Neste último dia 14 de agosto, na Livraria do Psicólogo, em Belo Horizonte, ocorreu o lançamento do livro Síndrome de Asperger e outros Transtornos do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento: Da Avaliação ao Tratamento, obra coordenada pelo Psiquiatra Walter Camargos Júnior. A obra, gestada por vários autores, aborda as várias facetas que o autismo assume e as diversas formas com que se pode abordá-lo, superando as dificuldades inerentes a essa condição tão peculiar e tão humana.
O livro pode ser adquirido pela Internet, no link
http://livrariadopsicologo.com.br/livros/CAM080/9788588009325/sindrome-de-asperger-e-outros-transtornos-do-espectro-do-autismo-de-alto-funcionamentoda-avaliacao-ao-tratamento-volume-1.html
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domingo, 18 de agosto de 2013
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Lançamento: livro de Fátima Dourado em Salvador
Fátima faz um relato emocionado dos desafios e conquistas desde o diagnóstico de autismo dos filhos Giordano Bruno e Pablo, hoje adultos. Cita os personagens e os percalços de sua caminhada até hoje, quando pode oferecer a pais e mães de filhos autistas as respostas que não teve no passado. Há 19 anos, ela e outras oito mães de filhos autistas fundaram a Casa da Esperança. Atualmente, a entidade atende 400 pessoas com autismo em regime intensivo, de quatro ou oito horas por dia e realiza mais de mil procedimentos ambulatoriais diariamente, na condição de unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como médica, Fátima aborda critérios diagnósticos, métodos e técnicas de intervenção, uso de medicamentos, orientação familiar, casos clínicos e situações de vida. Escreve com conhecimento de causa, mesclando ciência e amor no tratamento do autismo.
A autora
Fátima Dourado é pediatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e psiquiatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira. Exerce, há 19 anos, Psiquiatria da Infância e da Adolescência, com ênfase nos transtornos do espectro do Autismo. Fundadora e diretora clínica da Casa da Esperança, é presidente da Associação Brasileira de Ação por Direitos da Pessoa com Autismo (Abraça). Também é conferencista com participações em simpósios e congressos sobre Autismo no Brasil e no Exterior.
Para saber mais:
http://cronicaautista.blogspot.com.br/p/fatima-dourado.html
Afaga: (71) 9975-7814
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Tratamento com vermes
O neurobiólogo Alysson Muotri relata, em seu blog Espiral, o caso de Stewart, pai de um jovem autista norte-americano que testou, com o controle de médicos, as larvas do verme Trichuris suis.
Alysson explica que há a evidências de que pelo menos um tipo de autismo seja causado por uma resposta autoimune da pessoa, em que o sistema imunológico ataca as próprias células, causando infecção nas células da glia e, consequentemente, os sintomas do autismo.
Constatando que a doença de Crohn, autoimune, estava sendo tratado através da infestação com esses vermes, conseguiu permissão da FDA, a agência norteamericana que controla a qualidade de medicamentos e alimentos, para testar o tratamento no próprio filho, Lawrence, de 13 anos.
O T. suis é um parasita do porco. Não consegue sobreviver muito tempo no intestino humano, mas provoca uma forte reação do sistema imune, permitindo que este "aprenda" a funcionar melhor - o que se chama de "modulação do sistema imune".
Com o apoio de pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, Stewart consegui comprar ovas de T. suis para tratamento de uma empresa europeia chamada OvaMed. Cada frasco contém 2.500 ovas que são administradas a cada duas semanas, por 600 euros por mês. As ovas tentam se alojar no intestino humano, um ambiente hostil; a maioria morre. Quando sobrevivem, dão origem a larvas que persistem no intestino por alguns dias. É nesse estágio que acontece a modulação do sistema imunológico.
Ainda que não se saiba como isso ocorre, é mais uma indicação de tratamento. No caso de Lawrence, o pai relata que os sintomas desapareceram por completo em 10 semanas.
Para saber mais, leia o artigo no blog Espiral, de Alysson Muotri:
Vermes contra o autismo
http://g1.globo.com/platb/espiral/2011/02/14/vermes-contra-o-autismo/
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Alysson explica que há a evidências de que pelo menos um tipo de autismo seja causado por uma resposta autoimune da pessoa, em que o sistema imunológico ataca as próprias células, causando infecção nas células da glia e, consequentemente, os sintomas do autismo.
Constatando que a doença de Crohn, autoimune, estava sendo tratado através da infestação com esses vermes, conseguiu permissão da FDA, a agência norteamericana que controla a qualidade de medicamentos e alimentos, para testar o tratamento no próprio filho, Lawrence, de 13 anos.
O T. suis é um parasita do porco. Não consegue sobreviver muito tempo no intestino humano, mas provoca uma forte reação do sistema imune, permitindo que este "aprenda" a funcionar melhor - o que se chama de "modulação do sistema imune".
Com o apoio de pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, Stewart consegui comprar ovas de T. suis para tratamento de uma empresa europeia chamada OvaMed. Cada frasco contém 2.500 ovas que são administradas a cada duas semanas, por 600 euros por mês. As ovas tentam se alojar no intestino humano, um ambiente hostil; a maioria morre. Quando sobrevivem, dão origem a larvas que persistem no intestino por alguns dias. É nesse estágio que acontece a modulação do sistema imunológico.
Ainda que não se saiba como isso ocorre, é mais uma indicação de tratamento. No caso de Lawrence, o pai relata que os sintomas desapareceram por completo em 10 semanas.
Para saber mais, leia o artigo no blog Espiral, de Alysson Muotri:
Vermes contra o autismo
http://g1.globo.com/platb/espiral/2011/02/14/vermes-contra-o-autismo/
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Terapia com jumentos tem bons resultados com pessoas autistas na Espanha
O programa iniciado em setembro pela Associacion Andrea conseguiu melhora dos pacientes
L.F. - ALLARIZ - Em setembro e outubro, usuários da Asociación Autismo Ourense participaram de um Programa Especial de Psicoestimulação Multifuncional Assistida com Jumentos (Psicoestimulación Multifuncional Asistido con Asnos - PMA), realizado pela equipe interdisciplinar da Associacion Andrea, liderada pela psicóloga clínica Elsa Perez e supervisionado por um neurologista e um psiquiatra. Um programa de grande sucesso.
Embora os usuários mostrem grande diversidade em termos de sintomas dos Transtornos do Espectro Autista, com diferentes níveis de severidade e comprometimento, a intervenção foi planejada, principalmente, para desenvolver as áreas de socialização, comunicação verbal e não-verbal e para ampliar seu campo de interesse, oferecendo novas possibilidades de interação comportamental com os animais.
Depois dessa experiência inovadora, a avaliação das equipes terapêuticas de ambas as associações foi muito positiva, já lançando as bases para a continuação de um trabalho conjunto nesta nova área de pesquisa.
Diz Elsa Perez que, "apesar de ter sido um programa curto, já nas primeiras sessões vimos melhorias no nível emocional, com diminuição de comportamentos auto-lesivos e agressivos, e o aumento da resposta de relaxamento, à medida que a sessão avançava". Ao longo do programa, os usuários tiveram a oportunidade de melhorar sua interação social através do contato com os jumentos mediado pelos terapeutas.
A realização destes objetivos abre uma nova linha de investigação para melhorar o desempenho e a independência das pessoas autistas e aponta para a transformação do atual panorama clínico de intervenção terapêutica nessa condição chamada de epidemia invisível da sociedade, pois cada vez há mais e mais crianças com esse transtorno, cuja origem é desconhecida e que não tem até hoje uma terapia única, consensual e eficaz.
La nueva terapia con asnos obtiene buenos resultados en personas con autismo
http://www.farodevigo.es/portada-ourense/2011/10/14/nueva-terapia-asnos-obtiene-buenos-resultados-personas-autismo/588238.html
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L.F. - ALLARIZ - Em setembro e outubro, usuários da Asociación Autismo Ourense participaram de um Programa Especial de Psicoestimulação Multifuncional Assistida com Jumentos (Psicoestimulación Multifuncional Asistido con Asnos - PMA), realizado pela equipe interdisciplinar da Associacion Andrea, liderada pela psicóloga clínica Elsa Perez e supervisionado por um neurologista e um psiquiatra. Um programa de grande sucesso.
Embora os usuários mostrem grande diversidade em termos de sintomas dos Transtornos do Espectro Autista, com diferentes níveis de severidade e comprometimento, a intervenção foi planejada, principalmente, para desenvolver as áreas de socialização, comunicação verbal e não-verbal e para ampliar seu campo de interesse, oferecendo novas possibilidades de interação comportamental com os animais.
Depois dessa experiência inovadora, a avaliação das equipes terapêuticas de ambas as associações foi muito positiva, já lançando as bases para a continuação de um trabalho conjunto nesta nova área de pesquisa.
Diz Elsa Perez que, "apesar de ter sido um programa curto, já nas primeiras sessões vimos melhorias no nível emocional, com diminuição de comportamentos auto-lesivos e agressivos, e o aumento da resposta de relaxamento, à medida que a sessão avançava". Ao longo do programa, os usuários tiveram a oportunidade de melhorar sua interação social através do contato com os jumentos mediado pelos terapeutas.
A realização destes objetivos abre uma nova linha de investigação para melhorar o desempenho e a independência das pessoas autistas e aponta para a transformação do atual panorama clínico de intervenção terapêutica nessa condição chamada de epidemia invisível da sociedade, pois cada vez há mais e mais crianças com esse transtorno, cuja origem é desconhecida e que não tem até hoje uma terapia única, consensual e eficaz.
La nueva terapia con asnos obtiene buenos resultados en personas con autismo
http://www.farodevigo.es/portada-ourense/2011/10/14/nueva-terapia-asnos-obtiene-buenos-resultados-personas-autismo/588238.html
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domingo, 17 de julho de 2011
São Paulo - liminar dá direito a transporte especial para pessoas autistas
| Elaine Patricia Cruz | Agência Brasil (em São Paulo) | 16/07/2011 |
O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.
"A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus", disse a defensora pública Renata Tibyriçá.
A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.
A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária. "O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade", disse.
Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. "Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais", disse o juiz.
Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas. "Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas", declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.
SP terá de fornecer transporte especializado para autista
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5245606-EI306,00-Sao+Paulo+tera+que+fornecer+transporte+especial+para+autistas.html
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--618-20110716&tit=sp+tera+de+fornecer+transporte+especializado+para+autista
Autismo: entrevista com a defensora Renata Tibyriçá
| Mariana Kotscho e Roberta Manreza | Papo de Mãe | TV Brasil | 4/4/2011 |
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O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.
"A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus", disse a defensora pública Renata Tibyriçá.
A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.
A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária. "O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade", disse.
Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. "Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais", disse o juiz.
Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas. "Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas", declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.
SP terá de fornecer transporte especializado para autista
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5245606-EI306,00-Sao+Paulo+tera+que+fornecer+transporte+especial+para+autistas.html
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--618-20110716&tit=sp+tera+de+fornecer+transporte+especializado+para+autista
Autismo: entrevista com a defensora Renata Tibyriçá
| Mariana Kotscho e Roberta Manreza | Papo de Mãe | TV Brasil | 4/4/2011 |
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Castração química receitada a crianças autistas
Um grupo médico no Sul da Flórida começou a tratar crianças autistas aplicando-lhes Lupron, uma droga usada para castração química, dizendo que essa substância expele mercúrio tóxico e reprime comportamentos agressivos ou explicitamente sexuais de garotos com eventuais níveis excessivos de testosterona. No entanto, vários médicos, pesquisadores e terapeutas insistem que não há provas de que mercúrio causa autismo, que Lupron remove o mercúrio nem que crianças autistas tenham excesso de testosterona. Além disso, essa droga traz o risco de danos aos ossos, atraso no crescimento, problemas cardíacos e pode tornar essas crianças impotentes.
Os médicos críticos a esse tratamento alegam que Lupron, ao preço de cinco mil dólares por mês pagos pelos planos de saúde, é um dos muitos tratamentos que se aproveitam do desespero de pais que tentam lutar contra o autismo.
-"Não só não há suporte científico para o tratamento com Lupron, como há vários problemas para a saúde das crianças", afirmou a neurologista Beth Ann McLaughlin, uma consultora da fundação Dan Marino e mãe de duas crianças com problemas de desenvolvimento. "Essas pessoas estão se aproveitando dos temores dos pais. Não se pode usar essas crianças tão vulneráveis como cobaias em um experimento médico!"
Tratamentos para o autismo não-testados têm se disseminado, enquanto a ciência se esforça para explicar a desordem que afeta a comunicação, a socilização e o controle dos impulsos. Um grupo de pais e ativistas culpam as vacinas, que usam o composto de mercúrio Thimerosal, uma substância que já foi banida. Numerosos estudos não encontraram relação entre a substância e o autismo.
Foi neste campo que a terapia com Lupron cresceu. Dr. Mark Geier, pesquisador de Baltimore, começou a usá-lo em 2005, baseado na teoria de que a testosterona retém o mercúrio no corpo e que muitas crianças autistas teriam altos níveis do hormônio.
O Lupron interrompe a produção do hormônio feminino estrogênio, que o corpo usa para produzir testosterona. Essa droga é usada principalmente para tratar o câncer do endométrio em mulheres e o câncer da próstata em homens e, ocasionalmente, para castrar quimicamente estupradores.
O material de propaganda de Geier diz que ele tratou centenas de crianças com Lupron e já abriu nove centros, em oito Estados; o último, criou em parceria com o Dr. David Clayman, um radiologista de Boca Raton que tem um filho autista adolescente e que só comentará alguma coisa após um ano de trabalho com essa terapia.
Teresa Badillo conheceu o Dr. Geyer em uma conferência que ele deu em março. Marco, seu filho autista, tem 18 anos e ela viu no tratamento uma forma de lidar com o aumento de sua agressividade. O rapaz fala pouco e pouco interage com as pessoas, mas ia bem no colégio. A mãe conta:
-"Nós nos sentíamos acuados. Esse comportamento é mais assustador aos 18 do que aos três anos. Eu tinha que escolher. Quando vêem uma opção para ajudar o filho, muitos pais fazem essa escolha."
Além disso, o rapaz descobriu o sexo e passou a se tocar de maneira inapropriada em público.
-"Os meninos não entendem. Eles têm impulsos. É o que acontece quando você tem muita testosterona."
Marco passou a fazer o tratamento há seis semanas; toma duas injeções mensais de uma dose maior do que a que é dada a pacientes com câncer de próstata, mais uma pequena dose diária.
-"A terapia imediatamente cessou a agressividade. Isso não é castração, é baixar os níveis de testosterona para um patamar normal."
Geyer pretende continuar com as injeções por mais uns meses para tentar melhorar os demais comportamentos autistas. Badillo acha que os críticos não entendem toda a dura realidade da vida com uma criança autista.
Já os críticos ao Lupro dizem que os pais não entendem todos os riscos.
Lupron não é aprovado para crianças, exceto em casos de puberdade prematura, porque pode causar atraso no desenvolvimento ósseo, explica o Dr. Gary Berkowitz, chefe da Endocrinologia Pediátrica da Universidade de Miami. A neurologista Mclaughlin se diz preocupada com danos irreversíveis ao cérebro e órgãos sexuais das crianças. A FDA, agência norte-americana para o controle de remédios e alimentos, esclarece que a droga causa diabetes em adultos.
Geyer publicou um estudo em 2006 afirmando que onze crianças autistas tiveram melhoras em testes de atenção, socialibilidade e comportamento. ele também apresentou outros estudos vinculando mercúrio ao aumento de testosterona e afirmando ter encontrado altos níveis do hormônio em crianças autistas. Porém, outros médicos dizem que seus estudos não têm suporte científico e foram publicados em revistas que não seguem os procedimentos padrão para analisar os artigos que publicam.
A Dra. Judith Aronson-Ramos, pediatra do desenvolvimento de Coconut Creek, diz que quem aplica esses tratamentos não testados costumam se apresentar aos pais como rebeldes perseguidos:
-"É sempre... o establishment está contra nós", ela diz.
Outros dois médicos dizem que o Lupron está ganhando fama, porque muitas famílias já lhes pediram para medir os níveis de testosterona nos filhos.
-"Os pais ficam desesperados. Gastam todo seu dinheiro." diz Debbie Chanan, coordenadora do programa de autismo da Florida Atlantic University.
-"A primeira coisa que você quer fazer, como pai, é consertar as coisas para seu filho, só que autismo não tem um conserto." Diz Carol Nigro, coordenadora do Centro Dan Marino de Weston e mãe de um garoto autista.
McLaughlin diz que os pais não confiam em terapias demoradas e difíceis, embora comprovadas. Adolescentes lidando com sexo podem se beneficiar com aconselhamento, recompensas para comportamentos positivos, atividades que os mantenham focados e, se necessário, remédios para ansiedade ou distúrbios do sono.
"O que conhecemos funciona pelo caminho mais duro", ela diz. "Sim, podemos fazer melhor. Só não queremos que as famílias percam a fé na ciência e se atirem nos braços de pessoas que... violam a primeira regra do médico, que é 'não cause mal'".
Castration drug given to kids in South Florida as autism therapy
http://www.tcpalm.com/news/2010/aug/10/castration-drug-given-kids-south-florida-autism-th/
| Sun Sentinel | TCPalm, 10/8/2010 |
Castration Drug Used as Autism Therapy
http://www.ktla.com/news/landing/sns-health-autism-drug-treatment,0,2648450.story
Respeite nosso trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/
Os médicos críticos a esse tratamento alegam que Lupron, ao preço de cinco mil dólares por mês pagos pelos planos de saúde, é um dos muitos tratamentos que se aproveitam do desespero de pais que tentam lutar contra o autismo.
-"Não só não há suporte científico para o tratamento com Lupron, como há vários problemas para a saúde das crianças", afirmou a neurologista Beth Ann McLaughlin, uma consultora da fundação Dan Marino e mãe de duas crianças com problemas de desenvolvimento. "Essas pessoas estão se aproveitando dos temores dos pais. Não se pode usar essas crianças tão vulneráveis como cobaias em um experimento médico!"
Tratamentos para o autismo não-testados têm se disseminado, enquanto a ciência se esforça para explicar a desordem que afeta a comunicação, a socilização e o controle dos impulsos. Um grupo de pais e ativistas culpam as vacinas, que usam o composto de mercúrio Thimerosal, uma substância que já foi banida. Numerosos estudos não encontraram relação entre a substância e o autismo.
Foi neste campo que a terapia com Lupron cresceu. Dr. Mark Geier, pesquisador de Baltimore, começou a usá-lo em 2005, baseado na teoria de que a testosterona retém o mercúrio no corpo e que muitas crianças autistas teriam altos níveis do hormônio.
O Lupron interrompe a produção do hormônio feminino estrogênio, que o corpo usa para produzir testosterona. Essa droga é usada principalmente para tratar o câncer do endométrio em mulheres e o câncer da próstata em homens e, ocasionalmente, para castrar quimicamente estupradores.
O material de propaganda de Geier diz que ele tratou centenas de crianças com Lupron e já abriu nove centros, em oito Estados; o último, criou em parceria com o Dr. David Clayman, um radiologista de Boca Raton que tem um filho autista adolescente e que só comentará alguma coisa após um ano de trabalho com essa terapia.
Teresa Badillo conheceu o Dr. Geyer em uma conferência que ele deu em março. Marco, seu filho autista, tem 18 anos e ela viu no tratamento uma forma de lidar com o aumento de sua agressividade. O rapaz fala pouco e pouco interage com as pessoas, mas ia bem no colégio. A mãe conta:
-"Nós nos sentíamos acuados. Esse comportamento é mais assustador aos 18 do que aos três anos. Eu tinha que escolher. Quando vêem uma opção para ajudar o filho, muitos pais fazem essa escolha."
Além disso, o rapaz descobriu o sexo e passou a se tocar de maneira inapropriada em público.
-"Os meninos não entendem. Eles têm impulsos. É o que acontece quando você tem muita testosterona."
Marco passou a fazer o tratamento há seis semanas; toma duas injeções mensais de uma dose maior do que a que é dada a pacientes com câncer de próstata, mais uma pequena dose diária.
-"A terapia imediatamente cessou a agressividade. Isso não é castração, é baixar os níveis de testosterona para um patamar normal."
Geyer pretende continuar com as injeções por mais uns meses para tentar melhorar os demais comportamentos autistas. Badillo acha que os críticos não entendem toda a dura realidade da vida com uma criança autista.
Já os críticos ao Lupro dizem que os pais não entendem todos os riscos.
Lupron não é aprovado para crianças, exceto em casos de puberdade prematura, porque pode causar atraso no desenvolvimento ósseo, explica o Dr. Gary Berkowitz, chefe da Endocrinologia Pediátrica da Universidade de Miami. A neurologista Mclaughlin se diz preocupada com danos irreversíveis ao cérebro e órgãos sexuais das crianças. A FDA, agência norte-americana para o controle de remédios e alimentos, esclarece que a droga causa diabetes em adultos.
Geyer publicou um estudo em 2006 afirmando que onze crianças autistas tiveram melhoras em testes de atenção, socialibilidade e comportamento. ele também apresentou outros estudos vinculando mercúrio ao aumento de testosterona e afirmando ter encontrado altos níveis do hormônio em crianças autistas. Porém, outros médicos dizem que seus estudos não têm suporte científico e foram publicados em revistas que não seguem os procedimentos padrão para analisar os artigos que publicam.
A Dra. Judith Aronson-Ramos, pediatra do desenvolvimento de Coconut Creek, diz que quem aplica esses tratamentos não testados costumam se apresentar aos pais como rebeldes perseguidos:
-"É sempre... o establishment está contra nós", ela diz.
Outros dois médicos dizem que o Lupron está ganhando fama, porque muitas famílias já lhes pediram para medir os níveis de testosterona nos filhos.
-"Os pais ficam desesperados. Gastam todo seu dinheiro." diz Debbie Chanan, coordenadora do programa de autismo da Florida Atlantic University.
-"A primeira coisa que você quer fazer, como pai, é consertar as coisas para seu filho, só que autismo não tem um conserto." Diz Carol Nigro, coordenadora do Centro Dan Marino de Weston e mãe de um garoto autista.
McLaughlin diz que os pais não confiam em terapias demoradas e difíceis, embora comprovadas. Adolescentes lidando com sexo podem se beneficiar com aconselhamento, recompensas para comportamentos positivos, atividades que os mantenham focados e, se necessário, remédios para ansiedade ou distúrbios do sono.
"O que conhecemos funciona pelo caminho mais duro", ela diz. "Sim, podemos fazer melhor. Só não queremos que as famílias percam a fé na ciência e se atirem nos braços de pessoas que... violam a primeira regra do médico, que é 'não cause mal'".
Castration drug given to kids in South Florida as autism therapy
http://www.tcpalm.com/news/2010/aug/10/castration-drug-given-kids-south-florida-autism-th/
| Sun Sentinel | TCPalm, 10/8/2010 |
Castration Drug Used as Autism Therapy
http://www.ktla.com/news/landing/sns-health-autism-drug-treatment,0,2648450.story
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Tratamento precoce e intensivo tem melhores resultados
Comprovando o que já se intuía, estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que crianças diagnosticadas com autismo cujo tratamento se iniciou muito precocemente - a partir do primeiro ano de vida - têm obtido melhoras significativas.
Pesquisadores da Universidade de Washington concluíram que o tratamento especializado conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação pode amenizar muito os sintomas. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.
Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. um segundo grupo foi atendido de forma menos abrangente e intensa.
Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".
Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-eua-constata-tratamento-autismo-bebes-eficaz-515822.shtml
| Veja | 30/11/2009 |
Pesquisadores da Universidade de Washington concluíram que o tratamento especializado conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação pode amenizar muito os sintomas. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.
Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. um segundo grupo foi atendido de forma menos abrangente e intensa.
Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".
Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-eua-constata-tratamento-autismo-bebes-eficaz-515822.shtml
| Veja | 30/11/2009 |
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Pai processa ex-mulher para fazer quelação no filho
Mario Martinez, do Texas, entrou na Justiça daquele Estado norte-americano para forçar sua ex-esposa a autorizá-lo a aplicar quelação intra-venosa no seu filho William, de sete anos. Segundo Martinez, o menino tem conseguido melhorar seu comportamento e aprendizado através do tratamento, aplicado através de supositórios há dois anos.
Já sua ex-mulher, Juli, afirma que tem sido frequentar uma turma de ensino regular o que lhe trouxe melhoras e que os supositórios o fizeram adoecer. Ela, que se representa no tribunal por não poder pagar um advogado, afirmou à juíza que a quelação é um tratamento perigoso e que a FDA (agência norte-americana que fiscaliza medicamentos e alimentos) não o aprova para tratar autistas.
William vem sendo tratado no Thoughtful House Center for Children, em Austin, um centro de tratamentos alternativos para autistas encabeçado por Andrew Wakefield, um médico inglês que vem tentando se defender em Londres da acusação de séria conduta antiética.
Mario Martinez, que tem a guarda dos dois filhos do casal, nega que o tratamento tenha feito o menino ficar mal e diz que um teste de quelação intravenosa mostrou que o menino pode seguir com esse método. Ele reserva 400 dólares para gastar com o tratamento quinzenal.
A quelação é um tratamento através de substâncias químicas usadas para extrair metais pesados que estejam contaminando o corpo do paciente. Seu uso para o autismo não tem comprovação científica, sendo considerado perigoso e ineficiente.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina só o autoriza para casos comprovados de intoxicação por metais pesados, proibindo-o para outros casos.
Father takes ex-wife to court over son's autism treatment
| Mary Ann Roser | American-statesman | 14/11/2009 |
http://www.statesman.com/news/content/news/stories/local/2009/11/14/1114thoughtful.html
Já sua ex-mulher, Juli, afirma que tem sido frequentar uma turma de ensino regular o que lhe trouxe melhoras e que os supositórios o fizeram adoecer. Ela, que se representa no tribunal por não poder pagar um advogado, afirmou à juíza que a quelação é um tratamento perigoso e que a FDA (agência norte-americana que fiscaliza medicamentos e alimentos) não o aprova para tratar autistas.
William vem sendo tratado no Thoughtful House Center for Children, em Austin, um centro de tratamentos alternativos para autistas encabeçado por Andrew Wakefield, um médico inglês que vem tentando se defender em Londres da acusação de séria conduta antiética.
Mario Martinez, que tem a guarda dos dois filhos do casal, nega que o tratamento tenha feito o menino ficar mal e diz que um teste de quelação intravenosa mostrou que o menino pode seguir com esse método. Ele reserva 400 dólares para gastar com o tratamento quinzenal.
A quelação é um tratamento através de substâncias químicas usadas para extrair metais pesados que estejam contaminando o corpo do paciente. Seu uso para o autismo não tem comprovação científica, sendo considerado perigoso e ineficiente.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina só o autoriza para casos comprovados de intoxicação por metais pesados, proibindo-o para outros casos.
Father takes ex-wife to court over son's autism treatment
| Mary Ann Roser | American-statesman | 14/11/2009 |
http://www.statesman.com/news/content/news/stories/local/2009/11/14/1114thoughtful.html
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Câmara hiperbárica não é efetiva para autismo
O estudo Hyperbaric oxygen therapy treatment ineffective for children with autism (Avaliação aleatória da terapia com oxigênio hiperbárico para crianças com autismo) mostrou que a terapia HBOT (Hyperbaric Oxygen Therapy), que consiste em fornecer ar com 24% de oxigênio a uma pressão de 1,3 atm para a pessoa autista não traz efeitos significativos nos sintomas do autismo. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores do CARD (Center for Autism and Related Disorders, Inc.) Doreen Granpeesheh; Jonathan Tarbox; Dennis R. Dixon; Arthur E. Wilke; Michael S. Allen; & James Jeffrey Bradstreet e está disponível no site da revista Research in Autism Spectrum Disorders.
A hipótese de que esse tratamento, popularizado recentemente, traria algum benefício para a pessoa autista, foi testada através de uma avaliação duplo-cega com 34 crianças autistas, comparando a HBOT com oxigênio a 24% sob 1,3 atm ministrado para 18 pacientes, com um placebo ministrado a 16 outros pacientes.
Os pesquisadores do CARD não observaram diferenças entre os dois grupos em nenhuma das medições realizadas.
Questões podem ser enviadas diretamente ao Dr. Jonathan Tarbox, pelo e-mail j.tarbox@centerforautism.com .
Também em pdf.
Center for Autism and Related Disorders Study Finds Hyperbaric Oxygen Therapy Ineffective Treatment for Children with Autism
A hipótese de que esse tratamento, popularizado recentemente, traria algum benefício para a pessoa autista, foi testada através de uma avaliação duplo-cega com 34 crianças autistas, comparando a HBOT com oxigênio a 24% sob 1,3 atm ministrado para 18 pacientes, com um placebo ministrado a 16 outros pacientes.
Os pesquisadores do CARD não observaram diferenças entre os dois grupos em nenhuma das medições realizadas.
Questões podem ser enviadas diretamente ao Dr. Jonathan Tarbox, pelo e-mail j.tarbox@centerforautism.com .
Também em pdf.
Center for Autism and Related Disorders Study Finds Hyperbaric Oxygen Therapy Ineffective Treatment for Children with Autism
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Autismo e odontologia
A Dra.Adriana Zink, cirurgiã-dentista de São Paulo especialista em pacientes com necessidades especiais, publicou uma nota sobre o atendimento de pacientes autistas na Revista Sentidos.
Ela usa e indica o condicionamento lúdico, em que a relação dentista/paciente é conquistada aos poucos e necessita de imensa dedicação do profissional e aceitação do paciente, além da colaboração dos pais e cuidadores no processo do condicionamento.
Autismo e a odontologia - condicionamento lúdico
Revista Sentidos - 17/9/2009
http://sentidos.uol.com.br/seuespaco/materia.asp?cod=434
Ela usa e indica o condicionamento lúdico, em que a relação dentista/paciente é conquistada aos poucos e necessita de imensa dedicação do profissional e aceitação do paciente, além da colaboração dos pais e cuidadores no processo do condicionamento.
Autismo e a odontologia - condicionamento lúdico
Revista Sentidos - 17/9/2009
http://sentidos.uol.com.br/seuespaco/materia.asp?cod=434
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Portugal: Alunas criam brinquedo para criança autista
| Juliana Martins | Jornal do Centro, ed. 381 | 3/7/2009 |
Um grupo de alunas do 12º ano da Escola Secundária de Santa Comba Dão (ESSCD) construíram um boneco adaptado para entregar a uma criança portadora de autismo.
"Um cão, um comando que faz de livro e uma casota, são os três brinquedos que compõem o boneco adaptado", refere José António, professor da escola ESSCD.
As alunas escolheram o tema "reabilitação cognitiva" para ao longo do terceiro período lectivo, desenvolver o boneco adaptado, na disciplina de Área de Projecto . "Escolhemos o tema reabilitação cognitiva e depois fomos falar com uma professora do Instituto Piaget para saber como podíamos explorar mais este assunto" explica Liliana Costa, uma das colaboradoras do projecto.
O brinquedo contém um circuito electrónico que é activado quando a criança carrega no botão do livro e depois o cão começa a ladrar. O som do cão vai estimular a parte motora e cerebral da criança. "Este brinquedo vai ser entregue a uma criança com autismo, mas podia ser entregue a outra criança qualquer, visto que o objectivo principal do brinquedo é estimular o desenvolvimento das crianças", esclarece Sofia Marques, outra das alunas envolvidas no projecto.
As alunas pensaram ainda em doar o brinquedo a um dos lares do concelho, mas quando tiveram conhecimento da criança que frequenta a Creche da Misericórdia nem hesitaram em lhe oferecer o boneco.
A entrega do brinquedo ainda não ocorreu porque a criança se encontra hospitalizada.
O que é o autismo?
É uma deficiência não uma doença porque quando se fala de doença implicada remédios e cura e o autismo é uma deficiência que se pode controlar com terapia" esclarece Prazeres Domingues da Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo (APPDA). É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e falas intactas, outras apresentam também retardo mental, "mutismo" ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.
http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=d9fc5b73a8d78fad3d6dffe419384e70&id=f90ea870c8cfa6c7a71d2f4684415f24
Um grupo de alunas do 12º ano da Escola Secundária de Santa Comba Dão (ESSCD) construíram um boneco adaptado para entregar a uma criança portadora de autismo.
"Um cão, um comando que faz de livro e uma casota, são os três brinquedos que compõem o boneco adaptado", refere José António, professor da escola ESSCD.
As alunas escolheram o tema "reabilitação cognitiva" para ao longo do terceiro período lectivo, desenvolver o boneco adaptado, na disciplina de Área de Projecto . "Escolhemos o tema reabilitação cognitiva e depois fomos falar com uma professora do Instituto Piaget para saber como podíamos explorar mais este assunto" explica Liliana Costa, uma das colaboradoras do projecto.
O brinquedo contém um circuito electrónico que é activado quando a criança carrega no botão do livro e depois o cão começa a ladrar. O som do cão vai estimular a parte motora e cerebral da criança. "Este brinquedo vai ser entregue a uma criança com autismo, mas podia ser entregue a outra criança qualquer, visto que o objectivo principal do brinquedo é estimular o desenvolvimento das crianças", esclarece Sofia Marques, outra das alunas envolvidas no projecto.
As alunas pensaram ainda em doar o brinquedo a um dos lares do concelho, mas quando tiveram conhecimento da criança que frequenta a Creche da Misericórdia nem hesitaram em lhe oferecer o boneco.
A entrega do brinquedo ainda não ocorreu porque a criança se encontra hospitalizada.
O que é o autismo?
É uma deficiência não uma doença porque quando se fala de doença implicada remédios e cura e o autismo é uma deficiência que se pode controlar com terapia" esclarece Prazeres Domingues da Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo (APPDA). É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e falas intactas, outras apresentam também retardo mental, "mutismo" ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.
http://www.jornaldocentro.pt/?lop=conteudo&op=d9fc5b73a8d78fad3d6dffe419384e70&id=f90ea870c8cfa6c7a71d2f4684415f24
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Rio de Janeiro promete atendimento a autistas
O novo secretário municipal para a Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Márcio Pacheco, promete implantar um serviço especializado na cidade.
Pacheco é o autor da lei nº 4.709, que obriga a prefeitura a oferecer tratamento especializado para autistas. Ele promete: "temos de capacitar nossos profissionais e identificar a demanda de pacientes. Se for preciso, farei parcerias com entidades privadas."
Jornal do Brasil, 3/1/2009:
Autistas serão tratados no Rio
Autismo ainda é pouco estudado no Brasil
Novo secretário da Pessoa com Deficiência promete condições de acesso
Pacheco é o autor da lei nº 4.709, que obriga a prefeitura a oferecer tratamento especializado para autistas. Ele promete: "temos de capacitar nossos profissionais e identificar a demanda de pacientes. Se for preciso, farei parcerias com entidades privadas."
Jornal do Brasil, 3/1/2009:
Autistas serão tratados no Rio
Autismo ainda é pouco estudado no Brasil
Novo secretário da Pessoa com Deficiência promete condições de acesso
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