sexta-feira, 16 de julho de 2010

Natal: Presença autista no lançamento de uniforme

Em Natal (Rio Grande do Norte), o time do ABC lança seu novo uniforme em um desfile no Norte Shopping que contará com a presença de jogadores, jornalistas e uma vereadora abecedista. O desfile terá ainda a participação especial dos atletas paraolímpicos Rildene Fonsêca, Euzébio e Raimundo Damasceno, e a presença de pessoas autistas e portadores da Síndrome de Down.

Jogadores do ABC desfilam nesta sexta-feira no lançamento do novo uniforme
| Equipe Dez | Dez na Rede | 15/07/2010 |

http://www.deznarede.com.br/novo/navegacao/ver_noticia.php?id_noticia=17019&JOGADORES+DO+ABC+DESFILAM+NESTA+SEXTA-FEIRA+NO+LANCAMENTO+DO+NOVO+UNIFORME

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Sergipe tem novo CAPS infantil

O município de Nossa Senhora do Socorro é o segundo município sergipano a instalar um Centro de Atendimento Psicossocial/Infantil (CAPS/Infantil), com o nome de São Domingos Sávio.

Segundo o secretário de Saúde municipal, Saulo Eloi Filho, no Estado só há dois CAPS Infantis, um em Aracaju e agora este, em Socorro. Segundo sua coordenadora, o CAPS São Domingos Sávio terá capacidade para atender 180 crianças e jovens, de 12 a 16 anos de idade, que têm problemas mentais, com álcool ou drogas, ou autismo.

O CAPS São Domingos Sávio dispõe de cinco salas de atendimento individual, sete banheiros, uma sala dormitório, uma sala de oficinas pedagógicas, salão de oficinas de artesanato, sala de coordenação, enfermagem, refeitório, auditório, sala de jogos, sala da administração, almoxarifado e uma copa.

Prefeitura de Socorro inaugura o 2º CAPS Infantil do Estado
| Plenário | 16/07/2010 |

http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=16720107424739931

Prefeitura de Socorro inaugura o 2º CAPS Infantil do Estado
| Agência Notícias de Socorro | 15/7/2010 |

http://www.ansocorro.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=66070

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rapaz autista preso desde maio

Reginald "Neli" Latson
Assine o abaixo assinado por Neli

Stafford, Virginia, EUA -
No dia 24 de maio deste ano, às 6 e meia da manhã, a Sra. Lisa Alexander foi chamar seu filho de 18 anos Reginald Latson, o Neli, para que fosse à escola, mas ele não estava em seu quarto. Ela não se preocupou, pois ele tinha o hábito de sair para caminhar. Cerca de quatro horas depois, preocupada com a demora, ligou para a polícia, sendo informada que seu filho estava preso. Pediu que ele ligasse de volta e ele disse que foi atacado por um policial e não sabia porque isso tinha acontecido. Ele falava baixo, sua mãe mal conseguia ouvi-lo.

Neli é autista de Asperger, uma forma de autismo de alto desempenho. Também tem o diagnóstico de transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação.

Lisa, desde que Neli era pequeno, sabia que ele era diferente. Foi preciso muita dedicação para ensinar-lhe a comer com uma colher, a amarrar os sapatos, enfim, as pequenas habilidades do dia-a-dia. Agora, essa mãe está arrasada, pois não consegue sequer falar com o filho.

Neli adorava caminhar até a biblioteca. no dia 24 de maio, alguém chamou a polícia, alegando que havia um tipo suspeito portando uma arma em frente a ela. Quando a polícia chegou, o rapaz já tinha deixado o local, mas o oficial o encontrou. O que aconteceu a seguir não está claro.

O rapaz contou à mãe:

-" Fui atacado. Eu não sei porque isso aconteceu."

O gabinete do xerife de Stafford diz que Neli foi violento e o policial usou spray de pimenta, que Neli tomou, o usou de volta e ainda quebrou o tornozelo do policial. Nenhuma arma foi encontrada.

Sua mãe explica que ele não sabe exatamente o que aconteceu, mas que dois meses sob custódia é muito tempo para seu filho autista. Alguns dias após a prisão, Lisa conseguiu visitar o filho e ficou ainda mais arrasada:

-"Não conseguia falar, apesar de tentar desesperadamente. Nunca o tinha visto daquele jeito."

A National Association for the Advancement of Colored People (NAACP - Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor) está acompanhando o caso, pois Neli é negro, ainda que o problema pareça estar mais relacionado ao autismo que à cor de sua pele. Será, no entanto, que, se não fosse negro, teria sido considerado "suspeito"? Melvin Allen Sr., daquela associação, relata que esteve na audiência:

-"Disseram a ele que, se não pudesse indicar um advogado, o Estado lhe nomearia um. Ele não tinha como entender o que isso quer dizer."

Pouco depois de sua prisão, a corte transferiu-o para o Hospital Psiquiátrico Estadual do Oeste (Western State Mental Hospital), onde sua mãe fez um vídeo que postou no youtube, para patrocinar uma campanha pela sua libertação. Depois da publicação do vídeo, ele foi levado de volta à cadeia.

O gabinete do xerife de Stafford não quis dar entrevistas mas declarou que "quando este caso for a júri, ficará claro que não apenas o oficial que foi atacado agiu de maneira completamente profissional e adequada como também todas as autoridades legais envolvidas."

De acordo com a organização Autism Speaks, conflitos entre indivíduos autistas e autoridades policiais são assim problemáticas porque não há um programa de treinamento para oficiais lidarem com pessoas autistas.

Autistic Teen Jailed For Officer Assault:
13/7/2010 - Fox 5 News - Assista ao vídeo
http://www.myfoxdc.com/dpp/news/virginia/autistic-teen-jailed-for-officer-assault-071310


Uma voz por Neli:
http://avoiceforneli.com/

Abaixo assinado por Neli:
http://www.thepetitionsite.com/1/autism-and-racial-injustice

Neli no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=KBHKQRF9eNM

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Em Criciúma, venda de álbuns completos da Copa terá renda destinada à AMA

| Lene de Costa | Rádio Criciúma |Comunidade | 06/07/2010 |

Criciúma -
A Copa do Mundo ainda pode render uma ação solidária por parte dos fãs do futebol. Cinco álbuns de figurinhas completos montados pelo comentarista esportivo João Nassif estão à venda no Koxixo, café instalado no térreo do Shopping Della.

Cada álbum está sendo vendido por R$ 500,00.

O valor adquirido com a comercialização dos álbuns será doado integralmente à Associação de Amigos dos Autistas de Criciúma (AMA).

Em Criciúma, venda de álbuns completos da Copa terá renda destinada à AMA
http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=15218


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Vovó tira a roupa para ajudar os netos autistas

Marsha, Debby, Barbara e Lavonne, nuas por uma boa causa

Quatro senhoras de Tacoma, Washington, EUA, posaram nuas, cobrindo-se apenas com peças de tricô, para um calendário com o objetivo de arrecadar fundos para o tratamento dos netos, gêmeos autistas, de uma delas.

Marsha Cunningham, 63 anos, Debby Sims, 57, Barbara Weber, 76, e Lavonne Northcutt, 48, fazem parte de um grupo de tricô e, sensibilizadas com a necessidade de tratamento para os netos de Marsha, partiram para a bem humorada empreitada.

Josef and Mollee Cunningham, os netos de Marsha, têm 7 anos de idade e foram a inspiração para o Calendário 2011 "Tricotando Nuas pelo Autismo". Marsha comenta algo que lhe chamou a atenção:

-"Sabe o que é mais interessante? A quantidade de pessoas que disseram que fariam isso, na emoção e, depois, quando foram procuradas, admitiram que não poderiam fazê-lo." E continua:

-"Aprendi muito sobre nudez e a reação das pessoas a ela. Uma mulher me escreveu um e-mail: 'Por que nuas? Apenas curiosidade!'"

É Marsha, ainda, quem comenta:

-"Foi divertido! Corremos nuas pelo jardim e só depois percebemos que havia um homem fazendo consertos na casa do vizinho!"

-"Ah, Marsha, Marsha, Marsha!" apenas respondeu a Miss Abril, Lavonne Northcutt, de 48 anos.

Para a mulher que perguntou, na página do facebook dedicada ao grupo, se seria apropriado para os seus filhos adolescentes ver o calendário, Barbara Weber, de 76 anos, respondeu:

-"Fomos muito cuidadosas em não mostrar tatas e rurrus."

Esta forma de militância surgiu a partir de um grupo de senhoras inglesas da cidadezinha de Rylstone, North Yorkshire, que decidiram inovar e posaram nuas para o calendário anual da Associação de que faziam parte, com o objetivo de arrecadar fundos para comprar uma cama para o hospital local. A história fez tanto sucesso que virou o divertido filme As Garotas do Calendário (Calendars Girls) e teve seguidores como as alegres e bonitas vovós de Tacoma.

Leia mais em:

‘Vovós do tricô’ arrancam a roupa para calendário
G1 - 7/7/2010


Knitters drop stitches for fundraising calendar
| KATHLEEN MERRYMAN | 6/7/2010 | The News Tribune |
http://www.newstimes.com/news/article/Knitters-drop-stitches-for-fundraising-calendar-566953.php


A dica foi dada por Nilton Salvador, do blog Vivências Autíticas
http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com


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Autismo e caráter

No artigo Esconda do chefe: prêmio em dinheiro grande demais prejudica o trabalho sobre estudo abordando a ineficácia de distribuir altos bônus de produtividade aos funcionários, Thiago Cid, na Época, escreve:

Uma das maiores fontes de indignação geradas pela crise financeira internacional de 2008 foram os bônus milionários pagos aos executivos de bancos.

E, ao final, conclui:
"Só para complicar um pouco mais, o pesquisador nos convida a um esforço para entender o autismo, ou extrema cara-de-pau, dos executivos financeiros norte-americanos que insistem em receber seus bônus, mesmo depois das atrocidades que cometeram. Ele lembra que, se alguém se habitua a receber US$ 10 milhões por ano, tende a lutar para provar que merece isso, e jamais a pedir desculpas por ter recebido tanto. “Nós, a sociedade, permitimos que eles acreditassem que seu trabalho valia milhões de dólares”, diz. E ele acrescenta: se o seu ganho fosse multiplicado de repente, você também tenderia a acreditar, rapidamente, que vale o novo salário."
Só podemos deplorar esse tipo de comentário que mostra total desconhecimento do assunto. Esse jornalista (?) poderia buscar se informar antes de usar as palavras sem entendê-las.

Diz seu "perfil" que Thiago Cid gosta de gente e de longas conversas com suas fontes. Ele tenta aplicar na própria carreira tudo o que apura em suas reportagens, mas anda desconfiado de que, na vida real, as fórmulas não funcionam tão bem como nos livros – infelizmente.

Você pode postar um comentário no próprio site da revista, em:

Esconda do chefe: prêmio em dinheiro grande demais prejudica o trabalho

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domingo, 4 de julho de 2010

Nova droga pode vir a penetrar a mente autista

Poderiam pessoas autistas tomar uma pílula para melhorar suas habilidades sociais? Pela primeira vez, estão sendo testadas drogas que poderão tratar as dificuldades sociais associadas ao autismo e outras desordens de aprendizado ao otimizar alguns processos químicos do cérebro ao invés de amortecê-los.

A única medicação prescrita para pessoas autistas parece deprimir a agressividade e a ansiedade. As novas drogas, ainda num estágio inicial de testes clínicos, tratam alguns dos principais sintomas clássicos do autismo.

“As pessoas podem aprender mais, falar melhor, adquirir habilidades sociais e ser mais comunicativas”, diz Randall Carpenter, da Seaside Therapeutics, em Cambridge, Massachussets, onde uma das drogas está sendo testada.

Geraldine Dawson, chefe do Escritório de Ciências da associação Autism Speaks e psiquiatra da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, está igualmente entusiasmada com a perspectiva de uma nova classe de medicamentos. “Pela primeira vez estamos vendo drogas que podem melhorar sintomas principais do autismo”, ela comemora.

A pesquisa do Seaside é focalizada em uma desordem de aprendizado chamada de síndrome do X-frágil, que é associada ao autismo. Pessoas com essa síndrome têm uma mutação em um gene envolvido com o reforço das conexões cerebrais associadas a experiências memoráveis. Com conexões cerebrais mais fortes, as pessoas podem distinguir esses eventos dos ruídos de fundo, fazendo disso um processo chave na aprendizagem.

Carpenter e seus colegas estão testando uma droga chamada arbaclofen, que parece reverter os efeitos da mutação. No Encontro Internacional para Pesquisa do Autismo, em Filadélfia, Pensilvânia, em 23 de maio de 2010, apresentaram resultados iniciais, sugerindo que a droga pode melhorar as habilidades sociais de pessoas com X-frágil e autismo, incluindo melhoras na comunicação e na sociabilidade em geral, e menos impulsos.

A pesquisa do Seaside não é a única tentativa de alterar a química do cérebro de pessoas autistas. O hormônio oxitocina, também conhecido como a substância do amor, ao dar sensações de prazer, nos ajuda a termos contatos sociais, sendo que algumas pessoas autistas produzem menos dele. Muitas equipes estão buscando aumentar a oxitocina para diminuir os sintomas do autismo.

No Encontro em Filadélfia, uma equipe chefiada por Evodokia Anagnostou, uma neuropediatra do Instituto de Pesquisa Bloorview, em Toronto, Canadá, relatou que pessoas às quais foi dado o hormônio duas vezes por dia durante seis semanas foram melhores no reconhecimento de emoções e no funcionamento social e tiveram melhor qualidade de vida que aquelas que receberam placebo.

Tentar alterar a química cerebral priorizando os comportamentos autistas nunca tinha sido tentado desta forma, comenta Uta Frith do University College de Londres. “Se eles conseguirem, será maravilhoso”. Mas ela explica que nenhuma droga mostrou que trabalhava melhor que a intervenção comportamental e que muitas causas do autismo permanecem profundamente misteriosas.

Carpenter pontua que as intervenções comportamentais não funcionam para todos e que ambas as abordagens podem ser úteis. Se este tratamento se consolidar, os pais vão abraçá-la.

Drug could get into the autistic mind
| New Scientist | 29 maio 2010 | Tradução Argemiro Garcia |


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