Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
http://www.sciencemag.org/news/2016/11/trump-met-prominent-anti-vaccine-activists-during-campaign
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Trump se encontra com ativistas antivacinas durante a campanha
Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
http://www.sciencemag.org/news/2016/11/trump-met-prominent-anti-vaccine-activists-during-campaign
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Em agosto passado, o candidato presidencial republicano Donald Trump falou com proeminentes defensores da desacreditada ligação entre vacinas e autismo, incluindo o médico britânico Andrew Wakefield, em uma arrecadação de fundos na Flórida.
Trump conversou por 45 minutos com um grupo de doadores que incluiu quatro ativistas antivacina, de acordo com relatos da reunião, e prometeu assistir a Vaxxed, um documentário antivacina produzido por Wakefield, autor sênior de um estudo de 1998, agora retratado, da Lancet, ligando autismo à vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola (MMR). Trump também manifestou interesse em realizar futuras reuniões com os ativistas, de acordo com os participantes.
A equipe de transição do Trump não respondeu aos pedidos para confirmar o conteúdo do evento de 11 de agosto.
"Havia uma oportunidade concentrada para discutir o autismo" com Trump, diz Mark Blaxill, um dos participantes. Blaxill é diretor executivo da XLP Capital, uma empresa de investimentos em tecnologia com escritórios na cidade de Nova York e em Boston, e editor-geral do site Age of Autism, que diz que dá "voz para aqueles que acreditam que o autismo é uma doença induzida pelo ambiente, que é tratável e que as crianças podem se recuperar.
Gary Kompothecras, de Sarasota, Flórida, quiroprático e doador de Trump, e Jennifer Larson, empreendedor de tecnologia baseado em Minnesota, confirmaram a ScienceInsider que também estavam no evento.
No começo desta semana, em Age of Autism, Larson escreveu: "Agora que Trump ganhou, todos podemos nos sentir seguros em compartilhar que o Sr. Trump se reuniu com os defensores do autismo em agosto. Ele nos deu 45 minutos e foi extremamente educado sobre os nossos problemas. Mark argumentou que 'não se pode fazer a América grande com todas essas crianças doentes e mais chegando'. Trump balançou a cabeça e concordou. Ele ouviu a história da lesão por vacina do meu filho. Andy lhe contou sobre Thompson e lhe entregou Vaxxed. Dr Gary terminou a reunião dizendo 'Donald, você é o único que pode consertar isso', ele disse 'eu vou'. Ficamos cheios de esperança. Muito trabalho resta por fazer."
Trump não é estranho ao movimento antivacina. Ele tem sugerido em entrevistas, tweets e durante debates que vê alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo, apesar da falta de qualquer evidência científica que suporte tal ligação. (O US Institute of Medicine concluiu em um relatório de 2014 que não há ligação, acrescentando que o calendário de vacina atual para as crianças deve ser deixado como está.) "Criança pequena saudável vai ao médico, é bombardeada com tiros maciços de muitas vacinas, não se sente bem e muda - AUTISMO", Trump twittou em 2014." Muitos de tais casos! "
Como presidente, Trump terá autoridade para nomear um número de influentes funcionários de saúde pública, incluindo o cirurgião geral, o chefe dos Centers for Disease Control and Prevention e o chefe da Food and Drug Administration. Não está claro se algum ponto de vista sobre a vacinação pode influenciar suas nomeações ou políticas de administração.
Wakefield, que foi impedido de praticar medicina no Reino Unido depois que as autoridades concluíram que ele havia cometido "má conduta profissional", e agora vive em Austin, não respondeu a um pedido de comentário.
Trump met with prominent anti-vaccine activists during campaign
| Zack Kopplin | Science | 18/11/2016 |
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Polícia Militar amiga da gente autista
Deu no facebook:
Através do Facebook do 16° BPM, a Senhora Bianca contou a história do seu filho Arthur, que nesta terça feira, dia dez, completou seis anos de idade. Bianca contou que seu filho é portador da Síndrome de Asperger, que dificulta a socialização dele, mas que apesar disto, toda vez que Arthur vê um Policial Militar faz questão de apertar a mão dele pois diz para mãe que é seu amigo.
A admiração é tanta que Arthur pediu que o tema da sua festa de aniversário fosse a Polícia Militar, já que diz que os policiais militares são seus super heróis favoritos.
Entretanto, com a condição (e não doença, viu, família?) de Arthur, os gastos são altos e a família não teria condições de fazer uma festa, mas não deixaria passar em branco com um bolinho e a mãe pedia para, se possível, um policial ser enviado em sua residência para cantar parabéns para Arthur.
Alguns policiais, ao tomarem conhecimento da história, se mobilizaram e ajudaram a preparar a festa para Arthur, indo comemorar com ele e família mais esse aniversário, afinal de contas, "para isso que servem os amigos".
O batalhão, ainda, comenta em sua página do Facebook:
-Parabéns Arthur ! O aniversário foi seu mas quem ganhou o presente fomos nós em ter um amigo maravilhoso como você !!!
E a família agradece à loja Boca de Anjo, que ajudou com o Kit Festa.
Parabéns ao Arthur e, em especial, parabéns e obrigado ao 16º Batalhão de Polícia Militar - Olaria, aos policiais que se deslocaram até a casa do Arthur e à Boca de Anjo.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
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Através do Facebook do 16° BPM, a Senhora Bianca contou a história do seu filho Arthur, que nesta terça feira, dia dez, completou seis anos de idade. Bianca contou que seu filho é portador da Síndrome de Asperger, que dificulta a socialização dele, mas que apesar disto, toda vez que Arthur vê um Policial Militar faz questão de apertar a mão dele pois diz para mãe que é seu amigo.
A admiração é tanta que Arthur pediu que o tema da sua festa de aniversário fosse a Polícia Militar, já que diz que os policiais militares são seus super heróis favoritos.
Entretanto, com a condição (e não doença, viu, família?) de Arthur, os gastos são altos e a família não teria condições de fazer uma festa, mas não deixaria passar em branco com um bolinho e a mãe pedia para, se possível, um policial ser enviado em sua residência para cantar parabéns para Arthur.
Alguns policiais, ao tomarem conhecimento da história, se mobilizaram e ajudaram a preparar a festa para Arthur, indo comemorar com ele e família mais esse aniversário, afinal de contas, "para isso que servem os amigos".
O batalhão, ainda, comenta em sua página do Facebook:
-Parabéns Arthur ! O aniversário foi seu mas quem ganhou o presente fomos nós em ter um amigo maravilhoso como você !!!
E a família agradece à loja Boca de Anjo, que ajudou com o Kit Festa.
Parabéns ao Arthur e, em especial, parabéns e obrigado ao 16º Batalhão de Polícia Militar - Olaria, aos policiais que se deslocaram até a casa do Arthur e à Boca de Anjo.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
O papel da polícia não é "matar bandidos", como muita gente prega. O seu papel é dar segurança - e, na verdade, amizade é o que dá mais segurança.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Dia Mundial pela Consciência do Autismo - Mensagem do Secretário Geral da ONU
2 de abril
A comunidade internacional está embarcando no desafio de realizar a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, de alcance universal. A participação igualitária e o envolvimento ativo das pessoas com autismo será essencial para atingirmos a sociedade inclusiva prevista pelas Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Autismo é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo por toda a vida. Em muitos países, não são bem compreendidas e muitas sociedades as marginalizam.
Isso é uma violação de direitos e um desperdício de potencial humano. Vi o dinamismo e comprometimento das pessoas com autismo. No início deste ano, tive a honra de conversar com um desses jovens na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Fiquei especialmente impressionado com sua abordagem inovadora para a questão de como alcançar as Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Assim como têm uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas as pessoas com autismo compartilham a capacidade de tornar nosso mundo um lugar melhor. As Nações Unidas têm o orgulho de capitanear o movimento de consciência pelo autismo. Os direitos, as perspectivas e o bem-estar dessas pessoas, e de todas as pessoas com deficiência, integram a Agenda 2030 e o seu compromisso de não deixar ninguém para trás.
A transição para a idade adulta é especialmente sensível. Como forte defensor da mobilização da juventude mundial para contribuir com nosso futuro coletivo, chamo as sociedades para investirem mais recursos que possibilitem aos jovens com autismo serem parte do esforço histórico de sua geração para o progresso.
Este ano marca o 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Neste Dia Mundial pela Consciência do Autismo, convoco a todos para fazer avançar os direitos das pessoas com autismo e garantir sua participação e inclusão plena como valiosos membros da nossa diversa família humana que podem contribuir para um futuro de dignidade e oportunidade para todos.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
The international community is now embarking on the challenge of realizing the ambitious and universal 2030 Agenda for Sustainable Development. The equal participation and active involvement of persons with autism will be essential for achieving the inclusive societies envisioned by the Sustainable Development Goals.
Autism is a lifelong condition that affects millions of people worldwide. It is not well-understood in many countries, and too many societies shun people with autism.
This is a violation of human rights and a waste of human potential. I have seen the dynamism and commitment of persons with autism. Earlier this year, I was honoured to engage in a dialogue with one such young man at United Nations Headquarters in New York. I was especially impressed by his innovative approach to the issue of how we can reach the SDGs.
While persons with autism naturally have a wide range of abilities and different areas of interest, they all share the capacity for making our world a better place. The United Nations is proud to champion the autism awareness movement. The rights, perspectives and well-being of people with autism, and all persons with disabilities, are integral to the 2030 Agenda and its commitment to leave no-one behind.
The transition to adulthood is especially sensitive. As a strong advocate of mobilizing the world’s youth to contribute to our collective future, I call for societies to invest more funds in enabling young persons with autism to be part of their generation’s historic push for progress.
This year marks the 10th anniversary of the United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. On this World Autism Awareness Day, I call for advancing the rights of individuals with autism and ensuring their full participation and inclusion as valued members of our diverse human family who can contribute to a future of dignity and opportunity for all.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
http://www.un.org/en/events/autismday/2016/sgmessage.shtml
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A comunidade internacional está embarcando no desafio de realizar a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, de alcance universal. A participação igualitária e o envolvimento ativo das pessoas com autismo será essencial para atingirmos a sociedade inclusiva prevista pelas Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Autismo é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo por toda a vida. Em muitos países, não são bem compreendidas e muitas sociedades as marginalizam.
Isso é uma violação de direitos e um desperdício de potencial humano. Vi o dinamismo e comprometimento das pessoas com autismo. No início deste ano, tive a honra de conversar com um desses jovens na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Fiquei especialmente impressionado com sua abordagem inovadora para a questão de como alcançar as Metas de Desenvolvimento Sustentável.
Assim como têm uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas as pessoas com autismo compartilham a capacidade de tornar nosso mundo um lugar melhor. As Nações Unidas têm o orgulho de capitanear o movimento de consciência pelo autismo. Os direitos, as perspectivas e o bem-estar dessas pessoas, e de todas as pessoas com deficiência, integram a Agenda 2030 e o seu compromisso de não deixar ninguém para trás.
A transição para a idade adulta é especialmente sensível. Como forte defensor da mobilização da juventude mundial para contribuir com nosso futuro coletivo, chamo as sociedades para investirem mais recursos que possibilitem aos jovens com autismo serem parte do esforço histórico de sua geração para o progresso.
Este ano marca o 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Neste Dia Mundial pela Consciência do Autismo, convoco a todos para fazer avançar os direitos das pessoas com autismo e garantir sua participação e inclusão plena como valiosos membros da nossa diversa família humana que podem contribuir para um futuro de dignidade e oportunidade para todos.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
The international community is now embarking on the challenge of realizing the ambitious and universal 2030 Agenda for Sustainable Development. The equal participation and active involvement of persons with autism will be essential for achieving the inclusive societies envisioned by the Sustainable Development Goals.
Autism is a lifelong condition that affects millions of people worldwide. It is not well-understood in many countries, and too many societies shun people with autism.
This is a violation of human rights and a waste of human potential. I have seen the dynamism and commitment of persons with autism. Earlier this year, I was honoured to engage in a dialogue with one such young man at United Nations Headquarters in New York. I was especially impressed by his innovative approach to the issue of how we can reach the SDGs.
While persons with autism naturally have a wide range of abilities and different areas of interest, they all share the capacity for making our world a better place. The United Nations is proud to champion the autism awareness movement. The rights, perspectives and well-being of people with autism, and all persons with disabilities, are integral to the 2030 Agenda and its commitment to leave no-one behind.
The transition to adulthood is especially sensitive. As a strong advocate of mobilizing the world’s youth to contribute to our collective future, I call for societies to invest more funds in enabling young persons with autism to be part of their generation’s historic push for progress.
This year marks the 10th anniversary of the United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. On this World Autism Awareness Day, I call for advancing the rights of individuals with autism and ensuring their full participation and inclusion as valued members of our diverse human family who can contribute to a future of dignity and opportunity for all.
World Autism Awareness Day
2 April
Secretary-General's Message for 2016
http://www.un.org/en/events/autismday/2016/sgmessage.shtml
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Macacos geneticamente modificados para exibir sintomas de autismo
Mas não está claro o quanto os resultados correspondem à
condição em seres humanos
| David Cyranovski | Nature, Vol. 529, nr. 7587, p. 449 |
25/1/2016 | Trad. Argemiro Garcia |
Macaco utilizado no experimento. |
O autismo tem uma vasta gama de sintomas e tipos, e os
investigadores pensam que pelo menos 100 genes desempenham algum papel. Os
cientistas que conduziram o mais recente trabalho, publicado em 25 de janeiro
na revista Nature (Z. Liu et al. Nature http://doi.org/bb3k; 2016), voltaram-se para o
gene MECP2, relacionado com o autismo: muitos dos seus sintomas são encontrados
em pessoas que têm cópias extras do gene (síndrome da duplicação do MECP2), bem
como em pessoas que têm certas mutações neste gene (síndrome de Rett). Os
pesquisadores já tinham criado anteriormente macacos para ter genes
relacionados com o autismo (H. Liu et al. Cell Stem Cell 14, 323–328; 2014),
mas esta é a primeira demonstração publicada de uma ligação entre os genes e o
comportamento dos animais.
Voltando a 2010, a equipe que realizou o mais recente
trabalho, liderado por pesquisadores do Instituto de Neurociências da Academia
Chinesa de Ciências, em Xangai, anexaram genes humanos MECP2 a um vírus
inofensivo, que foi injetou nos óvulos de macacos-cinomolgos (Macaca fascicularis). Os óvulos foram
então fertilizados e os embriões em desenvolvimento foram implantados em
fêmeas. O resultado foram oito recém-nascidos geneticamente manipulados, cada
um tendo uma a sete cópias extras do MECP2. Exames de outros macacos,
natimortos, revelaram que as cópias adicionais estavam sendo expressas no
cérebro. "Esse foi o primeiro momento emocionante", diz Zilong Qiu,
biólogo molecular do Instituto de Neurociências e co-autor do artigo.
O próximo avanço veio cerca de um ano mais tarde, quando os
macacos mostraram comportamentos que sugeriam autismo: correr de forma estranha
em círculos fechados. "Se um outro macaco está em seu caminho, quer saltar
sobre este, ou dar a volta, depois retornando à sua trajetória circular
original", relata o co-autor Sun Qiang, biólogo reprodutivo do Instituto.
A equipe efetuou uma bateria de testes comportamentais que
demonstraram que todos os macacos tinham, pelo menos, um sintoma semelhante a
autismo, como um comportamento repetitivo ou anti-social, e que foram mais
graves nos machos, como é observado em pessoas com as duplicações do MECP2. Mas
isso ainda não era suficiente para ter certeza de que os macacos eram um modelo
de autismo - e um artigo que a equipe submeteu para publicação em 2013 foi
rejeitado. Entre outras coisas, os revisores queriam saber se o comportamento
incomum era apenas resultado de mexer com o genoma. "Precisávamos mostrar
que o gene faz a diferença", lembra Qiu.
Essa oportunidade veio com a geração seguinte de macacos,
que a equipe criou com uma velocidade sem precedentes. Quando os macacos
fizeram 27 meses de idade e ainda não estavam sexualmente maduros, a equipe de
Sun tomou testículos dos machos, amadureceu o tecido artificialmente
enxertando-o sob a pele do dorso de ratos castrados, e usou o esperma
resultante para fertilizar óvulos de macacos não-manipulados. A prole
apresentou comportamento anti-social em cerca de 11 meses. Genes e sintomas
pareciam ter passado para uma segunda geração, finalmente convencendo os
revisores, diz Qiu.
O modelo macacos-cinomolgos é "superior" a modelos
de rato de autismo porque "apresenta mais claramente alguns dos
comportamentos do tipo autismo", comenta Alysson Muotri, pesquisa de
células-tronco, autismo e síndrome de Rett na Universidade da Califórnia, San
Diego. Mas ele acrescenta que os sintomas em ratos e macacos ainda parecem
menos severos do que "aquele que realmente observamos em pacientes
humanos". "Continua necessário verificar se o modelo pode realmente
gerar novos insights sobre a condição humana", diz ele.
Huda Zoghbi, pioneira dos estudos de MECP2 em camundongos no
Baylor College of Medicine em Houston, Texas, é ainda mais cauteloso. Os
macacos não imitaram alguns dos sintomas da duplicação do MECP2 em humanos,
como convulsões e problemas cognitivos graves, observa ela. Poderia ser porque
a expressão do gene no modelo de macaco é acionada por um mecanismo diferente
que em seres humanos - uma limitação que os autores reconhecem - e ela
aconselha cautela na utilização do modelo para fazer suposições sobre o autismo
humano.
Qiu, entretanto, está animado com a perspectiva de usar o
modelo para identificar exatamente onde no cérebro a superexpressão do MECP2
causa problemas. Sua equipe já está usando a tecnologia de imageamento do
cérebro em macacos para identificar tais áreas. Em seguida, os pesquisadores
planejam usar a técnica de edição de gene CRISPR para desligar as cópias extras
do MECP2 em células nessas regiões e, em seguida, verificar se os sintomas
similares a autismo param.
É pouco provável que essa técnica venha a ser aprovada para
uso em pessoas tão cedo. Mas as regiões identificadas no estudo com macacos
podem ser associadas a outros tratamentos existentes, como a estimulação
cerebral profunda, que tem tido sucesso no tratamento da doença de Parkinson e
da depressão. Uma vez que a estrutura do cérebro do rato é tão diferente da
humana, Qiu diz que o imageamento dos macacos permitirá que mais paralelos possam
ser traçados com os seres humanos do que permitem os estudos ratos. Trabalhando
com um hospital de saúde mental, a equipe também está tentando identificar os
genes ligados ao autismo que são mais comuns na população chinesa.
Se primatas não-humanos provarem ser um modelo útil para
transtornos psiquiátricos, China e outros países que estão investindo
pesadamente em pesquisa com esses animais, como o Japão, podem ganhar vantagem
na investigação do cérebro. Muotri diz que tais estudos provavelmente não seriam
feitos nos Estados Unidos, onde a investigação em macacos é mais cara e
controversa. "China e Japão têm uma clara vantagem sobre os EUA nesta
área", comenta.
Cyranovski, David – Monkeys genetically modified to show autism
symptoms. Nature. Vol. 529, nr. 7587, p 449. Macmillan Publishers Limited.
http://www.nature.com/news/monkeys-genetically-modified-to-show-autism-symptoms-1.19228
http://www.nature.com/news/monkeys-genetically-modified-to-show-autism-symptoms-1.19228
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Estudo aponta para recuperação de sintomas autistas na vida adulta
Artigos publicados em sites portugueses (Portugal Digital) (Move Notícias) (Revista PORT.COM) relatam que "é possível reverter sintomas do autismo na fase adulta".
Esses sites descrevem um estudo liderado conjuntamente por pesquisadores do MIT (Yuan Mei) e pela Universidade de Coimbra (Patrícia Monteiro), com apoio da Universidade Leste da China (Xian Gao), que analisaram uma forma de autismo associada ao gene Shank3, responsável pela síntese da proteína de mesmo nome. Esta é uma proteína-andaime (scaffold protein) pós-sináptica que regula o desenvolvimento, funcionamento e plasticidade das sinapses, ao organizar a montagem do complexo de sinalização macromolecular da densidade pós-sináptica.
De acordo com o artigo, essa forma de autismo corresponderia a 1% (um por cento) dos casos dentro do espectro autista. O estudo foi realizado ao longo de quatro anos com camundongos alterados geneticamente. Nestes, o gene Shank3 causava comportamentos de tipo autista, como ansiedade, déficits de interação social e comportamento repetitivo. Foi gerado um novo gene para os animais, o que levou a melhoras na interação social e redução dos comportamentos repetitivos, ainda que a ansiedade e os déficits de coordenação motora não foram recuperados.
Estes resultados, segundo o trabalho, revelam o profundo efeito da ativação pós-desenvolvimento da expressão do Shank3 na função neuronal e demonstram certo grau de plasticidade continuada no cérebro adulto afetado.
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Esses sites descrevem um estudo liderado conjuntamente por pesquisadores do MIT (Yuan Mei) e pela Universidade de Coimbra (Patrícia Monteiro), com apoio da Universidade Leste da China (Xian Gao), que analisaram uma forma de autismo associada ao gene Shank3, responsável pela síntese da proteína de mesmo nome. Esta é uma proteína-andaime (scaffold protein) pós-sináptica que regula o desenvolvimento, funcionamento e plasticidade das sinapses, ao organizar a montagem do complexo de sinalização macromolecular da densidade pós-sináptica.
De acordo com o artigo, essa forma de autismo corresponderia a 1% (um por cento) dos casos dentro do espectro autista. O estudo foi realizado ao longo de quatro anos com camundongos alterados geneticamente. Nestes, o gene Shank3 causava comportamentos de tipo autista, como ansiedade, déficits de interação social e comportamento repetitivo. Foi gerado um novo gene para os animais, o que levou a melhoras na interação social e redução dos comportamentos repetitivos, ainda que a ansiedade e os déficits de coordenação motora não foram recuperados.
Estes resultados, segundo o trabalho, revelam o profundo efeito da ativação pós-desenvolvimento da expressão do Shank3 na função neuronal e demonstram certo grau de plasticidade continuada no cérebro adulto afetado.
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Congresso Nacional e Online de Autismo
| Online | 14 a 20 de março de 2016 |
Inscrições gratuitas
O Segundo Congresso
Nacional Online de Autismo, é um Evento que acontecerá de 14 a 20 março
de 2016. Serão palestras com Médicos, Pesquisadores, Fonoaudiólogos,
Psicólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Pais e Familiares,
Organizações e Associações.
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A programação de palestras estará disponível brevemente.
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Palestrantes:
Dra Sara Costa - Pedagoga
Dra Carmem Gottfried - Bioquímica
Dra Paula Braga - Kenyon
Viviane Louro - Educadora Musical
Dra Dayse Serra - Psicopedagoga
Dra Márcia Valiati - Terapeuta Ocupacional
Dr Gustavo Schulz Gattino - Musicoterapeuta
Dr Caio Abujadi - Psiquiatra Infantil
Dr Rudimar Riesgo - Neuropediatra
Dr Eugênio Cunha - Educador
Felipe Tardem - Psicólogo
Dra Nora Cavaco - Psicóloga
Dra Daniela Canovas - Psicóloga
Juliana Almeida - Fonoaudióloga
Dr Rafael Pereira - Especialista em Educação
Célia Giocondo - Fonoaudióloga
Aline Kabarite - Fonoaudióloga
Dr Renato L. Kinoshita - Fonoaudiólogo
Dra Amanda Bueno - Psicóloga
Dr Gustavo Teixeira - Psiquiatra Infantil
Emanoele Freitas - Escritora
Dra Kamila Castro - Nutricionista
Dra Sueli Cabral - Psiquiatra Infantil
Sheila Leal - Fonoaudióloga e Psicopedagoga
Rita Thompson - Psicomotricista
Nícolas Brito - Estudante Autista
Dr Jair Luiz de Moraes - Neuropediatra
Anita Brito - Escritora
Prof. Dr. Isac Germano Karniol - Psiquiatra
Dr Sérgio Antoniuk - Neuropediatra
Dr César de Moraes - Psiquiatra Infantil
Dra Marta Relvas - Bióloga
Dr Alysson Muotri
Dr Clay Brites - Neuropediatra
Dr Salmo Raskin - Médico Geneticista
Fernanda Lima - Psicóloga
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Crianças autistas veem movimento duas vezes mais rápido do que aquelas sem a condição
- Especialistas descobriram que quanto mais rápido o movimento mais rápido a criança o vê
- Os cientistas acreditam que tais descobertas podem fornecer pistas para as causas da condição
- Isso pode explicar por que as pessoas autistas não suportam ruídos e luzes brilhantes
| Rachel
Reilly | 09/05/2013 | Daily Mail | Trad. Argemiro Garcia |
Crianças com
autismo enxergam movimentos simples duas vezes mais rápido que as outras
crianças da mesma idade, de acordo com o estudo.
Os cientistas
pensam que este esta hipersensibilidade ao movimento pode fornecer pistas para
o que provoca a doença.
As descobertas
podem explicar por que algumas pessoas que sofrem de autismo são sensíveis às
luzes brilhantes e ruídos altos.
"Vemos o
autismo como uma desordem social, porque crianças com essa condição muitas
vezes têm dificuldades com as interações sociais, mas, por vezes, negligenciamos o fato de que
quase tudo o que sabemos sobre o mundo vem de nossos sentidos.
"Anormalidades
na forma como uma pessoa vê ou ouve pode ter um profundo efeito sobre a
comunicação social", diz Duje Tadin, um dos autores principais do estudo e
professor assistente de cérebro e ciências cognitivas na Universidade de
Rochester.
Embora estudos
anteriores tenham descoberto que as pessoas com autismo possuem habilidades visuais ampliadas para imagens paradas, esta é a primeira pesquisa a registrar
uma maior percepção do movimento.
As descobertas foram publicadas no Journal of Neuroscience por Tadin, em artigo gujo autor principal foi Jennifer
Foss-Feig, pós-doutora do Child Study
Center (Centro
de Estudos da Criança) da Universidade de Yale, e seus colegas na Universidade
de Vanderbilt.
No estudo, 20
crianças com autismo e 26 crianças com desenvolvimento típico, todas com idade entre
8 e 17, assistiram a um breve trecho de vídeo de barras pretas e brancas a se
mover.
Foi-lhes pedido
que indicassem a direção para que as barras estavam indo, direita ou esquerda.
Cada vez que um
participante escolheu a direção correta, o próximo clipe de vídeo tornou-se
ligeiramente mais curto e por isso um pouco mais difícil.
Quando uma
criança cometeu um erro, o próximo vídeo tornou-se um pouco mais longo e,
portanto, mais fácil de ver. Desta forma, os pesquisadores foram capazes de
medir a rapidez com que as crianças com autismo podem perceber movimento.
Os
pesquisadores descobriram que quando as barras na imagem eram apenas pouco
visíveis, ambos os grupos de crianças realizavam de forma idêntica. Quando o
contraste ou a escuridão das barras foi aumentado todos os participantes do
estudo ficou melhor em perceber a direção do movimento.
"Mas as
crianças com autismo, tem muito, muito melhor desempenho, duas vezes melhor que
seus pares", relata Foss-Feig.
Na verdade, o
participante autista com piores resultados foi aproximadamente igual à média
dos participantes sem autismo.
'Esta capacidade
dramaticamente melhorada de [ver] o movimento é um indício de que os cérebros
dos indivíduos com autismo seguem respondendo cada vez mais, conforme a
intensidade aumenta.
O cientista diz
que, enquanto isso poderia visto como uma vantagem, na maioria das
circunstâncias, o sentido elevado poderia causar sobrecarga sensorial.
Tal percepção
hipersensível é a assinatura neural de um cérebro incapaz de amortecer sua
resposta à informação sensorial, observam os autores.
Este mesmo
aumento excitabilidade do cérebro 'também é encontrada na epilepsia, o que está
fortemente ligada ao autismo.
Na verdade, algo
como um terço dos indivíduos com autismo também têm epilepsia. Normalmente, o
cérebro coloca um freio em suas respostas ao som, paladar, tato, e outros
estímulos quando se tornam demasiado intensos.
A pesquisa se
baseia em conclusões anteriores de que pessoas com autismo processam estímulos
visuais de maneira diferente.
Por exemplo,
estudos anteriores demonstraram que as pessoas com autismo são mais capazes de
perceber padrões básicos, são capazes de ver imagens de linha simples mais
rapidamente e são mais focados em detalhes do que aqueles sem a condição.
Em contraste,
em tarefas mais complexas, como o reconhecimento facial, estas melhorias tornam-se
deficiências.
Autistic children see movement TWICE as quickly as those without condition
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2321831/Autistic-children-movement-TWICE-quickly-other.html
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2321831/Autistic-children-movement-TWICE-quickly-other.html
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Mulher que fez vídeo viral sobre autismo foi morta pela polícia
CBS News – 5/2/2016
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Imagem do vídeo de Danielle Jacobs com Sampson. |
MESA, Arizona – A
mulher que foi baleada e morta por policiais nas proximidades de Phoenix depois
de, alegadamente, tê-los ameaçado com uma faca, tinha postado um vídeo popular
no ano passado em que seu cão tentava confortá-la enquanto ela chorava e se batia.
Segundo a polícia,
vários oficiais foram à casa de Danielle Jacobs na quinta-feira, em resposta a
chamadas sobre uma pessoa que tentava suicidar-se no subúrbio de Mesa, em Phoenix
(Arizona). Dois
oficiais atiraram na mulher de 24 anos, porque se sentiram ameaçados quando, dentro
de casa, ela avançou na sua direção com uma faca, disseram as autoridades.
Seu vídeo de 2015
a mostra chorando e se golpeando enquanto seu cão tenta acalmá-la, aproximando-se
e erguendo as patas. A
descrição do vídeo explica que mostrava o que é ter síndrome de Asperger que,
segundo ela, era seu diagnóstico desde 2013. As pessoas com esse transtorno do
espectro do autismo podem ser muito inteligentes e ter interesses restritos, às
vezes obsessivos, e falta de habilidades sociais, muitas vezes.
– "Ela tentava
compartilhar a luta das pessoas com Asperger e tirar o estigma de distanciamento",
disse Heather Allen, fundador da HALO Animal Rescue, uma organização de Phoenix
onde Jacobs tinha feito trabalho voluntário.
– "Também
acho que pretendia mostrar o que um cão pode fazer para ajudar as pessoas com
uma condição como a sua", acrescentou Allen.
Em um post junto
com o vídeo, Jacobs disse que compartilhou o momento de forma crua para mostrar
o que é viver com Asperger e aumentar a consciência sobre a doença, relata a afiliadada CBS, KPHO. A
capacidade do cão para acalmá-la gerou um interesse generalizado e o vídeo se
tornou viral. A
estação fez uma reportagem sobre o vídeo em 2015.
A KPHO informou
que Jacobs adotou o animal depois que passou um tempo de voluntariado para
cuidar dele através da HALO.
Allen disse que chamou
a polícia na quinta-feira para pedir que verificassem Jacobs, após ter recebido
um e-mail suicida naquela manhã pedindo que alguém cuidasse do cão, Sampson. E questionou
se teria sido necessário atirar em Jacobs:
– “Eu não estava
lá, então não sei como ela estava se comportando", disse. "Eu
gostaria que tivessem sido capazes de usar uma contenção não-letal, talvez pudessem
ter usado um Taser ou uma arma beanbag. Ela não tinha uma arma de fogo. Tinha
uma faca" – disse Allen. –
"Acho que poderia ter havido uma forma melhor."
Os oficiais atiraram
em Jacobs porque se sentiram ameaçados, disse o detetive Esteban Flores, porta-voz
da polícia. Ela
"avançou sobre os oficiais com uma faca e eles dispararam suas armas",
disse.
Flores e outro
porta-voz da polícia de Mesa não responderam imediatamente a vários pedidos de
comentários adicionais na sexta-feira, mas o departamento agendou uma entrevista coletiva sobre a morte de Jacobs e as interações de policiais
"com pessoas com doença mental."
O cão Sampson
está agora com a família de Jacobs. Sua
mãe diz que o animal "é o último pedaço de Danielle que eles têm".
Woman killed by police had viral autism-awareness video
http://www.cbsnews.com/news/woman-killed-by-police-had-viral-autism-awareness-video/
http://www.cbsnews.com/news/woman-killed-by-police-had-viral-autism-awareness-video/
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Como projetar para o autismo
| John Brownlee | 6/2/2016 | Co.Design | Trad. Argemiro Garcia |
DEIXANDO QUIETO
LUZ DE UMA SALA DE ESTAR, NÃO DE UM ESCRITÓRIO
A iluminação é uma consideração importante em qualquer espaço, mas para pacientes do CADB, era ainda mais crítica. Para algumas pessoas com autismo, a luz é um problema de Goldilocks: não pode ser muito quente, nem muito frio, muito brilhante ou fraca, dura ou artificial – nem mesmo muito natural. Ela precisa apenas ser correta.
TEXTURA É IMPORTANTE
"Assim como são hipersensível ao som, barulho e luz, muitas crianças autistas são hipersensíveis à textura de objetos físicos, à sensação física", diz Black. Isso pode ser bom e ruim. Uma criança pode ser atraída por superfícies brilhantes, escorregadias, enquanto outra pode achar uma superfície ligeiramente abrasiva insuportável ao toque.
"Há uma piada: se você conhecer uma pessoa autista, você conhece uma pessoa autista", diz Black. "Cada pessoa autista é muito diferente: é todo um espectro de diferentes condições." Isso pode tornar o design para quem tem autismo desafiador, mas como as novas instalações do Centro para Autismo e Cérebro em Desenvolvimento mostraram, não é impossível. O truque é ser sensível ao estímulo e sensação, porque as pessoas para quem você está projetando são ainda mais.
[Todas as Imagens: via DaSilva Architects]
http://www.fastcodesign.com/3054103/how-to-design-for-autism
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O ARQUITETO por trás do Centro de Autismo e Cérebro em
Desenvolvimento diz que a chave é ser sensível à luz, visão, texturas e sons.
Problema: Muitas crianças autistas são supersensíveis à
visão, audição e à sensação de seu ambiente. Assim, quando o Hospital
Presbiteriano de Nova York (New York-Presbyterian) decidiu construir um centro
de intervenção precoce para crianças autistas, precisava que fosse projetado de
acordo com as suas necessidades.
Uma em cada 68 crianças norte-americanas são diagnosticadas
com autismo, de acordo com o Center for Disease Control. A intervenção precoce
é o tratamento mais eficaz, exigindo centros dedicados, mas a
hipersensibilidade das crianças autistas ao seu ambiente torna difícil o projeto dessas
instalações.
Para projetar o novo Centro de Autismo e Cérebro em
Desenvolvimento (Center of Autism and the Developing Brain - CADB), um centro
de intervenção precoce ambulatorial para crianças autistas tão novas quanto
dezoito meses, o New York-Presbyterian voltou-se para os seus parceiros de
projeto de longa data do DaSilva Architects. Embora nunca tivesse projetado
algo para crianças autistas antes, o diretor Jacques Black disse que
trabalharam para converter um ginásio em ruínas em um ambiente confortável para
crianças autistas. Como? Prestando muita atenção às condições da textura,
acústica e iluminação - lições aplicáveis ao resto do mundo quando se trata
de projetar espaços amigáveis para autistas.
UM ESPAÇO TIPO DISNEY PARA EXPLORAR
Desde o início, o espaço escolhido para O CADB pelo New
York-Presbyterian apresentava desafios únicos. Primeiramente construído em
1924, o Ginásio Rogers "parecia um velho ginásio da escola", diz
Black, cheio de paredes de tijolos amarelos, gaiolas sobre as janelas, e uma
tendência a ser cavernosamente ecoante. Era meio assustador. "Este era o
ambiente onde deveríamos construir uma instalação para crianças ultrassensíveis
aos seus ambientes", diz ele. "Era uma charada."
Com a ajuda da nova diretora do CADB, Cathy Senhor, a
solução de DaSilva foi transformar todo o interior do ginásio em uma vila
colorida. Salas autossuficientes de tratamento, escritórios e outro espaço
fechado foram feitos na forma de pequenas e brilhantes cabanas, casas e
pavilhões, entre ruas abertas, caminhos e outros espaços de encontro centrais.
Há um céu artificial e nuvens, e o interior do centro também contém seus
parques próprios, bancos e até mesmo jardins.
Dada a sensibilidade que muitas crianças apresentam ao seu
ambiente, esses elementos de design familiares foram essenciais. Os corredores
institucionais intermináveis de muitos hospitais e clínicas, que se estendem
por uma fileira de portas indistinguíveis, pode provocar confusão e, mesmo,
terror em pacientes jovens, de acordo com pesquisa de apoio de DaSilva.
Comparativamente, CADB se parece com uma "aldeia Disney", explica-Black
– uma versão menor, mais manejável, de uma cidade com detalhes familiares como
ruas e parques – criando um ambiente
onde as crianças se sintam confortáveis.
DEIXANDO QUIETO
Para muitas pessoas autistas, acústica pode ser um problema.
Por exemplo, o zumbido aparentemente normal de luzes fluorescentes pode causar
extrema agitação. O mesmo com o som do ar condicionado ou do aquecimento. Mesmo
o som de passos, crianças brincando, ou um caminhão de lixo passando podem ser
uma distração para alguns pacientes do CADB.
Para manter o centro tranquilo, DaSilva Architects empregou
uma série de truques. As salas de tratamento foram concebidas para ser tão à
prova de som quanto possível, com carpete de absorção para amortecer gritos e
painéis de amortecimento de som nas paredes. Em áreas onde o chão não poderia
ser acarpetado, como em áreas próximas a pias, DaSilva usou piso de borracha
macia para conseguir um efeito similar. Quanto aos espaços públicos, os
arquitetos especificaram pisos de cortiça para amortecer o som de pessoas
caminhando pelo chão. Black e sua equipe ainda mudaram todos os condicionadores
de ar do edifício, caldeiras e ventilação para uma cabana ligada ao edifício
principal, eliminando totalmente seus ruídos.
LUZ DE UMA SALA DE ESTAR, NÃO DE UM ESCRITÓRIO
A iluminação é uma consideração importante em qualquer espaço, mas para pacientes do CADB, era ainda mais crítica. Para algumas pessoas com autismo, a luz é um problema de Goldilocks: não pode ser muito quente, nem muito frio, muito brilhante ou fraca, dura ou artificial – nem mesmo muito natural. Ela precisa apenas ser correta.
Para o CADB, DaSilva Architects escolheu iluminar o espaço
com uma mistura de fontes naturais e artificiais. Para a iluminação natural, as
enormes janelas do antigo ginásio mostraram-se vantajosas. "Muita
literatura sobre autismo fala contra ter muita luz natural", diz Black,
mas isso é principalmente porque grandes janelas ao nível do solo fornecem a
abundância de distrações. As janelas do Rogers Ginásio, no entanto, estão
localizadas dois metros acima do chão, dando às crianças uma sensação suave de
ar livre, sem realmente expor o que está acontecendo lá fora.
Para a iluminação artificial, DaSilva Architects optou
contra o uso total de luzes do teto, como aquelas que você encontra em muitos
escritórios, selecionando uma mistura diversificada de fontes de vez. É
verdade, ainda existem algumas luzes do teto, mas também há uso substancial de iluminação
lateral de uma variedade de fontes. Todas estas lâmpadas podem ser reguladas no
caso de um paciente reagir fortemente contra elas. O resultado é um centro que
é iluminado como uma sala de estar de uma instituição.
TEXTURA É IMPORTANTE
"Assim como são hipersensível ao som, barulho e luz, muitas crianças autistas são hipersensíveis à textura de objetos físicos, à sensação física", diz Black. Isso pode ser bom e ruim. Uma criança pode ser atraída por superfícies brilhantes, escorregadias, enquanto outra pode achar uma superfície ligeiramente abrasiva insuportável ao toque.
Não há nenhum ponto ideal entre estes dois extremos, mas
Black diz que favorecer tecidos e materiais naturais pode ajudar a encontrar um
meio termo, e é por isso que o CADB utiliza materiais como cortiça, borracha,
porcelana e lã. Outra regra de ouro é escolher materiais com as pessoas
não-autistas também se sintam bem. A maioria das pessoas prefere tocar em uma
superfície de madeira do que metal, ou caminhar sobre um carpete de tecido
plano que em um linóleo, e isso é geralmente verdade para as crianças no
espectro do autismo também.
"Há uma piada: se você conhecer uma pessoa autista, você conhece uma pessoa autista", diz Black. "Cada pessoa autista é muito diferente: é todo um espectro de diferentes condições." Isso pode tornar o design para quem tem autismo desafiador, mas como as novas instalações do Centro para Autismo e Cérebro em Desenvolvimento mostraram, não é impossível. O truque é ser sensível ao estímulo e sensação, porque as pessoas para quem você está projetando são ainda mais.
http://www.fastcodesign.com/3054103/how-to-design-for-autism
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
A Legislação da Ética na Pesquisa em Seres Humanos: O Projeto de Lei n° 200
|Agência FAPESP | 5/2/2016 |
O debate “A Legislação da Ética na Pesquisa em Seres Humanos: O Projeto de Lei n° 200” será realizado no dia 16 de fevereiro de 2016 no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, em São Paulo.
Encontra-se em tramitação no Senado Federal o Projeto de Lei nº 200/15, que tem o objetivo de simplificar o processo de avaliação de protocolos de pesquisa em seres humanos. Segundo o IEA, apesar do mérito da intenção, a forma como o projeto está redigido tem sido criticada por aqueles que o julgam incapaz de atender a ampla variedade de pesquisas conduzidas em seres humanos.
Para debater os prós e contras do projeto, a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP, com apoio do IEA e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), realizará o debate a partir das 8h30, na Sala de Eventos do Instituto.
Será o quarto encontro da série “Strategic Workshops” da PRP-USP. Participarão pesquisadores com larga experiência no assunto, favoráveis e contrários ao projeto de lei.
A abertura do evento terá José Eduardo Krieger, pró-reitor de Pesquisa da USP, Martin Grossmann, diretor do IEA, e Marcos Buckeridge, presidente da Aciesp.
Os palestrantes serão: Paulo Marcelo Gehm Hoff, da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Dalton Luiz de Paula Ramos, da Faculdade de Odontologia da USP, Roger Chammas, da Faculdade de Medicina da USP, e Dirceu Greco, da Faculdade de Medicina da UFMG (só a sigla mesmo?).
Os organizadores do evento são: Harnoldo Colares Coelho (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto), Paolo Zanotto e Regina Scivoletto (Instituto de Ciências Biomédicas) e Hamilton Varela (Pró-Reitoria de Pesquisa e presidente da Comissão de Pesquisa do IEA), todos da USP.
O evento terá transmissão ao vivo pela internet, em www.iea.usp.br/aovivo.
Mais informações: www.iea.usp.br e (11) 3091-1686.
http://agencia.fapesp.br/agenda-detalhe/a_legislacao_da_tica_na_pesquisa_em_seres_humanos_o_projeto_de_lei_n_200/22655/
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Infeção viral durante a gravidez pode aumentar risco de autismo no feto
| SIC Notícias | 03/02/2016 |
Um estudo publicado na revista Science demonstra que a resposta do sistema imunitário de ratos fêmeas grávidas a uma infeção viral altera a estrutura cerebral dos fetos, provocando alterações comportamentais semelhantes às que se observam no ser humano com Perturbações do Espetro do Autismo.
Vários estudos com humanos têm sugerido uma correlação entre a infeção viral materna durante a gravidez e o risco de autismo. As investigações com ratos de laboratório têm servido para estudar como a ativação do sistema imunitário da mãe influencia comportamentos autistas, mas o mecanismo era desconhecido.
O estudo "The maternal interleukin-17a pathway promotes autism-like phenotypes in offspring" conduzido por investigadores do University of Massachusetts Medical School, Massachusetts Institute of Technology, NYU Langone Medical Center e University of Colorado, Boulder, e publicado a 28 de janeiro na Science, demonstra esse mecanismo.
Já se sabia que os linfócitos T - células do sistema imunitário - desempenhavam um papel na fisiologia de alguns doentes com autismo. Os cientistas focaram a atenção numa molécula produzidas pelos linfócitos T - a interleucina-17a. Durante a gravidez, manipularam essa molécula. Concluíram que essas alterações no funcionamento do sistema imunitário podem influenciar o desenvolvimento dos neurónios do feto bem como as ligações entre os neurónios.
Os ratos que nasceram após a manipulação do sistema imunitário da mãe demonstraram comportamentos semelhantes ao autismo nos seres humanos bem como alterações no cérebro.
A investigação sugere que a relação causal entre a infeção viral na mãe e o autismo no filho não tem a ver com o vírus em si mas com a resposta do sistema imunitário da mãe à infeção.
Os cientistas injetaram nos ratos fêmeas grávidas uma droga que bloqueou a interleucina-17a. Houve um retrocesso na malformação dos neurónios e do cérebro dos fetos. É agora nesta terapêutica in utero que os cientistas querem investir.
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-02-03-Infecao-viral-durante-a-gravidez-pode-aumentar-risco-de-autismo-no-feto
Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/
Um estudo publicado na revista Science demonstra que a resposta do sistema imunitário de ratos fêmeas grávidas a uma infeção viral altera a estrutura cerebral dos fetos, provocando alterações comportamentais semelhantes às que se observam no ser humano com Perturbações do Espetro do Autismo.
Vários estudos com humanos têm sugerido uma correlação entre a infeção viral materna durante a gravidez e o risco de autismo. As investigações com ratos de laboratório têm servido para estudar como a ativação do sistema imunitário da mãe influencia comportamentos autistas, mas o mecanismo era desconhecido.
O estudo "The maternal interleukin-17a pathway promotes autism-like phenotypes in offspring" conduzido por investigadores do University of Massachusetts Medical School, Massachusetts Institute of Technology, NYU Langone Medical Center e University of Colorado, Boulder, e publicado a 28 de janeiro na Science, demonstra esse mecanismo.
Já se sabia que os linfócitos T - células do sistema imunitário - desempenhavam um papel na fisiologia de alguns doentes com autismo. Os cientistas focaram a atenção numa molécula produzidas pelos linfócitos T - a interleucina-17a. Durante a gravidez, manipularam essa molécula. Concluíram que essas alterações no funcionamento do sistema imunitário podem influenciar o desenvolvimento dos neurónios do feto bem como as ligações entre os neurónios.
Os ratos que nasceram após a manipulação do sistema imunitário da mãe demonstraram comportamentos semelhantes ao autismo nos seres humanos bem como alterações no cérebro.
A investigação sugere que a relação causal entre a infeção viral na mãe e o autismo no filho não tem a ver com o vírus em si mas com a resposta do sistema imunitário da mãe à infeção.
Os cientistas injetaram nos ratos fêmeas grávidas uma droga que bloqueou a interleucina-17a. Houve um retrocesso na malformação dos neurónios e do cérebro dos fetos. É agora nesta terapêutica in utero que os cientistas querem investir.
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-02-03-Infecao-viral-durante-a-gravidez-pode-aumentar-risco-de-autismo-no-feto
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