Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
http://www.sciencemag.org/news/2016/11/trump-met-prominent-anti-vaccine-activists-during-campaign
Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
http://www.sciencemag.org/news/2016/11/trump-met-prominent-anti-vaccine-activists-during-campaign
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Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Polícia Militar amiga da gente autista
Deu no facebook:
Através do Facebook do 16° BPM, a Senhora Bianca contou a história do seu filho Arthur, que nesta terça feira, dia dez, completou seis anos de idade. Bianca contou que seu filho é portador da Síndrome de Asperger, que dificulta a socialização dele, mas que apesar disto, toda vez que Arthur vê um Policial Militar faz questão de apertar a mão dele pois diz para mãe que é seu amigo.
A admiração é tanta que Arthur pediu que o tema da sua festa de aniversário fosse a Polícia Militar, já que diz que os policiais militares são seus super heróis favoritos.
Entretanto, com a condição (e não doença, viu, família?) de Arthur, os gastos são altos e a família não teria condições de fazer uma festa, mas não deixaria passar em branco com um bolinho e a mãe pedia para, se possível, um policial ser enviado em sua residência para cantar parabéns para Arthur.
Alguns policiais, ao tomarem conhecimento da história, se mobilizaram e ajudaram a preparar a festa para Arthur, indo comemorar com ele e família mais esse aniversário, afinal de contas, "para isso que servem os amigos".
O batalhão, ainda, comenta em sua página do Facebook:
-Parabéns Arthur ! O aniversário foi seu mas quem ganhou o presente fomos nós em ter um amigo maravilhoso como você !!!
E a família agradece à loja Boca de Anjo, que ajudou com o Kit Festa.
Parabéns ao Arthur e, em especial, parabéns e obrigado ao 16º Batalhão de Polícia Militar - Olaria, aos policiais que se deslocaram até a casa do Arthur e à Boca de Anjo.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
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Através do Facebook do 16° BPM, a Senhora Bianca contou a história do seu filho Arthur, que nesta terça feira, dia dez, completou seis anos de idade. Bianca contou que seu filho é portador da Síndrome de Asperger, que dificulta a socialização dele, mas que apesar disto, toda vez que Arthur vê um Policial Militar faz questão de apertar a mão dele pois diz para mãe que é seu amigo.

A admiração é tanta que Arthur pediu que o tema da sua festa de aniversário fosse a Polícia Militar, já que diz que os policiais militares são seus super heróis favoritos.
Entretanto, com a condição (e não doença, viu, família?) de Arthur, os gastos são altos e a família não teria condições de fazer uma festa, mas não deixaria passar em branco com um bolinho e a mãe pedia para, se possível, um policial ser enviado em sua residência para cantar parabéns para Arthur.
Alguns policiais, ao tomarem conhecimento da história, se mobilizaram e ajudaram a preparar a festa para Arthur, indo comemorar com ele e família mais esse aniversário, afinal de contas, "para isso que servem os amigos".
O batalhão, ainda, comenta em sua página do Facebook:
-Parabéns Arthur ! O aniversário foi seu mas quem ganhou o presente fomos nós em ter um amigo maravilhoso como você !!!
E a família agradece à loja Boca de Anjo, que ajudou com o Kit Festa.
Parabéns ao Arthur e, em especial, parabéns e obrigado ao 16º Batalhão de Polícia Militar - Olaria, aos policiais que se deslocaram até a casa do Arthur e à Boca de Anjo.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Dia Mundial pela Consciência do Autismo - Mensagem do Secretário Geral da ONU
2 de abril
A comunidade internacional está embarcando no desafio de realizar a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, de alcance universal. A participação igualitária e o envolvimento ativo das pessoas com autismo será essencial para atingirmos a sociedade inclusiva prevista pelas Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Autismo é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo por toda a vida. Em muitos países, não são bem compreendidas e muitas sociedades as marginalizam.
Isso é uma violação de direitos e um desperdício de potencial humano. Vi o dinamismo e comprometimento das pessoas com autismo. No início deste ano, tive a honra de conversar com um desses jovens na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Fiquei especialmente impressionado com sua abordagem inovadora para a questão de como alcançar as Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Assim como têm uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas as pessoas com autismo compartilham a capacidade de tornar nosso mundo um lugar melhor. As Nações Unidas têm o orgulho de capitanear o movimento de consciência pelo autismo. Os direitos, as perspectivas e o bem-estar dessas pessoas, e de todas as pessoas com deficiência, integram a Agenda 2030 e o seu compromisso de não deixar ninguém para trás.
A transição para a idade adulta é especialmente sensível. Como forte defensor da mobilização da juventude mundial para contribuir com nosso futuro coletivo, chamo as sociedades para investirem mais recursos que possibilitem aos jovens com autismo serem parte do esforço histórico de sua geração para o progresso.
Este ano marca o 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Neste Dia Mundial pela Consciência do Autismo, convoco a todos para fazer avançar os direitos das pessoas com autismo e garantir sua participação e inclusão plena como valiosos membros da nossa diversa família humana que podem contribuir para um futuro de dignidade e oportunidade para todos.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
The international community is now embarking on the challenge of realizing the ambitious and universal 2030 Agenda for Sustainable Development. The equal participation and active involvement of persons with autism will be essential for achieving the inclusive societies envisioned by the Sustainable Development Goals.
Autism is a lifelong condition that affects millions of people worldwide. It is not well-understood in many countries, and too many societies shun people with autism.
This is a violation of human rights and a waste of human potential. I have seen the dynamism and commitment of persons with autism. Earlier this year, I was honoured to engage in a dialogue with one such young man at United Nations Headquarters in New York. I was especially impressed by his innovative approach to the issue of how we can reach the SDGs.
While persons with autism naturally have a wide range of abilities and different areas of interest, they all share the capacity for making our world a better place. The United Nations is proud to champion the autism awareness movement. The rights, perspectives and well-being of people with autism, and all persons with disabilities, are integral to the 2030 Agenda and its commitment to leave no-one behind.
The transition to adulthood is especially sensitive. As a strong advocate of mobilizing the world’s youth to contribute to our collective future, I call for societies to invest more funds in enabling young persons with autism to be part of their generation’s historic push for progress.
This year marks the 10th anniversary of the United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. On this World Autism Awareness Day, I call for advancing the rights of individuals with autism and ensuring their full participation and inclusion as valued members of our diverse human family who can contribute to a future of dignity and opportunity for all.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
http://www.un.org/en/events/autismday/2016/sgmessage.shtml
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A comunidade internacional está embarcando no desafio de realizar a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, de alcance universal. A participação igualitária e o envolvimento ativo das pessoas com autismo será essencial para atingirmos a sociedade inclusiva prevista pelas Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Autismo é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo por toda a vida. Em muitos países, não são bem compreendidas e muitas sociedades as marginalizam.
Isso é uma violação de direitos e um desperdício de potencial humano. Vi o dinamismo e comprometimento das pessoas com autismo. No início deste ano, tive a honra de conversar com um desses jovens na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Fiquei especialmente impressionado com sua abordagem inovadora para a questão de como alcançar as Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Assim como têm uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas as pessoas com autismo compartilham a capacidade de tornar nosso mundo um lugar melhor. As Nações Unidas têm o orgulho de capitanear o movimento de consciência pelo autismo. Os direitos, as perspectivas e o bem-estar dessas pessoas, e de todas as pessoas com deficiência, integram a Agenda 2030 e o seu compromisso de não deixar ninguém para trás.
A transição para a idade adulta é especialmente sensível. Como forte defensor da mobilização da juventude mundial para contribuir com nosso futuro coletivo, chamo as sociedades para investirem mais recursos que possibilitem aos jovens com autismo serem parte do esforço histórico de sua geração para o progresso.
Este ano marca o 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Neste Dia Mundial pela Consciência do Autismo, convoco a todos para fazer avançar os direitos das pessoas com autismo e garantir sua participação e inclusão plena como valiosos membros da nossa diversa família humana que podem contribuir para um futuro de dignidade e oportunidade para todos.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
The international community is now embarking on the challenge of realizing the ambitious and universal 2030 Agenda for Sustainable Development. The equal participation and active involvement of persons with autism will be essential for achieving the inclusive societies envisioned by the Sustainable Development Goals.
Autism is a lifelong condition that affects millions of people worldwide. It is not well-understood in many countries, and too many societies shun people with autism.
This is a violation of human rights and a waste of human potential. I have seen the dynamism and commitment of persons with autism. Earlier this year, I was honoured to engage in a dialogue with one such young man at United Nations Headquarters in New York. I was especially impressed by his innovative approach to the issue of how we can reach the SDGs.
While persons with autism naturally have a wide range of abilities and different areas of interest, they all share the capacity for making our world a better place. The United Nations is proud to champion the autism awareness movement. The rights, perspectives and well-being of people with autism, and all persons with disabilities, are integral to the 2030 Agenda and its commitment to leave no-one behind.
The transition to adulthood is especially sensitive. As a strong advocate of mobilizing the world’s youth to contribute to our collective future, I call for societies to invest more funds in enabling young persons with autism to be part of their generation’s historic push for progress.
This year marks the 10th anniversary of the United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. On this World Autism Awareness Day, I call for advancing the rights of individuals with autism and ensuring their full participation and inclusion as valued members of our diverse human family who can contribute to a future of dignity and opportunity for all.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
http://www.un.org/en/events/autismday/2016/sgmessage.shtml
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Macacos geneticamente modificados para exibir sintomas de autismo
Mas não está claro o quanto os resultados correspondem à
condição em seres humanos
| David Cyranovski | Nature, Vol. 529, nr. 7587, p. 449 |
25/1/2016 | Trad. Argemiro Garcia |
![]() |
| Macaco utilizado no experimento. |
O autismo tem uma vasta gama de sintomas e tipos, e os
investigadores pensam que pelo menos 100 genes desempenham algum papel. Os
cientistas que conduziram o mais recente trabalho, publicado em 25 de janeiro
na revista Nature (Z. Liu et al. Nature http://doi.org/bb3k; 2016), voltaram-se para o
gene MECP2, relacionado com o autismo: muitos dos seus sintomas são encontrados
em pessoas que têm cópias extras do gene (síndrome da duplicação do MECP2), bem
como em pessoas que têm certas mutações neste gene (síndrome de Rett). Os
pesquisadores já tinham criado anteriormente macacos para ter genes
relacionados com o autismo (H. Liu et al. Cell Stem Cell 14, 323–328; 2014),
mas esta é a primeira demonstração publicada de uma ligação entre os genes e o
comportamento dos animais.
Voltando a 2010, a equipe que realizou o mais recente
trabalho, liderado por pesquisadores do Instituto de Neurociências da Academia
Chinesa de Ciências, em Xangai, anexaram genes humanos MECP2 a um vírus
inofensivo, que foi injetou nos óvulos de macacos-cinomolgos (Macaca fascicularis). Os óvulos foram
então fertilizados e os embriões em desenvolvimento foram implantados em
fêmeas. O resultado foram oito recém-nascidos geneticamente manipulados, cada
um tendo uma a sete cópias extras do MECP2. Exames de outros macacos,
natimortos, revelaram que as cópias adicionais estavam sendo expressas no
cérebro. "Esse foi o primeiro momento emocionante", diz Zilong Qiu,
biólogo molecular do Instituto de Neurociências e co-autor do artigo.
O próximo avanço veio cerca de um ano mais tarde, quando os
macacos mostraram comportamentos que sugeriam autismo: correr de forma estranha
em círculos fechados. "Se um outro macaco está em seu caminho, quer saltar
sobre este, ou dar a volta, depois retornando à sua trajetória circular
original", relata o co-autor Sun Qiang, biólogo reprodutivo do Instituto.
A equipe efetuou uma bateria de testes comportamentais que
demonstraram que todos os macacos tinham, pelo menos, um sintoma semelhante a
autismo, como um comportamento repetitivo ou anti-social, e que foram mais
graves nos machos, como é observado em pessoas com as duplicações do MECP2. Mas
isso ainda não era suficiente para ter certeza de que os macacos eram um modelo
de autismo - e um artigo que a equipe submeteu para publicação em 2013 foi
rejeitado. Entre outras coisas, os revisores queriam saber se o comportamento
incomum era apenas resultado de mexer com o genoma. "Precisávamos mostrar
que o gene faz a diferença", lembra Qiu.
Essa oportunidade veio com a geração seguinte de macacos,
que a equipe criou com uma velocidade sem precedentes. Quando os macacos
fizeram 27 meses de idade e ainda não estavam sexualmente maduros, a equipe de
Sun tomou testículos dos machos, amadureceu o tecido artificialmente
enxertando-o sob a pele do dorso de ratos castrados, e usou o esperma
resultante para fertilizar óvulos de macacos não-manipulados. A prole
apresentou comportamento anti-social em cerca de 11 meses. Genes e sintomas
pareciam ter passado para uma segunda geração, finalmente convencendo os
revisores, diz Qiu.
O modelo macacos-cinomolgos é "superior" a modelos
de rato de autismo porque "apresenta mais claramente alguns dos
comportamentos do tipo autismo", comenta Alysson Muotri, pesquisa de
células-tronco, autismo e síndrome de Rett na Universidade da Califórnia, San
Diego. Mas ele acrescenta que os sintomas em ratos e macacos ainda parecem
menos severos do que "aquele que realmente observamos em pacientes
humanos". "Continua necessário verificar se o modelo pode realmente
gerar novos insights sobre a condição humana", diz ele.
Huda Zoghbi, pioneira dos estudos de MECP2 em camundongos no
Baylor College of Medicine em Houston, Texas, é ainda mais cauteloso. Os
macacos não imitaram alguns dos sintomas da duplicação do MECP2 em humanos,
como convulsões e problemas cognitivos graves, observa ela. Poderia ser porque
a expressão do gene no modelo de macaco é acionada por um mecanismo diferente
que em seres humanos - uma limitação que os autores reconhecem - e ela
aconselha cautela na utilização do modelo para fazer suposições sobre o autismo
humano.
Qiu, entretanto, está animado com a perspectiva de usar o
modelo para identificar exatamente onde no cérebro a superexpressão do MECP2
causa problemas. Sua equipe já está usando a tecnologia de imageamento do
cérebro em macacos para identificar tais áreas. Em seguida, os pesquisadores
planejam usar a técnica de edição de gene CRISPR para desligar as cópias extras
do MECP2 em células nessas regiões e, em seguida, verificar se os sintomas
similares a autismo param.
É pouco provável que essa técnica venha a ser aprovada para
uso em pessoas tão cedo. Mas as regiões identificadas no estudo com macacos
podem ser associadas a outros tratamentos existentes, como a estimulação
cerebral profunda, que tem tido sucesso no tratamento da doença de Parkinson e
da depressão. Uma vez que a estrutura do cérebro do rato é tão diferente da
humana, Qiu diz que o imageamento dos macacos permitirá que mais paralelos possam
ser traçados com os seres humanos do que permitem os estudos ratos. Trabalhando
com um hospital de saúde mental, a equipe também está tentando identificar os
genes ligados ao autismo que são mais comuns na população chinesa.
Se primatas não-humanos provarem ser um modelo útil para
transtornos psiquiátricos, China e outros países que estão investindo
pesadamente em pesquisa com esses animais, como o Japão, podem ganhar vantagem
na investigação do cérebro. Muotri diz que tais estudos provavelmente não seriam
feitos nos Estados Unidos, onde a investigação em macacos é mais cara e
controversa. "China e Japão têm uma clara vantagem sobre os EUA nesta
área", comenta.
Cyranovski, David – Monkeys genetically modified to show autism
symptoms. Nature. Vol. 529, nr. 7587, p 449. Macmillan Publishers Limited.
http://www.nature.com/news/monkeys-genetically-modified-to-show-autism-symptoms-1.19228
http://www.nature.com/news/monkeys-genetically-modified-to-show-autism-symptoms-1.19228
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Estudo aponta para recuperação de sintomas autistas na vida adulta
Artigos publicados em sites portugueses (Portugal Digital) (Move Notícias) (Revista PORT.COM) relatam que "é possível reverter sintomas do autismo na fase adulta".
Esses sites descrevem um estudo liderado conjuntamente por pesquisadores do MIT (Yuan Mei) e pela Universidade de Coimbra (Patrícia Monteiro), com apoio da Universidade Leste da China (Xian Gao), que analisaram uma forma de autismo associada ao gene Shank3, responsável pela síntese da proteína de mesmo nome. Esta é uma proteína-andaime (scaffold protein) pós-sináptica que regula o desenvolvimento, funcionamento e plasticidade das sinapses, ao organizar a montagem do complexo de sinalização macromolecular da densidade pós-sináptica.
De acordo com o artigo, essa forma de autismo corresponderia a 1% (um por cento) dos casos dentro do espectro autista. O estudo foi realizado ao longo de quatro anos com camundongos alterados geneticamente. Nestes, o gene Shank3 causava comportamentos de tipo autista, como ansiedade, déficits de interação social e comportamento repetitivo. Foi gerado um novo gene para os animais, o que levou a melhoras na interação social e redução dos comportamentos repetitivos, ainda que a ansiedade e os déficits de coordenação motora não foram recuperados.
Estes resultados, segundo o trabalho, revelam o profundo efeito da ativação pós-desenvolvimento da expressão do Shank3 na função neuronal e demonstram certo grau de plasticidade continuada no cérebro adulto afetado.
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Esses sites descrevem um estudo liderado conjuntamente por pesquisadores do MIT (Yuan Mei) e pela Universidade de Coimbra (Patrícia Monteiro), com apoio da Universidade Leste da China (Xian Gao), que analisaram uma forma de autismo associada ao gene Shank3, responsável pela síntese da proteína de mesmo nome. Esta é uma proteína-andaime (scaffold protein) pós-sináptica que regula o desenvolvimento, funcionamento e plasticidade das sinapses, ao organizar a montagem do complexo de sinalização macromolecular da densidade pós-sináptica.
De acordo com o artigo, essa forma de autismo corresponderia a 1% (um por cento) dos casos dentro do espectro autista. O estudo foi realizado ao longo de quatro anos com camundongos alterados geneticamente. Nestes, o gene Shank3 causava comportamentos de tipo autista, como ansiedade, déficits de interação social e comportamento repetitivo. Foi gerado um novo gene para os animais, o que levou a melhoras na interação social e redução dos comportamentos repetitivos, ainda que a ansiedade e os déficits de coordenação motora não foram recuperados.
Estes resultados, segundo o trabalho, revelam o profundo efeito da ativação pós-desenvolvimento da expressão do Shank3 na função neuronal e demonstram certo grau de plasticidade continuada no cérebro adulto afetado.
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Congresso Nacional e Online de Autismo
| Online | 14 a 20 de março de 2016 |
Inscrições gratuitas
O Segundo Congresso
Nacional Online de Autismo, é um Evento que acontecerá de 14 a 20 março
de 2016. Serão palestras com Médicos, Pesquisadores, Fonoaudiólogos,
Psicólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Pais e Familiares,
Organizações e Associações.
O Congresso será Totalmente Online e GRATUITO durante toda a semana de exibição, onde serão disponibilizadas várias palestras em horários pré determinados, abordando vários assuntos de grande relevância para todos os Interessados com Grandes Especialistas e Pesquisadores.
Para ter acesso a Área do Congresso você deve fazer a sua inscrição colocando seu e-mail no campo INSCRIÇÃO, assim que você se inscrever na página do Congresso, receberá um link de confirmação no seu e-mail colocado na Inscrição, fazemos isto para ter certeza da autenticidade do e-mail, assim que fizer a confirmação no link mandado no seu e-mail seu acesso será ativado no Congresso. É muito importante este e-mail ser visto regularmente, pois mandaremos várias informações acerca do evento.Olhe também no Spam pois dependendo de alguns servidores estes e-mail podem ser encaminhados para lá.
Nos dias do Congresso será mandado um link diário para acesso a Área do Evento no seu e-mail (olhe também o spam). Nossas salas virtuais comportam no máximo 2.000 pessoas em cada palestra, assim teremos várias salas, que estarão expondo a mesma palestra em cada horário. Por este motivo é importante organizar-se e acessar o link na hora marcada, ou com certa antecedência. Além de mandarmos o link no seu e-mail disponibilizaremos o Link na Comunidade no Facebook bem como no nosso site.
A programação de palestras estará disponível brevemente.
O Congresso será Totalmente Online e GRATUITO durante toda a semana de exibição, onde serão disponibilizadas várias palestras em horários pré determinados, abordando vários assuntos de grande relevância para todos os Interessados com Grandes Especialistas e Pesquisadores.
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Palestrantes:
Dra Sara Costa - Pedagoga
Dra Carmem Gottfried - Bioquímica
Dra Paula Braga - Kenyon
Viviane Louro - Educadora Musical
Dra Dayse Serra - Psicopedagoga
Dra Márcia Valiati - Terapeuta Ocupacional
Dr Gustavo Schulz Gattino - Musicoterapeuta
Dr Caio Abujadi - Psiquiatra Infantil
Dr Rudimar Riesgo - Neuropediatra
Dr Eugênio Cunha - Educador
Felipe Tardem - Psicólogo
Dra Nora Cavaco - Psicóloga
Dra Daniela Canovas - Psicóloga
Juliana Almeida - Fonoaudióloga
Dr Rafael Pereira - Especialista em Educação
Célia Giocondo - Fonoaudióloga
Aline Kabarite - Fonoaudióloga
Dr Renato L. Kinoshita - Fonoaudiólogo
Dra Amanda Bueno - Psicóloga
Dr Gustavo Teixeira - Psiquiatra Infantil
Emanoele Freitas - Escritora
Dra Kamila Castro - Nutricionista
Dra Sueli Cabral - Psiquiatra Infantil
Sheila Leal - Fonoaudióloga e Psicopedagoga
Rita Thompson - Psicomotricista
Nícolas Brito - Estudante Autista
Dr Jair Luiz de Moraes - Neuropediatra
Anita Brito - Escritora
Prof. Dr. Isac Germano Karniol - Psiquiatra
Dr Sérgio Antoniuk - Neuropediatra
Dr César de Moraes - Psiquiatra Infantil
Dra Marta Relvas - Bióloga
Dr Alysson Muotri
Dr Clay Brites - Neuropediatra
Dr Salmo Raskin - Médico Geneticista
Fernanda Lima - Psicóloga
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