo/1085000-4059.html

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Emprego para autistas é sucesso na Dinamarca

| Agência Federal de Notícias | Argentina, 20/07/2009 |

O dono de uma empresa na Dinamarca tem um filho autista e decidiu empregar pessoas que, como ele, têm capacidades especiais.

Uma empresa de computação dinamarquesa emprega pessoas com autismo. Sua experiência tem sido tão positiva que já pensa abrir uma sucursal na Escócia. Specialisterne é o nome dessa firma, criada por Thorkil Sonne, cujo filho de três anos foi diagnosticado com autismo.

O empresário se perguntou por que as pessoas afetadas por esta condição são deixadas de lado no mercado de trabalho e iniciou uma pesquisa sobre o que as pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA) queriam e poderiam fazer melhor, com o objetivo de incorporá-las a seu projeto.

Assim, Sonne fundou sua empresa de análise de software, onde 75% dos empregados - cerca de 40 pessoas - possuem alguna forma de autismo e, nos próximos meses, espera recrutar outros 50 empregados para sua nova filial em Glasgow.

Segundo a NAS (National Autistic Society - Sociedade Autista Nacional, do Reino Unido), as pessoas autistas afirmam que um emprego é o fator que realmente melhoraria sua vida.

O empresário, que foi um dos presidentes regionais da organização dinamarquesa Autism Denmark, conhece muitos adolescentes e adultos com TEA.

Os autistas têm dificuldades com a interação social e quebras de rotina, mas sobressaem-se nas tarefas repetitivas que requerem alta precisão. Foi assim que Sonne se deu conta de que testar novos programas de computador era um trabalho adequado para essas pessoas.

Exitosa experiencia de una empresa con empleados autistas
http://www.derf.com.ar/despachos.asp?cod_des=277197&ID_Seccion=21

El dueño de una firma en Dinamarca, tiene un hijo con esa problemática y decidió emplear a gente que, como él, tiene capacidades especiales.

Una empresa de computación dinamarquesa emplea a personas que padezcan de autismo. Su experiencia ha sido tan favorable que ahora piensa extenderse a Escocoa, donde abrirán una sucursal.

Según publicó la BBC Mundo, Specialisterne es el nombre de la firma de computación creada por Thorkil Sonne, un hombre cuyo hijo de tres años fue diagnosticado con autismo o Trastornos del Espectro Autista (TEA).

El empresario se preguntó varias veces por qué la gente afectada con esta problemática es dejada de lado en el sector laboral y se embarcó en una investigación sobre qué era lo que la gente con TEA quería y podía hacer mejor, con el objetivo de incorporarlos a su proyecto.

Así, Sonne fundó su empresa de análisis de software, donde 75% de los empleados -unas 40 personas- tienen alguna forma del espectro autista y en los próximos meses espera reclutar a otros 50 empleados para su nueva planta en Glasgow.

Según la National Autistic Society (NAS, por sus siglas en inglés) (Sociedad Autística Nacional del Reino Unido) la gente con TEA suele afirmar que un empleo es el factor que realmente mejoraría su vida.

El empresario, que fue uno de los presidentes regionales de la organización danesa Autism Denmark, pudo conocer a muchos adolescentes y adultos con TEA.

Los autistas tienen dificultades en la interacción social y las incertidumbres, pero sobresalen en tareas repetitivas que requieren una alta capacidad de precisión. Así que Sonne se dio cuenta de que probar nuevos programas de software era una labor idónea para estas personas.