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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tratamento com vermes

O neurobiólogo Alysson Muotri relata, em seu blog Espiral, o caso de Stewart, pai de um jovem autista norte-americano que testou, com o controle de médicos, as larvas do verme Trichuris suis.

Alysson explica que há a evidências de que pelo menos um tipo de autismo seja causado por uma resposta autoimune da pessoa, em que o sistema imunológico ataca as próprias células, causando infecção nas células da glia e, consequentemente, os sintomas do autismo.

Constatando que a doença de Crohn, autoimune, estava sendo tratado através da infestação com esses vermes, conseguiu permissão da FDA, a agência norteamericana que controla a qualidade de medicamentos e alimentos, para testar o tratamento no próprio filho, Lawrence, de 13 anos.

O T. suis é um parasita do porco. Não consegue sobreviver muito tempo no intestino humano, mas provoca uma forte reação do sistema imune, permitindo que este "aprenda" a funcionar melhor - o que se chama de "modulação do sistema imune".

Com o apoio de pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, Stewart consegui comprar ovas de T. suis para tratamento de uma empresa europeia chamada OvaMed. Cada frasco contém 2.500 ovas que são administradas a cada duas semanas, por 600 euros por mês. As ovas tentam se alojar no intestino humano, um ambiente hostil; a maioria morre. Quando sobrevivem, dão origem a larvas que persistem no intestino por alguns dias. É nesse estágio que acontece a modulação do sistema imunológico.

Ainda que não se saiba como isso ocorre, é mais uma indicação de tratamento. No caso de Lawrence, o pai relata que os sintomas desapareceram por completo em 10 semanas.

Para saber mais, leia o artigo no blog Espiral, de Alysson Muotri:
Vermes contra o autismo
http://g1.globo.com/platb/espiral/2011/02/14/vermes-contra-o-autismo/

Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LIA condena alimentos transgênicos

Fundação de assistência a autistas condena alimentos transgênicos
| Safra News | 02/09/2009 |


Declaração da Fundação de Autismo Induzido por Doença de Lyme (LIA, na sigla em inglês), divulgada esta semana, diz que os testes com alimentação transgênica em animais já fornecem provas suficientes sobre os danos desses tipos de alimentos para a saúde e que os médicos devem começar a prescrever dietas livres de transgênicos. Segundo a fundação, a recomendação seria especialmente importante para indivíduos com autismo, doença de Lyme e condições associadas a essas doenças.

A declaração inclui citação de Jannelle Love, fundadora da Fundação de Assistência ao Autismo. “É sabido que as crianças no espectro autístico sofrem de sistemas imunológicos frágeis, inflamações digestivas e do cérebro e uma sobrecarga de toxinas ambientais. Introduzir elementos estranhos como alimentos transgênicos em crianças tão frágeis poderia provocar deterioração mais grave e talvez bloquear os delicados caminhos bioquímicos necessários para o funcionamento apropriado do organismo e a possível recuperação”.

A doença é causada por uma bactéria transmitida por carrapatos minúsculos infectados (em Massachusetts, é transmitida por carrapatos de cervo). Pessoas e animais podem ser infectados e contrair a doença.

Em maio deste ano, a Academia Estadunidense de Medicina Ambiental já havia publicado declaração semelhante, orientando, entre outras recomendações, os médicos a alertarem seus pacientes, a comunidade médica e o público em geral a evitar os alimentos transgênicos sempre que possível.

Fundação de assistência a autistas condena alimentos transgênicos
http://www.safranews.com.br/index.cfm?ler_noticia=1&NOTICIA_ID=412552&secao_id=6

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pesquisa: alimentação não tem efeito sobre autismo

Alimentação não tem efeito sobre autismo, diz pesquisa
| UOL | 30/07/2009 |


Muitos pais colocam suas crianças autistas em dietas estritamente livres de glúten ou laticínios, convencidos de que problemas gastrointestinais são uma causa primária. Porém, um novo estudo sugere que as dietas complicadas podem não ser justificadas.

Pesquisadores da Mayo Clinic revisaram os registros médicos de mais de cem crianças autistas acima dos 18 anos, e os compararam a mais de 200 crianças sem a doença. Eles não encontraram diferenças na frequência geral de problemas gastrointestinais relatados pelos dois grupos, embora as crianças autistas sofressem com maior frequência de prisão de ventre e fossem comedores meticulosos (crianças muito exigentes em relação a sua comida), com maior dificuldade em ganhar peso.

O estudo, publicado na última segunda-feira no jornal "Pediatrics", é o primeiro a observar a incidência de problemas gastrointestinais numa população autista, segundo o primeiro autor do artigo, Samar H. Ibrahim, gastroenterologista pediátrico da Mayo Clinic.

"Até hoje, não existe um experimento provando realmente que uma alimentação livre de caseína e glúten melhore o autismo", disse Ibrahim. "As dietas não são fáceis de seguir e podem, algumas vezes, causar deficiências nutricionais".

O estudo descobriu que a maioria das crianças, autistas ou não, sofria de problemas gastrointestinais comuns como prisão de ventre, diarreia ou vômitos. A alimentação meticulosa também era comum.

Alimentação não tem efeito sobre autismo, diz pesquisa
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=181783

quarta-feira, 4 de março de 2009

Autismo e intestinos

USA Today, 2/3/2009

Com financiamento dos National Institutes of Health e do grupo privado Cure Autism Now, o pesquisador Daniel Campbell, da Vanderbilt University, vem estudando o gene MET, que pode ser causador de problemas gastrointestinais e de autismo. Esse gene está envolvido, durante a gestação, no desenvolvimento do cérebro e nas conexões entre as célular cerebrais depois do nascimento. Também participa do processo através do qual o sistema gastrointestinal se autorrepara. Mais de 30% das pessoas com autismo também apresentam algum tipo de problema estomacal ou intestinal, em cotraposição a menos de 10% das pessoas que não são autistas.

O estudo mostrou que uma certa variação deste gene está associada com autismo e com problemas gastrointestinais em 118 de 224 famílias (Parece muito, mas corresponde a 53% da população estudada - mesmo assim, seria mais do que o mero resultado do acaso). As pesquisas não encontraram a variação genética nos pacientes autistas sem problemas gastrointestinais, o que sugere que, naquele grupo de pessoas, essa variação genética pode se relacionar tanto ao autismo como aos problemas com o sistema digestório. Campbell lembra que, hoje, pensa-se o autismo como diferentes tipos de desordens com mesmos sintomas mas causas distintas.

Para outros pesquisadores como Hakon Hakonarson, do Children's Hospital of Philadelphia's Center for Applied Genomics (Centro de Genética Aplicada do Hospital Infantil da Filadélfia), estes estudos são preliminares, lembrando que seria surpreendente que um único gene fosse responsável por uma variedade tão grande de problemas: constipação crônica, diarréia crônica, refluxo, síndrome do intestino irritável e úlceras. Para confirmar que os resultados não foram fruto do acaso, será necessário replicá-los em novo grupo de estudo.

Campbell trabalha em um estudo mais expressivo. No atual artigo, os problemas gastrointestinais dos pacientes foram relatados pelos seus pais. Agora, ele contará com o apoio de um gastroenterologista.

Gene could link autism, digestive problems
http://www.usatoday.com/news/health/2009-03-02-autism-gene_N.htm

Uma clínica de Nova York, por sua vez, promete a possibilidade de escolher as características do bebê que se vai ter e aproveita a notícia acima para fazer propaganda:

Genetic Connection? Autism & Stomach Problems
http://www.nbc33tv.com/features/33md/33md-march-3-2009