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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Autismo e o peru na concha

| Aimee O'Connell | Autism support network (Rede de apoio ao autismo) | Tradução: Argemiro Garcia |

Minha atenção está voltada para meu filho. Quanto mais velho fica, mais aprendo com ele. Aos seis anos, já mostra uma incrível capacidade com caneta e papel que me confunde a mente. Ele não é um artista de retratos clássicos ou um talentoso desenhista da vida selvagem, mas consegue capturar expressões emocionais em simples desenhos de animais, como eu sequer tentaria fazer. Ele ainda troca letras quando imprime e ainda soletra as palavras, mas quando se trata de desenhar amigos animais imaginários, é um gênio gráfico. Assim, não fico surpresa que veja coisas através de lentes diferentes das que normalmente uso.

Na semana passada, estávamos em um restaurante. Pedi linguine com frutos do mar, que veio com mariscos e mexilhões. Ele, como sempre, pediu massa simples com manteiga, e declarou-se satisfeito depois de cerca de cinco garfadas. Ele já havia desfrutado tudo que o espaço permitiria e estava ficando impaciente, enquanto o resto de nós comíamos. Limpei uma das conchas com um guardanapo e dei a ele para brincar. Eu imaginei que ele iria fazê-la falar, como a uma marionete, o que ele fez ... até que todo o seu rosto se iluminou e ele disse baixinho:

- "Eu vou fazer um PERU!"

Não prestei muita atenção ao comentário mas, depois disso, passou a segurar a concha com muito cuidado, para não quebrá-la, e me disse, no momento em que fizemos contato ocular, que precisava fazer uma tarefa assim que chegássemos em casa.

- "Não posso esperar para fazer o meu peru! " Na minha cabeça, imaginei-o colando olhos arregalados no lugar de costume, em seguida, fazer a boca abrir e fechar como se dissesse glu-glu-glu. Talvez mesmo colasse na cor amarela ou laranja, como um bico.

A emoção da antecipação o consumia tanto que o meu rapaz tímido chegou a parar um cliente na saída para dizer-lhe que ia fazer um peru quando chegasse em casa. O homem, surpreso, sorriu e disse:

- " Bom para você, amigo!"

Eu ainda não pensava muito naquilo. Quando chegamos em casa, as meninas logo se aprontaram para a hora do pijama e ele foi direto para a mesa com papel, tesoura, lápis de cor e cola.

- "É hora de fazer o meu peru! " - Fiquei aliviada de ter um pouco de tranquilidade e mantive-me ocupada com tudo o que uma mãe tem que fazer (...isto é, Tudo!).

Dez minutos depois, ele me apresentou o projeto acabado. Eu parei com "tudo", espantada.

Ele tinha feito um peru.

Em um milhão de anos eu não teria visto um peru naquela concha. Minha mente fechada só viu o clichê, a forma habitual de olhar para a concha. Mas aquele peru me trouxe um momento de iluminação.

Um "peru na concha de marisco" é uma metáfora perfeita para a vida aspie. Tantas vezes vemos as coisas, literal ou figurativamente, no espaço ou no olhar de nossa mente, que ninguém mais pode, efetivamente, ver... e, mais importante, que nos excita e delicia para plena realização do que vemos. Para o meu filho, era um peru em uma concha. Para mim, geralmente é alguma percepção sobre a natureza humana e espiritualidade, ou alguma conexão entre conceitos que cria uma forma limpa, curta, direta para resolver o que parece ser uma bagunça complicada . E... ninguém mais vê.

Não é que sejamos particularmente gênios ou importantes por ver o que vemos, é quão significativo é para nós, e como é impossível comunicar para alguém. No caso do meu filho, ele foi capaz de traduzir para o espaço tangível e compartilhá-lo. Aposto que o homem com quem ele falou no restaurante não teve outro pensamento, nem que iria esperar um produto acabado como o descrito acima. Mas quando meu filho disse, fez com grande convicção e alegria. Ele estava borbulhando de alegria com a sua visão criativa.

Lembro-me de ter um momento desses, quando tinha cinco anos. Do nada, percebi que a maioria das crianças são automaticamente programadas para fazer perguntas primeiro para suas mães e não para seus pais, mesmo que seu pai esteja sentado bem na sua frente. Isso me ocorreu quando minha colega passou por seu pai perfeitamente alerta e capaz para perguntar a sua mãe dentro de casa algo que bem poderia ter perguntado a ele, do lado de fora. Compartilhei o meu espanto com nosso outro amigo que estava esperando lá fora, observando como achei estranha a necessidade de as crianças correrem para suas mães em vez dos pais. Eu não sabia que seu pai acharia tão ofensivo, principalmente porque eu disse com a mente de um antropólogo e não insultando o pai de meu amigo, então foi um grande choque mais tarde, quando foi repreendida por ter sido rude e obrigada a me desculpar com ele. Insisti que eu não fiz nada de errado, mas não havia o que a fazer... Tive que me desculpar. Parecia muito mais ofensivo a MIM ter que pedir desculpas pela observação inofensiva (e, para mim, emocionante). E, quando tudo foi feito, minha amiga ainda ia para a mãe, não o pai, então meu pedido de desculpas nada mudou.

Muitas vezes me sinto mal interpretada, e isso incomoda mais quando é algo que me afeta profundamente - ainda mais se não consigo compartilhar com mais ninguém. Na maioria das vezes, não vai mudar o mundo, mas ao longo do tempo, faz-me sentir como se minhas ideias (sobre coisas completamente fúteis , sim) não valem o esforço, porque as outras pessoas não vêem o maneira que eu vejo. Tem sido um desafio ao longo da vida empurrar-me para tentar me comunicar melhor, ser mais paciente para explicar o que quero dizer, ser mais tolerante quando os outros não vêem o que eu vejo... e me agarrar a minha visão, mesmo quando é muito mais fácil apenas jogar a concha de distância.

Mas agora tenho um desafio maior. Não se trata mais só de mim... trata-se dos meus filhos. É minha tarefa incentivá-los, mesmo quando o resto do mundo não puder ver o peru na concha. Na verdade, o mundo pode mesmo nunca ver o peru ... mas não ouse deixar extinguir-se a centelha interior. Se você sabe que está lá... então confie que está. Apegue-se a suas convicções. Teste-as para si mesmo, não para qualquer outra pessoa. Persevere em comunicá-las. E o mais importante, nunca negue que o peru está lá, mesmo se ninguém puder encontrá-lo. Não deixe que os outros falem com você sobre quem você é, porque eles não têm o seu auto-olhar!

Senhor... Deixe que meus filhinhos me conduzam!

Autism and the turkey in the clamshell
http://www.autismsupportnetwork.com/news/autism-and-turkey-clamshell-2348902


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aplicativos para tablets ajudam pessoas com dificuldades de comunicação

Programas não dispensam acompanhamento especializado, como o de fonoaudiólogos e terapeutas
| Shirley Pacelli | O Estado de Minas | 15/8/2013 |


['Quando você sai com uma criança autista para almoçar fora é difícil fazer com que ela fique sentada e se comporte como a sociedade espera. Com o aparelho, ela pode brincar e se distrair nem que seja por 10 minutos' - Murilo Saraiva Queiroz, pai de Max]

Murilo Saraiva de Queiroz, de 36 anos, é projetista de hardware da Nvidia e tem uma coluna sobre tecnologia na revista Autismo (revistaautismo.com.br). Ele conta que o filho, Max, nasceu com uma cardiopatia congênita grave e ficou internado muito tempo.

Depois de ver um documentário na TV sobre autistas, Murilo percebeu que o filho se encaixava nesse perfil. Com 2 anos e meio, um especialista confirmou o diagnóstico. Desde então, o garoto faz terapia ocupacional e tem sessões com psicóloga e fonoaudióloga. Hoje ele fala, obedece a comandos e está aprendendo a ler.

Max é um lindo garotinho de 6 anos e meio. Em seu mundo, repleto de referências dos desenhos animados que vê no tablet, dizer "e no episódio de hoje…" é o mesmo que perguntar sobre a programação do dia para os seus pais. Quando quer se despedir, ele solta: "Foi uma aventura muito divertida, não acham?". O menino é autista (tem disfunção global do desenvolvimento) e as expressões usadas são reflexo da ecolalia, repetição de palavras aleatórias. Com o tempo, assistindo à seleção de seus episódios favoritos, ele aprendeu a usar os termos das animações no contexto correto.

Para ver a matéria completa, siga o link:
Aplicativos para tablets ajudam pessoas com dificuldades de comunicação

http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/08/15/interna_tecnologia,435291/aplicativos-para-tablets-ajudam-pessoas-com-deficiencia-a-se-comunicar.shtml

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sábado, 10 de agosto de 2013

Inclusão Radical – SIM!

| Alexandre Mapurunga | Presidente da ABRAÇA | 9/8/2013 |
(Associação Brasileira para Ação por direitos das pessoas com Autismo)

A inclusão escolar  das pessoas com deficiência intelectual e autistas tem sido motivo das maiores  controvérsias desde que o Governo Federal, através do Ministério da Educação, assumiu a Educação Inclusiva como perspectiva a nortear a Política de Educação Especial.

Recentemente, sob a alegação de que o Governo Federal quer acabar com as escolas  especiais, a Federação das Apaes de São Paulo iniciou nas redes sociais a campanha: "Não à inclusão radical! Sim às escolas especiais!" .

Duas questões são bastante preocupantes na iniciativa. A primeira refere-se à declaração de que o Governo quer fechar as escolas especiais; a segunda vem do chocante clamor por menos inclusão.

O Decreto Presidencial 7.611/2011 foi um dos primeiros a compor o “Plano Viver sem Limite” permitindo, dentre outras coisas, a distribuição dos recursos do Fundeb  na educação especial, inclusive para "instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o Poder Executivo competente".

A função do Governo é, portanto , quando necessário, conveniar com Organizações Privadas regulando serviço a ser prestado. Isso já era possível, mas foi oportunamente reafirmado  no Decreto para que não restasse dúvida.
Então , de onde vem a afirmação de que o Governo quer fechar as "escolas especiais" tendo em vista que os mais recentes documentos são editados  permitindo a transferência de recursos?

A verdade é que há uma discussão sobre o papel das chamadas organizações especializadas e a complementariedade do Atendimento Educacional Especializado e também sobre onde deve ser a prioridade de investimento dos recursos públicos.

Nesse contexto, é preciso reconhecer que, pela ausência  histórica de políticas públicas, as famílias tiveram que arregaçar as mangas para fazer uma tarefa que seria obrigação do Estado.  Pioneirismo que foi importante para romper com a invisibilidade e para garantir atenção para as pessoas com deficiência intelectual durante décadas. No entanto, esse movimento não pode se cristalizar favorecendo a acomodação do Estado.

Foi e continua sendo obrigação do Estado garantir Educação para pessoas autistas e com deficiência intelectual.

Vem à tona então a segunda questão - "Não à inclusão radical"

A inclusão é um dos princípios fundamentais dos direitos humanos. É também meta político-social de quase todos os governos que são minimamente comprometidos com uma agenda global de desenvolvimento.  Inclusão significa mais igualdade de oportunidades, mais desenvolvimento para os que foram historicamente excluídos. É adequar e fazer chegar a pobres, negros, pessoas com deficiência, LGBT e outros grupos em desvantagem social, as políticas públicas que geralmente só  atingem uma parte mais privilegiada da população. É  romper com práticas estabelecidas e construir um ciclo de aprimoramento das políticas públicas.

O imperativo "Não à inclusão radical" estampado em um banner no Facebook, ou mesmo qualquer variante que implique em uma mensagem que pode ser entendida como um pedido por "menos inclusão", "inclusão só pra uns", "inclusão seletiva" ou até "inclusão mais lenta!" é chocante por desconhecer a universalidade dos direitos humanos.

As perguntas que ficam são: menos inclusão para quem? Quem desmerece a inclusão? Quão letárgico ou moderada deve ser  a inclusão?

Constantemente são denunciadas a falta de condições, a falta de capacitação dos professores, a persistente recusa e sistemática exclusão das pessoas com autismo e deficiência intelectual da rede regular de ensino,  realidade  que mostra  que é preciso aprofundar (radicalizar) os processos de inclusão, antes do contrário, cobrando que seja garantido o investimento contínuo e as regulamentações para as transformações que forem necessárias.

Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) que foi aprovada com quórum qualificado em dois turnos no Senado e na Câmara, assim obtendo status de Emenda Constitucional.

No seu artigo 24, a CDPD reconhece o direito das pessoas com deficiência à educação, que deve ser efetivado sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, num sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como através do aprendizado ao longo de toda a vida.

A mensagem da Convenção que foi cravada em nossa Constituição e assinada por representantes de toda sociedade é clara: mais inclusão.

Qualquer que seja o Governo, a agenda de Estado deve ser ampliar a inclusão das pessoas com deficiência no sistema regular ensino. Isso é também compromisso internacional assumido com a ratificação da Convenção, do qual o Brasil deve prestar contas dos avanços obtidos.

Ironicamente, a despeito do Decreto  7.611/2011 e da disposição do  Governo Federal em apoiar as organizações filantrópicas,  a declaração de que se é contra um princípio fundamental da CDPD - a inclusão,  coloca a declarante em choque de interesse com o Estado Brasileiro e com sua obrigação de implementar a Convenção.

De acordo com artigo 4º,  o Estado e as autoridades públicas que o representam em todas as instâncias devem abster-se de participar e apoiar qualquer ato ou prática incompatível a Convenção, bem como e assegurar que as instituições atuem em conformidade.

Nada mais justo do que a sustentabilidade das organizações filantrópicas, mas para garantir financiamento público o Governo deve assegurar que os recursos sejam aplicados da maneira mais inclusiva possível.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Paciente Asperger sentenciado a 20 anos por assassinato: sinal de fracasso do Japão

| Adam Westlake | Japan Daily News | 1º/8/2012 |

Um homem de 42 anos com síndrome de Asperger foi condenado a 20 anos de prisão nesta semana pela Corte do Distrito de Osaka por matar sua irmã mais velha no ano passado. Os promotores originalmente pediam uma sentença de 16 anos para Kazuhiro Ohigashi, mas o juiz deu-lhe o prazo máximo possível, a fim de impedi-lo de matar novamente no futuro. O tribunal reconheceu que Ohigashi tem síndrome de Asperger, que leva à dificuldade de interação social, juntamente com padrões obsessivos e repetitivos de comportamento, mas pouca atenção foi dada sobre qualquer tipo de sistema de apoio.

A partir da quinta série do ensino fundamental, Ohigashi passou a se recusar a ir para a escola ou sair de casa. O tribunal concluiu que, de alguma forma, ele desenvolveu a ideia de que foi sua irmã mais velha a culpada por seu afastamento e, ao longo dos anos, construiu uma profunda raiva em relação a ela. Quando ela veio visitá-lo, em julho de 2011, ele a atacou e esfaqueou várias vezes com uma faca de cozinha. Sua mãe, que vivia com ele, estava em uma instituição nesse dia infeliz.

O Tribunal Distrital de Osaka disse que, embora a síndrome de Asperger tenha influenciado a intenção de Ohigashi de matar sua irmã, ele tomou a decisão final por si próprio e, sem punição suficiente, há o receio de que venha a cometer crimes semelhantes. Os advogados de defesa tentaram um termo de suspensão, argumentando que só desenvolveu a intenção homicida por causa de seu transtorno. Como sua mãe e outros membros da família agora se recusam a morar com ele e não havendo outras opções, o tribunal considerou que, para manter a ordem social, seria melhor bloquear Ohigashi pelo prazo mais longo possível, a fim de deixá-lo aprofundar sua "busca espiritual".

Este caso é um exemplo de falta de um sistema de apoio adequado para pessoas com doenças mentais no Japão. Afirmações como "ele pode cometer crimes similares no futuro" e "não existem outras opções, por isso é melhor para manter a social" gritantemente significam algo como "ele tem uma doença que o faz diferente de todo mundo, não saber como cuidar dele e ele pode ser perigoso, então a melhor coisa a fazer é prendê-lo por um longo tempo". O professor Gifu Ken, da Universidade de Takaoka, diz que a decisão é ridícula e ineficaz; em vez de se concentrar na falta de um sistema de apoio para a síndrome de Asperger, o tribunal simplesmente pôs a culpa no indivíduo. Não importa se ele ficará preso por um longo tempo. Sem apoio, não será capaz de refletir sobre si mesmo ou suas ações.

Asperger syndrome patient given 20 years for murder: sign of failure in Japan’s support

| Adam Westlake | August 1, 2012 |

A 42 year old man with Asperger syndrome was sentenced to 20 years in prison this week by the Osaka District Court after he convicted of killing his older sister last year. The prosecutors originally wanted Kazuhiro Ohigashi to be given a 16-year sentence, but the lay-judge trial gave him the maximum term possible in order prevent him from killing again in the future. The court did recognize Ohigashi suffers from Asperger syndrome, which is a disorder that leads to difficulty in social interaction, along with obsessive and repetitive patterns of behavior, but little thought was given about any kind of support system.

From the fifth grade of elementary school and onward, Ohigashi refused to go to school and would refuse to leave the house. The court ruled that he somehow developed the idea that his older sister was to blame for his withdrawal, and over the years built up a deep anger towards her. When she came to visit his home one day in July of 2011, he attacked and stabbed her repeatedly with a kitchen knife. His mother, who usually lives with him, was at an institution on that unfortunate day.

The Osaka District Court said that while Asperger syndrome had an effect on Ohigashi’s intent to kill his sister, he made the final decision on his own, and without sufficient punishment, there is fear he will commit similar crimes in the future. The defense lawyers sought a suspended term, arguing that he only developed such a murderous intention because of his disorder. As his mother and other family members now refuse to live with him, and there were no other options for taking care of him, the court felt that it would be best to maintain social order by locking Ohigashi up for the longest term possible, in order to let him deepen his “soul-searching.”

This case is a prime example of Japan’s lack of an adequate support system for those with mental illnesses. Statements like “he may commit similar crimes again,” and “there are no other options, so it’s best to maintain social,” absolutely scream to be read as “he has an illness that makes him different from everyone else, we don’t know how to take care of him, and he might be dangerous, so the best thing to do is imprison him for a long time.” Gifu University professor Ken Takaoka even says that the ruling is ridiculous and ineffective; instead of focusing on the lack of a support system for Asperger syndrome, the court simply shifted blame to the individual. It doesn’t matter if he is imprisoned for a long time, without support, he won’t be able to reflect on himself or his actions.

http://japandailypress.com/asperger-syndrome-patient-given-20-years-for-murder-sign-of-failure-in-japans-support-018020 - disponível em 3/8/2012

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Em Criciúma, venda de álbuns completos da Copa terá renda destinada à AMA

| Lene de Costa | Rádio Criciúma |Comunidade | 06/07/2010 |

Criciúma -
A Copa do Mundo ainda pode render uma ação solidária por parte dos fãs do futebol. Cinco álbuns de figurinhas completos montados pelo comentarista esportivo João Nassif estão à venda no Koxixo, café instalado no térreo do Shopping Della.

Cada álbum está sendo vendido por R$ 500,00.

O valor adquirido com a comercialização dos álbuns será doado integralmente à Associação de Amigos dos Autistas de Criciúma (AMA).

Em Criciúma, venda de álbuns completos da Copa terá renda destinada à AMA
http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=15218


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Vovó tira a roupa para ajudar os netos autistas

Marsha, Debby, Barbara e Lavonne, nuas por uma boa causa

Quatro senhoras de Tacoma, Washington, EUA, posaram nuas, cobrindo-se apenas com peças de tricô, para um calendário com o objetivo de arrecadar fundos para o tratamento dos netos, gêmeos autistas, de uma delas.

Marsha Cunningham, 63 anos, Debby Sims, 57, Barbara Weber, 76, e Lavonne Northcutt, 48, fazem parte de um grupo de tricô e, sensibilizadas com a necessidade de tratamento para os netos de Marsha, partiram para a bem humorada empreitada.

Josef and Mollee Cunningham, os netos de Marsha, têm 7 anos de idade e foram a inspiração para o Calendário 2011 "Tricotando Nuas pelo Autismo". Marsha comenta algo que lhe chamou a atenção:

-"Sabe o que é mais interessante? A quantidade de pessoas que disseram que fariam isso, na emoção e, depois, quando foram procuradas, admitiram que não poderiam fazê-lo." E continua:

-"Aprendi muito sobre nudez e a reação das pessoas a ela. Uma mulher me escreveu um e-mail: 'Por que nuas? Apenas curiosidade!'"

É Marsha, ainda, quem comenta:

-"Foi divertido! Corremos nuas pelo jardim e só depois percebemos que havia um homem fazendo consertos na casa do vizinho!"

-"Ah, Marsha, Marsha, Marsha!" apenas respondeu a Miss Abril, Lavonne Northcutt, de 48 anos.

Para a mulher que perguntou, na página do facebook dedicada ao grupo, se seria apropriado para os seus filhos adolescentes ver o calendário, Barbara Weber, de 76 anos, respondeu:

-"Fomos muito cuidadosas em não mostrar tatas e rurrus."

Esta forma de militância surgiu a partir de um grupo de senhoras inglesas da cidadezinha de Rylstone, North Yorkshire, que decidiram inovar e posaram nuas para o calendário anual da Associação de que faziam parte, com o objetivo de arrecadar fundos para comprar uma cama para o hospital local. A história fez tanto sucesso que virou o divertido filme As Garotas do Calendário (Calendars Girls) e teve seguidores como as alegres e bonitas vovós de Tacoma.

Leia mais em:

‘Vovós do tricô’ arrancam a roupa para calendário
G1 - 7/7/2010


Knitters drop stitches for fundraising calendar
| KATHLEEN MERRYMAN | 6/7/2010 | The News Tribune |
http://www.newstimes.com/news/article/Knitters-drop-stitches-for-fundraising-calendar-566953.php


A dica foi dada por Nilton Salvador, do blog Vivências Autíticas
http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com


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sábado, 21 de novembro de 2009

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião

| Renascença | 18/11/2009 |

A Unidade de Apoio ao Autismo de Baião, considerada um caso de sucesso no ensino, foi hoje visitada por especialistas europeus.

Inserida no centro escolar local, esta Unidade dá apoio a crianças autistas de vários concelhos limítrofes.

O coordenador Hélder Lemos explica que a Unidade de Apoio ao Autismo de Baião preenche uma lacuna há muito sentida na região e pode ser um exemplo a ser seguido.

Para além do ensino básico, a Unidade de Apoio ao Autismo oferece um conjunto de serviços específicos.

“Estas crianças têm aquilo que não teriam noutras escolas, desde logo professores de apoio especializados e terapeutas. Depois têm um espaço próprio onde podem ser tratados de forma diferente, embora estejam integrados em turmas”, diz Hélder Lemos.

Todas as salas estão equipadas com computadores com ligação à Internet, quadros interactivos e outro material didáctico.

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=79936

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Busca por autista continua: mãe segue pistas, sem sucesso

| Extra | 6/11/2009 |

Para Miriam Matos Lima, que se perdeu de seu filho autista, Hudson Matos, de 17 anos, esta quinta-feira foi mais um dia em vão. Já são mais de 72 horas desde a última vez que ela viu o menino, na portaria de emergência do Hospital Getúlio Vargas (bairro da Penha, no Rio de Janeiro), até ontem, quando percorreu a Av. Brasil atrás do filho.

No início da manhã de ontem, o SOS Crianças Desaparecidas recebeu pistas. Uma delas parecia concreta. Ele estaria na Avenida Brasil, na altura do Jardim América, tentando pegar um ônibus. A descrição feita da roupa de Hudson indicaria que realmente era o garoto:

— Ele faz tratamento na Fiocruz, certamente deve estar tentando chegar lá. É uma referência que ele tem — avaliou Miriam.

O EXTRA acompanhou a mãe até o ponto da Av. Brasil onde Hudson estaria. Mas o menino não estava mais lá. Ela preferiu continuar a pé sua busca. Para Luiz Henrique Oliveira, do SOS Criança Desaparecida, esse tipo de alarme falso é comum e faz parte do processo:

— Ele pode ter pego um ônibus e sumido. Quem tiver novas informações pode ligar para (21) 2286-8337.

http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/post.asp?t=busca-por-autista-continua-mae-segue-pistas-sem-sucesso&cod_post=238626

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Autismo e odontologia

A Dra.Adriana Zink, cirurgiã-dentista de São Paulo especialista em pacientes com necessidades especiais, publicou uma nota sobre o atendimento de pacientes autistas na Revista Sentidos.

Ela usa e indica o condicionamento lúdico, em que a relação dentista/paciente é conquistada aos poucos e necessita de imensa dedicação do profissional e aceitação do paciente, além da colaboração dos pais e cuidadores no processo do condicionamento.

Autismo e a odontologia - condicionamento lúdico
Revista Sentidos - 17/9/2009
http://sentidos.uol.com.br/seuespaco/materia.asp?cod=434

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vereador pede apoio à Casa da Esperança

O vereador de Fortaleza Carlos Mesquita (PMDB) alertou no dia 19, para a situação das entidades assistenciais e filantrópicas do município, destacando a Casa da Esperança, que atende pessoas autistas e corre o risco de ter seus trabalhos suspensos por falta de recursos:

- "A Casa da Esperança está acabada e não tem mais como atender 3 mil pessoas diariamente".

Vereador reclama mais atenção para filantrópicas
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=663467

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Equipamento para ajudar pessoas autistas

Ferramenta informática colabora com controle do ambiente para autistas
| 31/07/2009 | Juan Diego Polo | fayerwayer |
| Enviado por Silvia P. Garcia |


Pesquisadores do Instituto de Robótica da Universidade de Valência na Espanha criaram uma ferramenta informática para ajudar as pessoas com autismo a controlar o meio onde estão e conseguir assim um maior nível de autonomia e independência.

A pesquisa faz parte do projeto EINA, que consiste numa aplicação, que pode ser instalada em celulares, laptops e similares, permitindo que a pessoa com alguma incapacidade física ou intelectual possa tanto se comunicar com elementos ao seu redor como controlá-los e conhecê-los.

Ainda em fase de protótipo, a aplicação oferece essa comunicação através de dispositivos conhecidos como Motas que permitem, de forma simples, a instalação e manutenção de uma rede sem fios.

O projeto na prática permite executar tarefas como apagar e acender as luzes e aparelhos da casa com tecnologia sem fio. A parte mais difícil já está desenvolvida mas ainda dependem de financiamento para aperfeiçoá-la e desenvolver mais funcionalidades antes de colocar o produto no mercado.

Vale salientar que o problema de muitas pessoas com alguma incapacidade cognitiva é principalmente conhecer o meio onde está, mais do que controlá-lo. Os autistas são um dos grupos que necessitam saber o que existe ao seu redor para que possam utilizá-lo. Um exemplo prático é que uma pessoa com autismo pode chegar em casa e apesar de gostar de música precisar que lhe avisem que pode ligar o rádio pois está no seu tempo livre. Coisas assim do cotidiano, seriam apoiadas com o projeto de conhecimento do meio de EINA.

http://www.fayerwayer.com.br/2009/07/ferramenta-informatica-colabora-com-controle-do-ambiente-para-autistas

História original:
http://www.plataformasinc.es/index.php/Noticias/Crean-una-herramienta-informatica-para-que-personas-con-autismo-controlen-su-entorno

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Casa da Esperança atrasa salários

Entidade que cuida de crianças autistas atrasa salários
| TV Verdes Mares | 22/07/2009 |


A única entidade que atende crianças com autismo no Ceará, a Casa da Esperança, mantida pelo Governo Federal, está ameaçada. Os profissionais da instituição estão sem receber os salários. Segundo a direção do local, o motivo seria o atraso no repasse da verba.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde informou que o repasse para a Casa da Esperança demora cerca de dois ou três meses porque auditores conferem, a cada mês, todas as despesas da entidade. Depois desse procedimento, as informações são repassadas ao Ministério da Saúde e só, então, o pagamento é liberado.

No início da tarde desta quarta-feira (22), a assessoria da informou Secretaria Municipal que a verba do mês de abril foi depositada nesta terça-feira (21).

Entidade que cuida de crianças autistas atrasa salários
http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=264663&modulo=178

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Jantar beneficente em Criciúma (SC)

A Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Criciúma promove no dia 10 de junho um jantar beneficente para arrecadar fundos. A festa será no Centro de Eventos Germano Rigo. Os ingressos custam R$ 15.

A AMA atende 51 crianças portadoras de autismo na região da Amrec. Deste total 16 frequentam a instituição em período integral.

Os interessados em colaborar podem buscar informações nos telefones (48) 3462 9804 ou (48) 9993 2276.

Associação dos Autistas promove jantar beneficente
http://www.difusora910.com.br/jornalismo_detalhes.php?codigo_not=36230&tipo=n
| Jane Tibincoski | 31/05/2009 | Rádio Difusora AM 910 |