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Shane Finn, um garoto autista de 14 anos, morador de Atlanta, no Estado da Geórgia, EUA, desenhou na folha de prova dois bonequinhos palitos, representando a si mesmo e ao seu professor. Na sua "obra", ele porta um revólver e atira no mestre. O pequeno desenho ainda mostra uma lápide com a tradicional inscrição RIP (rest in peace - descanse em paz). Shane tem o QI estimado em 75 e a idade mental de oito anos, frequenta a oitava série.
Frente ao desenho, que não tem mais do que 3 centímetros, a escola decidiu suspendê-lo e processá-lo por fazer "ameaças terroristas".
Karen Finn, sua mãe, declara que está com o coração partido. Embora não sinta orgulho pelo desenho do filho, explica que este não entende o erro que cometeu, muito menos o porquê da punição. Ela lembra uqe, devido a seu autismo, ele não consegue expressar de maneira adequada suas frustrações e raiva.
A escola não quis comentar o assunto para os jornais, apenas explicando que trabalha com "tolerância zero" na questão da violência contra os professores.
Fica a pergunta: e a violência contra os alunos, como fica?
Criança autista é processada por ameaça terrorista
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/news/2010/05/15/248657-crianca-autista-e-processada-por-ameaca-terrorista
Shane Finn; Autistic Boy, Felony Terrorism Charges for Stick Figure Drawing (Video)
http://law.rightpundits.com/?p=1615
Respeite nosso trabalho. Se for copiar algum texto, cite-o como sua fonte e coloque um link para o Crônica Autista: http://cronicaautista.blogspot.com/
Um comentário:
Rio, 22 de maio de 2010.
Como educadora que sou, lamento o ocorrido. A maneira expressada pelo aluno nos faz refletir o que essa escola e em particular o professor fez com ele para que desenvolvesse o desejo de matá-la.Trabalhei durante 10 anos com classes especiais, o retorno que nos é dado acontece de acordo com o que eles recebem. Ainda hoje recebo mensagens de carinho de meus ex alunos.
Quando a escola diz que tem tolerância zero já podemos imaginar o que acontece no interior dela distante dos pais.
Gostaria que algo fosse fetito para que o aluno possa se expressar desenhando e mostrar o que acontecia na sua rotina dária.
Desejo sinceramente que a verdade apareça.
Walquiria Araujo
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