quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Faleceu o inspirador de 'Rain Man'

Kim Peek
Kim Peek, o autista savant que inspirou o roteirista Barry Morrow e o ator Dustin Hofman na criação do personagem Raymond Babbit, morreu no último sábado, dia 19, aos 58 anos. De acordo com Fran Peek, seu pai, Kim teve um ataque cardíaco, vindo a falecer no hospital de Salt Lake City, cidade onde viveu.

Dono de uma memória prodigiosa, tinha memorizado milhares de livros, mostrando grande conhecimento em História, Literatura, Geografia e Música. Aos 20 meses era caapz de memorizar todo livro que fosse lido para ele, mas não andou antes dos quatro anos, quando já era obcecado por números.

Kim nasceu em 11 de novembro de 1951. De acordo com seus médicos, apresentava encefalocele ao nascer e uma ressonância magnética mostrou que seu cérebro não tinha o corpo caloso, estrutura que une os dois hemisférios cerebrais - dessa forma, a conexão era efetuada de alguma outra forma.

Seu pai dizia dele:
Kim não é, comportamentalmente, autista. Sua personalidade é quente e amorosa. Verdadeiramente se preocupa com as pessoas e gosta de compartilhar suas habilidades e capacidade de conhecimento únicas. Conhecido como "Kimputer" por muita gente, sua biblioteca de conhecimentos inclui História Americana e Mundial, Personalidades e Líderes, Esportes Profissionais (beisebol, basquete, futebol, os vencedors do Derby de Kentucky, etc), o Programa Espacial, filmes e seus temas, atores e atrizes, a Bíblia, História e Doutrina mórmon, cálculo de datas, Literatura, Shakespeare, código DDD, os Zip codes (códigos postais), todas as estações de TV e suas propagandas. Consegue identificar a maioria das composições classicas e diz a data de sua composição, a data e local de nascimento e morte do compositor. Kim leu cerca de 7600 livros. Mantém-se atualizado a respeito dos EUA e do mundo, lendo jornais revistas e ouvindo rádio e TV. Lê constantemente. Sabe dizer que rodovias levam a uma cidade, o condado, o código de área e o ZIP code, estações de TV disponíveis na cidade e relata eventos históricos que ali tenham acontecido. É especialsita em pelo menos 14 assuntos.
Kim Peek e o pai
Ganhou notoriedade depois do filme Rain Man, em que Dustin Hofman interpretou Raymond Babbit, um homem autista que passa alguns dias com o irmão, Charles Babbit, interpretado por Tom Cruise. Depois de conviver com a equipe do filme, Kim desenvolveu o gosto por encontrar pessoas. Passou a viajar ao lado do pai para dar palestras. A NASA realizou com ele testes para determinar procedimentos que melhorassem a memória dos astronautas.

Embora fosse capaz de ler até oito livros por dia, tinha dificuldade para atividades simples, como se pentear, precisando de ajuda para realizá-las. Também encontrava dificuldade para atividades sociais básicas, como uma simples conversa.

Nos últimos anos, Kim desenvolvera algumas habilidades sociais, como contar piadas. Gostava, em particular, de fazer trocadilhos.

Para deixar uma mensagem de condolências a seu pai, acesse:
Kim Peek - The Real Rain Man
http://www.wisconsinmedicalsociety.org/savant_syndrome/savant_profiles/kim_peek

Mais informações:
Kim Peek, the 'Real Rain Man' dies
http://www.examiner.com/x-23632-UK-Headlines-Examiner~y2009m12d23-Kim-Peek-the-Real-Rain-Man-dies

Morre homem que inspirou o filme 'Rain Man'
http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4170463-EI13419,00-Morre+homem+que+inspirou+o+filme+Rain+Man.html

Os 10 Savants mais Extraordinários
http://theroflmao.wordpress.com/2008/09/28/os-10-savants-mais-extraordinarios/

Rain Man: o filme
http://www.adorocinema.com/filmes/rain-man

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

José Serra veta lei do autismo

José Serra, o governador de São Paulo, vetou integralmente o projeto de lei nº 266/2009, de autoria do deputado estadual Hamilton Pereira (PT). O PL, que regulamentaria o diagnóstico precoce e o atendimento a pessoas autistas no âmbito do SUS, tinha sido aprovado por unanimidade no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo em 25 de novembro último.
PROJETO DE LEI Nº 266, DE 2009

Define diretrizes para a política de diagnóstico precoce e tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS do Estado de São Paulo e dá outras providências

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - O Sistema Único de Saúde – SUS no Estado de São Paulo prestará atenção integral ao diagnóstico precoce, assim como ao tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo.

Parágrafo único – A atenção integral de que trata o “caput” deste artigo, que tem como objetivo o investimento no ser humano portador da Síndrome do Autismo consiste nas seguintes diretrizes:

1. Desenvolvimento de programas e ações que visem diagnosticar precocemente a síndrome, de modo a permitir a indicação antecipada do tratamento;
2. Envolvimento e participação da família do portador da síndrome, assim como da sociedade civil, na definição e controle das ações e serviços de saúde, nos termos da Constituição Federal, Constituição Estadual e do Código de Saúde do Estado de São Paulo;
3. Apoio, por parte do Poder Público, à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico e científico voltados ao enfrentamento da síndrome, tanto no aspecto da detecção precoce, como no seu tratamento de base terapêutica e medicamentosa;
4. Disponibilização, nos serviços de saúde da rede conveniada, de equipes multi e interdisciplinares para tratamento médico nas áreas de pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia; tratamento não-médico nas áreas de psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar; ensino profissionalizante e de inclusão social;
5. Direito à medicação;
6. Desenvolvimento de instrumentos de informação, análise, avaliação e controle dos serviços de saúde, abertos à participação da sociedade.

Artigo 2º - O Poder Público, objetivando a política de atenção integral aos portadores da síndrome de que trata esta lei, poderá firmar convênios com entidades e clínicas afins, visando o repasse de recursos para custeio ou remuneração de serviços.

Artigo 3º - As ações programáticas relativas à Síndrome do Autismo, assim como às questões a ela ligadas, serão definidas em normas técnicas a serem elaboradas pelo Poder Executivo segundo os critérios e diretrizes estabelecidos nesta lei, garantida a participação de entidades e profissionais envolvidos com a questão, universidades públicas e representantes da sociedade civil.

Artigo 4º - A direção do SUS, Estadual e Municipal, garantirá o fornecimento universal e gratuito dos medicamentos, além do tratamento sob todos os aspectos, com a disponibilização de profissionais das diversas áreas, integrantes das equipes multi e interdisciplinares referidas no item 4, do Parágrafo único, do artigo 1º desta lei, de modo a prestar integral atenção à pessoa portadora da Síndrome do Autismo, assim como à sua família.

Artigo 5º - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias.

Artigo 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Projeto de Hamilton voltado ao autismo é aprovado pela Assembleia
http://www.hamiltonpereira.org.br/Hamilton/WebSite/Noticias/projeto-de-hamilton-voltado-ao-autismo-e-aprovado-pela-assembleia%E2%80%8F,20091127110140_V_195.aspx

Veto a projeto voltado ao autismo
http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=bc70e7fc39e95210VgnVCM100000600014ac____

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Autismo inspira fábula

O autismo de um filho traz à tona muitos sentimentos. No caso de Ana Paula Antunes, de Setúbal (Portugal), despertou-lhe a veia artística.

Sentindo a necessidade de explicar aos colegas de seu filho José Pedro, ela escreveu, na fábula No mundo da lua?... Talvez não... a história de Pedrocas, um menino que não fala, não brinca com os outros e só quer saber de plantas - vive com a cabeça na lua.

Com ilustrações do jovem Afonso Sobral dos Santos, também autista, a história foi publicada na forma de um livro infantil, com o patrocínio da Câmara Municipal de Setúbal, tendo sido lançado no dia 17 de dezembro, na escola EB 2/3 Aranguez.

Blog Anjos do autismo - 9/12/2009
No mundo da lua?... Talvez não...
http://anjosdoautismo.blogspot.com/2009/12/no-mundo-da-lua-talvez-nao.html

Jornal da Madeira - 17/12/2009
Mãe escreveu fábula para explicar autismo do filho aos amigos
http://ultimahora.jornaldamadeira.pt/index.php?/pt/noticias/200912175877/noticias/nacional/mae-escreveu-fabula-para-explicar-autismo-do-filho-aos-amigos.html

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O estranho caso do cachorro morto é best seller da década

O estranho caso do cachorro morto, de Mark Haddon, foi o terceiro livro mais vendido na década passada, no Reino Unido: só perdeu para os dois livros de Dan Brown, O Código Da Vinci e Anjos e demônios. Seu livro, em forma de diário de um garoto ásperguer que investiga a morte do cachorro da vizinha, vendeu mais de dois milhões de cópias no seu país.

O autor se inspirou no seu trabalho com autistas, criando uma obra peculiar como seu protagonista, Christopher. Por exmeplo, os capítulos são números primos, começando no 2 e acabando no 233.

Dos bestsellers da década, O estranho caso do cachorro morto, vencedor do prêmio literário Whitbread, em 2003, é o único que ainda não foi adaptado para o cinema.

O estranho caso do inesperado bestseller da década
http://www.ionline.pt/conteudo/37324-o-estranho-caso-do-inesperado-bestseller-da-decada
| Clara Silva | 14/12/2009 |

Tratamento precoce e intensivo tem melhores resultados

Comprovando o que já se intuía, estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que crianças diagnosticadas com autismo cujo tratamento se iniciou muito precocemente - a partir do primeiro ano de vida - têm obtido melhoras significativas.

Pesquisadores da Universidade de Washington concluíram que o tratamento especializado conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação pode amenizar muito os sintomas. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.

Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. um segundo grupo foi atendido de forma menos abrangente e intensa.

Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".

Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-eua-constata-tratamento-autismo-bebes-eficaz-515822.shtml

| Veja | 30/11/2009 |

Projetos de lei de New Jersey apoiam adultos autistas

Comitê do Senado de New Jersey apresenta PLs para adultos com autismo

| New Jersey Real-Time News | Elise Young | Statehouse Bureau | 7/12/2009 |

Adultos com autismo de New Jersey, EUA, podem ganhar legislação antidiscriminatória e o direito a se registrar em um cadastro estadual de pessoas autistas.

Dois projetos de lei foram apresentados pelo
Grupo de Trabalho Adultos com Autismo
(Adults with Autism Task Force) e apoiados por um comitê do Senado daquele Estado norte-americano no dia 7 de dezembro.

A primeira medida visa amplir as leis antidiscriminatórias para incluir as pessoas com autismo e desordens relacionadas, permitindo a elas o acesso a programas de moradia, emprego e abrigo público. O outro projeto permitirá a pessoas com mais de 18 anos a participar de um banco de dados que visa rastrear casos de autismo e identificar possíveis tendências geográficas. Agora, o Senado deve aprovar os projetos e o governador, sancioná-los.

Nos Estados Unidos, estudos federais apontam que uma em cada 94 crianças do Estado de New Jersey tem autismo, enquanto as taxas nacionais são de uma em cada 150. As causas ainda são desconhecidas, mas pesquisadores acreditam que são genéticas e ambientais. Ainda que não haja cura, os sintomas parecem melhorar ou desaparecer quando tratados com terapias precoces e intensas.

Nos anos recentes, os legisladores de New Jersey e o governador Jon Corzine priorizaram a legislação sobre o autismo. Aprovaram leis determinando que os planos de saúde cubram tratamentos promissores; ampliando recursos para pesquisa; ajudando adultos em questões de moradia e outros temas; e encorajando as escolas a estimular o relacionamento entre crianças típicas e aquelas com autismo.

N.J. Senate committee approves anti-discrimination bill for adults with autism
http://www.nj.com/news/index.ssf/2009/12/nj_senate_committee_approves_a.html

Comitê aprova projeto de lei anti-discriminação de adultos com autismo
| Leonardo Ferreira |Brazilian Voice | 9/12/2009 |
http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/bv_comunidade/39641-Comit-aprova-projeto-lei-anti-discriminao-adultos-com-autismo.html

Arruda não é autista

O jornalista Leandro Fontes escreveu crônica política em que compara o comportamento de José Roberto Arruda, governador do DF, ao de Fernando Collor, na época do seu impeachment, com as pessoas autistas.

Lamentável que se use a palavra autista como metáfora para canalhice. Ofende. É um grande erro de interpretação, ao tentar associar um pretenso desligamento da realidade de Arruda e Collor ao autismo - desligamento que, aliás, não existe. Arruda e Collor sempre souberam o que faziam.

Ainda que a palavra autismo originalmente remeta ao fechamento em um mundo autônomo, hoje nomeia uma condição humana repleta de dificuldades, mas longe de representar a alienação a que o jornalista se refere. Muito menos a falta de caráter dos políticos corruptos. A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, talvez tenha uma palavra mais adequada.

A pessoa autista tem limitações para compreender as regras sociais, socializar-se e se comunicar. Essa dificuldade pode fazer-lhe difícil a vida em sociedade, mas nem de longe ela vive num "universo próprio e impenetrável". Essa ideia ultrapassada não reflete a realidade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Senador comprometido com a causa da gente autista

Arthur Virgílio reafirma seu compromisso com a causa dos autistas

| Agência Senado | 15/12/2009 |

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse nesta terça-feira (15), durante a homenagem ao bicentenário de Louis Braille, que encampa "com muita fé a luta dos deficientes físicos por cidadania". Ele relatou a experiência que o levou a se aproximar da causa das famílias com filhos autistas, com a qual acabou firmando "um forte compromisso".

Arthur Virgílio disse que, antes de conhecer mais de perto os autistas e seus familiares, classificou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "autista", recebendo, na ocasião, um "puxão de orelhas merecido" da então senadora Heloísa Helena, do senador Flávio Arns (PSDB-PR) e da presidente da Associação dos Amigos dos Autistas do Amazonas (AMA), Thelma Viga, por usar o autismo em sentido pejorativo. Ele ainda recebeu dezenas de e-mails com reclamações, conforme informou.

O senador disse que, diante disso, aceitou o convite da presidente da AMA para conhecer a instituição e os autistas lá atendidos, tendo, a partir daí, entrado na vida deles, "que é uma vida absolutamente fascinante".

Arthur Virgílio disse que os autistas são absolutamente focados e aprendem sem estudar. Assim, aquele que sabe informática, sabe mais que todo mundo; o que sabe matemática faz cálculos mais rapidamente do que qualquer outro. O senador citou, especialmente, um menino da AMA que nunca errou um arremesso à cesta de basquete e outro que decidiu um play off nos Estados Unidos, fazendo uma cesta no último segundo da partida.

O parlamentar ressaltou a coragem daqueles que conseguem vencer as dificuldades e construir sua vida.

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=98426&codAplicativo=2

sábado, 21 de novembro de 2009

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião

| Renascença | 18/11/2009 |

A Unidade de Apoio ao Autismo de Baião, considerada um caso de sucesso no ensino, foi hoje visitada por especialistas europeus.

Inserida no centro escolar local, esta Unidade dá apoio a crianças autistas de vários concelhos limítrofes.

O coordenador Hélder Lemos explica que a Unidade de Apoio ao Autismo de Baião preenche uma lacuna há muito sentida na região e pode ser um exemplo a ser seguido.

Para além do ensino básico, a Unidade de Apoio ao Autismo oferece um conjunto de serviços específicos.

“Estas crianças têm aquilo que não teriam noutras escolas, desde logo professores de apoio especializados e terapeutas. Depois têm um espaço próprio onde podem ser tratados de forma diferente, embora estejam integrados em turmas”, diz Hélder Lemos.

Todas as salas estão equipadas com computadores com ligação à Internet, quadros interactivos e outro material didáctico.

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=79936

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar

| Público.pt | Educação | 18.11.2009 | Agência Lusa |

Especialistas do grupo de Decisores de Educação Europeus consideraram hoje “interessante a forma como Baião está a fazer o agrupamento escolar”, considerando o concelho um caso de sucesso do reordenamento da rede do primeiro ciclo.

A visita a Baião do grupo de especialistas europeus na área da Educação centrou-se no tema "A aposta no primeiro ciclo para atingir o sucesso", tendo participado no encontro membros oriundos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Itália, Suécia e Turquia.

"O facto de hoje estarmos a ser visitados por oito países da Europa para verificar o modo como desenvolvemos a nossa política educativa, constitui um orgulho e uma satisfação, por vermos que o que estamos a implementar vai produzir resultados na melhoria das condições de vida sociais da nossa população, no aumento dos padrões de cultura e também na garantia de maiores e melhores oportunidades para aqueles que agora estão na escola", afirmou o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro.

Sue Waters, uma professora de Inglaterra e um dos 12 membros do grupo de especialistas, disse à Lusa ser "realmente interessante ver como Portugal, e neste caso especifico Baião, está a fazer o agrupamento escolar, como está a gerir as dificuldades e como que estão a reagir professores e pais".

"Em Inglaterra estamos igualmente a fechar as escolas mais pequenas para que o ensino tenha uma maior qualidade, havendo uma grande oposição por parte das vilas que não querem perder as suas próprias escolas", salientou Sue Waters que considera que "não é possível ter uma escola com apenas cinco alunos porque torna o ensino muito difícil e pouco eficaz".

O autarca relembrou que em 2005 "95% das salas de aula funcionavam apenas da parte da manhã e uma grande maioria tinham vários níveis de ensino na mesma sala".

"Estávamos portanto a praticar um crime social porque condicionávamos, à partida, crianças com muitas potencialidades a um caminho de insucesso escolar, que depois os levava muito cedo para o mercado de trabalho", disse.

José Luís Carneiro apelidou de "pequena revolução positiva no sector da educação" o trabalho feito nos últimos quatro anos, salientando "a construção da primeira fase do Pólo escolar de Gestaçô e do Centro Escolar de Campelo - Baião".

"Estão neste momento em projecto de arquitectura mais dois centros escolares e mais dois pólos escolares e queríamos que a meio do actual mandato, todas as crianças já estivessem neste quadro de igualdade de oportunidades", sublinhou o presidente da câmara.

No final da reunião foi feita uma visita ao Centro Escolar de Campelo e à Unidade de apoio ao Autismo nele integrada.

O Centro Escolar acolhe cerca de 250 crianças do 1º ciclo do ensino básico e tem 12 salas equipadas com modernas tecnologias.

Segundo a autarquia, a "mais-valia dos Centros Escolares é o facto de permitirem que a cada sala de aulas corresponda um nível de ensino”.

"A Unidade de Ensino Estruturado para perturbações do Espectro de Autismo, associada ao Centro Escolar, visa dar resposta a uma carência existente em toda a região norte, apoiando actualmente cinco utentes provenientes de outros concelhos", acrescenta.

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar
http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/especialistas-europeus-estudam-o-caso-de-sucesso-de-baiao-no-reordenamento-da-rede-escolar_1410396

Veja também:
Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://cronicaautista.blogspot.com/2009/11/unidade-de-apoio.html

Preso ao ameaçar criança autista

| O São Gonçalo | 18/11/2009 |

Acusado de ameaçar vizinhos, entre eles, uma criança autista de oito anos, Gilson Gonçalves de Albuquerque, de 45 anos, foi preso por agentes da 76ª DP (Centro), ontem à tarde, durante operação no Morro do Mickey, na Ilha da Conceição, em Niterói.

De acordo com os policiais, Gilson foi flagrado com pouco mais de 20 gramas de maconha prensada e R$ 200, escondidos dentro de uma lata amassada. Os policiais suspeitam que ele seja um dos integrantes da quadrilha que controla o tráfico de drogas na comunidade, mas ele nega.

“Sou viciado e comprei a droga em Manguinhos (no Rio), onde eu vou toda semana buscar de bicicleta”, disse Gilson.

Preso ao ameaçar criança autista
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2009/11/20/4934/preso+ao+amea%C3%A7ar+crian%C3%A7a+autista

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Homem-aranha" salva menino autista

O menino no colo do Homem-aranha Em março deste ano, em Bangcoc (Tailândia), um menino autista de onze anos, aluno de uma escola especial, sentou-se no parapeito da janela do terceiro andar, recusando-se a sair dali. Parece que estava com medo do primeiro dia de aula.

Chamada, a mãe do garoto explicou às autoridades que seu filho era apaixonado por revistas em quadrinhos de super-herois.

Foi assim que o bombeiro Somchai Yoosabai voltou à sua unidade e vestiu-se de Homem-aranha para tentar atrair a atenção do menino, dizendo-lhe:

- O Homem-aranha está aqui para salvá-lo, nenhum monstro vai machucar você. Então, pedi que viesse lentamente até a minha direção. contou o bombeiro à televisão local. Lembra que o menino choroso abriu um sorriso, caminhou até ele e o abraçou.

O bombeiro explicou que guarda fantasias do Homem-aranha e do Ultraman para demonstrações e exercícios de combate a incêndios em escolas.

Vestido de Homem-aranha, bombeiro salva menino com autismo
| Agência AFP, via Jornal do Brasil | 24/3/2009 |

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/24/e240326297.asp

Thai 'Spider-Man' to the rescue
| BBC News | 24/3/2009 |

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7961208.stm

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pai processa ex-mulher para fazer quelação no filho

Mario Martinez, do Texas, entrou na Justiça daquele Estado norte-americano para forçar sua ex-esposa a autorizá-lo a aplicar quelação intra-venosa no seu filho William, de sete anos. Segundo Martinez, o menino tem conseguido melhorar seu comportamento e aprendizado através do tratamento, aplicado através de supositórios há dois anos.

Já sua ex-mulher, Juli, afirma que tem sido frequentar uma turma de ensino regular o que lhe trouxe melhoras e que os supositórios o fizeram adoecer. Ela, que se representa no tribunal por não poder pagar um advogado, afirmou à juíza que a quelação é um tratamento perigoso e que a FDA (agência norte-americana que fiscaliza medicamentos e alimentos) não o aprova para tratar autistas.

William vem sendo tratado no Thoughtful House Center for Children, em Austin, um centro de tratamentos alternativos para autistas encabeçado por Andrew Wakefield, um médico inglês que vem tentando se defender em Londres da acusação de séria conduta antiética.

Mario Martinez, que tem a guarda dos dois filhos do casal, nega que o tratamento tenha feito o menino ficar mal e diz que um teste de quelação intravenosa mostrou que o menino pode seguir com esse método. Ele reserva 400 dólares para gastar com o tratamento quinzenal.

A quelação é um tratamento através de substâncias químicas usadas para extrair metais pesados que estejam contaminando o corpo do paciente. Seu uso para o autismo não tem comprovação científica, sendo considerado perigoso e ineficiente.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina só o autoriza para casos comprovados de intoxicação por metais pesados, proibindo-o para outros casos.

Father takes ex-wife to court over son's autism treatment
| Mary Ann Roser | American-statesman | 14/11/2009 |

http://www.statesman.com/news/content/news/stories/local/2009/11/14/1114thoughtful.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Temple Grandin, o filme

A produtora de filmes HBO lançará em fevereiro de 2010 o filme Temple Grandin, baseado na vida da famosa engenheira e especialista em comportamento animal que é uma referência mundial de pessoa autista.

Nascida em 1946, apenas três anos após a publicação do estudo de Leo Kanner, A dra. Grandin formou-se engenheira por inspiração de um professor que, percebendo o interesse da menina em construir uma máquina de abraçar, orientou-a a seguir essa carreira.

O roteiro do filme se baseia em seus dois livros autobiográficos, Uma menina estranha (Cia das Letras) e Thinking in pictures, sem tradução brasileira.

Claire Danes viverá o papel da engenheira.

O site pessoal de Temple Grandin pode ser visto aqui.

Temple Grandin film to air in February
John Maday | Drovers | 13/11/2009 |
http://www.drovers.com/news_editorial.asp?pgID=675&ed_id=6452

Temple Grandin no Internet Movie Database
http://www.imdb.com/title/tt1278469/

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa

| Francisco Gomes | Carlos Barroso (fotos) | Jornal das Caldas | 12/11/2009 |

Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.

“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).

“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.

O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.

Agrupamento sem verbas

O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.

O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.

O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso

Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/11/12/chao-da-parada/

domingo, 15 de novembro de 2009

Lisboa livros gratis

Lisboa distribuirá, a partir do dia 19, pequenos volumes para estimular a leitura. O primeiro livro a ter um capítulo distribuído gratuitamente nos ônibus de Lisboa é Querido Gabriel, uma carta de um pai a seu filho autista, do autor Halfdan Freihow.

A iniciativa é da Editora Objectiva e da empresa pública de transportes de Lisboa Carris. Com um investimento de 3 mi leuros por título distribuído, quatro promotoras uniformizadas entrarão nos ônibus e oferecerão as obras aos passageiros interessados.

Lisboa distribuirá livros nos ônibus para estimular leitura
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/11/13/lisboa-distribuira-livros-nos-onibus-para-incentivar-leitura-914738829.asp

sábado, 14 de novembro de 2009

Ásperguer, Autismo e empatia: estudo engloba 27 genes

Enviado por Priscilla para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil

Traduzido pela Fga. Mônica Accioly


Cientistas da universidade de Cambridge identificaram 27 gens que estão associados com a síndrome de Asperger, e/ou com autismo e/ou com a empatia. A pesquisa será publicada em AUTISM RESEARCH.

A pesquisa foi liderada pelo Dr Bhismadey Chakrabarti e pelo professor Simon Baron-Cohen do centro de pesquisa do autismo, em Cambridge. Sessenta e oito (68) genes foram escolhidos, fosse porque eram conhecidos por participar do crescimento de neurônios, no comportamento social ou nos esteróides do hormônio sexual (testosterona e estrogênio). O último grupo de genes foi incluído considerando-se que a SA ocorre principalmente nos homens e também porque pesquisas anteriores mostraram que os níveis de testosterona fetal estão associados com traços de autismo e de empatia em crianças em desenvolvimento típico.

A pesquisa realizou dois experimentos. Primeiro, examinaram aqueles genes em 349 adultos, todos dentro do espectro do autismo e do coeficiente de empatia. Depois examinaram 174 adultos com diagnóstico formal de SA e foram feitas as devidas comparações.

A pesquisa encontrou que componentes de 27 dos 68 genes estavam associados com SA (síndrome de asperger) e/ou autismo. Dez (10) desses genes estavam ligados aos esteróides sexuais, dando suporte ao papel por eles desempenhado no autismo. Oito (8) de tais genes estavam envolvidos no crescimento dos neurônios, dando suporte à idéia de que o autismo poderia resultar de circuitos cerebrais com conexões deficientes, quando do desenvolvimento cerebral. Os demais 9 genes estariam relacionados ao comportamento social, levando alguma luz à biologia da sensitividade social e emocional.

Comentário do Dr Chakrabarti: “esses 27 genes representam conhecimentos preliminares para o entendimento das bases genéticas da SA e correlatos,como empatia. Todos são bons candidatos para outros estudos, tanto quanto ao autismo leve ou grave. Cinco (5) daqueles genes que encontramos haviam sido reportados anteriormente no autismo, mas os outros 22 nunca foram relacionados com SA, autismo ou empatia. Agora precisamos estudar como esses genes interagem.”

Professor Baron-Cohen: “Nós escolhemos pesquisar a genética da SA porque todos os outros estudos genéticos estavam focados no autismo clássico, que pode incluir as dificuldades no aprendizado e na linguagem. A SA é uma condição mais “pura”porque tai s fatores estão ausentes. Os novos resultados representam um avanço significativo em relação ao nosso trabalho anterior, ao nos mostrar que os hormônios esteróides sexuais (testosterona e estrógeno) influenciam no desenvolvimento social e no autismo. O novo estudo também confirma que outras moléculas são importantes na compreensão do autismo e da empatia.”

Síndrome de Asperger (SA) é um subgrupo do autismo. O outro subgrupo é o autismo clássico. As condições de autismo aparecem em 1% da população e o seu diagnóstico é feito tendo como base as relações sociais e a comunicação.

Referência:
Chakrabarti, B, Dudbridge, F, Kent, L, Wheelwright, S, Hill-Cawthorne, G, Allison, C, Banerjee-Basu, S, & Baron-Cohen, S. - Genes related to sex-steroids, neural growth and social-emotional behaviour are associated with autistic traits, empathy and Asperger Syndrome. Autism Research, July 16, 2009
http://www.sciencedaily.com/releases/2009/07/090715101427.htm (Diponível em 14/11/2009)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Câmara hiperbárica não é efetiva para autismo

O estudo Hyperbaric oxygen therapy treatment ineffective for children with autism (Avaliação aleatória da terapia com oxigênio hiperbárico para crianças com autismo) mostrou que a terapia HBOT (Hyperbaric Oxygen Therapy), que consiste em fornecer ar com 24% de oxigênio a uma pressão de 1,3 atm para a pessoa autista não traz efeitos significativos nos sintomas do autismo. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores do CARD (Center for Autism and Related Disorders, Inc.) Doreen Granpeesheh; Jonathan Tarbox; Dennis R. Dixon; Arthur E. Wilke; Michael S. Allen; & James Jeffrey Bradstreet e está disponível no site da revista Research in Autism Spectrum Disorders.

A hipótese de que esse tratamento, popularizado recentemente, traria algum benefício para a pessoa autista, foi testada através de uma avaliação duplo-cega com 34 crianças autistas, comparando a HBOT com oxigênio a 24% sob 1,3 atm ministrado para 18 pacientes, com um placebo ministrado a 16 outros pacientes.

Os pesquisadores do CARD não observaram diferenças entre os dois grupos em nenhuma das medições realizadas.

Questões podem ser enviadas diretamente ao Dr. Jonathan Tarbox, pelo e-mail j.tarbox@centerforautism.com .

Também em pdf.

Center for Autism and Related Disorders Study Finds Hyperbaric Oxygen Therapy Ineffective Treatment for Children with Autism

Exemplo inglês

Autism Act 2009

O Parlamento britânico aprovou o Projeto de Lei do Autismo (Autism Bill), transformando-o no Ato do Autismo (Autism Act). Esboçado pela National Autism Society (NAS), da Inglaterra, e apresentado pelo deputado Cheryl Gillan, o projeto contou com o apoio de 16 organizações pró-autistas, tendo sido aprovado por representantes de todos os partidos ingleses.

O Ato do Autismo garante a criação da primeira estratégia para o autismo em adultos, que deverá cobrir uma ampla gama de assuntos, como: saúde, assistência social, treinamento e emprego e, principalmente, a obrigação legal das autoridades locais e das equipes do Serviço Nacional de Saúde para atender demandas específicas.

A estratégia será publicada em 1º de abril de 2010 e deverá ser implantada até dezembro daquele ano.

A NAS está com a campanha Don´t write me off, pedindo à população que escreva aos seus deputados cobrando que estes se lembrem dos adultos autistas.

Autism Act 2009
http://www.autism.org.uk/autismact2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Estudo com gêmeos indica prevalência de 88% para autismo

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Kennedy Krieger e publicado nos Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine examinou o padrão de hereditariedade de desordens do espectro autista em 277 pares de gêmeos, 67 monozigóticos (idênticos) e 210 dizigóticos, com 18 anos de idade, ou menos, em que ao menos um dos irmãos se mostrou afetado. Foram analisados a concordância de diagnósticos, o histórico e os resultados para avaliação padronizada de autismo.

Observou-se que a concordância foi de 31% de casos nos gêmeos dizigóticos e de 88% para os monozigóticos. Nas meninas monozigóticas, houve 100% de concordância e nos meninos, 86%; nos pares dizigóticos, as meninas mostraram concordância de 20% e os meninos, 40%. O diagnóstico de autismo para o segundo gêmeo, depois do diagnóstico do primeiro, foi 7,48 vezes mais frequente para os monozigóticos em relação aos dizigóticos. Para os gêmeos dizigóticos individualmente afetados, os pais se mostraram preocupados mais cedo e, também, houve mais diagnósticos de deficiência intelectual do que para os gêmeos monozigóticos. Os monozigóticos tiveram maior prevalência de desordem bipolar e síndrome de Asperger e maior concordância do segundo. A correlação da avaliação de autismo com os relatos feitos pelos pais é maior do que 90%.

Segundo o estudo, os dados apontam para uma maior concordância de desordens do espectro autista nos gêmeos monozigóticos em relação aos dizigóticos. As diferenças entre a ocorrência de autismo de alto funcionamento, comorbidades psiquiátricas e síndrome de Asperger sugerem diferentes hereditariedades para diferentes tipos de autismo. Nas famílias em que um gêmeo monozigótico foi diagnosticado com autismo, é improvável que o segundo gêmeo receba o diagnóstico depois de 12 meses. Além disso, os relatos parentais de autismo pela internet são válidos.

Rosenberg, Rebecca E.; Law, J. Kiely; Yenokyan, Gayane; McGready, John; Kaufmann, Walter E.; Law, Paul A. - Characteristics and Concordance of Autism Spectrum Disorders Among 277 Twin Pairs. Arch Pediatr Adolesc Med. 2009, 163(10):907-914.
Abstract disponível em 9/11/2009 em: http://archpedi.ama-assn.org/cgi/content/abstract/163/10/907

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Busca por autista continua: mãe segue pistas, sem sucesso

| Extra | 6/11/2009 |

Para Miriam Matos Lima, que se perdeu de seu filho autista, Hudson Matos, de 17 anos, esta quinta-feira foi mais um dia em vão. Já são mais de 72 horas desde a última vez que ela viu o menino, na portaria de emergência do Hospital Getúlio Vargas (bairro da Penha, no Rio de Janeiro), até ontem, quando percorreu a Av. Brasil atrás do filho.

No início da manhã de ontem, o SOS Crianças Desaparecidas recebeu pistas. Uma delas parecia concreta. Ele estaria na Avenida Brasil, na altura do Jardim América, tentando pegar um ônibus. A descrição feita da roupa de Hudson indicaria que realmente era o garoto:

— Ele faz tratamento na Fiocruz, certamente deve estar tentando chegar lá. É uma referência que ele tem — avaliou Miriam.

O EXTRA acompanhou a mãe até o ponto da Av. Brasil onde Hudson estaria. Mas o menino não estava mais lá. Ela preferiu continuar a pé sua busca. Para Luiz Henrique Oliveira, do SOS Criança Desaparecida, esse tipo de alarme falso é comum e faz parte do processo:

— Ele pode ter pego um ônibus e sumido. Quem tiver novas informações pode ligar para (21) 2286-8337.

http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/post.asp?t=busca-por-autista-continua-mae-segue-pistas-sem-sucesso&cod_post=238626

Escola: apenas um negócio lucrativo?

O artigo "Uniban, a espetacular fábrica de canalhas", do jornalista Mauro Carrara, é uma excelente fonte de reflexão para todos nós que, de alguma forma, enfrentamos a discriminação nas escolas do Brasil. Nossos filhos, crianças e adultos autistas, passam por constrangimentos de todas as formas; nós, pais que procuramos educação para nossos filhos, um direito a eles garantido pela Constituição Federal e pelo bom senso humanitário, batemos a cara no muro do comodismo. Empresários sedentos de lucros que se travestem de educadores fecham suas portas, em vez de cumprir a obrigação que diziam ter assumido quando abriram seu negócio disfarçado de escola.

Segue abaixo um trecho do artigo de Mauro Carrara, e o link para o artigo todo, publicado no blog Eu vi o mundo.

Em anúncios publicados nos jornalões paulistas de 8 de Novembro, a Universidade Bandeirante (Uniban) anuncia que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda.

A estudante de Turismo sofreu bárbaro assédio coletivo no dia 22 de Outubro, na unidade de São Bernardo do Campo. O motivo: trajar na ocasião um vestido curto, num tom cereja. (...)

A universidade preferiu punir a vítima e inventar uma justificativa pitoresca para o espetáculo do bullying, registrado por câmeras do próprios alunos e vergonhosamente exposto ao mundo pelo Youtube.

Segundo os negociantes da educação, "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

Seria cômico se não fosse trágico. A Uniban, mais uma das uniesquinas do Brasil, considera "defesa do ambiente escolar" a agitação do bando que ameaçava estuprar a colega e que a perseguiu aos gritos de "puta, puta, puta".

Alheia a valores e princípios, a Uniban pautou-se unicamente pela doutrina da preservação do lucro. Expulsou a mocinha da periferia e manteve as centenas de vândalos que a molestaram.

Defendeu, assim, a receita, a contabilidade, mesmo sob o risco de macular para sempre sua imagem.
Mauro Carrara: Uniban, a espetacular fábrica de canalhas

domingo, 8 de novembro de 2009

Maranhão: supermercado discrimina crianças com deficiência

A promotoria da Infância e da Juventude investiga denúncia de dsiscriminação que teria sido praticada pela empresa Mateus Supermercados, em São Luís do Maranhão.

Um grupo de estudantes con deficiência, da Escola João Mohana, no Vinhais, foi impedido de entrar na loja do Mateus Supermercados, hoje à tarde, mesmo acompanhado de pais e professores.

A proibição foi imposta pelo gerente operacional da loja, identificado por Eduardo, e pela assessora de Marketing, de nome Natália, segundo contaram os acompanhantes.

Escolas especiais costumam levam seus alunos a supermercados e outros tipos de lojas, para praticar o que se chamam "atividades de vida diária", visando prepará-los para uma vida o mais independente possível. No entanto, o gerente Eduardo e a assessora de marketing Natália barraram o grupo, alegando que a loja deveria ter iso informada antes.

Veja mais detalhes no blog do jornalista Marco Aurélio d'Eça.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Senador Arns defende escolas especiais

O senador Flávio Arns (PSDB-PR), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, participou, na última sexta-feira, em Curitiba, da reunião mensal do Conselho Municipal de Educação. A educação inclusiva foi o tema do encontro.

Para ele, as escolas especiais devem ser respeitadas como parte do sistema educacional brasileiro e são essenciais na formação das crianças e no auxílio às famílias.

O senador afirma que "a mobilização (...) de toda a sociedade é essencial para que não exista retrocesso na lei e para que a qualidade da educação das crianças seja garantida". Ele foi um dos defensores de mudanças no parecer 13, do Conselho Nacional da Educação, que trata das diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculados em classes regulares e no atendimento educacional especializado.

O parecer 13 foi homologado pelo ministro depois de passar por alterações que visavam esclarecer que as escolas especiais não seriam extintas.

Mais, no site do senador.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O benefício dos animais para a saúde

O Centro Waltham de Nutrição Animal, da Inglaterra, bem como o Instituto Eunice Kennedy Shriever de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, parte do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, estão buscando determinar se a presença de cães na vida de crianças pode auxiliar na saúde humana.
O interesse do instituto nacional por esse tipo de pesquisa surgiu há pelo menos duas décadas. Valerie Maholmes, que dirige a pesquisa sobre desenvolvimento infantil e comportamento no instituto de saúde infantil, afirmou que, em uma reunião de especialistas realizada em 1987 para discutir os potenciais benefícios de animais de estimação para a saúde, o instituto havia concluído que "seria necessário pesquisar muito mais", especialmente no que tange ao desenvolvimento infantil.

Outras sessões de debate confirmaram essa necessidade de pesquisa, mas a maioria dos estudos concentra suas atenções em interações negativas, como por exemplo o papel dos animais de estimação na transmissão de doenças, disse James Griffin, diretor assistente de desenvolvimento e comportamento infantil, no instituto.

Enquanto isso, o centro Waltham estava expandindo as pesquisas que realiza e começou a conduzir pequenos estudos sobre a interação entre crianças e animais, disse Catherine Wotecki, diretora mundial de assuntos científicos na Mars. "Somos uma empresa que produz ração para animais de estimação e produtos para eles", afirmou, "e estamos interessados em manter esse relacionamento o mais forte possível".
A reportagem ainda relata o caso de Milo Vaccaro, um menino autista de 11 anos, e seu cão Chad, um labrador amarelo.

Leia mais no Terra (9/10/2009):
EUA querem explorar benefícios dos animais para crianças

ou no New York Times (5/10/2009):
Exploring the Health Benefits of Pets

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Autismo e odontologia

A Dra.Adriana Zink, cirurgiã-dentista de São Paulo especialista em pacientes com necessidades especiais, publicou uma nota sobre o atendimento de pacientes autistas na Revista Sentidos.

Ela usa e indica o condicionamento lúdico, em que a relação dentista/paciente é conquistada aos poucos e necessita de imensa dedicação do profissional e aceitação do paciente, além da colaboração dos pais e cuidadores no processo do condicionamento.

Autismo e a odontologia - condicionamento lúdico
Revista Sentidos - 17/9/2009
http://sentidos.uol.com.br/seuespaco/materia.asp?cod=434

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

estímulo à vida

| Texto: Elisângela Orlando | Fotos: Pedro Vilela | Revista Viver Brasil nº 22 |

A postura familiar diante do transtorno é parte decisiva tanto no processo de melhoria dos sintomas quanto da socialização de pessoas autistas

Eles não vivem em um universo paralelo ou estão isolados em outra dimensão. São como nós. O mundo deles é o nosso mundo. A diferença é que eles não entendem como tudo funciona. Desconhecem as regras sociais, mas são capazes de aprendê-las. Em muitos casos, conseguem levar uma vida praticamente normal. Para isso, precisam percorrer um caminho longo e árduo, é verdade. O autismo não está estampado no rosto nem tatuado na pele. Talvez você conviva com um deles sem saber. É um transtorno do comportamento que ainda suscita muitas dúvidas, mas que, aos poucos, está deixando de ser um bicho de sete cabeças.

Há alguns anos, após um olhar superficial, alguém poderia dizer que é impossível se relacionar com um autista. Ledo engano. A pessoa com essa síndrome tem apenas um comprometimento na forma como interage com o outro. Também possui dificuldades de comunicação e, não raro, seus comportamentos não têm sentido para nós. O que pouca gente sabe, porém, é que essas não são barreiras intransponíveis. A ponte existe e pode ser atravessada. Basta saber como e onde pisar.

Acesse a Revista Viver Brasil para ver a íntegra da matéria:

Estímulo à vida
http://www.revistaviverbrasil.com.br/materia_01.php?edicao_sessao_id=499

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Projeto de lei para as pessoas autistas de Teresina

A vereadora Rosário Bezerra (PT) apresentou na Câmara um projeto de Lei que cria o Sistema Municipal Integrado de Atendimento à Pessoa Autista (SMIAPA), que beneficiará as pessoas autistas (transtornos globais de deficiência). O projeto foi desenvolvido junto com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AMA).

O projeto que está à disposição para apreciação dos vereadores e comissões visa incluir os autistas nos diversos sistemas de atendimento, de forma específica, realizados pela Prefeitura: Saúde, Educação, Assistência Social, Transporte, Acesso a Medicamentos, etc.

Com um mandato voltado também para as classes que historicamente são menos favorecidas, a parlamentar acredita que com esse projeto, os autistas serão incluídos em políticas públicas que minimizem as dificuldades enfrentadas atualmente e principalmente faça um diagnóstico precoce para identificar mais rapidamente as crianças que possam desenvolver a deficiência.

A AMA é especializada em atender autistas. Hoje são 115 atendimentos e um cadastro com mais de 300 esperando uma vaga. Estima-se que em Teresina vivam pelo menos 500 autistas, além dos casos que não foram identificados já que existem cinco tipos de transtornos.

O projeto também será debatido numa sessão solene já aprovada na Casa, mas ainda sem data prevista para acontecer.

Vereadora propõe lei que cria sistema para atender autistas
http://www.cidadeverde.com/politica_txt.php?id=45298

Os cinco anos de trabalho da AMA-REC-SC

| Saimon Novack | A Tribuna | 1°/10/2009 |

Hoje, a Associação de Amigos do Autista (Ama) completa cinco anos de atividades em Criciúma. "Cinco anos de história. Afortunada história", retifica a diretora e uma das fundadoras da instituição, Ivone Miranda Borges. "São cinco anos acolhendo, ensinando, compreendendo e, sobretudo, aprendendo muito, a cada dia", diz ela. A vida da Ama começou em 1º de outubro de 2004. Na época, contava com sete alunos e quatro profissionais. Com o passar do tempo esses números se multiplicaram. Atualmente são 23 profissionais e 54 alunos. Nicole Pereira da Cruz, 15, está entre eles há três anos. "Gosto daqui. Dos amigos, da professora e de pintar", comenta, enquanto dá acabamento em uma bandeja de madeira, na Oficina de Artes.

Oficina que estimula, diverte, acalma e eleva a autoestima dos autistas. De acordo com a pedagoga Rosane de Freitas Glashorester, a atividade faz parte do Integrar é Possível, projeto mantido pela Justiça Federal, que a cada dia ganha mais adeptos dentro do Ama. "O contato direto com a arte tem surtido resultados impressionantes. É um instrumento que alivia as tensões e tem feito com que tomem gosto pelos pincéis. Eles adoram pintar e principalmente receber elogios por aquilo que produzem", brinca.

Os frequentadores da Ama ainda têm à disposição uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos. Há ainda os voluntários, que vão semanalmente levar conhecimento e alegria ao grupo. O motoboy Emerson Figueira Gonçalves, 29, é um deles. Sempre que pode dá uma passada na instituição. Na manhã de ontem assumiu a função de instrutor de xadrez. "É muito prazeroso estar aqui. Venho para ensinar, mas acabo aprendendo muito mais. Sem contar na paz de espírito que estes encontros me promovem", diz.

Avanços com

acompanhamentos

Sob o comando do "professor" Gonçalves, o aluno Marcos Paulo da Silva, 18 anos, está virando um entendido no assunto. Olhos precavidos, ele presta atenção nas dicas de estratégias para combater o adversário. "Tem que ficar ligado senão a gente perde", comenta entre risos.

Extremamente satisfeita e agradecida com o trabalho desenvolvido na Ama, a mãe do pequeno Kevin, aluno há três anos, Maria do Socorro Lucas dos Santos, 44, conta que o filho obteve progressos significativos nos primeiros meses. "Antes de ingressar no Ama meu filho não interagia com as pessoas. Hoje, é super sociável, um menino de fácil convivência. Ele adora ir para a instituição. No final de semana fica agitado, principalmente na hora do banho. Ele acha que está se preparando para ir pra lá. Daí ninguém o segura", conta a mãe.

Para comemorar os cinco anos de atividades, hoje haverá uma festa entre alunos e colaboradores pela manhã e à tarde. Bolo, música, fotos e diversão prometem assinalar a data. A Ama é mantida por pais de alunos e apoio de empresas, prefeitura e comunidade em geral. Interessados em colaborar devem ligar para (48) 3462 9804.

Os cinco anos de trabalho da AMA
http://www.atribunanet.com/home/site/ver/?id=101245

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Peça no Rio discute as diferenças humanas

Encontra-se em cartaz no Rio de Janeiro, desde 24 de setembro, a peça A máquina de abraçar, do espanhol espanhol José Sanchis Sinisterra, de 69 anos.

Baseando-se no texto Um antropólogo em Marte, sobre a engenheira autista Temple Grandin, publicado no livro homônimo do neurologista e escritor Oliver Sacks, Sinisterra se propõe a utilizar o autismo como ferramenta para investigar a dificuldade em estabelecer contatos e a a impossibilidade da comunicação entre humanos, mas também se interessa pelo autismo como "expressão de uma parte inacessível da consciência humana".

– Os autistas são casos extremos de uma característica comum que temos. O outro é inacessível para mim. Talvez por isso seja tão difícil encontrar uma simetria na afetividade – elabora Sinisterra. – Todos nós necessitamos de uma máquina de abraçar. Mas a obra questiona também modos opostos de se viver: o ativismo e a passividade, a combatividade e a contemplação, além do pensamento racional e o conhecimento poético.

A peça 'A máquina de abraçar' questiona isolamento humano
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/22/e22097344.asp

A máquina de abraçar
http://amaquinadeabracar.com.br/
A MÁQUINA DE ABRAÇAR – Texto de José Sanchis Sinisterra. Tradução de Eric Nepomuceno. Direção de Malu Galli, Com Marina Vianna e Mariana Lima. Espaço Tom Jobim. Quinta e domingo, 19h. Sexta e sábado, 21h30.

O Espaço Tom Jobim fica dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, próximo ao Centro de Visitantes.

Funcionário afastado da Febem mata sobrinho autista no Guarujá, em SP

SÃO PAULO - Evaldo Fernandes Pestana, de 48 anos, funcionário afastado da antiga FEBEM, matou com duas facadas seu sobrinho adolescente e autista.

O homicídio foi cometido na frente da avó da vítima e mãe do acusado. Quando o neto Felipe Francisco Pestana Barbosa, de 15 anos saiu do banheiro we disse que amava o tio, foi abraçado por este, o esfaqueando por duas vezes em seguida. O jovem, que era órfão, era criado pela avó.

Gravemente ferido, o garoto foi submetido a cirurgia, morrendo no início da noite. O acusado permaneceu estático dentro da casa, onde compareceram policiais militares e o prenderam em flagrante. A faca usada no assassinato foi apreendida sobre uma pia.

Uma irmã do acusado, que mora no térreo da residência, o afastamento do irmão do trabalho por distúrbios psiquiátricos teria sido um meio dele obter indevidamente benefícios previdenciários. Ela afirmou à escrivã da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarujá, que Evaldo nunca demonstrou possuir qualquer problema mental.

Evaldo foi autuado por homicídio e removido à Cadeia Pública de Guarujá. Ao ser interrogado, o acusado alegou que tentou "tirar o mal" do sobrinho, estando aliviado por conseguir o seu intento e, por isso, não se sentia arrependido.





Funcionário afastado da Febem mata sobrinho autista no Guarujá, em SP
| Tribuna Digital | Publicada em 16/09/2009 |
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/09/16/funcionario-afastado-da-febem-mata-sobrinho-autista-no-guaruja-em-sp-767631357.asp

Filme 'poético' sobre autismo divide militantes

Um filme gerou polêmica. O artigo abaixo, publicado na revista New Scientist, fala da sua primeira parte, mas é uma obra dividida em dois momentos. No primeiro, o Autismo "fala" como um monstro que se apropria das crianças. Na segunda metade, as famílias respondem ao "monstro". Feito para emocionar, emociona. Mas não deixa de criar polêmica, pois, para quem não conhece pessoas autistas, pode passar a impressão de algo terrível a se combater - e nem todo mundo tem a mesma visão. Enfim, como dizia Nélson Rodrigues, "toda unanimidade é burra". Felizmente, nossa comunidade de familiares de autistas pode ter muito defeitos, mas burrice não é um deles.

Segue o artigo:

Filme 'poético' sobre autismo divide militantes

| Celeste Biever | 29/9/2009 | New Scientist |

"Não me importa o que é certo ou errado... Eu tentarei roubá-lo de suas crianças e de seus sonhos."


Estas palavras vêm de um curta-metragem chamado "Eu sou o autismo", que acendeu uma polêmica entre as pessoas autistas em todos os E.U.A. e uma entidade que diz representá-las.

O filme traz clipes de crianças autistas e seus pais, com uma voz em off a sugerir que o autismo não tem nenhuma moralidade e destrói as famílias. A entidade Autism Speaks, sediada em Nova York, apresentou a película em 22 de setembro no seu encontro anual "O Mundo focaliza o Autismo".

"Eu sou o autismo" foi feito por dois pais de crianças autistas: Billy Mann, um compositor indicado ao Grammy, produtor da música e membro da Autism Speaks, e Alfonso Cuarón, diretor ganhador do Oscar. A narração é um "poema" pessoal escrito por Mann, diz Marc Sirkin, dirigente chefe da Autism Speaks.

'Embaraçador e ofensivo'

Mas algumas pessoas autistas dizem que o filme projeta delas uma imagem prejudicial e estão protestando on line com uma paródia no YouTube e em um grupo do Facebook. Outros igualmente foram às ruas para protestar:

"Isso faz as pessoas terem medo de nós. O que elas pensarão sobre mim e os outros autistas se derem atenção a esse vídeo assim prejudicial?" - declarou Elesia Ashkenazy, diretora do capítulo Portland (Oregon) da Rede Autista de auto-defesa (ASAN - Autistic Self Advocacy Network). Ela ajudou a organizar um protesto contra o vídeo em Portland, em 26 de setembro.

Ari Ne' eman, o presidente da ASAN, sediada em Washington DC, afirma que o filme é "embaraçador, ofensivo e impreciso". - "Isso tem conseqüências práticas," ele diz. Para aqueles autistas à procura de trabalho ou de relacionamento, ou que tentam ser incluídos na escola, explica, "isso aumenta o medo, o preconceito e o estigma".

Ne'eman, em especial, questiona o trecho do vídeo em que o narrador, representando o autismo próprio, diz: "E se você é casado e feliz, vou me certificar de que sua união vai falhar".

Ne'eman aponta uma pesquisa de 2008 que contradiz essa ideia, realizada pela entidade de apoio a pessoas com deficiência Easter Seals, de Chicago, Illinois. Analisando 917 pais de crianças sem nenhuma necessidade especial e 1652 pais de crianças com transtornos do espectro autista, o resultado foi que 30 por cento dos pais de pessoas autistas estavam divorciados, comparado com 29 por cento dos pais de crianças sem necessidades especiais.

Motivo: lucro?

Sirkin admite que sabe que "não há nenhuma evidência de que ter uma criança com transtornos do espectro autista na família leva a taxas mais elevadas de divórcio", mas diz que a película é "uma posição pessoal, baseada no ponto de vista dos dois pais que fizeram o filme".

Ne' eman igualmente acusa a entidade de usar o "medo e o comércio de piedade" para levantar fundos. Sirkin responde que a Autism Speaks não pagou para o filme ser rodado e que este não pretende ser um levantador de recursos, mas, simplesmente, para conscietização.

A trilha sonora do vídeo de paródia, "Eu sou Autism Speaks", segue: "Eu trabalho duramente para fazer as pessoas acreditarem que suas crianças sofrem mais do que as vítimas do câncer ou da AIDS", "Seu dinheiro cairá em minhas mãos e eu vou falir você" e " Seus defensores não têm dinheiro para me combater".

Direito de falar

Entrementes, a página do Facebook, no protesto contra o filme, o chama de "um grotesco arremedo de um filme, cheio de falsidades, dogmatismo e ódio… Não representa nossas opiniões sobre o autismo e as pessoas autistas. Calunia as pessoas autistas, e nós não o apoiamos".

Sirkin diz que tudo faz parte do tema. "Tivemos tanto retorno positivo quanto negativo. Alguns pais acharam o vídeo inspirador e nos agradeceram por exibi-lo. Outros se sentiram ofendidos. Acreditamos que todas as perspectivas são válidas e devem ser ouvidas e respeitadas. Ninguém pode ser a voz definitiva do autismo."

Morton Gernsbacher, pesquisadora da Universidade de Wisconsin-Madison, diz que o filme pode ser destrutivo. "Uma organização que reivindica dar apoio a pessoas com deficiência e a suas famílias deveria estar familiarizada com as décadas de pesquisa que investigam os efeitos deletérios de menagens de estímulo do medo", diz ela.

Não é a primeira vez que o Autism Speaks provocou a ira das pessoas autistas. Em 2008, a entidade exigiu que um blogueiro autísta tirasse da interent uma paródia de seu website porque teria transgredido direitos reservados. Isto ultrajou a ASAN e muitos outros blogueiros autístas.

Eu sou autismo: transcrição do vídeo

Eu sou autismo.

Sou visível em suas crianças, mas se puder ajudar, sou invisível até ser demasiado tarde.

Eu sei onde você vive, e sabe o que mais? Eu vivo lá também. Eu pairo em torno de você.

Eu não conheço nenhuma barreira de cor, religião, moralidade, nenhuma moeda. Eu falo sua língua fluentemente e, a cada voz que levo embora, adquiro uma nova língua.

Eu trabalho rapidamente. Eu trabalho mais rápido que a AIDS, o câncer e o diabetes pediátricos juntos.

E, se você é casado e feliz, vou me certificar de que sua união falhará. Seu dinheiro cairá em minhas mãos e eu vou falir você para meu próprio lucro.

Eu não durmo, assim eu tenho certeza de que você também não dormirá. Eu tornarei virtualmente impossível para que sua família frequente um templo, uma festa de aniversário, um parque, sem esforço, sem embaraço, sem dor.

Você não pode me curar. Seus cientistas não tém recursos, e eu saboreio o desespero deles.

Seus vizinhos estão felizes por fingir que eu não existo, claro, até que seja com a criança deles. Eu sou o autismo.

Não me importa o que é certo ou errado. Eu tiro meu grande prazer de sua solidão. Eu lutarei para levar embora sua esperança. Eu tentarei roubá-lo de suas crianças e de seus sonhos.

Eu vou me certificar de que, a cada dia em que você acordar, gritará, querendo saber: "Quem cuidará de minha criança depois que eu morrer?" A verdade é que eu estou ganhando e você tem medo, e deve mesmo ter.

Eu sou o autismo.

Você me ignora. Isso é um erro.
'Poetic' autism film divides campaigners
http://www.newscientist.com/article/dn17878-poetic-autism-film-divides-campaigners.html?DCMP=NLC-nletter&nsref=dn17878

No entanto, o artigo acima oculta que o filme tem uma segunda parte, que Elaine Silva traduziu e mandou para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil. Na segunda parte, são as famílias que se pronunciam:

E pra você Autismo, eu digo

Como mãe, pai, avô, avó, irmão...

Nós não vamos dormir porque não descansaremos até que você o faça.

Uma família pode ser muito mais forte do que você sequer imaginou e Nós não vamos Nós intimidar por você, nem o amor e forca da Nóssa comunidade.

Eu sou um pai que luta em sua direção e você pode me empurrar, uma, duas, três vezes... que eu vou me levantar e continuar levando a nossa mensagem.

Autismo, você se esqueceu quem somos, você se esqueceu com quem está lidando. Você se esquece do espirito que une mãe e filha, pai e filho, irmãos...

Nós somos os Estados Unidos, a Russia, (nome de vários outros países)

Nós estamos unidos na fé, na força, nos recursos da tecnologia.. .

Nós somos uma consciência que cresce sem você perceber.

Nós temos muitos desafios, mas somos os melhores para superar.

Nós falamos a única língua que importa: O AMOR POR NÓSSOS FILHOS.

Nossa capacidade de amar é maior do que a sua capacidade de nos dominar.

Autismo, você é ingênuo, você está sozinho!

Nós somos uma comunidade de guerreiros, nós temos a voz.

Você pensa que, porque alguns dos nossos filhos não falam, nós não podemos ouvi-los?
ESTA É SUA FRAQUEZA.

Você pensa que, porque o meu filho vive atrás de uma parede, eu vou ter medo de derrubá-la com as minhas próprias mãos?

Você não foi propriamente apresentado à nossa comunidade. Nós somos Pais, Avós, Amigos, Professores, Irmãos, Pediatras, Cientistas, Terapeutas.. .

Autismo, se você não está com medo, deveria estar... Quando você pegou o meu filho, você esqueceu que pegava a mim também.

Ei, Autismo... Você esta ouvindo?


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pelo direito de não ser especial

Ana Paula Sena. Jornalista que trocou a Comunicação pelo Direito, o Direito pela Música e tudo isso pela maternidade. De suas filhas gêmeas, uma tem síndrome de Down. A outra, não. As duas, no entanto, são especiais para essa mãezona - como deve ser para toda mãe.

Surpreso? Conheça a Ana Paula e veja porque ela quer mostrar a todos que ou sua filha não é especial, ou as duas são.

Pelo direito de não ser especial
http://barrigainclusiva.wordpress.com/2009/09/17/pelo-direito-de-nao-ser-especial/

Barriga inclusiva
http://barrigainclusiva.wordpress.com/about/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LIA condena alimentos transgênicos

Fundação de assistência a autistas condena alimentos transgênicos
| Safra News | 02/09/2009 |


Declaração da Fundação de Autismo Induzido por Doença de Lyme (LIA, na sigla em inglês), divulgada esta semana, diz que os testes com alimentação transgênica em animais já fornecem provas suficientes sobre os danos desses tipos de alimentos para a saúde e que os médicos devem começar a prescrever dietas livres de transgênicos. Segundo a fundação, a recomendação seria especialmente importante para indivíduos com autismo, doença de Lyme e condições associadas a essas doenças.

A declaração inclui citação de Jannelle Love, fundadora da Fundação de Assistência ao Autismo. “É sabido que as crianças no espectro autístico sofrem de sistemas imunológicos frágeis, inflamações digestivas e do cérebro e uma sobrecarga de toxinas ambientais. Introduzir elementos estranhos como alimentos transgênicos em crianças tão frágeis poderia provocar deterioração mais grave e talvez bloquear os delicados caminhos bioquímicos necessários para o funcionamento apropriado do organismo e a possível recuperação”.

A doença é causada por uma bactéria transmitida por carrapatos minúsculos infectados (em Massachusetts, é transmitida por carrapatos de cervo). Pessoas e animais podem ser infectados e contrair a doença.

Em maio deste ano, a Academia Estadunidense de Medicina Ambiental já havia publicado declaração semelhante, orientando, entre outras recomendações, os médicos a alertarem seus pacientes, a comunidade médica e o público em geral a evitar os alimentos transgênicos sempre que possível.

Fundação de assistência a autistas condena alimentos transgênicos
http://www.safranews.com.br/index.cfm?ler_noticia=1&NOTICIA_ID=412552&secao_id=6

Designer cria modelo de jogo virtual para crianças autistas

01/09/2009 - 18:33:18

As crianças com autismo são excluídas de um dos passatempos favoritos dessa nova geração de meninos e meninas do mundo todo: os jogos de computadores. Os brinquedos disponíveis no mercado não são apropriados para elas. Em geral, eles contêm comandos que, em vez de ajudar no desenvolvimento, atrapalham. Recém-graduada em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília, Brenda Oliveira Kelly se sensibilizou com o problema. Estudou a fundo o distúrbio e, aliando a psicopedagogia ao design de interfaces, desenhou um modelo de jogo virtual acessível a esse público infantil.

O software idealizado por Brenda é destinado a crianças com idade entre três e cinco anos. No modelo, pais e professores podem configurar volume do som, níveis de dificuldade e limites de sensibilidade na movimentação do mouse de acordo com as necessidades de cada criança. Como há diversos modos de manifestação do distúrbio, a possibilidade de alteração das ferramentas é necessária. Algumas crianças possuem hipersensibilidade sonora mais aguçada que outras, além de dificuldades motoras e visuais.

Se o som do brinquedo é estridente, por exemplo, o jogo pode deixar a criança nervosa e agitada. “O modelo que proponho é um novo jeito de pensar ferramentas educativas, que podem incluir todas as crianças", diz Brenda. "Geralmente os jogos são pré-formatados, não são produzidos para abarcar a diversidade das pessoas”, afirma.

A Associação Americana de Autismo estima que de uma em cada 167 crianças apresentarão autismo nos próximos anos. O distúrbio é uma desordem no desenvolvimento que afeta a capacidade da pessoa se comunicar e de estabelecer relacionamentos. Geralmente, ela se manifesta até os três anos de idade. Há autistas que possuem pouco ou nenhum contato visual (dificuldade de fixar o olhar). Outras crianças têm extrema facilidade em decodificar estímulos visuais e espaciais. Também é comum que algumas apresentem modos arredios, hiperatividade ou extrema inatividade.

Protótipo

A narrativa do jogo mostra o dia a dia de uma criança em sua casa antes de ir para a escola. As crianças autistas têm dificuldades em seguir rotinas. Durante a brincadeira, a criança precisa executar tarefas como escovar os dentes ou brincar dentro do quarto. “Vivendo a situação virtualmente, acreditamos que a criança vai adquirir esse hábito”, afirma Anelice Batista, professora da Faculdade de Educação da UnB, que acompanhou o projeto.

Há situações de contato físico no ambiente escolar da brincadeira. Em certo momento, a professora abraça o aluno. "Para a criança autista, o abraço é quase que uma sensação de dor. O jogo cria situações de um autoestímulo", avalia Anelice.

Outro ponto importante da proposta é que a criança não enfrenta a situação da perda. Se não for bem sucedida na atividade, ela precisa melhorar o que fez. Quando a executa bem, é elogiada. “Não é para criar ou estabelecer com a criança só relações de coisas boas, mas ao eliminar reações negativas, evitamos o sofrimento dela”, destaca Anelice.

Barreiras

Angélica Cordeiro trabalha há seis anos com crianças autistas e é professora da Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF). Ela afirma que o mercado de brinquedos para esse público é escasso no Brasil. "O que a gente faz é adaptar os brinquedos", declara.

Para construir os parâmetros do jogo, Brenda analisou dois softwares bem conhecidos no mercado infantil. A designer observou durante duas horas uma criança autista manipulando as ferramentas e chegou à conclusão de que os jogos não tinham acessibilidade e usabilidade para o público com autismo.

“O Arthur (nome fictício para preservar a identidade da criança) teve muita vontade de jogar. Mas os dois softwares eram muito verbais, só falados, não apresentavam nenhuma dica visual”, disse. “Ele ficou muito nervoso. São jogos que excluem muita gente. É preciso ter cuidado”, alerta a designer.

UnB Agência

Designer cria modelo de jogo virtual para crianças autistas
http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia_new.php?IdNoticia=114846

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Formatura - exemplo de superação

| Letícia Barbieri | 2/8/2009 | Zero Hora |

Quando recebeu o diploma de graduado em Ciências Contábeis, em agosto, na Feevale, em Novo Hamburgo, Rodrigo Dutra Costa, 29 anos, realizou um sonho que nem sua família ousava acreditar.

Diagnosticado com indícios de autismo quando criança, o pai, a mãe e as irmãs já haviam comemorado a conclusão do Ensino Médio como um grande momento – eles não contavam com a persistência, a determinação e a vontade de crescer que Rodrigo demonstrou.

O menino que gostava de se equilibrar em galhos finos, churrasqueiras, telhados, sem apresentar o menor medo de perigos reais, que sentia atração por movimentos circulares e girava em volta deles e não poderia cogitar viver sem uma rotina bem definida, cresceu sob os cuidados da família. Pais e irmãs achavam que ele passaria a vida adulta na casa da família, em Gravataí, ajudando nas compras do supermercado e outros serviços.

Mas eles estavam enganados. Ao concluir o Ensino Médio, em 2001, amigos da família que desconheciam o diagnóstico queriam saber qual a profissão ele seguiria.

– Nós, da família, nos condicionamos a considerar o Rodrigo como uma pessoa limitada e incapaz de fazer mais. Mas não foi bem assim – conta a jornalista Adriane Costa, irmã de Rodrigo.

No semestre seguinte, ele foi matriculado em Ciências Contábeis na Feevale. Foi levado em conta a facilidade com os números, a memorização fora do comum e a vontade que ele demonstrava de trabalhar em escritórios. Coordenador do curso, o professor Marcelo Ayub, descreve o caso como um exemplo.

– Ele conseguiu chegar lá por mérito dele, mas também muito pelo apoio da família. A gente sabia que ele era um aluno especial, mas ele nos mostrou que era possível. Ele era consciente das suas limitações e tentava se superar, aceitava a ajuda. Tinha vontade e isso foi determinante – diz o coordenador.

Nas palavras de Rodrigo, não há limites para quem conta com apoio da família e tem vontade de crescer.

– Para não querer estudar só se a pessoa não tiver condições financeiras, porque, se ela tiver como, tem de ir à luta – diz o novo bacharel.

Formatura - Exemplo de superação
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2638607.xml&template=3898.dwt&edition=13039§ion=1043

domingo, 6 de setembro de 2009

Autismo diagnosticado erradamente? Um caso interessante

A nutricionista Geórgia Karwowski Machado Magnoni traduziu o artigo Autism Misdiagnosed? An Interesting Case, do blog foodfacts e publicou em seu próprio blog Viva sem Glúten.

O artigo relata o caso de um erro de diagnóstico de autismo - tratava-se de efeitos colaterais de doença celíaca, uma doença auto-imune relacionada a intolerância do organismo ao glúten. Um pedaço do artigo segue abaixo, para espicaçar a curiosidade:
Segundo a história, um garoto canadense cinco anos de idade, com diagnóstico de autismo severo foi curado quando a verdadeira causa da sua doença mental foi descoberta, doença celíaca. Acontece que ele nunca foi realmente autista em primeiro lugar. Ele tinha doença celíaca, uma resposta imune ao trigo, cevada, centeio e aveia que danifica os intestinos levando a má absorção de nutrientes. O menino acabou sendo tratado com dieta isenta de glúten e suplementos nutricionais.

Como muitos leitores deste blog (Food Facts) sabem, dietas de restrição ao glúten tornaram-se cada vez mais populares entre os pais que procuram tratamento para crianças diagnosticadas com autismo.

Isto levanta uma possibilidade interessante: e se algumas crianças que são diagnosticadas com autismo têm efetivamente doença celíaca?
Diagnóstico de Autismo? Um caso interessante.
http://www.vivasemgluten.com.br/2009/08/diagnostico-de-autismo-um-caso-interessante/

Autism Misdiagnosed? An Interesting Case.
http://blog.foodfacts.com/index.php/2009/08/07/autism-misdiagnosed-an-interesting-case/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nova técnica para tratar síndrome de Asperger

| Patrícia Jesus |24/8/2009 |
Menino observa figuras em um painel
descrição: menino sentado em uma cadeira observa figuras afixadas em um painel à sua frente

Uma técnica inovadora para o treino de crianças com Asperger, aplicada na Fundação Renascer em Lisboa, aposta em ajudas visuais, como, por exemplo, cores, para representar sentimentos. O método consiste em treinar "a capacidade de nos pormos no lugar dos outros" e visa ensinar a estas crianças aquilo que para a maior parte das pessoas surge naturalmente

Há um ano, David era uma criança diferente: incapaz de começar e manter uma conversa com os colegas, sentia-se isolado e triste. Nos últimos meses "começou a dar pequenos passos em direcção ao mundo", explica a mãe. Para Paula da Silva, o progresso deve-se a uma nova técnica para o treino de crianças com Asperger, aplicada na Fundação Renascer em Lisboa.

David sempre teve tendência a isolar-se e dificuldade em comunicar com as outras crianças, conta Paula. Mas só quando tinha sete lhe foi diagnosticada síndrome de Asperger, uma perturbação do desenvolvimento da "família" do autismo, marcada pelas dificuldades de comunicação e interacção com os outros. A notícia, chocante porque se trata de uma doença sem cura, foi também um alívio para Paula, porque finalmente percebeu o que se passava com o filho.

Mas até ao ano passado, e apesar de ser acompanhado por uma psicóloga, David fazia poucos progressos. Foi por isso que Paula procurou ajuda na Fundação Renascer, onde um grupo de terapeutas começou a aplicar uma nova técnica, conhecida como "pensamento social". Este método, desenvolvido pela norte-americana Michelle Winner, que esteve recen- temente em Portugal a convite da Fundação, consiste em treinar "a capacidade de nos pormos no lugar dos outros", explicou a terapeuta ao DN. Usando várias técnicas, e apostando em ajudas visuais (cores para representar sentimentos, por exemplo), a terapeuta tenta ensinar a estas crianças aquilo que para a maior parte das pessoas surge naturalmente.

Isto porque uma das principais dificuldades destes doentes é compreender o que os outros percebem instintivamente: as diferenças no tom de voz, nas expressões faciais, a ironia. Assim, apesar de muitas vezes serem brilhantes a vários níveis, são também socialmente desastrados. David, por exemplo, como gosta muito de futebol, tinha tendência a soterrar as outras pessoas com informação sobre transferências, parecendo não dar importância ao facto do seu interlocutor estar aborrecido. Porque não percebia.

Nas sessões de "pensamento social", com Rita Alambre dos Santos, que também é directora da Fundação, tem aprendido a abordar os outros, a perceber o que é socialmente adequado e como exprimir a sua frustração. Muitas vezes abordando as dificuldades que surgem no dia-a-dia. O método "pensamento social" tem tido bons resultados com crianças e adultos com Asperger, embora também seja aplicada a outras pessoas com problemas de comunicação. No entanto é fundamental que os doentes dominem a linguagem.

No caso de David, conseguiu, aos 13 anos, fazer a sua primeira amiga. E apesar de continuar a ser gozado por alguns colegas, a maioria já aceita a sua maneira de ser "pouco convencional", explica a mãe, "até a nossa relação melhorou", conclui. Por outro lado, Paula sente que não é só David quem tem dificuldade em compreender os outros. "As pessoas que sofrem da síndrome de Asperger são muito incompreendidas, porque há muita ignorância."

Nova técnica para tratar síndrome de Asperger
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1343215&seccao=Sa%FAde

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bjork e Kate Winslet em documentário sobre autismo

Novo filme sobre autismo. Desta vez é o documentário The Sunshine Boy (O Garoto do Sol), do diretor islandês Fridrik Thor Fridriksson.

O filme acompanha a jornada da produtora Margret Dagmar Ericsdottir em sua busca para entender e ajudar seu filho autista Keli, atravessando meio mundo até a terapeuta Soma Mukhophadhyay, no Texas. Soma é a mãe do rapaz autista Tito Mukhophadhyay, autor de livros sobre sue próprio autismo e sua relação com o mundo.

A estréia mundial de The Sunshine Boy acontecerá no Festival Internacional de Toronto, neste mês de setembro. A narração em inglês será por conta de Kate Winslet, tendo, ainda, a participação de Bjork.

Kate Winslet to narrate film on autism - Scott Roxborough - Reuters (26/8/2009)
http://www.reuters.com/article/filmNews/idUSTRE57Q0GN20090827

Kate Winslet em documentário sobre autismo - Diário IOL
http://diario.iol.pt/cinema/kate-winslet-narracao-filme-autismo/1085000-4059.html