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domingo, 4 de dezembro de 2011

Açores: Regulamentação para a intervenção precoce está a ser preparada

Ponta Delgada, 27 de Novembro de 2010
Presidência do Governo Regional dos Açores
Gabinete de Apoio à Comunicação Social


Está já em preparação a regulamentação do diploma referente aos projectos relacionados com a intervenção precoce, anunciou a Directora Regional da Saúde.

No discurso proferido no encerramento do “Colóquio Comemorativo 10 Anos de Intervenção Precoce - Articulação Saúde, Educação e Acção Social”, Sofia Duarte disse que esta acção tem como suporte legal um Decreto Legislativo Regional, mas é necessária a respectiva regulamentação, para permitir uma melhor agilização das actividades e uma mais fácil integração dos elementos responsáveis pela sua implementação no terreno.

A Intervenção Precoce visa a criação de condições para a adequação do processo educativo aos requisitos das crianças e jovens com necessidades especiais ou com dificuldades na aprendizagem. Trata-se, portanto, de uma ferramenta essencial para ajudar essas crianças a superarem os problemas de desenvolvimento.

O programa abrange crianças dos 0 aos 4 anos, podendo ir, em determinadas circunstâncias, até aos 6 anos.

Essas crianças são apoiadas por equipas especializadas que envolvem técnicos de saúde, de educação e de acção social. Existem já equipas em vários concelhos dos Açores.

O colóquio foi organizado pela equipa de Intervenção Precoce do Centro de Saúde de Ponta Delgada.

Na ocasião, a Directora Regional da Saúde, elogiou o esforço e o empenho de todos que colocaram de pé este plano e enalteceu os elementos das equipas de Intervenção Precoce que com esforço e dedicação desempenham um papel insubstituível nesta área.

Leia também:
Legislação açoriana para intervenção precoce em fase final de elaboração
http://cronicaautista.blogspot.com/2011/11/acores-lei.html



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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Portugal pesquisa uso de robôs para crianças autistas

A portuguesa Universidade do Minho tem um projeto de apoio a crianças e jovens autistas baseado em robôs como meio de comunicação e interação.

Pesquisadores da Universidade do Minho, em conjunto com a APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental), de Braga, desenvolvem um projeto para o uso de robôs, visando a melhora de suas habilidades de interação e comunicação com as demais pessoas.

Os resultados são promissores. Há alunos que já conseguem sentar-se num local diferente para brincar com o robô ou realizar uma atividade com algum colega, como o fizeram com o robô.

Filomena Soares, investigadora responsável pelo projeto, ressalta: "Revelou-se determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interação que proporcionou contactos durante o projeto, assim como uma ação de divulgação e partilha onde todos participaram".

O projeto pode crescer e sair de Braga, chegando a outras cidades. O Ministério da Educação entrou em contato com outras unidades de ensino estruturado. Além de Braga, o grupo de investigadores do Minho irá trabalhar, por agora, com usuários de Arouca, Barcelos e Leça da Palmeira.

A equipe deste projeto é constituída por três pesquisadores e um doutorando de Engenharia Eletrônica industrial, mais um pesquisador da Educação, um mestrando de Engenharia Biomédica, uma psicóloga da APPACDM de Braga e dois de pesquisa.

Robôs para estimular alunos autistas
| Sara R. Oliveira | Educare.pt | 30/11/2011 |

http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=B1152573BC7A8FE2E0400A0AB8004F20&opsel=1&channelid=0

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Legislação açoriana para intervenção precoce em fase final de elaboração

Durante colóquio sobre “Perturbações de desenvolvimento e autismo”, realizado em Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, Sofia Duarte, Diretora Regional da Saúde informou que a legislação sobre legislação precoce se encontra em fase de conclusão. Com isso, pretende-se detectar e sinalizar crianças em risco de alterações nas funções ou estruturas do corpo ou com risco de atraso de desenvolvimento, adequando este regime à legislação regional vigente e estabelecendo objectivos e regras de organização e funcionamento.

Destinada a crianças desde a detecção das limitações, das incapacidades ou dos factores de risco até à idade de ingresso na educação pré-escolar, esta nova legislação, projecto das Direcções Regionais da Educação e Formação, Segurança Social e Solidariedade e Saúde, destina-se, assim, a intervir e apoiar as famílias no acesso a serviços e recursos dos sistemas da segurança social, da saúde e da educação.

Também participou do encontro realizado pela Âncora – Equipe de Intervenção Precoce do Centro de Saúde de Angra do Heroísmo - o médico neuropediatra Nuno Lobo Antunes, diretor médico e coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil e autor de diversas obras sobre perturbações de comportamento em crianças.

EM ANGRA DO HEROISMO Nuno Lobo Antunes dá palestra sobre autismo
A União - 12/11/2011
http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=25975

Governo prepara legislação sobre Intervenção Precoce em saúde infantil
Correio do Norte - 29/112011
http://correionorte.com/governo-dos-acores/153970-gacs-governo-prepara-legislacao-sobre-intervencao-precoce-em-saude-infantil

Ultimada legislação sobre intervenção precoce
Jornal Diário - 30/11/2011
http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=38369

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como se sentem os áspis?

A psicóloga portuguesa Adriana Campos, em artigo publicado no site Educare.pt, discute alguns nos aspectos de como um jovem áspi (pessoa com síndrome de Asperger) pode vir a se sentir, confuso no mundo dos neurotípicos.

Em Portugal, estima-se que 30 mil pessoas apresentam síndrome de Asperger. Compreender os sentimentos dos "áspis" pode ajudar imenso quem convive diariamente com eles e quem, por dever profissional, deve contribuir para potenciar ao máximo o seu desenvolvimento.

Como se sentem os aspis?
| Adriana Campos | Educare | 20-07-2011 |

http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=90393CD59D8BF36DE0400A0AB8001D4D&channelid=FB1E151EFC02264FAA334EBDFF922FA2&schemaid&opsel=2

Leia também o artigo da mesma autora:

Asperger: Será?
| Adriana Campos | Educare | 22-06-2011 |

http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=90393CD58B1CF36DE0400A0AB8001D4D&channelid=90393CD58B1CF36DE0400A0AB8001D4D&schemaid=&opsel=2

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Portugal terá Casa dos Sonhos para autistas

| Agência Lusa, via Público | 23.05.2011 |
| Agência Lusa, via Diário Digital | 23.05.2011 |


A médica Maria José Vidigal explicou à agência Lusa que a Casa dos Sonhos é um projecto que está a dar os primeiros passos para intervir junto das famílias de crianças com problemas da área do autismo.

Considerada pela especialista como a “doença mais grave da infância”, o autismo precisa ainda de muita análise e investigação.

Neste projecto privado, mas com vertente de solidariedade social, os especialistas não querem privilegiar “uma classe em relação às outras”. “Ainda não temos tudo completamente definido, mas em princípio as famílias pagarão conforme as suas possibilidades. Não queremos excluir ninguém”, refere a médica, que dedicou as suas décadas de trabalho a crianças com estes problemas.

O objectivo é trabalhar com pais de crianças “com inquietações na área da saúde mental”, para fazer “um diagnóstico o mais fino possível”.

Consoante os casos e as idades das crianças e jovens, o centro terá vários tipos de terapia, desde a psicoterapia à terapia da fala, passando pela musicoterapia.

Além do autismo, pretende-se também estudar outros tipos de patologia, incluindo problemas de comportamento.

“É um projecto muito ambicioso”, assume Maria José Vidigal, indicando que a Casa dos Sonhos vem “colmatar uma lacuna, sobretudo na formação dos profissionais mais novos”.

Contra a ideia de que tudo se resolve apenas com medicação, estes especialistas pretendem um “acompanhamento integrado”, recusando sempre que possível ter crianças internadas: “Queremos as crianças nos seus meios familiares e escolares”.

Por agora, a Casa dos Sonhos ainda não tem instalações dignas do nome do projecto, por isso a solução passará por pedir apoios financeiros para a cedência de um espaço em Lisboa que dê corpo a este sonho.

Especialistas começam a construir Casa de Sonhos para crianças autistas

http://www.publico.pt/Sociedade/especialistas-comecam-a-construir-casa-de-sonhos-para-criancas-autistas_1495436

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=511941

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sábado, 21 de novembro de 2009

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião

| Renascença | 18/11/2009 |

A Unidade de Apoio ao Autismo de Baião, considerada um caso de sucesso no ensino, foi hoje visitada por especialistas europeus.

Inserida no centro escolar local, esta Unidade dá apoio a crianças autistas de vários concelhos limítrofes.

O coordenador Hélder Lemos explica que a Unidade de Apoio ao Autismo de Baião preenche uma lacuna há muito sentida na região e pode ser um exemplo a ser seguido.

Para além do ensino básico, a Unidade de Apoio ao Autismo oferece um conjunto de serviços específicos.

“Estas crianças têm aquilo que não teriam noutras escolas, desde logo professores de apoio especializados e terapeutas. Depois têm um espaço próprio onde podem ser tratados de forma diferente, embora estejam integrados em turmas”, diz Hélder Lemos.

Todas as salas estão equipadas com computadores com ligação à Internet, quadros interactivos e outro material didáctico.

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=79936

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar

| Público.pt | Educação | 18.11.2009 | Agência Lusa |

Especialistas do grupo de Decisores de Educação Europeus consideraram hoje “interessante a forma como Baião está a fazer o agrupamento escolar”, considerando o concelho um caso de sucesso do reordenamento da rede do primeiro ciclo.

A visita a Baião do grupo de especialistas europeus na área da Educação centrou-se no tema "A aposta no primeiro ciclo para atingir o sucesso", tendo participado no encontro membros oriundos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Itália, Suécia e Turquia.

"O facto de hoje estarmos a ser visitados por oito países da Europa para verificar o modo como desenvolvemos a nossa política educativa, constitui um orgulho e uma satisfação, por vermos que o que estamos a implementar vai produzir resultados na melhoria das condições de vida sociais da nossa população, no aumento dos padrões de cultura e também na garantia de maiores e melhores oportunidades para aqueles que agora estão na escola", afirmou o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro.

Sue Waters, uma professora de Inglaterra e um dos 12 membros do grupo de especialistas, disse à Lusa ser "realmente interessante ver como Portugal, e neste caso especifico Baião, está a fazer o agrupamento escolar, como está a gerir as dificuldades e como que estão a reagir professores e pais".

"Em Inglaterra estamos igualmente a fechar as escolas mais pequenas para que o ensino tenha uma maior qualidade, havendo uma grande oposição por parte das vilas que não querem perder as suas próprias escolas", salientou Sue Waters que considera que "não é possível ter uma escola com apenas cinco alunos porque torna o ensino muito difícil e pouco eficaz".

O autarca relembrou que em 2005 "95% das salas de aula funcionavam apenas da parte da manhã e uma grande maioria tinham vários níveis de ensino na mesma sala".

"Estávamos portanto a praticar um crime social porque condicionávamos, à partida, crianças com muitas potencialidades a um caminho de insucesso escolar, que depois os levava muito cedo para o mercado de trabalho", disse.

José Luís Carneiro apelidou de "pequena revolução positiva no sector da educação" o trabalho feito nos últimos quatro anos, salientando "a construção da primeira fase do Pólo escolar de Gestaçô e do Centro Escolar de Campelo - Baião".

"Estão neste momento em projecto de arquitectura mais dois centros escolares e mais dois pólos escolares e queríamos que a meio do actual mandato, todas as crianças já estivessem neste quadro de igualdade de oportunidades", sublinhou o presidente da câmara.

No final da reunião foi feita uma visita ao Centro Escolar de Campelo e à Unidade de apoio ao Autismo nele integrada.

O Centro Escolar acolhe cerca de 250 crianças do 1º ciclo do ensino básico e tem 12 salas equipadas com modernas tecnologias.

Segundo a autarquia, a "mais-valia dos Centros Escolares é o facto de permitirem que a cada sala de aulas corresponda um nível de ensino”.

"A Unidade de Ensino Estruturado para perturbações do Espectro de Autismo, associada ao Centro Escolar, visa dar resposta a uma carência existente em toda a região norte, apoiando actualmente cinco utentes provenientes de outros concelhos", acrescenta.

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar
http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/especialistas-europeus-estudam-o-caso-de-sucesso-de-baiao-no-reordenamento-da-rede-escolar_1410396

Veja também:
Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://cronicaautista.blogspot.com/2009/11/unidade-de-apoio.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa

| Francisco Gomes | Carlos Barroso (fotos) | Jornal das Caldas | 12/11/2009 |

Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.

“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).

“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.

O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.

Agrupamento sem verbas

O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.

O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.

O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso

Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/11/12/chao-da-parada/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nova técnica para tratar síndrome de Asperger

| Patrícia Jesus |24/8/2009 |
Menino observa figuras em um painel
descrição: menino sentado em uma cadeira observa figuras afixadas em um painel à sua frente

Uma técnica inovadora para o treino de crianças com Asperger, aplicada na Fundação Renascer em Lisboa, aposta em ajudas visuais, como, por exemplo, cores, para representar sentimentos. O método consiste em treinar "a capacidade de nos pormos no lugar dos outros" e visa ensinar a estas crianças aquilo que para a maior parte das pessoas surge naturalmente

Há um ano, David era uma criança diferente: incapaz de começar e manter uma conversa com os colegas, sentia-se isolado e triste. Nos últimos meses "começou a dar pequenos passos em direcção ao mundo", explica a mãe. Para Paula da Silva, o progresso deve-se a uma nova técnica para o treino de crianças com Asperger, aplicada na Fundação Renascer em Lisboa.

David sempre teve tendência a isolar-se e dificuldade em comunicar com as outras crianças, conta Paula. Mas só quando tinha sete lhe foi diagnosticada síndrome de Asperger, uma perturbação do desenvolvimento da "família" do autismo, marcada pelas dificuldades de comunicação e interacção com os outros. A notícia, chocante porque se trata de uma doença sem cura, foi também um alívio para Paula, porque finalmente percebeu o que se passava com o filho.

Mas até ao ano passado, e apesar de ser acompanhado por uma psicóloga, David fazia poucos progressos. Foi por isso que Paula procurou ajuda na Fundação Renascer, onde um grupo de terapeutas começou a aplicar uma nova técnica, conhecida como "pensamento social". Este método, desenvolvido pela norte-americana Michelle Winner, que esteve recen- temente em Portugal a convite da Fundação, consiste em treinar "a capacidade de nos pormos no lugar dos outros", explicou a terapeuta ao DN. Usando várias técnicas, e apostando em ajudas visuais (cores para representar sentimentos, por exemplo), a terapeuta tenta ensinar a estas crianças aquilo que para a maior parte das pessoas surge naturalmente.

Isto porque uma das principais dificuldades destes doentes é compreender o que os outros percebem instintivamente: as diferenças no tom de voz, nas expressões faciais, a ironia. Assim, apesar de muitas vezes serem brilhantes a vários níveis, são também socialmente desastrados. David, por exemplo, como gosta muito de futebol, tinha tendência a soterrar as outras pessoas com informação sobre transferências, parecendo não dar importância ao facto do seu interlocutor estar aborrecido. Porque não percebia.

Nas sessões de "pensamento social", com Rita Alambre dos Santos, que também é directora da Fundação, tem aprendido a abordar os outros, a perceber o que é socialmente adequado e como exprimir a sua frustração. Muitas vezes abordando as dificuldades que surgem no dia-a-dia. O método "pensamento social" tem tido bons resultados com crianças e adultos com Asperger, embora também seja aplicada a outras pessoas com problemas de comunicação. No entanto é fundamental que os doentes dominem a linguagem.

No caso de David, conseguiu, aos 13 anos, fazer a sua primeira amiga. E apesar de continuar a ser gozado por alguns colegas, a maioria já aceita a sua maneira de ser "pouco convencional", explica a mãe, "até a nossa relação melhorou", conclui. Por outro lado, Paula sente que não é só David quem tem dificuldade em compreender os outros. "As pessoas que sofrem da síndrome de Asperger são muito incompreendidas, porque há muita ignorância."

Nova técnica para tratar síndrome de Asperger
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1343215&seccao=Sa%FAde

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Seminário em Portugal

APPDA - Setúbal, ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA AS PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO E AUTISMO
Avenida 5 de Outubro - Edifício Bocage, 148 - 4º L - 2900-309 - Setúbal
Telefone / Fax: 265501681
Telemóvel: 917640469
Email: appda-setubal@sapo.pt

A APPDA - Setúbal - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005, por um grupo de pais e técnicos que consideraram indispensável a criação de uma associação que promova o desenvolvimento, a educação, a integração social e a participação na vida activa das pessoas com Perturbações do Espectro do Autismo (P.E.A.) no distrito de Setúbal.

Considerando que vamos promover um seminário sobre as Perturbações do Espectro do Autismo, que se irá realizar a 2 de Outubro p.f., no Centro de Formação Profissional de Setúbal, vimos solicitar a respectiva divulgação junto de todos os potenciais interessados.

Junto anexamos o folheto de inscrição, o qual poderá ser fotocopiado para a respectiva inscrição, bem como aceder através do site www.appda-setubal.com

Gratos pela vossa compreensão, agradecemos desde já a atenção dispensada.

Com os melhores cumprimentos.

Setúbal, 20 de Agosto de 2009

Helena Romeiro
Técnica de Serviço Social

Ficha de inscrição

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Portugal: Alunas criam brinquedo para criança autista

| Juliana Martins | Jornal do Centro, ed. 381 | 3/7/2009 |

Um grupo de alunas do 12º ano da Escola Secundária de Santa Comba Dão (ESSCD) construíram um boneco adaptado para entregar a uma criança portadora de autismo.

"Um cão, um comando que faz de livro e uma casota, são os três brinquedos que compõem o boneco adaptado", refere José António, professor da escola ESSCD.

As alunas escolheram o tema "reabilitação cognitiva" para ao longo do terceiro período lectivo, desenvolver o boneco adaptado, na disciplina de Área de Projecto . "Escolhemos o tema reabilitação cognitiva e depois fomos falar com uma professora do Instituto Piaget para saber como podíamos explorar mais este assunto" explica Liliana Costa, uma das colaboradoras do projecto.

O brinquedo contém um circuito electrónico que é activado quando a criança carrega no botão do livro e depois o cão começa a ladrar. O som do cão vai estimular a parte motora e cerebral da criança. "Este brinquedo vai ser entregue a uma criança com autismo, mas podia ser entregue a outra criança qualquer, visto que o objectivo principal do brinquedo é estimular o desenvolvimento das crianças", esclarece Sofia Marques, outra das alunas envolvidas no projecto.

As alunas pensaram ainda em doar o brinquedo a um dos lares do concelho, mas quando tiveram conhecimento da criança que frequenta a Creche da Misericórdia nem hesitaram em lhe oferecer o boneco.

A entrega do brinquedo ainda não ocorreu porque a criança se encontra hospitalizada.

O que é o autismo?

É uma deficiência não uma doença porque quando se fala de doença implicada remédios e cura e o autismo é uma deficiência que se pode controlar com terapia" esclarece Prazeres Domingues da Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo (APPDA). É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e falas intactas, outras apresentam também retardo mental, "mutismo" ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.

http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=d9fc5b73a8d78fad3d6dffe419384e70&id=f90ea870c8cfa6c7a71d2f4684415f24