A Excelentíssima Senhora Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, em consonância com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - COEDE/RN, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para participar da Solenidade de Lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - VIVER SEM LIMITES, com a presença de Sua Excelência a Senhora Ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Na ocasião, Jobson Maia fará uma apresentação.
Data: 16/05/2012(Quarta-feira)
Horário: 17h00
Local: Auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFRN
Av. Senador Salgado Filho, nº 1559 - Tirol - Natal - RN
Atenciosamente
Décio Gomes Santiago
Presidente do COEDE/RN
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Banda Red Lamb lança videoclipe Puzzle Box
![]() |
| Spitz e um de seus filhos |
As primeiras cenas foram tomadas durante uma caminhada da organização Autism Speaks, com milhares de pessoas, segundo o site oficial da banda. A segunda locação é a própria casa de Spitz, em que aparecem seus filhos. A terceira é a mansão The Scully Estate, em Long Island, Nova York, que foi construída à semelhança de um castelo francês.
A banda está engajada na divulgação da consciência sobre o autismo e pede a todos que verifiquem as novas estatísticas norte-americanas sobre a incidência de autismo naquele país que indicam que, de cada 88 crianças nascidas, 1 terá autismo e, de cada 54 meninos, um será autista. A banda quer usar a música para levar a verdade às pessoas.
A letra de Puzzle Box foi escrita por Spitz em parceria com Dave Mustaine, do Megadeth. Ambos somam, juntos, 15 indicações para o Grammy. A música tem participacões especiais de Chris Vrenna e de Marilyn Manson nos backing vocals. Puzzle Box está no disco de estreia do Red Lamb, lançado no início de 2012.
O site da banda alerta para o fato de que é preciso ampliar a informação e o conhecimento sobre o autismo, pois não há testes médicos que o diagnostiquem, mas que é necessário reconhecer o mais cedo possível e agir a favor dessas crianças.
Puzzle Box
How did this happen
Somebody tell us
Anybody got the guts
Just tell the truth
To the people
The ones who suffer
Just like us
Another torturous day
A fight that I can't win
Autism aint just Schism
Its blood curdling screams from within
It seems the brain won't connect
I can't find a minute of peace
Heightened skills
They come next
With duplicity, it ain't easy
A struggle day by day by day
We know we're not alone
Therapists are here most every day
This life, it ain't easy
A sickness that's not going away
One day the truth will be revealed
Silent, but Speaking volumes
Is The serpent coiled upon their seal
Every child's mind is...
Like a puzzle box
But what of the mind that stays...
That stays forever locked?
Early intervention's
The key to it all
Now we lift them up
HE won't let them fall
Don't know the bliss of sleep
Don't recognize their names
Shrieking for no damn reason
They won't even look at YOU!
Lemme make you all aware?
The Truth sticks in a Doctor's throat
Whether mortal man or Sorcerer
Now Hypocrite of the Hippocratic Oath
We the parents were never told
WE the people were not prepared
But God blessed America, right
So why's the White House running scared?
Every child's mind is...
Like a puzzle box
But what of the mind that stays...
That stays forever locked?
Early intervention's
The key to it all
Now we lift them up
HE won't let them fall
Pharmaceutical corruption
Neurological destruction
Monetary seduction
Human deconstruction
Every child's mind is...
Like a puzzle box
But what of the mind that stays...
That stays forever locked?
Early intervention's
The key to it all
Now we lift them up
HE won't let them fall
Every single child's mind is like a puzzle box
But what of the mind that stays
That stays forever locked
Tell me who can cure the puzzle box?
Now we lift them up
HE won't let them fall
Caixa de quebra-cabeças
Como isso foi acontecer
Alguém nos diga
Quem quer que tenha estômago
Só diga a verdade
Para as pessoas
Aqueles que sofrem
como nós
Mais um dia torturante
Uma luta que não consigo ganhar
Autismo é mais que uma Quebra
O sangue gela nas veias com seus gritos
Parece que o cérebro não vai conectar
Não tenho um minuto de paz.
Altas habilidades
Elas vêm em seguida
Em dobro, não é fácil
Um dia de luta, dia após dia.
Sabemos que não estamos sós
Terapeutas aqui, quase todo dia.
Essa vida não é fácil,
A doença não vai embora
Um dia, a verdade será revelada
Silenciosa, mas com o som nas alturas,
É a serpente enrolada no seu selo
A mente de toda criança é ...
Como uma caixa de quebra-cabeça
Mas o que fica da mente...
Que fica para sempre trancada?
Intervenção precoce é a chave de tudo!
Agora, vamos levantá-los
ELE não vai deixá-los cair
Não conhecem a benção do sono
Não reconhecem seus nomes
Gritos sem uma maldita razão
Eles nem mesmo vão olhar pra VOCÊ!
Me deixem conscientizá-los:
A Verdade trava na garganta do Doutor
Seja ele mortal ou um Mago
Agora é um hipócrita do Juramento de Hipócrates
Nós, os pais nunca somos informados
Nós, as pessoas, não somos preparadas
Mas Deus abençoou a América, certo?
Por que a Casa Branca foge assustada?
A mente de toda criança é ...
Como uma caixa de quebra-cabeça
Mas o que fica da mente...
Que fica para sempre trancada?
Intervenção precoce
é a chave de tudo
Agora, vamos levantá-los
ELE não vai deixá-los cair
Farmacêutica corrupção
Neurológica destruição
Monetária sedução
Humana desconstrução
A mente de toda criança é ...
Como uma caixa de quebra-cabeça
Mas o que da mente fica...
Que fica para sempre trancada?
A intervenção precoce é a chave para tudo
Agora, vamos levantá-los
ELE não vai deixá-los cair
A mente de cada criança é como uma caixa de quebra-cabeça
Mas o que fica da mente
Que fica para sempre trancada?
Diga-me, quem pode curar essa caixa de quebra-cabeças?
Agora, vamos levantá-los
ELE não vai deixá-los cair
Red Lamb: novo clipe da banda fala sobre o autismo
http://whiplash.net/materias/news_840/153333-redlamb.html
http://www.collectorsroom.blogspot.com.br/2012/04/red-lamb-novo-clipe-da-banda-fala-sobre.html
Do site oficial do Red Lamb:
http://www.redlambofficial.com/2012/03/puzzle-box-video-shoot/
http://www.redlambofficial.com/2012/04/candi-and-dan-spitz-speak/
Red Lamb no facebook:
www.facebook.com/redlamb
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quarta-feira, 14 de março de 2012
"Autismo não atrapalhará minha carreira de cantora"
| Adam Ghassemi |News Channel 5 | 13/3/2012 |
NASHVILLE, Tennessee - Pode ser difícil de acreditar, mas Katie Chance sequer falava até os quatro anos.
"Acho que, na maior parte, era estresse, porque fico muito estressada, se algo não dá certo", ela explicava na terça-feira (7/3). "Tive mesmo de aprender que, se algo der errado, eu tenho que lidar com isso e seguir em frente."
Quando criancinha, os médicos a diagnosticaram com a síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo.
Terça-feira ela estava no palco de Margaritaville no Baixo Broadway, com a esperança de inspirar as pessoas com sua música.
- "As pessoas dizem, 'Ah meu Deus, você tem uma grande voz, eu amo isso demais e dizem como você tem autismo?' E eu digo yeah," disse ela.
Chance dividiu o palco com artistas como Bucky Covington e Bo Bice que estão tentando ajudar a conscientizar sobre o transtorno.
"Só para fazer as pessoas se preocuparem. É isso que estamos fazendo aqui", disse Bice.
Os recursos arrecadados com "Autism Sings" beneficirão a Autism Speaks, uma organização que espera que a história de Katie mostre às pessoas que essa desordem não significa que sua vida ou seus sonhos têm que parar.
"Ela é uma esperança para todas as famílias que não sabem o que o futuro reserva para seu filho. Ela é representa o que pode vir a ser", explicou Kathy Streng, diretora regional da Autism Speaks .
Como Chance tenta tornar-se conhecida, ela trabalha com seu diagnóstico e não contra ele. "Ser diferente é único e isso pode fazer você ir longe, como eu, agora", ela diz.
Os recursos da Autism Speaks vão ajudar pessoas com autismo através de muitos programas, incluindo a Rede de Tratamento do Autismo em Vanderbilt ou kits gratuitos desenvolvidos para apoiar famílias no diagnóstico inicial.
Girl Says Autism Won't Stop Singing Career
http://www.newschannel5.com/story/17152277/girl-says-autism-makes-her-unique-not
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terça-feira, 13 de março de 2012
Jobson Maia ao vivo dia 28 de abril
"Esta festa é minha, é sua, é nossa".
É assim que Jobson Maia convida para seu show "EMOÇÕES", comemorando seus 14 anos de carreira. Jobson é o artista autista que teve sua história mostrada no Criança Esperança de 2011.
Neste ano, o show de duas horas será dividido em dois momentos. Na primeira parte, Jobson se apresenta só, no palco, apenas com seu teclado. Na segunda parte, Jobson se fará acompanhar pelo Grupo Fator Musical - pela primeira vez, o jovem artista autista será acompanhado por uma banda.
O evento se realizará no CEPE (Clube dos Empregados da Petrobras) de Natal (RN), à Avenida Aírton Sena, Nova Parnamirim.
Jobson Maia
SHOW EMOÇÕES
28 de abril de 2012
(Sábado)
Venda antecipada de senhas:
(84)3217-4913 - (84)8838-6456
Livraria Papel Legal - Shopping Via Direta
Senha individual, R$ 15,00 - com direito a mesa.
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É assim que Jobson Maia convida para seu show "EMOÇÕES", comemorando seus 14 anos de carreira. Jobson é o artista autista que teve sua história mostrada no Criança Esperança de 2011.
Neste ano, o show de duas horas será dividido em dois momentos. Na primeira parte, Jobson se apresenta só, no palco, apenas com seu teclado. Na segunda parte, Jobson se fará acompanhar pelo Grupo Fator Musical - pela primeira vez, o jovem artista autista será acompanhado por uma banda.
O evento se realizará no CEPE (Clube dos Empregados da Petrobras) de Natal (RN), à Avenida Aírton Sena, Nova Parnamirim.
SHOW EMOÇÕES
28 de abril de 2012
(Sábado)
Venda antecipada de senhas:
(84)3217-4913 - (84)8838-6456
Livraria Papel Legal - Shopping Via Direta
Senha individual, R$ 15,00 - com direito a mesa.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Palestina autista e cega tornou-se pianista com a ajuda de uma judia ortodoxa
Luis M. Faria - 15/12/2011 - Expresso
Quando um casal de missionários holandeses a encontrou, Rasha Hamid encontrava-se em muito mau estado.
Aos 4 anos, ela e a irmã viviam confinadas num quarto desde o nascimento. Alimentadas só com leite, sofriam de grave atraso mental e físico. Mal falavam, batiam constantemente com a cabeça, enfiavam os dedos nos olhos. Foram recolhidas pelo casal Vollbehrs e mais tarde integradas em Beit Yemina, a escola- orfanato por eles criada nas imediações de Belém.
Um dia, quando se cantava um hino, Rasha começou a acompanhar com uma harmonia própria. Surpreendidos, os Vollbehrs perceberam que tinham ali alguém com verdadeiro talento musical. Compraram um piano, onde Helena Vollbehrs ensinou Rasha a tocar.
Quanto se tornou necessário que ela prosseguisse os estudos a um nível superior, levaram-na para o conservatório.
A política não era importante
A professora Devorah Schramm, nascida nos EUA e judia ortodoxa (apresenta-se sempre com a pesada peruca que as normas religiosas impõem), foi informada de que havia uma criança cega à sua espera.
Percebeu que além de cega, Rasha tinha severos bloqueios mentais e comunicacionais, e era palestiniana. Mas nem hesitou. Para ela, a política não tem muita importância. Aceitou a aluna de 11 anos, e nunca se arrependeu.
Logo nas primeiras aulas, ficou espantada com as harmonias que ela gerava espontaneamente. Harmonias negras, insólitas, que formariam a base de muitas das futuras composições de Rasha.
Quando lhe perguntam o que significa a música para a sua aluna, Schramm responde com uma palavra: paz.
Intifada, e dificuldades financeiras
Se a vocação musical estava fora de dúvida, algumas das outras dificuldades permaneciam. Houve momentos difíceis, tanto a nível da relação entre aluna e professora (embora Schramm diga que o melhor de tudo, para si, foram os momentos em que Rasha, incapaz de articular palavras, se virava para ela com ternura) como das evoluções lá fora.
Entre esses anos de aprendizagem teve lugar a segunda Intifada, especialmente sangrenta. A certa altura, militantes palestinianos disparavam da zona onde Rasha vivia para aquela onde vivia Devorah. Mas esta não se deixou dissuadir.
Hoje em dia Rasha está com 36 anos, e a relação continua. Os problemas agora são ao mesmo tempo políticos e financeiros. Beit Yemina tem de gastar muito dinheiro para obter as autorizações que permitem a Rasha ir a Israel para ter aulas. Fala-se em cortar.
Devorah espera que não aconteça. E evoca o prazer de Rasha quando toca em público e ouve os aplausos. "Às vezes ela própria aplaude".
Palestiniana autista e cega tornou-se pianista com a ajuda de uma judia ortodoxa
http://aeiou.expresso.pt/palestiniana-autista-e-cega-tornou-se-pianista-com-a-ajuda-de-uma-judia-ortodoxa=f694490
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Quando um casal de missionários holandeses a encontrou, Rasha Hamid encontrava-se em muito mau estado.
Aos 4 anos, ela e a irmã viviam confinadas num quarto desde o nascimento. Alimentadas só com leite, sofriam de grave atraso mental e físico. Mal falavam, batiam constantemente com a cabeça, enfiavam os dedos nos olhos. Foram recolhidas pelo casal Vollbehrs e mais tarde integradas em Beit Yemina, a escola- orfanato por eles criada nas imediações de Belém.
Um dia, quando se cantava um hino, Rasha começou a acompanhar com uma harmonia própria. Surpreendidos, os Vollbehrs perceberam que tinham ali alguém com verdadeiro talento musical. Compraram um piano, onde Helena Vollbehrs ensinou Rasha a tocar.
Quanto se tornou necessário que ela prosseguisse os estudos a um nível superior, levaram-na para o conservatório.
A política não era importante
A professora Devorah Schramm, nascida nos EUA e judia ortodoxa (apresenta-se sempre com a pesada peruca que as normas religiosas impõem), foi informada de que havia uma criança cega à sua espera.
Percebeu que além de cega, Rasha tinha severos bloqueios mentais e comunicacionais, e era palestiniana. Mas nem hesitou. Para ela, a política não tem muita importância. Aceitou a aluna de 11 anos, e nunca se arrependeu.
Logo nas primeiras aulas, ficou espantada com as harmonias que ela gerava espontaneamente. Harmonias negras, insólitas, que formariam a base de muitas das futuras composições de Rasha.
Quando lhe perguntam o que significa a música para a sua aluna, Schramm responde com uma palavra: paz.
Intifada, e dificuldades financeiras
Se a vocação musical estava fora de dúvida, algumas das outras dificuldades permaneciam. Houve momentos difíceis, tanto a nível da relação entre aluna e professora (embora Schramm diga que o melhor de tudo, para si, foram os momentos em que Rasha, incapaz de articular palavras, se virava para ela com ternura) como das evoluções lá fora.
Entre esses anos de aprendizagem teve lugar a segunda Intifada, especialmente sangrenta. A certa altura, militantes palestinianos disparavam da zona onde Rasha vivia para aquela onde vivia Devorah. Mas esta não se deixou dissuadir.
Hoje em dia Rasha está com 36 anos, e a relação continua. Os problemas agora são ao mesmo tempo políticos e financeiros. Beit Yemina tem de gastar muito dinheiro para obter as autorizações que permitem a Rasha ir a Israel para ter aulas. Fala-se em cortar.
Devorah espera que não aconteça. E evoca o prazer de Rasha quando toca em público e ouve os aplausos. "Às vezes ela própria aplaude".
Palestiniana autista e cega tornou-se pianista com a ajuda de uma judia ortodoxa
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Arte do encontro
Tatynne Lauria, da Produção do Criança Esperança 2011, escreve sobre a experiência de conhecer Jobson Maia, artista autista de Natal, cover de Roberto Carlos. Um texto suave, gentil, que fala da superação que ele e sua família enfrentaram para que ele crescesse com a independência que tem hoje.
A vida é a arte do encontro
http://jobsonmaiaautismo1.blogspot.com/2011/12/vida-e-arte-do-encontro.html
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A vida é a arte do encontro
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Jobson Maia canta os sucessos do Rei Roberto Carlos
Gravação para o Criança Esperança 2011
Theatro Alberto Maranhão
domingo dia 10/7, às 13 horas
Praça Augusto Severo, sem número - Ribeira - Natal - RN
Convite gratuito: chegar com trinta minutos de antecedência, sujeito à lotação do teatro.
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Theatro Alberto Maranhão
domingo dia 10/7, às 13 horas
Praça Augusto Severo, sem número - Ribeira - Natal - RN
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Um aspie no American Idol
O reality show American Idol, que inspirou o brasileiro Ídolos, apresenta sempre uma batelada de concorrentes com performances memoráveis. Na noite do dia 9 passado, os expectadores puderam pareciar o talento de James Durbin. Com 21 anos de idade, este californiano, pai desempregado, tem uma história de desafios e superações.
Aos nove anos, ficou órfão, quando seu pai morreu de overdose. Na mesma época, foi diagnosticado com as síndromes de Tourette e Asperger.
James deslumbrou a plateia e os jurados com uma variação vocal fantástica, incluindo interpretações de You shook me e Dream on. Steven Tyler, um dos jurados, particularmente impressionado, disse:
-"Uau, cara, isso é muito, muito bom!"
As comparações com o vencedor da última temporada do programa já estão sendo feitas, mas Durbin é muito diferente. Sua história é única e, casada com uma voz incrível, certamente faz dele um favorito dos fãs, colocando-o na reta para a vitória. Se isso acontecer, James vai entrar para a crescente lista de pessoas como Jason McElwain e Temple Grandin que superaram muitos dos estereótipos e preconceitos sobre o que significa ter autismo e o que os autistas são capazes de realizar.
Depois da apresentação, James admitiu aos jurados que, quando canta, sua Tourette some. Agora, é torcer para que ele vença essa décima temporada de American Idol.
American Idol Frontrunner has Tourette Syndrome, Autism
| Gary G. Porter | Autism Key | 10/2/2011 |
http://www.autismkey.com/american-idol-frontrunner-has-tourette-syndrome-autism/
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Aos nove anos, ficou órfão, quando seu pai morreu de overdose. Na mesma época, foi diagnosticado com as síndromes de Tourette e Asperger.
James deslumbrou a plateia e os jurados com uma variação vocal fantástica, incluindo interpretações de You shook me e Dream on. Steven Tyler, um dos jurados, particularmente impressionado, disse:
-"Uau, cara, isso é muito, muito bom!"
As comparações com o vencedor da última temporada do programa já estão sendo feitas, mas Durbin é muito diferente. Sua história é única e, casada com uma voz incrível, certamente faz dele um favorito dos fãs, colocando-o na reta para a vitória. Se isso acontecer, James vai entrar para a crescente lista de pessoas como Jason McElwain e Temple Grandin que superaram muitos dos estereótipos e preconceitos sobre o que significa ter autismo e o que os autistas são capazes de realizar.
Depois da apresentação, James admitiu aos jurados que, quando canta, sua Tourette some. Agora, é torcer para que ele vença essa décima temporada de American Idol.
American Idol Frontrunner has Tourette Syndrome, Autism
| Gary G. Porter | Autism Key | 10/2/2011 |
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Música ganha aplausos no trabalho com autismo
Evidência é fraca, mas especialistas dizem que musicoterapia é válida
| Jean Hwang | Washington Post | 3/3/2009 | Pág. HE05 |
Na hora do banho de Janna Simpson, sua mãe muitas vezes canta junto uma musiquinha: "Tomar banho, Tomar banho, Tomar banho..." Judy Simpson cantarola, distraindo a filha dentro da água.
Janna não é um bebê e sua mãe não está cantando à toa. Janna tem 15 anos e autismo. Música, explica Judy, tem sido a chave para envolvê-la em cada atividade diária como tomar um banho; também é uma alternativa a instruções verbais para ajudá-la a superar problemas sociais e comportamentais.
Janna, que nunca desenvolveu a fala normal, recebe musicoterapia formal na Escola Média de Hedgesville, Virginia do Oeste, onde frequenta uma classe para alunos com autismo. Sua mãe, uma ex-musicoterapeuta que é diretora de relações governamentais da Associação Americana de Musicoterapia, sediada em Silver Spring, mantém essa abordagem terapêutica em casa.
- "Latitude, longitude, olhar em um microscópio: essas habilidades não são importantes", diz Judy. "Ela precisa de habilidades básicas para a vida como: escovar os dentes, banhar-se, o relacionamento com pessoas. Essa é uma coisa difícil de se ensinar".
A confiança de Judy na musicoterapia se baseia na sua própria experiência e na de outros pais de crianças autistas que estão ávidos por melhorar as habilidades funcionais de seus filhos. Mas, exatamente como e no que a musicoterapia atua não é bem entendido. Há apenas um ano, uma sessão intitulada "A agenda do autismo" na conferência da Associação Americana de Musicoterapia enfatizou a necessidade de mais pesquisas e prática para basear-se em evidências.
'Olá, Pessoal'
Apesar das informações sobre sua efetividade serem limitadas, fazer música tem sido parte importante de diversos programas para crianças autistas. Leanne Belasco, uma musicoterapeuta da Kennedy Krieger School do Campus do Condado Montgomery campus em Rockville, diz que a música dá estrutura e um ritmo previzível a direções verbais. Quando Belasco toca a cítara para seus alunos, ela canta letras encorajadoras e instrutivas como, "Eu sei que posso; sou um bom escutador" e "Seja flexível".
Na escola, onde todos os 37 alunos de turno integral estão inscritos na musicoterapia, Belasco começa suas sessões de 30 a 45 minutos cantando um refrão: "Alô, todo mundo, agora é hora de música." Ela roda entre os alunos, sentados em ferradura, dirigindo-se a cada um com uma canção. Um deles, de 16 anos, que usa headphones por causa de sua sensibilidade auditiva, responde com evidente prazer, assim como um garoto mais jovem, que toca uma cítara com evidente prazer enquanto balança para a frente e para trás em sua cadeira. Quando Belasco pede que chacoalhem suas maracas azuis, as auxiliares precisam ajudar. Quando um aluno parece sofrer com o exercício, os assistentes o colocam na cadeira.
Apesar dos benefícios associados à música, crianças com autismo enfrentam desafios especiais. "Alguns alunos são sensíveis a sirenes e aspiradores de pó; alguns são sensíveis à música, a certos instrumentos ou à sua freqüência", diz Linda Brandebourg, diretora de serviços do autismo da escola em Kennedy Krieger, de Baltimore. O musicoterapeuta gradualmente facilita estudantes com tais sensibilidades a participar do grupo.
Para alunos de alto funcionamento no espectro autista, a música pode ser uma alternativa criativa, além de que ajuda a regular o comportamento, dizem os terapeutas. Na Rockville's Frost School, para crianças com desordens emocionais que incluem o espectro autista, Donny Toker, da nona série, desfruta da música desde pequeno e agora compõe jazz e rock, que apresenta para a família e na escola. Sua mãe, Nancy Toker, diz que a música o ajuda a se focalizar e alivia a ansiedade e a frustração. "Quando está em um ambiente musical, pode interagir com seus pares, e suas habilidades de conversação são apropriadas", diz Nancy.
Medindo o resultado
Desenvolver estudos para avaliar os benefícios da musicoterapia é um desafio. Petra Kern, professora de musicoterapia na Universidade Estadual de Nova York, em New Paltz, e uma dos organizadoras da conferência Agenda do Autismo, diz que é difícil conduzir pesquisa em autismo usando experimentações aleatórias controladas porque autismo é um espectro e o comportamento varia muito de indivíduo para indivíduo. Ela defende o trablaho tanto quanto possível com grupos de estudos de casos relacionados, para compreender como e porque a musicoterapia funciona.
Catherine Lord, uma professora de psicologia da Universidade de Michigan que se especializou na pesquisa do autismo, explica:
-"Sabemos que o tratamento com musicoterapia está associado com a melhora, mas não sabemos qual é a causa dessa melhora".
Ela diz que estudos sugerindo resultados positivos com a musicoterapia, tipicamente, "não controlam o que se precisa controlar para encontrar o que causa a mudança". Os alunos podem melhorar por causa de fatores como entusiasmo e atenção do terapueta mais do que a própria música.
Catherine explicar que apoiaria o uso da musicoterapia somente se fosse possível mostrar que ajudou a diminuir comportamentos-problema e também se for claramente determinado que os alunos com autismo apreciam a terapia. Para muitas pessoas com autismo faltam formas de entretenimento e relaxamento; assim, fornecer tratamento comportamental efetivo que seja também agradável seria de grande valor, diz.
Mijin Kim, musicoterapeuta do Instituto Beth Abraham, em Nova York, diz que a música pode ser eficaz porque complementa as habilidades cognitivas das pessoas autistas, o que inclui uma forte inclinação para criar padrões.
-"A música é inerentemente estruturada e padronizada", ela diz. "Você pode ver as pessoas com autismo que são hipersensíveis ao som mas responder diferentemente à música, por causa da sua estrutura".
Music Wins Applause for Addressing Autism
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/02/AR2009030201759.html
| Jean Hwang | Washington Post | 3/3/2009 | Pág. HE05 |
Na hora do banho de Janna Simpson, sua mãe muitas vezes canta junto uma musiquinha: "Tomar banho, Tomar banho, Tomar banho..." Judy Simpson cantarola, distraindo a filha dentro da água.
Janna não é um bebê e sua mãe não está cantando à toa. Janna tem 15 anos e autismo. Música, explica Judy, tem sido a chave para envolvê-la em cada atividade diária como tomar um banho; também é uma alternativa a instruções verbais para ajudá-la a superar problemas sociais e comportamentais.
Janna, que nunca desenvolveu a fala normal, recebe musicoterapia formal na Escola Média de Hedgesville, Virginia do Oeste, onde frequenta uma classe para alunos com autismo. Sua mãe, uma ex-musicoterapeuta que é diretora de relações governamentais da Associação Americana de Musicoterapia, sediada em Silver Spring, mantém essa abordagem terapêutica em casa.
- "Latitude, longitude, olhar em um microscópio: essas habilidades não são importantes", diz Judy. "Ela precisa de habilidades básicas para a vida como: escovar os dentes, banhar-se, o relacionamento com pessoas. Essa é uma coisa difícil de se ensinar".
A confiança de Judy na musicoterapia se baseia na sua própria experiência e na de outros pais de crianças autistas que estão ávidos por melhorar as habilidades funcionais de seus filhos. Mas, exatamente como e no que a musicoterapia atua não é bem entendido. Há apenas um ano, uma sessão intitulada "A agenda do autismo" na conferência da Associação Americana de Musicoterapia enfatizou a necessidade de mais pesquisas e prática para basear-se em evidências.
'Olá, Pessoal'
Apesar das informações sobre sua efetividade serem limitadas, fazer música tem sido parte importante de diversos programas para crianças autistas. Leanne Belasco, uma musicoterapeuta da Kennedy Krieger School do Campus do Condado Montgomery campus em Rockville, diz que a música dá estrutura e um ritmo previzível a direções verbais. Quando Belasco toca a cítara para seus alunos, ela canta letras encorajadoras e instrutivas como, "Eu sei que posso; sou um bom escutador" e "Seja flexível".
Na escola, onde todos os 37 alunos de turno integral estão inscritos na musicoterapia, Belasco começa suas sessões de 30 a 45 minutos cantando um refrão: "Alô, todo mundo, agora é hora de música." Ela roda entre os alunos, sentados em ferradura, dirigindo-se a cada um com uma canção. Um deles, de 16 anos, que usa headphones por causa de sua sensibilidade auditiva, responde com evidente prazer, assim como um garoto mais jovem, que toca uma cítara com evidente prazer enquanto balança para a frente e para trás em sua cadeira. Quando Belasco pede que chacoalhem suas maracas azuis, as auxiliares precisam ajudar. Quando um aluno parece sofrer com o exercício, os assistentes o colocam na cadeira.
Apesar dos benefícios associados à música, crianças com autismo enfrentam desafios especiais. "Alguns alunos são sensíveis a sirenes e aspiradores de pó; alguns são sensíveis à música, a certos instrumentos ou à sua freqüência", diz Linda Brandebourg, diretora de serviços do autismo da escola em Kennedy Krieger, de Baltimore. O musicoterapeuta gradualmente facilita estudantes com tais sensibilidades a participar do grupo.
Para alunos de alto funcionamento no espectro autista, a música pode ser uma alternativa criativa, além de que ajuda a regular o comportamento, dizem os terapeutas. Na Rockville's Frost School, para crianças com desordens emocionais que incluem o espectro autista, Donny Toker, da nona série, desfruta da música desde pequeno e agora compõe jazz e rock, que apresenta para a família e na escola. Sua mãe, Nancy Toker, diz que a música o ajuda a se focalizar e alivia a ansiedade e a frustração. "Quando está em um ambiente musical, pode interagir com seus pares, e suas habilidades de conversação são apropriadas", diz Nancy.
Medindo o resultado
Desenvolver estudos para avaliar os benefícios da musicoterapia é um desafio. Petra Kern, professora de musicoterapia na Universidade Estadual de Nova York, em New Paltz, e uma dos organizadoras da conferência Agenda do Autismo, diz que é difícil conduzir pesquisa em autismo usando experimentações aleatórias controladas porque autismo é um espectro e o comportamento varia muito de indivíduo para indivíduo. Ela defende o trablaho tanto quanto possível com grupos de estudos de casos relacionados, para compreender como e porque a musicoterapia funciona.
Catherine Lord, uma professora de psicologia da Universidade de Michigan que se especializou na pesquisa do autismo, explica:
-"Sabemos que o tratamento com musicoterapia está associado com a melhora, mas não sabemos qual é a causa dessa melhora".
Ela diz que estudos sugerindo resultados positivos com a musicoterapia, tipicamente, "não controlam o que se precisa controlar para encontrar o que causa a mudança". Os alunos podem melhorar por causa de fatores como entusiasmo e atenção do terapueta mais do que a própria música.
Catherine explicar que apoiaria o uso da musicoterapia somente se fosse possível mostrar que ajudou a diminuir comportamentos-problema e também se for claramente determinado que os alunos com autismo apreciam a terapia. Para muitas pessoas com autismo faltam formas de entretenimento e relaxamento; assim, fornecer tratamento comportamental efetivo que seja também agradável seria de grande valor, diz.
Mijin Kim, musicoterapeuta do Instituto Beth Abraham, em Nova York, diz que a música pode ser eficaz porque complementa as habilidades cognitivas das pessoas autistas, o que inclui uma forte inclinação para criar padrões.
-"A música é inerentemente estruturada e padronizada", ela diz. "Você pode ver as pessoas com autismo que são hipersensíveis ao som mas responder diferentemente à música, por causa da sua estrutura".
Music Wins Applause for Addressing Autism
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/02/AR2009030201759.html
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