Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Doações para o filme Arthur e o Infinito

O filme Arthur e o Infinito é um projeto da cineasta Julia Rufino Garcia, que contará a história de Marina e César, pais de Sofia, 10 anos, e Arthur, 6 anos. Quando bebê, Arthur começou a apresentar um comportamento diferente: sua comunicação era precária, parecia não ouvir quando seus pais o chamavam e quase não tinha contato visual. Essas características levaram os pais a procurarem médicos e especialistas. Quando Arthur completa seis anos, é diagnosticado como autista. A mãe decide dedicar-se unicamente a tentar desenvolvê-lo o máximo possível, questionando a sua própria capacidade de lidar com o filho.

Agora, o projeto está em um portal onde podem ser feitas doações - a partir de R$10,00 - para a realização do filme.

Fazer a doação é muito simples:
  1. Clique no link: DOAÇÃO ARTHUR E O INFINITO
  2. Clique em Quero apoiar este projeto
  3. Preencha seus dados e confirme a doação
O menino Arthur

Contatos:
arthureoinfinito@gmail.com
juliarufinogarcia@gmail.com

Facebook:
www.facebook.com/arthureoinfinito

Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Arthur e o infinito

Cineasta brasileira foca seu olhar no autismo


O menino Arthur

Arthur e o infinito é um projeto da cineasta Julia Rufino Garcia, que reuniu equipe técnica e elenco para levar às telas a história de Marina e César, pais de duas crianças: Sofia, de 10 anos e Arthur, de 6 anos. Quando bebê, Arthur começou a apresentar um comportamento diferente: sua comunicação era precária, parecia não ouvir quando seus pais o chamavam e quase não tinha contato visual. Essas características levaram os pais a procurarem médicos e especialistas. A busca termina quando Arthur completa seis anos e é diagnosticado como autista. Marina sente maior responsabilidade sobre o menino e decide se dedicar unicamente a tentar desenvolvê-lo o máximo possível. Essa situação colocará em questão a sua capacidade de lidar com seu filho.

A ideia de realizar esta obra surgiu da curiosidade e fascínio da cineasta pelo tema, que ressalta a forma com que as pessoas autistas interagem com o mundo e suas habilidades diferentes. São puras, tem muito a ensinar à humanidade: esse é o principal foco do filme. O segundo é mostrar o como o cuidado, o carinho, o fato de que importar-se e estar junto pode fazer toda a diferença. Hoje, o mundo necessita disso. Expor essa condição na relação da mãe com seu filho visa inspirar as pessoas.

O curta-metragem mostra o caminho que a mãe decidiu seguir, dedicando-se integralmente ao seu filho, uma situação que acontece com muitas famílias. Mesmo passando por momentos difíceis, com paciência, uma recompensa virá, mesmo que a longo prazo.

Julia Rufino quer levar o filme a instituições, associações e escolas, divulgando o autismo para quem não tem conhecimento sobre o tema, apresentando-o para mães, pais e aqueles que convivem com essas pessoas. Pretende levá-lo para festivais nacionais e internacionais e exibi-lo em canais de televisão, para que a mensagem seja exposta da melhor forma possível.

Contatos:
arthureoinfinito@gmail.com
juliarufinogarcia@gmail.com

Facebook:
www.facebook.com/arthureoinfinito

Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mission to Lars: o metaleiro chorou

Um filme sobre deficiência que nos mostra a alma de um cara muito legal.

Tom Spicer tem Síndrome do X Frágil, uma alteração cromossômica que tem o autismo como uma de suas consequências. Tudo que ele sempre quis foi um dia encontrar o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Depois de vinte anos e de perguntar dez mil vezes a sua irmã jornalista, Kate, quando ele iria encontrar Lars, ela finalmente cedeu. Foi assim que os irmãos de Tom, Kate e William, caíram na estrada, em uma tentativa de transformar seu sonho em realidade.

Kate e William tiraram Tom da instituição onde vive, em Bristol, Inglaterra, e cruzaram o Atlântico e os Estados Unidos até Heathrow, Los Angeles, Las Vegas e além.

- “Tínhamos essa fantasia de pegar a estrada com Tom e recriar um pouco da mágica da nossa adolescência cruzando o mundo, comendo Burger King e ouvindo heavy metal no toca-fitas,” conta Kate. “Achávamos que seria divertido, nos uniria. Queríamos fazer algo bom por nosso irmão. Também estávamos mal de tanto ele ficar pedindo.”

Mais do que um documentário, ‘Mission To Lars’ é um filme épico, de uma jornada em busca de um objetivo. Pelo que se pode ver no trailer, é uma história comovente que poderia fazer até o fã de heavy metal mais durão ir às lágrimas. Além disso, dá destaque a uma causa importante. Até o momento, ‘Mission To Lars’, só deve ser exibido nos cinemas do Reino Unido a partir de junho, apesar de seu lançamento em DVD estar a caminho.

Filmado por William e James Moore, o documentário ‘Mission To Lars’ mostra a jornada dos irmãos e seus percalços. Além de despertar a consciência pública para o problema de Tom, os produtores já levantaram cerca de 75 mil reais para a Mencap e esperam levantar ainda mais fundos e incentivos para o órgão de caridade.

A Mencap envolveu-se profundamente com o projeto. Eles acreditam que o filme, de uma forma divertida e universalmente compreensível, mostra a dinâmica confusa de uma família em torno da deficiência de aprendizado, apresentando Tom como um personagem complexo e agradável, e não como alguém que é visto primeiro por suas deficiências e só depois por todo o resto.


Mission to Lars - Intro from spicerandmoore on Vimeo.


Mission To Lars: o documentário que fez Lemmy chorar
http://whiplash.net/materias/news_840/152584-metallica.html#ixzz1sU9R6kzB
http://playadelnacho.wordpress.com/2012/04/18/mission-to-lars-o-documentario-que-fez-lemmy-chorar/
| Nacho Belgrande | Playa del Nacho | 17/04/12 |

Veja o trailer aqui:
http://vimeo.com/38366274
http://www.missiontolars.com/

Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cinema: "Un pas de Côté" em BH dia 13-6-2011

Enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Maurício Moreira

O Cine Humberto Mauro exibe no dia 13 de junho, 21 horas, o documentário Un pas de Côté, com entrada gratuita e debate após a sessão com a realizadora Anamaria Fernandes.

Un pas de côté (Um passo de lado) é o terceiro filme realizado com a parceria do cineasta francês Michel Charron e da bailarina e coreógrafa brasileira Anamaria Fernandes. Este documentario, produzido com o co-patrocinio do Ministério da Cultura francês, retrata alguns ateliers de dança que Anamaria Fernandes desenvolve com jovens portadores de autismo profundo na cidade de Thorigné Fouillard.

Através dos momentos dançantes e dos relatos dos profissionais do hospital "Le Placis Vert", pode-se ter uma ideia do quanto a dança pode ser surpreendente, de quanto ela nos desloca de nossos hábitos de ver, de perceber e de classificar não só a pessoa portadora de deficiência mental profunda, como também ela própria, enquanto forma de arte.

Esse filme é, por fim, um suporte para questionarmos a nossa capacidade de aceitar e de construir com o que nos é diferente, com o desconhecido. É um convite para cada um de nós, seja qual for o nosso ofício, a nos desfazermos do que pretendemos ou supomos saber, para em seguida abrirmos novos espaços de troca, de partilha, de aprendizado e de construção.

Serviço
Evento: Un pas de Côté
Data: 13 de junho
Horário: 21h
Local: Cine Humberto Mauro
Entrada franca
Duração: 56 min.
Informações: (31) 3236-7400

Un pas de Côté - Fundação Clóvis Salgado - FCS
http://www.fcs.mg.gov.br/agenda/2151,un-pas-de-cote.aspx


Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cinema sensorialmente amigável

Pittsburgh, EUA

No cinema, as luzes estão acesas e o filme começa. Não há trailers ou comerciais. Quando um dos personagens, na telona, diz:

-"Alô!"

Um menino na plateia grita, animado:

-"Alô! Alô! Alô!"

Ninguém o manda ficar quieto, nem mesmo parece ficar irritado.

Nas sessões de Filmes de Cinemas Sensorialmente Amigáveis, as luzes ficam acesas, o som é abaixado e ninguém reclama de barulhos ou de crianças andando pela plateia.

West Homestead theater rolls out red carpet for autistic children
By Jennifer Reeger
7 de março de 2011
Pittsburgh Tribune-Review
http://www.pittsburghlive.com/x/pittsburghtrib/news/westmoreland/s_726125.html


Respeite nosso trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bjork e Kate Winslet em documentário sobre autismo

Novo filme sobre autismo. Desta vez é o documentário The Sunshine Boy (O Garoto do Sol), do diretor islandês Fridrik Thor Fridriksson.

O filme acompanha a jornada da produtora Margret Dagmar Ericsdottir em sua busca para entender e ajudar seu filho autista Keli, atravessando meio mundo até a terapeuta Soma Mukhophadhyay, no Texas. Soma é a mãe do rapaz autista Tito Mukhophadhyay, autor de livros sobre sue próprio autismo e sua relação com o mundo.

A estréia mundial de The Sunshine Boy acontecerá no Festival Internacional de Toronto, neste mês de setembro. A narração em inglês será por conta de Kate Winslet, tendo, ainda, a participação de Bjork.

Kate Winslet to narrate film on autism - Scott Roxborough - Reuters (26/8/2009)
http://www.reuters.com/article/filmNews/idUSTRE57Q0GN20090827

Kate Winslet em documentário sobre autismo - Diário IOL
http://diario.iol.pt/cinema/kate-winslet-narracao-filme-autismo/1085000-4059.html

sábado, 29 de agosto de 2009

Em novo filme, Jet Li faz pai de autista

Jet Li, o astro do kung fu, fará seu primeiro papel dramático representando o pai de um jovem autista. O filme, sediado na cidade portuária de Qingdao, foi escrito e dirigido pela estreante Xue Xiaolu.

O filme Ocean Heaven (ainda sem nome em português, mas que quer dizer algo como Paraíso Oceânico) conta ainda com o ator chinês Wen Zhang, no papel do filho autista de Li, e a atriz taiwanesa Kwai Lun-mei, no papel de uma jovem que se apresenta no Qingdao Polar Ocean World.
Jet Li, Kwai Lun-mei, Chen Rui e Wen Zhang
O elenco do filme posa para foto durante a entrevista coletiva: Jet Li, Kwai Lun-mei, Chen Rui e Wen Zhang

No Kungfu and no charity for Jet Li in ocean paradise - China Daily, 28/8/2009
Jet Li to star in first non-action drama Ocean Heaven - Screen Daily, 26/8/2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ela se chama Sabine

"A minha irmã foi destruída"

Entrevista: actriz francesa Sandrine Bonnaire

| Eurico de Barros | Diário de Notícias |
| Portugal, 23/10/2007 |


Disse numa entrevista que Elle s'appelle Sabine nasceu de um sentimento de cólera e de injustiça, quando viu que a condição da sua irmã autista tinha regredido, após passar cinco anos num hospital psiquiátrico. Mas o motor do filme não é também um grande gesto de amor fraternal?

Sim, também. Mas não preciso de fazer um filme para que ela saiba que esse amor existe. Fiz Elle s'appelle Sabine para sensibilizar os poderes públicos, porque a França tem dinheiro, fala muito dos direitos do homem e, se é assim, é preciso que o Estado tenha um pouco de respeito pelos doentes como a minha irmã. Em 2001, fui madrinha das Jornadas Nacionais do Autismo em França e apercebi-me da quantidade de pessoas e de famílias como a minha que tinham dificuldades com autistas. A minha irmã foi destruída por um sistema inteiro, que também destrói outras pessoas. E há muito poucos centros médicos para eles, os que há são quase todos fundados por pais. Nos outros, não há lugares. E isso não é normal.

O centro onde a sua irmã está internada, na Charente, é como uma pequena família...

Exactamente. É como um pequeno lar. Eu quis mostrar o trabalho dos educadores, as suas dificuldades, e toda a ternura que sentem por aqueles de que cuidam. O hospital não é uma solução, porque é feito para as pessoas doentes se curarem e ir embora. Mas os autistas nunca terão cura porque não são doentes, são deficientes. Não voltarão a ser "normais".

Quando decidiu fazer o filme, falou com a sua família, com as suas irmãs e irmãos, com a sua mãe, e pediu-lhes a opinião?


Sim. Alguns eram a favor e outros contra. Os contra temiam que eu mostrasse coisas de mais, que falasse da família. Assegurei-os ao máximo, mas só se acalmaram quando viram o filme. Os que eram a favor diziam que o filme iria ter um impacto importante. Hoje, todos acham que fiz bem em o ter feito.

Elle s'appelle Sabine inclui muitas imagens das férias que vocês fizeram juntas, nomeadamente aos EUA. O filme teria existido se não houvesse essas imagens?

Nunca. Porque teria sido um filme muito explicativo e só diria respeito a mim, na lembrança da minha irmã. Essas imagens fazem com que eu não tenha de contar muita coisa, porque falam por si próprias e permitem ver Sabine nos seus dois estados. O hospital destruiu as suas capacidades e ela teve de reaprender tudo o que já sabia. Quando se fica muito tempo num hospital psiquiátrico, ele transforma-se numa prisão. Em França há pessoal a menos para tantos doentes. E, como não conseguem geri-los todos, dão-lhes medicamentos. E isso é injusto, não pode acontecer. Pagamos impostos e temos a segurança social para que estas coisas não sucedam. E acontece o mesmo com os idosos.

Teve muitas reacções ao filme?

Sim, foi colossal. Nem sei como geri-las todas, tal o volume de solicitações de famílias, de associações, de pedidos para ser madrinha de iniciativas ligadas ao autismo. Fiquei muito contente porque tive a solidariedade dos media, do público, do meio artístico, até de políticos. O filme conseguiu abrir portas, porque o tema é universal.

O facto de ter usado uma câmara digital ajudou-a na logística da rodagem e a dar ao filme a necessária dimensão íntima?

Imenso. Eu queria filmar-me a dialogar com ela e já tinha decidido que a voz off seria a minha. Não queria aparecer senão quando se justificasse muito. É tudo muito íntimo, como disse, é o meu olhar e a história dela associada à minha, e esta câmara facilitou tudo muito. Com uma câmara convencional teria sido mais difícil e penoso.

Filmou muito e teve de cortar muita coisa? Isso custou-lhe?

Sim. Cortei, por exemplo, uma cena em que filmei Sabine com uma sobrinha nossa a representar um texto de Brecht que eu estava a fazer na altura. Mas decidi deixá-la de fora porque resultou muito sombria, o texto era muito grande e o filme ficaria longo de mais.

A sua irmã viu o filme. Como é que ela reagiu?

Muito bem. Lembrou-se de tudo, de todas as imagens do passado. E riu--se das imagens de hoje, das cenas em que é violenta. No final perguntei-lhe se tinha gostado e ela respondeu: "Sim. Quando é que me vais ver?" Telefonei-lhe depois de o filme ter ido ao Festival de Cannes e ela pediu-me um DVD. Mandei-lho, e desde então vê-o todos os dias. Quando lhe ligo e pergunto: "O que é que fizeste hoje?", responde: "Vi o nosso filme." E tem razão, é mesmo o nosso filme.

"A minha irmã foi destruída"
http://dn.sapo.pt/2007/10/23/artes/a_minha_irma_destruida.html