quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nota do Secretário de Saúde da Bahia Jorge Solla sobre a luta antimanicomial

Em nota, secretário de Saúde da Bahia comenta sobre as conquistas da luta antimanicomial, resslatando o aumento do número de CAPS e a redução do número de internações:
"O número de internações psiquiátricas pelo SUS na Bahia reduziu de 9.144 em 2006 para 5.866 em 2010. Enquanto em 2006, 54,2% das internações psiquiátricas pelo SUS na Bahia foram em hospitais privados, em 2010 inverteu, com 54,3% em unidades públicas. De 88 CAPs na Bahia em 2006 passamos para 180 em 2010 e em abril de 2011 já chegamos a 191 serviços em 153 municípios. Hoje a Bahia é o quinto estado em número de CAPs por habitante, 43% acima da média nacional."
http://inbloglio.blogspot.com/2011/05/jorge-solla-antimanicomial.html

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Teatro "Cachorro Morto" em Sorocaba 11 de maio

| Flávia Gati | Itu.com.br | 9 de maio de 2011 |

O espetáculo “Cachorro Morto” será parte da programação do SESC Sorocaba, no dia 11 de maio, gratuitamente. A peça será exibida às 20 horas, na Usina Cultural.

A história de um garoto com Síndrome de Asperger (uma espécie de autismo) que sabe tudo sobre matemática e nada sobre seres humanos, é livremente inspirada em O "Estranho Caso do Cachorro Morto", de Mark Haddon (Editora Record), "Nascido em um Dia Azul", de Daniel Tammet, Editora Intrínseca, e "A Música dos Números Primos", de Marcus du Sautoy, Editora Zahar.

O protagonista é multiplicado pelos corpos de cinco atores que, em cena, criam uma narrativa envolvente que não se limita a fronteiras pré-estabelecidas. Através de jogos matemáticos, a peça questiona nossa forma de pensar e nossa incansável compulsão por entender.

Como se o público estivesse dentro da cabeça do protagonista, um mundo de construções impossíveis, explorações do infinito, padrões e fórmulas matemáticas constroem o espetáculo, que une teatro e animação digital.

“Cachorro Morto” marca a estreia da Companhia Hiato, que traçou sua trajetória em um trabalho coerente, associando investigações de novas dramaturgias e formas cênicas, além da percepção da realidade e as perspectivas que constituem nossa consciência.

Para construir o espetáculo, que estreou em 2008 no SESC avenida Paulista com ingressos esgotados, o grupo pesquisou a fundo o autismo, com visitas à Associação de Amigos do Autista (AMA) e em constante contato com pais de crianças portadoras da Síndrome.

Com Leonardo Moreira na direção, o espetáculo, que conquistou crítica e público, foi premiado, no ano de 2010, em diversas categorias do 38º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa.

Desde então, o nome do jovem diretor e dramaturgo mineiro, bacharel em Artes Cênicas pela USP e mestre em dramaturgia, figura entre os destaques do cenário nacional, sobretudo como promessa, resultado do trabalho reconhecido recentemente na 23ª edição do Prêmio Shell de São Paulo.

Para a apresentação em Sorocaba, serão disponibilizados 120 ingressos, que serão distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes, e são limitados a dois por pessoa.

Teatro: “Cachorro Morto”, com a Cia. Hiato
Data: 11 de maio
Horário: às 20 horas
Local: Usina Cultural (Margem direita do Rio Sorocaba – Travessa da Rua Padre Madureira)
Capacidade: 120 ingressos distribuídos gratuitamente no local, uma hora antes. Apenas dois por pessoa
Indicação etária: 14 anos

Espetáculo "Cachorro Morto" será exibido em Sorocaba
http://www.itu.com.br/regiao/noticia/espetaculo-cachorro-morto-sera-exibido-em-sorocaba-20110509


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Coreia do Sul frequência de autismo pode ser muito maior

| DIARIO DE PERNAMBUCO | AFP Paris | 10/05/2011 |

A frequência do autismo seria subestimada, segundo estudo realizado na Coreia do Sul e publicado no site do American Journal of Psychiatry. A pesquisa é a primeira a se basear em uma mostra representativa do conjunto da população infantil escolarizada de um país.

Segundo o artigo, uma criança em cada 38 tem autismo, na Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, a taxa estimada é de uma criança em 110.

O estudo, de cinco anos de duração, foi realizado por uma equipe internacional de cientistas americanos, canadenses e sul-coreanos. Estudaram-se 55.000 crianças entre 7 e 12 anos.

"Os resultados fazem pensar que o autismo está subdiagnosticado e que uma detecção rigorosa, assim como estudos baseados em grandes mostras de população poderiam ser necessários para se obter estimativas mais exatas da frequência disso no desenvolvimento", destaca a médica Geraldine Dawson, da associação Autism Speaks, que financiou parte da pesquisa.

A divergência entre os especialistas sobre as causas e a frequência do autismo se explica pela variação de critérios para estabelecer o diagnóstico, e também porque os estudos epidemiológicos são incompletos, conclui o coordenador da pesquisa, médico Young-Shin Kim, do Centro de Pesquisa sobre a Criança da Universidade de Yale (Yale Child Study Center).

O Dr. Kim explica que esse aparente pico de ocorrência de autismo na Coréia não está claro:

- "Pesquisas recentes revelam que parte do aumento na notificação de TEA (transtornos do espectro autista) se deve ao aumento da consciência no público em geral e o alargamento dos critérios diagnósticos."

Os pesquisadores enfatizam que as descobertas não sugerem que haja uma maior prevalência de autismo na Coréia do Sul mas, assim, que esteja sendo subnotificado no resto do mundo.

Frequência do autismo é subestimada
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110510090043


S. Korea study suggests high autism rates
http://news.yahoo.com/s/afp/20110509/sc_afp/healthuskoreadiseaseautism


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Câmara de Belo Horizonte realiza audiência pública sobre autismo

Eduardo enviou para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil:

A Câmara Municipal de Belo Horizonte realizará uma Audiência Publica sobre o atendimento ao autismo.

Serão discutido os serviços e políticas disponíveis para as pessoas autistas no municipio.

Dia 4 de maio às 13:30
Câmara Municipal de Belo Horizonte
Av. dos Andradas, 3.100 - Santa Efigênia - Belo Horizonte
Telefone geral: (31) 3555-1122
Fax: (31) 3555-1460

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Autismo: hormônio para socializar

Traduzido por Inês Dias de: Press-In anno III/n.1257 – Varese News 02-05-2011
Enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil

O papel da oxitocina e da vasopressina para o controle dos transtornos do comportamento social e cognitivo foi demonstrado em um modelo animal para autismo. A pesquisa é fruto de uma colaboração entre Cnr, Universitá Statale, Bicocca, Politecnico di Millano e Universitá dell'Insubria.

Descobriu-se recentemente o papel fundamental que a oxitocina (Ot) e a vassopressina (Avp) têm na regulação de vários aspectos do comportamento social, sugerindo um possível emprego desses hormônios nos transtornos do espectro do autismo. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de neurociência do Conselho Nacional de Pesquisa (In-Cnr) de Milão, na Itália, Bicocca e Politecnico – dell'Insubria e da universidade japonesa de Tohoku, evidenciam que os hormônios Ot e Avp mostram uma elevada capacidade de influir positivamente, sobre déficits de socialização e de flexibilidade cognitiva em indivíduos adultos, isto é, depois do desenvolvimento completo do sistema nervoso. O estudo foi publicado na revista Biological Psychiatry.

"Para desenvolver e validar uma possível abordagem terapêutica para os TEA, utilizamos modelo murino (camundongos geneticamente modificados) com características muito aprofundadas de autismo, sem os receptores de oxitocina no sistema nervoso central" diz Bice Chini do In-Cnr, coordenadora da pesquisa. "Na ausência de tais receptores, esses animais mostram alterações da memoria social e flexibilidade cognitiva reduzida, reproduzindo portanto o núcleo central da sintomatologia autística, que consiste em déficits da interação social, rigidez cognitiva e interesses restritos". Os dados dos pesquisadores "evidenciaram que os animais não se familiarizavam como outros da sua espécie e, sobretudo, não eram capazes de distinguir um ratinho já encontrado de um novo", explica Mariaelvina Sala, da Universitá Statale de Milão. "Apresentam déficits muito característicos de flexibilidade cognitiva: são capazes de aprender a maneira de executar uma tarefa muito eficientemente, mas uma vez aprendida, nãos são capazes de abandoná-la para adquirir uma nova maneira quando as condições ambientais mudam, demonstrando uma peculiar rigidez cognitiva. Notamos também que os animais são mais agressivos e, se tratados com doses normalmente ineficazes de agentes farmacológicos convulsivantes, respondem com crises do tipo epiléptico, manifestações estas frequentemente associadas ao autismo, que indicam um aumento da sua excitabilidade cerebral de base".

O estudo mostrou que a administração de Ot e Avp foi capaz de reduzir todos os déficits encontrados, mesmo em animais adultos jovens. "Essa capacidade é de grande relevância por que indica que o sistema Ot/Avp é altamente plástico e capaz de modular a atividade dos processos cognitivos complexos, mesmo depois do desenvolvimento completo do sistema nervoso", prossegue Marco Parenti, da Universidade Bicocca de Milão. "Os nossos dados indicam que tal capacidade reside na capacidade dos dois neuropeptídeos de interferir nos processos celulares envolvidos na definição do desenvolvimento no sentido inibitório ou excitatório de determinadas sinapses e, portanto, na determinacão do equilíbrio excitação/inibição neuronal, fundamental para o correto funcionamento do cérebro". Uma confirmação posterior da excitabilidade cerebral aumentada foi obtida pela análise dos registros eletroencefalográficos, efetuada graças a um software desenvolvido pelo Politecnico de Milão. "Os resultados do nosso estudo são importantes por que, ao demonstrarem que os déficits comportamentais e cognitivos devidos a uma alteração da excitabilidade neuronal em idade de desenvolvimento podem ser modulados em idade adulta pelos hormônios Ot e Avp, propiciam uma abordagem terapêutica potencial nova baseada no uso dessas moléculas".

Os resultados da pesquisa foram publicados em:

Sala et allii - "Pharmacologic rescue of impaired cognitive flexibility, social deficits, increased aggression, and seizure susceptibility in oxytocin receptor null mice: a neurobehavioral model of autism". Biological Psychiatry. Vol.69, Issue 9, Pages 875-882 (1 May 2011)

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Garoto desaparecido em São Bernardo (SP) - ENCONTRADO!

ENCONTRADO!!!

Artur Luiz Picolotte dos Santos - ENCONTRADO!

Gislene enviou, no dia 6 de maio para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil, a notícia de como Artur foi encontrado:


Artur foi encontrado por policiais militares em baixo do Viaduto Tancredo Neves e levado ao hospital Sabóia no Jabaquara e somente ontem alguém do hospital viu uma reportagem e hoje pela manhã entrou em contato com a familia.

Ele esta bem hidratado porque estava recebendo alimentação no hospital. Um pouco assustado mas protegido no seu lar cheio de carinho.
Artur tinha desaparecido no dia primeiro de maio, quando trajava calça moleton branca, blusa verde escuro.

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domingo, 1 de maio de 2011

"Le packing", a camisa-de-gelo dos autistas

Brigitte Axelrad - Science... et pseudo-sciences - SPS n° 288, octobre 2009
(Association française pour l'information scientifique)


Apenas em junho de 2009, o jornal francês L'Express [1] publicou vários artigos sobre "le packing", método de contenção com frio usado para tratar distúrbios relacionados ao autismo. Da palavra em inglês para pacote, empacotamento, este método utilizado principalmente por Pierre Delion [2], responsável pelo serviço da psiquiatria da infância e adolescência em Lille, consiste em enrolar a criança até o pescoço em um cobertor de contenção molhado e congelado (pelo menos 10 graus abaixo da temperatura corporal) durante 45 minutos, sob a supervisão de dois psicomotricistas.

Rapidamente a temperatura de sua pele cai de 36 para 33 graus. Inicialmente, a criança fica muito agitada pelo frio mas, gradualmente reaquecida, torna-se mais tranquila (!) para a satisfação dos funcionários. Isto se repete até sete vezes por semana. O packing não é tão questionado pelas autoridades de saúde, que estão mais preocupadas com as práticas abusivas que lhe dão origem, como o uso de toalhas geladas, a duração das sessões intermináveis, os alertas dos pais...

Associações como Léa pour Samy, lutam contra esta prática bárbara que se aproxima da camisa de força que costumava se aplicar aos assim chamados loucos. No Canadá, uma criança autista de nove anos morreu por asfixia depois de ser envolvido dos pés à cabeça com uma coberta terapêutica de 17,5 quilos. A criança pesava 24 quilos. O cobertor foi colocado no abdômen, nos braços, ao longo do corpo, e cobriu o rosto. Havia quatro torres para contê-lo. [3].

"Le packing" surgiu nos Estados Unidos, onde foi virtualmente abandonado. O psiquiatra americano M. A. Woodbury foi quem levou essa técnica para a França, nos anos 1960/70. Ela se enraizou no solo psicanalítico francês. A terapia é individualizada. Cada criança tem, como diz o jargão psicanalítico, um grupo de cuidadores chamado de "constelação de transferência", que se reúne regularmente para a "contratransferência". O professor Peter Delion usa a linguagem simbólica e hermética da psicanálise para justificar o significado desta terapia: "O envelopamento é desenhado para acolher o corpo de um jovem autista que não tem capacidade de se conter. Dá-lhe uma sensação reconfortante de unidade, ao invés de sentir-se ansioso para estar em vários pedaços" [4]. Essa lógica, aqui, não mostra um contrassenso?

Aqueles que acreditavam que na França, enfim, a concepção psicanalítica do autismo tivera seus dias contados, estão longe da verdade. Se as causas do autismo ainda não estão plenamente identificadas, é reconhecido que tem um componente genético. [5] Quais sejam as suas causas, por que tratar essas crianças com métodos violentos e outros pressupostos antiquados baseados em tais pressupostos pseudocientíficos? M'hammed Sajid, presidente da Léa Samy, fica indignado [6]:

-"Até quando vamos tratar os autistas como loucos, na França, enquanto o resto do mundo os reconhece como pessoas com deficiência e necessidade de uma educação adequada?"

Talvez esta questão seja parcialmente respondida em três anos, com a conclusão do ensaio clínico recentemente lançado pelo Ministério da Saúde, se "a ativa ignorância, que tanto mal causou a gerações de famílias" (Jacques Benesteau [7]), em outros termos, a psicanálise, não a frear ainda. Muito tempo, ainda para quem está nessa luta!
[1] L’Express. Slides mostram como a equipe de saúde "empacota" uma criança autista no CHRU de Lille.
[2] Pierre Delion colaborou com Elisabeth Roudinesco na resposta ao Livre Noir de la psychanalyse (Livro Negro da psicanálise): Pourquoi tant de haine, anatomie du Livre noir de la psychanalyse (Por que tanto ódio, anatomia do Livro Negro da Psicanálise), Navarin éditeur, 2005. Autor de Le Packing… Érès, novembre 2003. Veja Les arguments des détracteurs du « Livre noir de la psychanalyse », SPS n° 271.
[3] Paperblog, Magazine handicap, 23 juin 2008.
[4] Citação das observações do Professor Pierre Delion ao artigo de Estelle Saget « Autisme, le traitement qui choque » (Autismo, o tratamento que choca) L’Express n° 3024, 18 au 24 juin 2009.
[5] « L’autisme : un pas de plus vers sa connaissance », Science et pseudo-sciences n° 286.
[6] L’Express, artigo citado acima.
[7] Jacques Bénesteau, Mensonges Freudiens, 2002, Mardaga.
Le « packing », la camisole glacée des enfants autistes
http://www.pseudo-sciences.org/spip.php?article1270


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