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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Estudante apresenta seu mundo aspie


Arquivo pessoal
Estudante revela seu fascinante mundo autista
Victor Mendonça: além de escritor,
mantém programa na Rádio da Uni-BH

O estudante de Jornalismo Victor Mendonça tem 18 anos e lançou nesta quinta (19) seu livro Outro Olhar – Reflexões de Um Autista, em que se apresenta como um repórter em busca de informações dentro de si mesmo.

Nos seus textos, ele mostra como funciona sua mente de aspie - pessoa com Síndrome de Asperger (uma das formas de autismo), com que foi diagnosticado aos 11 anos de idade.

Ainda que o autismo se caracterize por dificuldades nessa área - e o escritor admite isso - Victor cursa Comunicação na Uni-BH, em Belo Horizonte. Assim, o mais emocionante no livro é descobrir como ele enfrenta sei dia a dia, buscando saídas, entendimentos.

Victor, que tém ainda uma página no facebook, Mundo Asperger, escreveu seu livro em seis meses.

- “Tempo suficiente para observar meu cotidiano, relembrar fatos do passado e entender como o autismo faz com que até situações banais sejam tão diferentes para mim. Também me dediquei, nesse período, a estudar a filosofia budista, que tem muita influência no meu livro" - declarou o jovem ao site Hoje em dia.

Victor  mantém o blog Tudo Bem Ser Diferente e o programa semanal Mundo Asperger, na webradio do Uni-BH, onde estuda. Mais um passo para entender a socialização que clama pela nossa presença a cada respiro.

- “O meio virtual me fez ter contato com personalidades muito diferentes, inclusive entre autistas. Muitas pessoas me procuram nas redes sociais ou mandam e-mails para conversar sobre autismo, mas a comunicação ainda é desafio. É difícil fazer os assuntos renderem. Isso ainda me frustra um pouco”, explica Victor, em português irretocável.

Depois de tantas conquistas, Victor diz que quer ser “independente” e seguir nesse processo de “autoconhecimento para vencer as peças que o autismo lhe prega”. “Me dá alegria ter a consciência de que sou protagonista da minha própria história e que posso direcioná-la para onde desejar”. Difícil, mas fascinante. Só isso.

Fonte:
Estudante revela seu fascinante mundo autista

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domingo, 18 de agosto de 2013

Lançamento do Livro Síndrome de Asperger e TEA de Alto Funcionamento

Walter Camargos e colaboradores: Isadora Adjuto, Lídia Prata Cruz, Murilo Queiroz, Aline Abreu...
Neste último dia 14 de agosto, na Livraria do Psicólogo, em Belo Horizonte, ocorreu o lançamento do livro Síndrome de Asperger e outros Transtornos do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento: Da Avaliação ao Tratamento, obra coordenada pelo Psiquiatra Walter Camargos Júnior. A obra, gestada por vários autores, aborda as várias facetas que o autismo assume e as diversas formas com que se pode abordá-lo, superando as dificuldades inerentes a essa condição tão peculiar e tão humana.

O livro pode ser adquirido pela Internet, no link
http://livrariadopsicologo.com.br/livros/CAM080/9788588009325/sindrome-de-asperger-e-outros-transtornos-do-espectro-do-autismo-de-alto-funcionamentoda-avaliacao-ao-tratamento-volume-1.html

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pessoas autistas são mais propensas a manter o emprego quando...

| Emily Willingham, Colaboradora | Forbes | 19/7/2013 |
Tradução: Argemiro Garcia


Infelizmente, esta notícia não irá para as manchetes sensacionalistas nem reunirá centenas de comentários apaixonados. Cientistas na Holanda analisaram os fatores que influenciam ou não uma pessoa autista ou uma pessoa com transtorno de déficit de atenção (TDA) a conseguir e manter um emprego. De acordo com Laura Geggel, escrevendo para o excelente site de notícias e pesquisas sobre autismo SFARI, os pesquisadores descobriram que
    "As pessoas com autismo têm quase seis vezes mais chances de encontrar um emprego quando vivem sozinhas ou com um parceiro do que com a família ou em uma residência grupal. E aqueles que vivem com a família são duas vezes mais propensos a conseguir um emprego do que aqueles em lares coletivos. A mesma tendência vale para manter um emprego por mais de seis meses.
Os autores também descobriram que um alto nível de apoio e positividade dos pais em relação ao trabalho são fatores importantes, e a idade (ser mais velho) também. Além disso, altos níveis de automotivação quanto ao trabalho são importantes. Realmente, a maioria desses fatores provavelmente se aplica a qualquer um de nós, autista, TDA, ou não.

Os pesquisadores também relataram que um QI elevado não fez diferença, na população estudada de 563 pessoas com idade entre 15 a 27 anos e autismo, TDA, ou ambos. Uma revisão anterior de 18 artigos tinha apontado o QI como fator de manutenção do emprego. Aqueles autores haviam analisado 17 possíveis fatores que influenciariam ou não as pessoas autistas a permanecer empregadas e concluíram que "a capacidade cognitiva limitada" era um fator em comum; em um dos estudos, a vida independente foi relevante. No estudo atual, da Holanda, o QI não afetou o sucesso do trabalho.

Não acho isso particularmente surpreendente. O desenvolvimento tem muitas facetas, e o cognitivo é apenas uma delas. Também nos desenvolvemos fisica, social e emocionalmente, e todos esses aspectos interagem entre si. Um ambiente altamente favorável pode levar a um forte desenvolvimento emocional que pode, por sua vez, impulsionar e apoiar a cognição e o sucesso pessoal. Mas limitações em outras áreas poderiam atenuar o potencial de um QI muito elevado. Cognição não é irrelevante, mas penso que o que dá a qualquer nível da cognição um impulso, um empurrão para perto do sucesso? Não é de se admirar que a automotivação, o apoio dos pais e a positividade mostraram-se importantes - e mais relevantes - para o sucesso no trabalho do que o QI, para as pessoas autistas.

Os autores sugerem que as pessoas autistas podem se beneficiar de apoio e aconselhamento profissional. Como não escreveram sobre autismo e as vacinas, os genes ou a poluição do ar, infelizmente, a possibilidade de que alguém venha a prestar atenção a suas sugestões é relativamente limitada. Isso é muito ruim, porque as pessoas autistas são subempregadas ou desempregadas em taxas muito mais altas que a população em geral embora, cada vez mais, as pesquisas sugiram que o autismo pode ter consigo muitas características desejáveis ​​em um empregado. Quando ignoramos esse potencial e, por causa de ideias equivocadas, desviamos recursos para longe de uma melhor compreensão e apoio às pessoas autistas, todo mundo perde.

Autistic People More Likely To Keep Jobs When ...
http://www.forbes.com/sites/emilywillingham/2013/07/19/autistic-people-more-likely-to-keep-jobs-when/


NOTA DO TRADUTOR: O artigo Maciel, M.M. e Garcia Filho, A.P. - Empregabilidade de pessoas com transtornos do espectro do autismo de alto funcionamento e síndrome de Asperger no Brasil, publicado no livro Síndrome de Asperger e outros transtornos do espectro do autismo de alto funcionamento: da avaliação ao tratamento, organizado por Walter Camargos Júnior, discute alguns aspectos deste tema.

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domingo, 16 de junho de 2013

Aspies for Freedom

Aspies for Freedom (Aspies pela Liberdade) é um grupo de pessoas autistas que se organizou em torno da idéia de que precisam defender os seus direitos. Surgido em junho de 2004, com a primeira campanha “Autistic Pride Day” (Dia do Orgulho Autista), no seu site esclarece quais são seus objetivos.

Segue abaixo a tradução do texto de apresentação:

Nossos objetivos são:

  • Evitar a eliminação eugênica de pessoas autistas, opondo-se aos testes pré-natais para autismo.

  • Com serviços de apoio adequados, todas as pessoas autistas são capazes de ter uma vida significativa e gratificante. No entanto, a cobertura negativa da mídia e uma campanha deliberada de vitimização têm criado no público a opinião de que autismo é uma "tragédia" e que as pessoas com autismo não têm esperança de conseguir qualquer coisa. Assim, a disponibilidade de um teste pré-natal levaria a maioria das pessoas autistas a serem abortadas.

    Um estudo recente mostrou que 91 a 93% dos fetos com teste positivo para Síndrome de Down são abortados. Como o autismo é genético, se estes números foram semelhantes em um teste pré-natal para autismo, a população autista será dizimada e a cultura autista, destruída.

    Além disso, a maioria da captação de recursos para o autismo está voltada atualmente para a pesquisa genética. Se esse dinheiro fosse canalizado para os serviços de apoio, as pessoas autistas teriam uma chance muito maior de viver uma vida produtiva.

    Por isso, os Aspies For Freedom são contra o financiamento de pesquisas genéticas que levem a um teste pré-natal.

  • Opor-se a "tratamentos" voltados para as às pessoas autistas que lhes sejam física ou mentalmente prejudiciais.

  • Devido à percepção pública do autismo, um grande número de tratamentos antiéticos tornaram-se bastante comum. Estes incluem tratamentos fisicamente prejudiciais (tais como terapias comportamentais aversivas ou contenções), tratamentos mentais nocivos (como 20 a 40 horas semanais de ABA, restrição de estereotipias não-prejudiciais e outros mecanismos de combate ao autismo), terapias não aprovados pela Medicina e perigosas, com base em teorias desacreditadas ou crenças religiosas (como quelação ou exorcismo) e terapias que seriam chamadas de "tortura", se fossem usados em crianças não-autistas (como dispositivos "comportamentais" de eletrochoque).

    Os Aspies For Freedom defendem a suspensão de todas as terapias física ou mentalmente nocivas.

  • Enfatizar a idéia de um "espectro" autista, e desenfatizar as diferenças entre os vários rótulos do espectro autista.

  • Há vários rótulos usados para pessoas em todo o espectro autista. Estes incluem Autismo de “Alto Funcionamento” Autismo de “Baixo Funcionamento”, Síndrome de Asperger e TID-SOE. As diferenças entre esses rótulos são em muitos casos bastante nebulosas, muitas vezes baseadas no desenvolvimento infantil, tendo pouca influência sobre a natureza do adulto autista.

    Uma das maiores barreiras de acesso a serviços de apoio é a oferta de suporte com base em subgrupos, em vez de avaliar as necessidades do indivíduo. Isto significa que, por exemplo, alguém com autismo de "alto funcionamento" pode ver negado um necessário apoio na residência devido ao seu rótulo, ou alguém com autismo de "baixo funcionamento" pode ser considerado inapto para atividades de que é perfeitamente capaz.

    O espectro autista cobre uma gama muito ampla de pessoas, e estas nem sempre se encaixam perfeitamente nos grupos definidos. Muitas vezes, estes grupos são barreiras à compreensão ao invés de ferramentas para o entendimento. Essencialmente, todas as pessoas nos grupos acima fazem parte do espectro autista e a generalização de grupos específicos dentro do espectro é contraproducente. A avaliação da personalidade e das necessidades de uma pessoa no espectro deve ser olhada de forma individual, em vez de basear-se em um rótulo.

    Assim, os Aspies for Freedom apóiam a ideia de um espectro do autismo, e defendem a desenfatização das diferenças entre os rótulos do espectro autista.

  • Opor-se à idéia de uma “cura” para o autismo.

  • Parte do problema com a visão "autismo-é-tragédia" é carregar a idéia de que a pessoa é separável do autismo, e que há uma pessoa "normal" presa "dentro" do autismo.

    Ser autista é algo que influencia cada elemento de que uma pessoa é feita - dos interesses que temos e os sistemas éticos que usamos até a forma como vemos o mundo e o modo como vivemos nossas vidas. Dessa forma, o autismo é parte de quem somos.

    "Curar" alguém do autismo seria como arrancar a pessoa daquilo que ela é e substituí-la por outra pessoa.

    Além disso, é improvável que o financiamento para a investigação de uma "cura" venha a produzir um resultado. Nesse meio tempo, os serviços de apoio para as pessoas autistas são subfinanciados. Esse dinheiro seria muito melhor usado para ajudar as pessoas autistas que existem.

    A idéia da cura também influencia culturalmente o tratamento das pessoas autistas. Muitos pais se concentram na idéia de encontrar uma cura para o seu filho e podem negligenciar a ajuda real e o apoio ao processo. Além disso, ensinar as crianças que elas estão "quebradas" e precisam ser "consertadas" tem consequências para a sua saúde mental a longo prazo.

    Aspies for Freedom se opõe à idéia de uma "cura" para o autismo, considera que uma cura real seria antiética e que o mito atual da cura é prejudicial.

  • Avaliar supostos tratamentos através de uma abordagem ética.

  • Um dos problemas com o estado atual do tratamento do autismo é que há pouco em termos de controle de qualidade e, muitas vezes, um tratamento sugerido é iniciado sem considerar a ética envolvida. Alguns exemplos de práticas não-éticas incluem o uso de aversivos (por exemplo, aversivos físicos "comportamentalistas", como a negação de alimentos e a provocação deliberada de sobrecargas sensoriais), tempo exagerado (por exemplo, muitas pessoas defendem 40 horas por semana de ABA), tratamentos potencialmente perigosos (por exemplo, quelação) e foco na "normalização" em vez de apoio (por exemplo, restringir comportamentos autistas não-prejudiciais, tais como estereotipias).

    Aspies For Freedom procuram avaliar as dimensões éticas dos tratamentos para autismo novos e pré-existentes.

  • Aumentar o financiamento e o acesso a serviços de apoio para autistas e formas éticas de tratamento.

  • Muitas formas de tratamento são altamente benéficas para muitas pessoas autistas; por exemplo, terapia da fala e fonoaudiologia, terapia de integração sensorial, aconselhamento. Além disso, os serviços de apoio podem ajudar as pessoas a viver vidas mais produtivas, como habitações de emergência, serviços médicos especializados, serviços de apoio e de emprego.

    Aspies for Freedom advogam maior financiamento para serviços de apoio, e apoiam os esforços de captação de recursos para apoio de base ao autismo.

  • Opor-se a campanhas publicitárias negativas contra as pessoas autistas como um grupo.

  • A maioria da angariação de fundos para o autismo é atualmente focada em campanhas de “pena”, o que sugere que o autismo é uma tragédia, doença ou epidemia que precisa ser interrompida. Infelizmente, este ponto de vista tem-se propagado através de programas de entrevistas, noticiários e outras formas de cobertura da mídia.

    A técnica mais comum é não mostrar nada além de cenas de crianças (presumivelmente) autistas durante acessos de raiva, e, em seguida, cenas de pais reclamando sobre suas vidas. É muito raro ver cenas de uma criança autista envolvida em atividades comuns e ainda mais raro ver cenas de um adulto autista.

    Esta "trágica" visão do autismo é extremamente prejudicial para as pessoas autistas, muito além do alcance que os fundos gerados poderiam justificar. Isso faz com que a discriminação no emprego agrave o isolamento social e leva alguns pais a desistir de ajudar os seus filhos, preferindo se agarrar a falsas promessas de cura.

    Algumas organizações ainda vão mais longe, usando frases como "sem alma", "pior do que o câncer" ou "incapaz de amar". Uma das maiores organizações anti-autistas, Autism Speaks, chegou até a criar um filme de propaganda em que uma mulher fala sobre o desejo de jogar a si mesma e seu filho autista de uma ponte. A afirmação foi feita enquanto seu filho autista estava no mesmo quarto.

    Estas campanhas são baseadas em estereótipos, preconceitos e deturpação deliberada, e precisam ser interrompidas.

    Os Aspies For Freedom defendem fim às “campanhas de pena” e o fim das histórias falsas ou deturpadas na mídia.

  • Para ajudar a promover uma imagem clara e positiva do autismo.

  • Um dos objetivos do site dos Aspies for Freedom é ajudar a criar uma visão acurada e positiva das pessoas autistas, mostrando as coisas que realmente fazem e enfatizando histórias positivas sobre grupos e pessoas autistas. Autistas formam um grupo muito diverso e nossas diferenças são uma parte muito importante da diversidade humana.

    A razão para incluir a palavra "acurada" é que, embora pessoas autistas tenham conseguido grandes feitos na arte, ciência, matemática, redação e outras atividades criativas, muitas vezes isso leva ao exagero de dizer que todos os autistas são gênios – o que tem o efeito colateral de imaginar que uma pessoa autista precisa ser um gênio para ser considerada um ser humano que valha a pena.

    Outro extremo é o desejo de alguns grupos de atribuir qualidades místicas para as pessoas autistas, o que tem o efeito colateral de desumanizá-las.

    Há pessoas autistas em toda parte. Existe uma boa chance de que você trabalhe com ou conheça uma pessoa autista, sem saber. O autismo não é uma tragédia, ou um efeito colateral de uma genialidade, é uma diferença a ser valorizada.

    Como tal, os Aspies For Freedom tentam destruir estereótipos e criar uma ideia positiva e realista do que significa ser autista.

  • Para se opor a todas as formas de preconceito e intolerância.

  • Muitos problemas associados ao autismo são causados, ou agravados, pelo preconceito. A raiz disso é o preconceito por si mesmo - se lidar apenas com as atuais formas de preconceito que se voltam contra o autismo, novas formas vão surgir para substituí-las.

    Devido a isso, os Aspies for Freedom escolhem se opor a todas as formas de preconceito e intolerância.

    Isso inclui as formas de intolerância relacionadas com a cultura autista, tais como:

    • A idéia de que ser neurotípico (não-autista, ou de outro neurotipo) é "melhor" do que ser autista. (Nota: este não se relaciona com habilidades específicas, apenas com a idéia geral de "melhor".)
    • A idéia de que ser autista é "melhor" do que ser neurotípico. (Nota: mais uma vez, não se fala aqui de habilidades específicas, mas na a idéia de "melhor", genericamente.)
    • A idéia de que alguns rótulos do espectro autista são aceitáveis, mas outros são tragédias.
    • A idéia de que a síndrome de Asperger ou TID-SOE não devem fazerparte do espectro autista.
    • A idéia de que as pessoas não têm direito de se auto-identificarem como autistas.
    Tradução de Argemiro Garcia.
    Fonte: http://www.aspiesforfreedom.com/

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    domingo, 19 de maio de 2013

    Jovem diagnosticado com autismo pode ter QI maior do que o de Albert Einstein

    | via... Geek | 16.05.2013 |

    Jacob Barnett é um jovem gênio que, com apenas 14 anos, é estudante de mestrado e em breve pretende conseguir um PhD em física quântica. Porém, quando ele tinha apenas dois anos de idade, os médicos disseram que ele sequer saberia amarrar os cadarços de seus tênis sozinho.

    Na época, Jacob foi diagnosticado com autismo de nível moderado a grave, e isso o impediria de realizar diversas atividades básicas diárias sem o auxílio de outra pessoa. Falar ou ler eram algumas das coisas que os médicos listaram como improváveis na vida do rapaz.

    Hoje, o adolescente possui QI de 170 pontos e, de acordo com a BBC, é cotado para um dia ganhar o Prêmio Nobel. Quando tinha apenas 10 anos, Jacob se matriculou em uma universidade e começou a surpreender professores e familiares com sua inteligência fora do comum.

    Alguns até dizem que o QI do garoto é maior do que o de Albert Einstein. Aliás, em meados de 2011, chegaram a dizer que um dia ele pode refutar sua Teoria da Relatividade. Fora da universidade, Jacob ainda dirige uma instituição de caridade para crianças junto com sua família.

    A mãe de Jacob, Kristine Barnett, lançou no último mês um livro chamado 'The Spark: A Mother's Story of Nurturing Genius', onde fala sobre a experiência de sua família com o autismo, afinal, apesar da genialidade, seu filho ainda precisa lidar com essa questão todos os dias. Inspirador, não?

    Leia a matéria completa

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    sexta-feira, 3 de agosto de 2012

    Paciente Asperger sentenciado a 20 anos por assassinato: sinal de fracasso do Japão

    | Adam Westlake | Japan Daily News | 1º/8/2012 |

    Um homem de 42 anos com síndrome de Asperger foi condenado a 20 anos de prisão nesta semana pela Corte do Distrito de Osaka por matar sua irmã mais velha no ano passado. Os promotores originalmente pediam uma sentença de 16 anos para Kazuhiro Ohigashi, mas o juiz deu-lhe o prazo máximo possível, a fim de impedi-lo de matar novamente no futuro. O tribunal reconheceu que Ohigashi tem síndrome de Asperger, que leva à dificuldade de interação social, juntamente com padrões obsessivos e repetitivos de comportamento, mas pouca atenção foi dada sobre qualquer tipo de sistema de apoio.

    A partir da quinta série do ensino fundamental, Ohigashi passou a se recusar a ir para a escola ou sair de casa. O tribunal concluiu que, de alguma forma, ele desenvolveu a ideia de que foi sua irmã mais velha a culpada por seu afastamento e, ao longo dos anos, construiu uma profunda raiva em relação a ela. Quando ela veio visitá-lo, em julho de 2011, ele a atacou e esfaqueou várias vezes com uma faca de cozinha. Sua mãe, que vivia com ele, estava em uma instituição nesse dia infeliz.

    O Tribunal Distrital de Osaka disse que, embora a síndrome de Asperger tenha influenciado a intenção de Ohigashi de matar sua irmã, ele tomou a decisão final por si próprio e, sem punição suficiente, há o receio de que venha a cometer crimes semelhantes. Os advogados de defesa tentaram um termo de suspensão, argumentando que só desenvolveu a intenção homicida por causa de seu transtorno. Como sua mãe e outros membros da família agora se recusam a morar com ele e não havendo outras opções, o tribunal considerou que, para manter a ordem social, seria melhor bloquear Ohigashi pelo prazo mais longo possível, a fim de deixá-lo aprofundar sua "busca espiritual".

    Este caso é um exemplo de falta de um sistema de apoio adequado para pessoas com doenças mentais no Japão. Afirmações como "ele pode cometer crimes similares no futuro" e "não existem outras opções, por isso é melhor para manter a social" gritantemente significam algo como "ele tem uma doença que o faz diferente de todo mundo, não saber como cuidar dele e ele pode ser perigoso, então a melhor coisa a fazer é prendê-lo por um longo tempo". O professor Gifu Ken, da Universidade de Takaoka, diz que a decisão é ridícula e ineficaz; em vez de se concentrar na falta de um sistema de apoio para a síndrome de Asperger, o tribunal simplesmente pôs a culpa no indivíduo. Não importa se ele ficará preso por um longo tempo. Sem apoio, não será capaz de refletir sobre si mesmo ou suas ações.

    Asperger syndrome patient given 20 years for murder: sign of failure in Japan’s support

    | Adam Westlake | August 1, 2012 |

    A 42 year old man with Asperger syndrome was sentenced to 20 years in prison this week by the Osaka District Court after he convicted of killing his older sister last year. The prosecutors originally wanted Kazuhiro Ohigashi to be given a 16-year sentence, but the lay-judge trial gave him the maximum term possible in order prevent him from killing again in the future. The court did recognize Ohigashi suffers from Asperger syndrome, which is a disorder that leads to difficulty in social interaction, along with obsessive and repetitive patterns of behavior, but little thought was given about any kind of support system.

    From the fifth grade of elementary school and onward, Ohigashi refused to go to school and would refuse to leave the house. The court ruled that he somehow developed the idea that his older sister was to blame for his withdrawal, and over the years built up a deep anger towards her. When she came to visit his home one day in July of 2011, he attacked and stabbed her repeatedly with a kitchen knife. His mother, who usually lives with him, was at an institution on that unfortunate day.

    The Osaka District Court said that while Asperger syndrome had an effect on Ohigashi’s intent to kill his sister, he made the final decision on his own, and without sufficient punishment, there is fear he will commit similar crimes in the future. The defense lawyers sought a suspended term, arguing that he only developed such a murderous intention because of his disorder. As his mother and other family members now refuse to live with him, and there were no other options for taking care of him, the court felt that it would be best to maintain social order by locking Ohigashi up for the longest term possible, in order to let him deepen his “soul-searching.”

    This case is a prime example of Japan’s lack of an adequate support system for those with mental illnesses. Statements like “he may commit similar crimes again,” and “there are no other options, so it’s best to maintain social,” absolutely scream to be read as “he has an illness that makes him different from everyone else, we don’t know how to take care of him, and he might be dangerous, so the best thing to do is imprison him for a long time.” Gifu University professor Ken Takaoka even says that the ruling is ridiculous and ineffective; instead of focusing on the lack of a support system for Asperger syndrome, the court simply shifted blame to the individual. It doesn’t matter if he is imprisoned for a long time, without support, he won’t be able to reflect on himself or his actions.

    http://japandailypress.com/asperger-syndrome-patient-given-20-years-for-murder-sign-of-failure-in-japans-support-018020 - disponível em 3/8/2012

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    sexta-feira, 18 de maio de 2012

    UE quer saber mais sobre o autismo em mulheres

    | Angélica Gonzalez | Diario de Burgos | Valladolid | 17/5/2012 |

    Dar uma perspectiva de gênero para a pesquisa médica ou científica, muitas vezes traz surpresas e, acima de tudo, ajuda a corrigir erros que foram cometidos ao tratar mulheres do mesmo ponto de vista que aos homens. Assim tem ocorrido com doenças cardíacas, alguns transtornos mentais e, agora, em uma iniciativa financiada pela União Europeia, os Transtornos do Espectro Autista (TEA).

    A associação Autismo Burgos, representando a Espanha, junto com outras quatro entidades da Grã-Bretanha, Portugal, Eslovênia e Lituânia, desenvolverá até 2014 o projeto Autism in Pink (Autismo em Rosa), com o objetivo de melhorar o conhecimento, diagnóstico e a atenção recebidos por meninas e mulheres com esta deficiência.

    "O fato de que as meninas têm algumas habilidades sociais mais desenvolvidas que os meninos faz com que o seu diagnóstico seja mais tardio, ou mesmo que sejam subdiagnosticadas, levando a que o autismo ou a síndrome de Asperger sejam interpretados, por exemplo, como um transtorno de conduta alimentar." Assim explica Javier Arnaiz, orientador do Colégio El Alba, que diz que, para cada três homens diagnosticados com autismo, há uma mulher, e uma em cada oito com síndrome de Asperger.

    Nesse sentido, destacou que algumas meninas com esse autismo de alto funcionamento passam despercebidas porque têm boas habilidades sociais, o que se torna um problema na adolescência frente circunstâncias como abusos, na escola ou sexuais, ou o uso de drogas.

    Essa "camuflagem" do transtorno implica que podem não ter o apoio de que necessitam. Essa é a mola mestra do Projeto Pink é o motor que irá desenvolver uma proposta de trabalho específico para as mulheres que incluem aspectos como a identidade de gênero, saúde mental e relações interpessoais (amigos e familiares).

    Reduto Maculino

    Os programas educacionais e sociais específicos que foram desenvolvidos até agora só levaram em conta as necessidades de intervenção para o gênero masculino, porque este é tipicamente associado ao autismo. Tanto é assim que, segundo Javier Arnaiz, há uma teoria que afirma que o autismo é a expressão máxima da personalidade do homem: "Não há, portanto, programas ou modelos que fazem referência às necessidades e interesses das mulheres com TEA e as prepare para reagir em situações sociais tipicamente femininas, como fazer compras ou encontrar-se com rapazes."

    O projeto Pink vai definir uma formação específica para cuidadores, familiares, professores e outros especialistas, apresentando os desafios que as mulheres com autismo enfrentam e ajudar a resolvê-los. Em última análise, se trata de gerar uma melhor compreensão de como o autismo afeta, especificamente o sexo feminino.

    O projeto é ambicioso, porque pretende desenvolver uma série de iniciativas: módulos de formação específicos para famílias e profissionais; uma pesquisa sobre a prevalência, necessidades, diagnóstico, características e transtornos mentais associados, nas mulheres com Síndrome de Asperger; um site e um documentário; um livro virtual com testemunhos de vida; grupos de trabalho com familiares de mulheres afetadas, participação das com TEA em duas conferências internacionais sobre autismo e um acampamento na Lituânia.

    La UE se propone conocer mejor el autismo en las mujeres
    Angélica González / Valladolid - jueves, 17 de mayo de 2012
    http://www.diariodeburgos.es/noticia/Z7321BB56-9754-C157-795892F63080B910/20120517/ue/propone/conocer/mejor/autismo/mujeres

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    quarta-feira, 14 de março de 2012

    "Autismo não atrapalhará minha carreira de cantora"



    | Adam Ghassemi |News Channel 5 | 13/3/2012 |

    NASHVILLE, Tennessee -
    Pode ser difícil de acreditar, mas Katie Chance sequer falava até os quatro anos.

    "Acho que, na maior parte, era estresse, porque fico muito estressada, se algo não dá certo", ela explicava na terça-feira (7/3). "Tive mesmo de aprender que, se algo der errado, eu tenho que lidar com isso e seguir em frente."

    Quando criancinha, os médicos a diagnosticaram com a síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo.

    Terça-feira ela estava no palco de Margaritaville no Baixo Broadway, com a esperança de inspirar as pessoas com sua música.

    - "As pessoas dizem, 'Ah meu Deus, você tem uma grande voz, eu amo isso demais e dizem como você tem autismo?' E eu digo yeah," disse ela.

    Chance dividiu o palco com artistas como Bucky Covington e Bo Bice que estão tentando ajudar a conscientizar sobre o transtorno.

    "Só para fazer as pessoas se preocuparem. É isso que estamos fazendo aqui", disse Bice.

    Os recursos arrecadados com "Autism Sings" beneficirão a Autism Speaks, uma organização que espera que a história de Katie mostre às pessoas que essa desordem não significa que sua vida ou seus sonhos têm que parar.

    "Ela é uma esperança para todas as famílias que não sabem o que o futuro reserva para seu filho. Ela é representa o que pode vir a ser", explicou Kathy Streng, diretora regional da Autism Speaks .

    Como Chance tenta tornar-se conhecida, ela trabalha com seu diagnóstico e não contra ele. "Ser diferente é único e isso pode fazer você ir longe, como eu, agora", ela diz.

    Os recursos da Autism Speaks vão ajudar pessoas com autismo através de muitos programas, incluindo a Rede de Tratamento do Autismo em Vanderbilt ou kits gratuitos desenvolvidos para apoiar famílias no diagnóstico inicial.

    Girl Says Autism Won't Stop Singing Career
    http://www.newschannel5.com/story/17152277/girl-says-autism-makes-her-unique-not


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    quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

    Autistas chegam ao mercado de trabalho (IstoÉ)


    IstoÉ, na sua edição 2191, de 4 de novembro de 2011, traz a história de como pessoas autistas estão conseguindo se colocar no mercado de trabalho. Cita a empresa dinamarquesa Specialisterne e nos apresenta a Fernanda Raquel Nascimento, jovem aspie de São Paulo que trabalha como ilustradora da Livraria Saraiva. O proprietário da Editora, Jorge Saraiva, salienta que "ela realiza um trabalho de alta qualidade e com um ótimo atendimento da demanda".

    Já em 10 de junho de 2009, a revista abordava a questão de como pessoas autistas estavam se organizando para melhorar sua integração na sociedade. A reportagem O outro lado do autismo mostrava como grupos de aspies se reuniam no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apresenta Rodolfo Leite, um jovem autista que descreve suas dificuldades de participação na sociedade. Ele diz que "Era como se fosse um alienígena na Terra".

    Leia mais:
    Autistas chegam ao mercado de trabalho
    | Rachel Costa | 04/11/2011 | IstoÉ | 2191 |
    http://www.istoe.com.br/reportagens/174092_AUTISTAS+CHEGAM+AO+MERCADO+DE+TRABALHO

    O outro lado do autismo
    | 10/6/2009 | IstoÉ | 2065 |
    http://www.istoe.com.br/reportagens/19210_O+OUTRO+LADO+DO+AUTISMO


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    sexta-feira, 25 de novembro de 2011

    A mudança do papel das mulheres em nossa sociedade está por trás do aumento no autismo nos últimos 30 anos?

    | Michael Hanlon | 23 de novembro de 2011 |

    A epidemia de autismo vista na maioria dos países ocidentais nos últimos 30 anos é um dos grandes mistérios médicos do nosso tempo.

    A causa não pode ser alguma grande mudança genética - simplesmente não houve tempo suficiente para isto ter acontecido.

    Nossas dietas não são extremamente diferentes e não há nada que sugira qualquer outro aspecto do nosso estilo de vida pode ser o culpado.

    A bizarra hipótese de que certas combinações de vacinas dadas às crianças seria a culpada, já foi completamente desacreditada.

    Uma "explicação" é, certamente, um excesso de diagnósticos; 50 anos atrás, falava-se em "autismo" de forma muito restrita, era considerado uma deficiência mental grave, da qual seus portadores estariam impedidos de assumir um lugar na sociedade.

    Agora, crianças que sejam simplesmente um pouco obsessivas, ou que apresentem sinais de disfunção social, são rotineiramente rotuladas no "espectro autista" ou tendo "síndrome de Asperger".

    Mas o diagnóstico escessivo não pode explicar completamente a ascensão - de 1-em-2500 nos Estados Unidos para cerca de 1 por cento hoje (com taxas semelhantes no Reino Unido).

    Há alguns anos, o professor Simon Baron-Cohen (primo do comediante e ator Sacha), psicólogo da Universidade de Cambridge, veio a desenvolver a teoria de que algo chamado 'acasalamento seletivo' poderia ser pelo menos parcialmente responsável pelo aumento espetacular de diagnósticos de autismo.

    A teoria afirma que, quando as pessoas com personalidade fortemente 'sistematizadora' - o tipo de pessoas que se tornam engenheiros, cirurgiões, especialistas em informática ou brilham em alguns aspectos do mundo dos negócios - se casam entre si e têm filhos, os efeitos desse tipo de "cérebro masculino" são geneticamente ampliados, aumentando as chances de gerar uma criança autista - que o Prof Baron-Cohen suspeita ter "cérebro masculino ao extremo".

    Fortes "sistematizadores" são, muitas vezes um pouco obsessivos, perfeccionistas e dão grandes cientistas; muitas vezes são extremamente talentosos na música. Mas às vezes têm dificuldades para interagir socialmente com outras pessoas - uma combinação de características que podem misturar-se no suave final do espectro autista.

    O Centro de Pesquisa de Autismo da Universidade de Cambridge agora está solicitando aos membros do público que são graduados, e a seus pais, que participem de uma pesquisa que vai investigar eventuais ligações entre desempenho educacional, o tipo de trabalho que exercem e como seus filhos se desenvolvem.

    Especificamente, o novo estudo tentará descobrir se dois "fortes sistematizadores" de fato têm maior chance de gerar filhos autistas.

    A teoria do Professor Baron-Cohen certamente é plausível.

    Alguns dos mais fortes aumentos de diagnóstico de autismo foram encontrados no Vale do Silício, na Califórnia - onde talvez haja a maior população de sistematizadores de sucesso na Terra, as dezenas de milhares de técnicos, engenheiros e programadores que trabalham na indústria de computadores. Inevitavelmente, muitas dessas pessoas se casam (agora existem muitas mulheres trabalhando em TI, o que não era não o caso, há uma geração) e isso é uma boa, embora circunstancial, evidência da ligação entre sistematização e autismo.

    Mas o que dizer de outros lugares? Por que o aumento no autismo em quase todos os lugares? Uma resposta poderia ser a mudança do papel das mulheres em geral, visto nos últimos 100 anos.

    Até relativamente pouco tempo, ser excepcionalmente brilhante não era muito útil para quem fosse do sexo feminino. Na Inglaterra vitoriana, por exemplo, as oportunidades para uma mulher ganhar a vida através de suaa inteligência, por si só eram extremamente limitadas.

    Segundo o Censo de 1901, havia menos de uma centena de médicas registradas em todo o Reino Unido.

    Ir para a universidade era difícil e caro - a maioria sequer permitia que as meninas estudassem. Certamente havia poucas oportunidades de carreira em Engenharia ou Ciências.

    A mulher poderia se tornar professora, governanta ou, talvez, se fosse excepcionalmente talentosa, ganhar a vida escrevendo, ou nas artes. A maioria das profissões eram fechadas, assim como o mundo dos negócios.

    Mulheres inteligentes não eram sequer vistas como parceiras especialmente desejáveis. Os homens inteligentes ou ricos escolhiam noivas em razão da aparência, "criação", ou ambos.

    Ter um QI de 140 provavelmente contaria contra. A imagem tradicional da "loura burra" pendurada do braço do político ou empresário bem-sucedido era um horrível clichê, mas tinha um fundo de verdade.

    E em qualquer caso, as mulheres muito inteligentes seriam muitas vezes loucas se casassem. Até a década de 1880, mulheres britânicas que se casassem sequer podiam possuir seus próprios bens. Se tivesse um emprego, muitos patrões automaticamente despediriam uma garota no momento em que aparecesse com um anel de noivado. Assim, muitas mulheres inteligentes, "sistematizadoras", simplesmente não se casaram, ou o fizeram tarde e, provavelmente, tiveram menos filhos quando o casaram.

    Agora, tudo mudou. Não apenas as barreiras legais e sociais para as mulheres trabalharem em condições de igualdade foram em grande parte desmanteladas, como também temos o fenômeno da desejável 'alpha feminina". Cinqüenta anos atrás, muitos homens tinham medo de mulheres inteligentes. Agora, cada vez mais, os machos alfa quer alguém igual a eles ou mesmo superior.

    Cinqüenta anos atrás, pilotos de avião tipicamente masculino casavam com aeromoças. Agora, se casam com mulheres pilotos. Os médicos costumavam casar-se com enfermeiras, agora eles se casam com médicas.

    As esposas de políticos bem-sucedidos são, cada vez mais, bem sucedido por si mesmas - e, claro, há muitas mulheres políticas bem-sucedidas.

    O Professr Baron-Cohen assinala que "as fêmeas alfa" não são necessariamente fortes sistematizadoras.

    Ser um político brilhante ou escritor não pode exigir um tipo de "cérebro masculino" geek que pode estar por trás do aumento do autismo.

    Mas o fenômeno de casar-com-semelhante pode ter conseqüências completamente inesperadas que vão muito além da mera igualdade de oportunidades para as mulheres.

    É uma teoria fascinante. Aguardamos os resultados do novo estudo com interesse.

    Fonte (em 25/11/2011):
    Is the changing role of women in our society behind the rise in autism in the past 30 years?

    http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2064834/Is-changing-role-women-society-rise-autism-past-30-years.html

    Informação complementar:
    Mulheres entraram na ciência pela cozinha
    | Elton Alisson | 16/11/2011 | Agência FAPESP |
    http://agencia.fapesp.br/14780

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    sábado, 17 de setembro de 2011

    Tango para os lobos - aspies in love


    TANGO PARA OS LOBOS – Cantos proibidos de uma Aspie não é uma obra técnica sobre a síndrome de Asperger, mas fala dessas pessoas, principalmente mulheres aspies adultas, suas possibilidades, dúvidas, limites e superações.

    A autora Ana Parreira é psicóloga e descobriu, já na idade adulta, estar na condição de Asperger. Diagnosticada por médico, certificou-se de sua situação por meio de vários testes, muito estudo e contato com cientistas, pais de pessoas autistas e outros aspies adultos, a maioria no exterior.

    Essa revelação lhe possilitou reconstruir a forma de estar no mundo, mudou toda sua vida e melhorou bastante suas próprias condições, habilidades e dificuldades. Ana pertence a uma geração negligenciada pelo mundo autista, pelo próprio desconhecimento do autismo no Brasil e no mundo. A maior parte do trabalho tem sido voltado para as crianças, negligenciando as gerações mais velhas.

    O livro conta uma história de amor de uma aspie. Embora baseie-se em uma situação real, alguns nomes foram trocados.

    A história é contada em prosa e versos, onde Marília conversa com Thomaz, evocando na modernidade o amor de Thomaz Antonio Gonzaga, ou Dirceu, e Maria Joaquina Dorotéia de Seixas, ou Marília.

    Este é um corajoso depoimento de uma mulher madura, que põe a descoberto a sua própria vida, bem como seu relacionamento com o amor, de forma que o leitor possa tirar suas próprias conclusões sobre o mito de que os aspies (ou aspérgueres) não teriam empatia nem seriam capazes de amar.

    O livro traz ainda uma carta de Drummond para Ana sobre "publicar um livro somente quando achar que está no ponto" e, na quarta capa, uma análise do biólogo Alysson Muotri.

    TANGO PARA OS LOBOS – Cantos proibidos de uma Aspie sai em setembro pela Editora Russell, porém não vai estar nas livrarias; quem vai administrar a distribuição do livro é a própria autora e os interessados podem escrever para villa.aspie@gmail.com.

    A autora percorre instituições, escolas, empresas e grupos levando seu recado e experiência como aspie e como psicóloga dedicada ao assunto, dando cursos e palestras. Seu telefone de contato é (19) 9185-0015 ou (19) 2511-2443 (fixo GVT), em Campinas SP.

    Para algumas instituições dedicadas ao autismo, a autora poderá destinar parte da renda.

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    quarta-feira, 17 de agosto de 2011

    Vídeo: Minha síndrome de Asperger

    Cláudio F. Costa, áspie brasileiro que se autodiagnosticou aos 54 anos, fala de como se sente.

    Quem mandou foi Gustavo Medeiros, também áspie, Mariene e Inês Rosa.



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    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    Como se sentem os áspis?

    A psicóloga portuguesa Adriana Campos, em artigo publicado no site Educare.pt, discute alguns nos aspectos de como um jovem áspi (pessoa com síndrome de Asperger) pode vir a se sentir, confuso no mundo dos neurotípicos.

    Em Portugal, estima-se que 30 mil pessoas apresentam síndrome de Asperger. Compreender os sentimentos dos "áspis" pode ajudar imenso quem convive diariamente com eles e quem, por dever profissional, deve contribuir para potenciar ao máximo o seu desenvolvimento.

    Como se sentem os aspis?
    | Adriana Campos | Educare | 20-07-2011 |

    http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=90393CD59D8BF36DE0400A0AB8001D4D&channelid=FB1E151EFC02264FAA334EBDFF922FA2&schemaid&opsel=2

    Leia também o artigo da mesma autora:

    Asperger: Será?
    | Adriana Campos | Educare | 22-06-2011 |

    http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=90393CD58B1CF36DE0400A0AB8001D4D&channelid=90393CD58B1CF36DE0400A0AB8001D4D&schemaid=&opsel=2

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    domingo, 3 de julho de 2011

    Expressão através da arte em Nova York

    Foi um 1º de julho especial para uma artista de Apalachin, Estado de Nova York. Alicia Wagner expôs seu trabalho na Community Options, no Artist Row.

    É que neste último dia 1º aconteceu também a primeira vez em que a organização Community Options participou da celebração da Primeira Sexta-feira. A entidade dá apoio a pessoas com deficiência.

    Alicia, que tem síndrome de Asperger, diz que usa sua arte para se expressar:

    -"Eu costumo fazer abstrato, geralmente com temas médicos. Tenho um monte de inspirações diferentes. Quando eu comecei, tinha um monte de problemas de comunicação e só falava através de minha arte. Eu acho que dizem que uma imagem é melhor que mil palavras, mas pra mim é muito mais."

    Outros artistas que são atendidos pela Community Options também tiveram seus trabalhos expostos. Alicia encoraja todos com deficiência a procurar a organização.

    Therapeutic Expression Through Art
    http://www.wbng.com/news/local/Therapeutic-Expression-Through-Art-124897339.html


    Binghamton, NY (WBNG Binghamton) It's a special July First for one local artist from Apalachin. Alicia Wagner showcases her artwork at Community Options, on Artist Row.

    Friday is the organization's debut in the First Friday celebration.
    Jenna Hanchard - WBNG E-News - 1/7/2011


    Community Options provides support services to people with disabilities in the Binghamton area.

    Wagner has Asperger's Syndrome, an autism spectrum disorder.

    She said she uses artwork as a way to express herself.

    "I mostly do abstract usually medical themed. I have a lot of different inspirations. when I started this I has a lot of trouble communicating and I just spoke through my art. I guess they say a picture is worth a thousand words but for me its worth a lot more," said Wagner.

    Other artists that are served by Community Options also had their work on display.

    Wagner encourages anyone with disabilities to reach out to the organization Community Options, Inc.

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    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Um artista autista, ídolo da América

    Jairo Marques comenta, em seu blog, a intensa participação de James Durbin, roqueiro e aspie*, no reality show de sucesso absoluto nos EUA, American Idol, que "inspirou" os programas Ídolos (Record) e Qual é o seu Talento (SBT).

    Tem quem diga que os ásperguer não são autistas; eles seriam... aspies. Sim, eles são autistas. É verdade que conseguem se comunicar, pelo menos conseguem conversar, mas isso não quer dizer que sempre acompanhem o ritmo irregular das conversas dos neurotípicos**. Acima de tudo, sentem-se acuados na confusão social que é nossa vida.

    James arrasou no programa, amealhou 72 milhões de votos, mas perdeu. Perdeu ganhando, pois a fama que o programa lhe garantiu deverá projetá-lo para uma carreira que lhe garanta segurança financeira - talvez.

    James é pai, tem família para sustentar e o pai morreu de ovedose quando ele ainda era pequeno. Um caso típico de self made man, o heroi da mitologia norte-americana, o homem que, enfrentando os percalços do destino, vence.

    Continuemos a torcer por James.

    *pessoa com a síndrome de asperger.
    ** quem não tem autismo, segundo os aspies.

    Um autista como ídolo da América
    http://sergyovitro.blogspot.com/2011/05/jairo-marques-um-autista-como-idolo-da.html


    James Durbin - Season 10 - contestants
    http://www.americanidol.com/contestants/season_10/james_durbin/


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    quarta-feira, 18 de maio de 2011

    Comdef de Fortaleza tem conselheiro aspie

    Fátima Dourado postou na Comunidade Autismo no Brasil do facebook

    Após a eleição do primeiro colegiado COMDEF - Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Fortaleza - temos muito a comemorar. João Paulo Leão, conselheiro da Abraça e representante da Casa da Esperança, foi eleito conselheiro.

    João Paulo tem Síndrome de Asperger e trabalha há anos coordenando o setor de marcação de consultas da Casa da Esperança.

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    quinta-feira, 21 de abril de 2011

    Protestos não incomodam Temple Grandin, engenheira autista

    Meia hora antes de sua palestra no Centro Cultural Montante, da Canisius College, Temple Grandin foi surpreendida por protestos de ativistas de defesa dos direitos dos animais.

    A doutora Grandin, especialista do manejo de animais para o abate em matadouros, a engenheira de 63 anos é autista e mundialmente famosa pelos livros que publicou sobre sua especialidade e sobre o autismo e, recentemente, ganhou mais projeção com um filme sobre sua juventude. Ela é professora da Universidade Estadual do Colorado.

    Ela afirma que lhe perguntam se ela é vegan ou vegetariana, o que nega. "Antes de tudo, tenho um metabolismo que não funcionaria sem proteína animal, e uma das coisas que penso é que todos esses animais desenvolvidos para nos servir como alimento jamais existiriam se não os tivéssemos selecionado assim", ela explicou para os repórteres.

    Sua preocupação por humanizar o manejo do gado foi apresentada no filme da HBO, Temple Grandin, premiado com o Emmy de 2010, com a atriz Claire Danes representando seu papel. Também seus esforços para lidar com o seu autismo foi retratado no drama.

    Sua palestra, "Comportamento animal, autism e pensamento baseado nos sentidos" atraiu um público de cerca de mil pessoas.

    “Uma questão que pretendo esclarecer na minha palestra é... ‘Os animais sabem que estão sendo encaminhados para o abate?’ Eu tive de respondê-la muito cedo em minha carreira”, ela diz.

    Ao observar os animais no pasto e no matadouro da Swift, no Arizona, Grandin notou que eles eram muito mais afetados por movimentos e son inesperados do que qualquer aparente preocupação com a morte.

    “Descobri que os animais ficavam assustados com uma corrente pendurada ou um reflexo, você sabe, objetos a se mover. Ao eliminar essas distrações, vão direto para o abate”, afirma.

    Essas observações a levaram a redesenhar as instalações para o abate de animais.

    “Vou falar sobre diferentes formas de pensar. Algumas pessoas autistas são pensadores visuais, como eu. Penso com figuras fotorrealistas. Não posso, absolutamente, com álgebra, talvez geometria e trigonometria,” explica.

    “Outro tipo de mente é o pensador por padrões. Por exemplo, os brilhantes sujeitos do Vale do Silício que têm síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo (...) E há um terceiro tipo, o pensador por palavras. Eles conhecem palavras muito bem e saberão tudo sobre seu interesse favorito.”

    Grandin, 63, is a professor of animal sciences at Colorado State University. She has received many rewards for her research and work on behalf of animal welfare.
    Protesters don’t bother animal science doctor

    : Harold McNeil : Buffalo News : April 21, 2011 :


    A half-hour before she was scheduled to talk Wednesday in Canisius College’s Montante Cultural Center, Temple Grandin, a doctor of animal science, was unaware of the animal rights activists who had gathered outside to protest her visit.

    Once informed, Grandin was unfazed.

    “I get asked all the time if I’m a vegan or a vegetarian, and I’m not. First of all, I have a metabolism that won’t function without animal protein, and one of the things you’ve got to realize is that all of the animals that were raised for food would never have existed if we hadn’t bred them,” Grandin told reporters, in a brief interview before the lecture.

    “But I feel very strongly that we’ve got to give those animals a life that is worth living.”

    Grandin’s passion for ensuring that cattle and other livestock are treated humanely was documented in an Emmy Award-winning 2010 HBO film drama titled, “Temple Grandin,” starring Claire Danes as Grandin. The film also dealt with her struggles as a high-functioning autistic.

    Grandin’s lecture, titled “Animal Behavior, Autism and Sensory Based Thinking,” attracted a crowd of about 1,000.

    “One question I think I will answer tonight is . . . ‘Do the cattle know they’re going to get slaughtered?’ And I had to answer that question very early in my career,” she said.

    Observing cattle in the feed yard at the Swift plant in Arizona, Grandin said she noticed they were far more affected by unexpected movements and sound than any apparent preoccupation with mortality.

    “I found the animals were afraid of a chain hanging down or a reflection, you know, moving objects. If you eliminated those distractions, they’d go right up the chute,” she said.

    Her observations led her to design livestock-handling facilities.

    “Mostly I’m going to talk about different kinds of thinking. Some people with autism are visual thinkers, like me. I think in photo-realistic pictures. I absolutely couldn’t do algebra, maybe geometry and trig,” she said.

    “Another kind of mind is the pattern thinker. These are the brilliant guys out in Silicon Valley that have [Asperger’s syndrome], which is just mild autism. . . . Then there is a third type where they’re a word thinker. They know words very well, and they’ll know every fact about their favorite subject.”

    Grandin, 63, is a professor of animal sciences at Colorado State University. She has received many rewards for her research and work on behalf of animal welfare.
    Protesters don’t bother animal science doctor
    http://www.buffalonews.com/city/communities/buffalo/article398331.ece


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    quinta-feira, 5 de agosto de 2010

    Animação Mary e Max vence o Festival Animamundi

    Max e Mary

    O filme Mary e Max - Uma Amizade Difente venceu o Anima Mundi de 2010 na categoria de melhor filme.

    Produção do diretor e roteirista australiano Adam Elliot, foi realizado com a técnica de animação stop motion, em que bonecos são fotografados quadro-a-quadro para dar a impressão de movimento.

    Conta a história de Mary Dinkle, que vive num subúrbio da Austrália, e Max, um homem judeu de meia-idade, que vive isolado do mundo. Ambos se sentem sozinhos e trocam cartas por cerca de vinte anos, vivendo suas angústias e problemas. No meio do filme, Max é diagnosticado com a síndrome de Asperger e passa a usar as camisetas do movimento Aspies for freedom.

    Conta o diretor que a história surgiu de sua experiência na troca de correspondência que manteve quando era adolescente.

    Mary e Max vence Anima Mundi
    http://www.dgabc.com.br/News/5824397/mary-e-max-vence-anima-mundi.aspx


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    segunda-feira, 19 de julho de 2010

    Entrevista de Marcelo Bolshaw no Salada Médica

    O blog Salada Médica inaugura sua nova seção, o Salada Entrevista, entrevistando Marcelo Bolshaw. Ele tem síndrome de Asperger e nos mostra até onde nossa força de vontade é capaz de nos levar: não temos idéia do quanto somos capazes e cada história de superação que ouvimos renova a esperança que depositamos em nós mesmos.

    Entrevista com Marcelo Bolshaw – Síndrome de Asperger
    http://saladamedica.wordpress.com/2010/07/14/entrevista-com-marcelo-bolshaw-gomes-sindrome-de-asperger/


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    sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

    Temple Grandin, o filme, estreia em fevereiro

    Claire Danes, como Temple
    Como o Crônica Autista noticiou em primeira mão, a HBO estreia em 6 de fevereiro o filme sobre a infância e adolescência de Temple Gradin, engenheira, escritora, cientista em comportamento animal, professora da Universidade do Colorado e autista. O trailer já está disponível no site da HBO.

    Claire Danes atua no papel da engenheira que hoje, aos 62 anos, é uma das grandes porta-vozes da causa das pessoas autistas. Julia Ormond atua no papel da mãe de Temple, Catherine O'Hara é sua tia e David Strathaim faz o professor que a estimulou a estudar para criar sua máquina do abraço, que a ajuda a aliviar a ansiedade e o estresse.

    A perspectiva de mundo que Temple Grandin conseguiu através do autismo lhe deu condição de se tornar uma das grandes especialistas no manejo de animais para abate. Consta que o McDonald's somente usa carne de animais criados e abatidos segundo suas técnicas.

    Sobre Temple Grandin, Oliver Sachs escreveu o sétimo capítulo do livro Um Antropólogo em Marte (Cia das Letras). Ela também é autora de vários livros, dos quais estão disponíveis em português Uma menina estranha (Cia das Letras) e Na língua dos bichos (Rocco).

    Outras obras suas são:
    Grandin, Dr. Temple - The Way I See It: A Personal Look at Autism and Asperger's
    Grandin, Dr. Temple and Johnson, Catherine - Animals Make Us Human: Creating the Best Life for Animals
    Grandin, Dr. Temple and Barron, Sean - Unwritten Rules of Social Relationships
    Grandin, Dr. Temple and Duffy, Kate - Developing Talents
    Grandin, Dr. Temple - Thinking In Pictures

    Livros no bondfaro: http://www.bondfaro.com.br/livros.html?auto=1&kw=Temple+Grandin
    Seu texto Uma visão interior do autismo pode ser lido em: http://www.painet.com.br/rocha/temple.htm

    Site de Temple Grandin: http://www.templegrandin.com/

    fonte: Ace Showbiz - 8/1/2010
    First Trailer to 'Temple Grandin' Starring Claire Danes

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