sábado, 21 de novembro de 2009

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião

| Renascença | 18/11/2009 |

A Unidade de Apoio ao Autismo de Baião, considerada um caso de sucesso no ensino, foi hoje visitada por especialistas europeus.

Inserida no centro escolar local, esta Unidade dá apoio a crianças autistas de vários concelhos limítrofes.

O coordenador Hélder Lemos explica que a Unidade de Apoio ao Autismo de Baião preenche uma lacuna há muito sentida na região e pode ser um exemplo a ser seguido.

Para além do ensino básico, a Unidade de Apoio ao Autismo oferece um conjunto de serviços específicos.

“Estas crianças têm aquilo que não teriam noutras escolas, desde logo professores de apoio especializados e terapeutas. Depois têm um espaço próprio onde podem ser tratados de forma diferente, embora estejam integrados em turmas”, diz Hélder Lemos.

Todas as salas estão equipadas com computadores com ligação à Internet, quadros interactivos e outro material didáctico.

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=79936

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar

| Público.pt | Educação | 18.11.2009 | Agência Lusa |

Especialistas do grupo de Decisores de Educação Europeus consideraram hoje “interessante a forma como Baião está a fazer o agrupamento escolar”, considerando o concelho um caso de sucesso do reordenamento da rede do primeiro ciclo.

A visita a Baião do grupo de especialistas europeus na área da Educação centrou-se no tema "A aposta no primeiro ciclo para atingir o sucesso", tendo participado no encontro membros oriundos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Itália, Suécia e Turquia.

"O facto de hoje estarmos a ser visitados por oito países da Europa para verificar o modo como desenvolvemos a nossa política educativa, constitui um orgulho e uma satisfação, por vermos que o que estamos a implementar vai produzir resultados na melhoria das condições de vida sociais da nossa população, no aumento dos padrões de cultura e também na garantia de maiores e melhores oportunidades para aqueles que agora estão na escola", afirmou o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro.

Sue Waters, uma professora de Inglaterra e um dos 12 membros do grupo de especialistas, disse à Lusa ser "realmente interessante ver como Portugal, e neste caso especifico Baião, está a fazer o agrupamento escolar, como está a gerir as dificuldades e como que estão a reagir professores e pais".

"Em Inglaterra estamos igualmente a fechar as escolas mais pequenas para que o ensino tenha uma maior qualidade, havendo uma grande oposição por parte das vilas que não querem perder as suas próprias escolas", salientou Sue Waters que considera que "não é possível ter uma escola com apenas cinco alunos porque torna o ensino muito difícil e pouco eficaz".

O autarca relembrou que em 2005 "95% das salas de aula funcionavam apenas da parte da manhã e uma grande maioria tinham vários níveis de ensino na mesma sala".

"Estávamos portanto a praticar um crime social porque condicionávamos, à partida, crianças com muitas potencialidades a um caminho de insucesso escolar, que depois os levava muito cedo para o mercado de trabalho", disse.

José Luís Carneiro apelidou de "pequena revolução positiva no sector da educação" o trabalho feito nos últimos quatro anos, salientando "a construção da primeira fase do Pólo escolar de Gestaçô e do Centro Escolar de Campelo - Baião".

"Estão neste momento em projecto de arquitectura mais dois centros escolares e mais dois pólos escolares e queríamos que a meio do actual mandato, todas as crianças já estivessem neste quadro de igualdade de oportunidades", sublinhou o presidente da câmara.

No final da reunião foi feita uma visita ao Centro Escolar de Campelo e à Unidade de apoio ao Autismo nele integrada.

O Centro Escolar acolhe cerca de 250 crianças do 1º ciclo do ensino básico e tem 12 salas equipadas com modernas tecnologias.

Segundo a autarquia, a "mais-valia dos Centros Escolares é o facto de permitirem que a cada sala de aulas corresponda um nível de ensino”.

"A Unidade de Ensino Estruturado para perturbações do Espectro de Autismo, associada ao Centro Escolar, visa dar resposta a uma carência existente em toda a região norte, apoiando actualmente cinco utentes provenientes de outros concelhos", acrescenta.

Especialistas europeus estudam o caso de sucesso de Baião no reordenamento da rede escolar
http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/especialistas-europeus-estudam-o-caso-de-sucesso-de-baiao-no-reordenamento-da-rede-escolar_1410396

Veja também:
Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião
http://cronicaautista.blogspot.com/2009/11/unidade-de-apoio.html

Preso ao ameaçar criança autista

| O São Gonçalo | 18/11/2009 |

Acusado de ameaçar vizinhos, entre eles, uma criança autista de oito anos, Gilson Gonçalves de Albuquerque, de 45 anos, foi preso por agentes da 76ª DP (Centro), ontem à tarde, durante operação no Morro do Mickey, na Ilha da Conceição, em Niterói.

De acordo com os policiais, Gilson foi flagrado com pouco mais de 20 gramas de maconha prensada e R$ 200, escondidos dentro de uma lata amassada. Os policiais suspeitam que ele seja um dos integrantes da quadrilha que controla o tráfico de drogas na comunidade, mas ele nega.

“Sou viciado e comprei a droga em Manguinhos (no Rio), onde eu vou toda semana buscar de bicicleta”, disse Gilson.

Preso ao ameaçar criança autista
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2009/11/20/4934/preso+ao+amea%C3%A7ar+crian%C3%A7a+autista

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Homem-aranha" salva menino autista

Em março deste ano, em Bangcoc (Tailândia), um menino autista de onze anos, aluno de uma escola especial, sentou-se no parapeito da janela do terceiro andar, recusando-se a sair dali. Parece que estava com medo do primeiro dia de aula.

Chamada, a mãe do garoto explicou às autoridades que seu filho era apaixonado por revistas em quadrinhos de super-herois.

Foi assim que o bombeiro Somchai Yoosabai voltou à sua unidade e vestiu-se de Homem-aranha para tentar atrair a atenção do menino, dizendo-lhe:

- O Homem-aranha está aqui para salvá-lo, nenhum monstro vai machucar você. Então, pedi que viesse lentamente até a minha direção. contou o bombeiro à televisão local. Lembra que o menino choroso abriu um sorriso, caminhou até ele e o abraçou.

O bombeiro explicou que guarda fantasias do Homem-aranha e do Ultraman para demonstrações e exercícios de combate a incêndios em escolas.

Vestido de Homem-aranha, bombeiro salva menino com autismo
| Agência AFP, via Jornal do Brasil | 24/3/2009 |

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/24/e240326297.asp

Thai 'Spider-Man' to the rescue
| BBC News | 24/3/2009 |

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7961208.stm

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pai processa ex-mulher para fazer quelação no filho

Mario Martinez, do Texas, entrou na Justiça daquele Estado norte-americano para forçar sua ex-esposa a autorizá-lo a aplicar quelação intra-venosa no seu filho William, de sete anos. Segundo Martinez, o menino tem conseguido melhorar seu comportamento e aprendizado através do tratamento, aplicado através de supositórios há dois anos.

Já sua ex-mulher, Juli, afirma que tem sido frequentar uma turma de ensino regular o que lhe trouxe melhoras e que os supositórios o fizeram adoecer. Ela, que se representa no tribunal por não poder pagar um advogado, afirmou à juíza que a quelação é um tratamento perigoso e que a FDA (agência norte-americana que fiscaliza medicamentos e alimentos) não o aprova para tratar autistas.

William vem sendo tratado no Thoughtful House Center for Children, em Austin, um centro de tratamentos alternativos para autistas encabeçado por Andrew Wakefield, um médico inglês que vem tentando se defender em Londres da acusação de séria conduta antiética.

Mario Martinez, que tem a guarda dos dois filhos do casal, nega que o tratamento tenha feito o menino ficar mal e diz que um teste de quelação intravenosa mostrou que o menino pode seguir com esse método. Ele reserva 400 dólares para gastar com o tratamento quinzenal.

A quelação é um tratamento através de substâncias químicas usadas para extrair metais pesados que estejam contaminando o corpo do paciente. Seu uso para o autismo não tem comprovação científica, sendo considerado perigoso e ineficiente.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina só o autoriza para casos comprovados de intoxicação por metais pesados, proibindo-o para outros casos.

Father takes ex-wife to court over son's autism treatment
| Mary Ann Roser | American-statesman | 14/11/2009 |

http://www.statesman.com/news/content/news/stories/local/2009/11/14/1114thoughtful.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Temple Grandin, o filme

A produtora de filmes HBO lançará em fevereiro de 2010 o filme Temple Grandin, baseado na vida da famosa engenheira e especialista em comportamento animal que é uma referência mundial de pessoa autista.

Nascida em 1946, apenas três anos após a publicação do estudo de Leo Kanner, A dra. Grandin formou-se engenheira por inspiração de um professor que, percebendo o interesse da menina em construir uma máquina de abraçar, orientou-a a seguir essa carreira.

O roteiro do filme se baseia em seus dois livros autobiográficos, Uma menina estranha (Cia das Letras) e Thinking in pictures, sem tradução brasileira.

Claire Danes viverá o papel da engenheira.

O site pessoal de Temple Grandin pode ser visto aqui.

Temple Grandin film to air in February
John Maday | Drovers | 13/11/2009 |
http://www.drovers.com/news_editorial.asp?pgID=675&ed_id=6452

Temple Grandin no Internet Movie Database
http://www.imdb.com/title/tt1278469/

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa

| Francisco Gomes | Carlos Barroso (fotos) | Jornal das Caldas | 12/11/2009 |

Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.

“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).

“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.

O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.

Agrupamento sem verbas

O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.

O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.

O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso

Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.

Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/11/12/chao-da-parada/