quarta-feira, 20 de abril de 2011

Córdoba, Espanha: pais unidos pela felicidade dos filhos

| G. N. Jiménez | El Día de Córdoba | 17/4/2011 |

Doze familias cordobesas, frente ao desamparo que sofrem as crianças autistas, criaram a Asociación Abraza
Atualmente, umas 350.000 pessoas têm autismo ou algum transtorno global do desenvolvimento na Espanha

Os pais querem, antes de tudo, a felicidade e o bem-estar dos filhos, mas esta tarefa se complica quando, para atingir essa meta, precisam enfrentar obstáculos. Isso é o que passa pela cabeça dos pais de crianças autistas, ou que padecem de algum transtorno global do desenvolvimento (TGD), já que, a cada dia, deparam com dezenas de obstáculos para algo tão simples como ver seus pequenos sorrír.

Por isso, doze familias da capital cordobesa se uniram para criar a Asociación Abraza, de Autismo y TGD de Córdoba "frente ao desamparo que encontramos por parte das instituições para com este coletivo que engloba na Espanha, 350.000 afetados", assinalou seu presidente, Ricardo Bautista. Ainda não dispõem de sede, ainda que esperem a cessão de um local no Distrito Noroeste. Por isso, e com o objetivo de fazer a divulgação entre os vizinhos, realizaram uma grande paellada no centro comercial Sagrada Familia.
Graças à colaboração de cinco das peñas instaladas na região, fizeram um arroz "com muito carinho e amor", contou Ricardo. O preço por prato de paella foi de um euro. Toda a arrecadação se destinará ao trabalho da nova associação.

Atualmente, o grupo luta para aumentar a duração das terapias que os pequenos recebem do Servicio Andaluz de Salud. "Agora, só lhes oferecem sessões entre 45 e 90 minutos semanais, quando o ideal seriam 25 horas por semana", insiste o presidente. Mas eles sabem que não pararão até conseguir todos os objetivos que definiram para conseguir a felicidade de seus filhos.

Padres unidos por la felicidad de sus hijos
http://www.eldiadecordoba.es/article/cordoba/953305/padres/unidos/por/la/felicidad/sus/hijos.html


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Gravidez em sequência pode contribuir para autismo

| Alice Park | Time | 10/1/2011 |

À medida em que pesquisadores fazem novas descobertas sobre o autismo, suas causas e fatores de risco — fica cada vez mais claro que não há uma causa única para a desordem do desenvolvimento, e nem respostas simples para o por quê de as taxas dessa condição aparentemente estarem aumentando.

Enquanto muitas das recentes pesquisas se focalizam nos fatores genéticos por trás do conjunto de sintomas autistas, pesquisadores chefiados por Keely Cheslack-Postava, pesquisadora com pós-doutorado da Columbia University, decidiram voltar a atenção para um fator bem menos estudado mas ainda influente sobre um feto em desenvolvimento — o útero da mãe. Especificamentey, a equipe focalizou-se em como o espaçamento entre as gravidezes, o que influencia o ambiente intrauterino, pode afetar o surgimento do autismo.

Cheslack-Postava coletou dados de todos os nascimentos na California dos primeiros e segundos irmãos, de 1992 a 2002, e calculou o tempo entre o nascimento do primeiro irmão e a concepção do segundo. Entre os mais de 725 mil pares de irmãos, aqueles concebidos em menos de 12 meses depois de seus irmãos mais velhos mostraram um risco mais de três vezes maior de ter autismo que aqueles conebidos mais de três anos depois do irmão.

"Um aumento de três vezes no risco de autismo é obviamente chocante, dramático, mesmo" comenta o Dr. Andy Shih, vice-presidente para assuntos científicos da Autism Speaks. “Mas é bastante plausível, dado o que sabemos sobre a fisiologia reprodutiva.”

O tempo entre as gravidezes é uma importante consideração para pais que estejam formando uma família, dizem os especialistas, já que a gestação sabidamente consome nutrientes chaves, como o folato, importante para um desenvolvimento normal do cérebro do feto. Reduzir o espaçamento entre as gravidezes tem sido associado a um maior risco baixo peso ao nascer tanto quanto uma maior incidência de prematuridade. Dessa forma, é plenamente plausível que o ambiente pré-natal possa desempenhar um papel no risco de autismo.

Mas Cheslack-Postava é cuidadosa ao afirmar que os resultados não implicam definitivamente em que gravidezes mas próximas sejam uma causa de autismo, e que as descobertas não são suficientes para determinar que as mulheres devam espaçar a gravidez ou que isso diminuiria o risco de seus filhos desenvolverem a desordem. Enquanto é verdade qie a California, onde os dados para o estudo foram coletados, estava entre os primeiros estados a perceber um aumento nas taxas de autismo, muitos anos atrás, e enquanto esta tendência se correlaciona com o aumento de 11% a 18%, de nacimentos acontecendo dentro de 24 meses depois de um parto anterior da mãe, ainda não há evidências suficientes para confirmar que o espaço entre as gravidezes contribua significativamente para o autismo. Estudos adicionais , incluindo observar mais de perto para outros fatores pré-natais que possam influenciar o autismo, são necessários. “Precisamos observar as outras coisas que afetam a qualidade da gravidez e como elas se traduzem em um risco de autismo,” diz Shih.

Por enquanto, as mulheres preocupadas com o impacto que suas decisões no planejamento familiar possam ter na saúde de seus futuros filhos deveriam consultar seus médicos sobre os riscos e benefícios. Conforme mais mulheres decidem atrasar sua maternidade, por exemplo, começando suas famílias em idades mais avancadas, os riscos de complicações no nascimento ou ter crianças com problemas ao nascer aumenta tanto quanto esperar entre as gravidezes, lembra Shih, e assim, precisam pesar estas considerações com novos dados como estes encontrados no presente estudo. Cheslack-Postava concorda: “Quando começa uma nova gravidez, a mulher preocupada com estes resultados deve discuti-los com seu médico”, ela diz. “[O estudo] deve ser parte dessa discussão.”
Closely Spaced Pregnancies May Contribute to Autism
http://healthland.time.com/2011/01/10/closely-spaced-pregnancies-may-contribute-to-autism
Closely Spaced Pregnancies May Contribute to Autism
By Alice Park Monday, January 10, 2011 |


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As researchers continue to learn more about autism—its causes and risk factors—it is increasingly clear that there isn't a single driver for the developmental disorder, and no simple answer to why rates of the condition appear to be on the rise.

While much of the recent research has focused on genetic factors behind the range of autistic symptoms, researchers led by Keely Cheslack-Postava, a post doctoral research fellow at Columbia University, decided to turn their attention to a less-studied but still influential factor on a developing fetus—the mother's womb. Specifically, the team focused on how the spacing between pregnancies, which influences the womb environment, can affect the development of autism.

Cheslack-Postava collected data on all California births of first- and second-born siblings from 1992 to 2002, and then calculated the time between the birth of the first sibling and the conception of the second. Among the more than 725,000 sibling pairs, those conceived less than 12 months after the birth of their older brother or sister showed a more than three-fold higher risk of having autism than those conceived more than three years after their sibling. (More on TIME.com: Study Linking Vaccine to Autism is "Fraudulent")

“That there is a three-fold increase in risk of autism is obviously shocking, and dramatic,” says Dr. Andy Shih, vice president of scientific affairs for Autism Speaks. “But it is very plausible given what we know about reproductive physiology.”

The time between pregnancies is an important consideration for parents building a family, say experts, since gestation is known to deplete key nutrients, such as folate, which is important for normal fetal brain development. Telescoping the spacing between pregnancies has been linked to a higher risk of low birth weight babies as well as greater incidence of premature delivery. So it's entirely plausible that the prenatal environment may play a role in autism risk as well.

But Cheslack-Postava is careful to note that the results do not definitively implicate closely spaced pregnancies as the cause of autism, and that the findings are not sufficient to advise women to space their pregnancies farther apart to decrease their child's risk of developing the disorder. While it's true that California, where the study's data was collected, was among the first states to note a rise in autism rates several years ago, and while this trend correlates with the increase, from 11% to 18%, of births occurring within 24 months of a previous birth among mothers, there still isn't enough evidence to confirm that pregnancy spacing is a major contributor to autism. Additional studies, including those that look more closely at other prenatal factors that might influence autism, are needed. “We need to look at other things that affect the quality of pregnancy and how they translate to a risk for autism,” says Shih. (More on TIME.com: Could Cell Phone Use During Pregnancy Affect Kids' Behavior?)

In the meantime, women concerned about what impact their family planning decisions may have on the health of their future children should consult with their doctors about their individual risk-benefit profile. As more women decide to delay childbearing, for example, and start families at more advanced ages, their risk of birth complications or having children with birth defects increases the longer they wait between pregnancies, says Shih, so they need to weigh those considerations with newer data such as found in the current report. Cheslack-Postava agrees. “When it comes to beginning another pregnancy, women concerned about these results should discuss them with her doctor,” she says. “[the study] should be part of the discussion.”
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Barra Mansa: lei reconhece autismo como deficiência

| Diário do Vale | Barra Mansa (RJ), 18/4/2011 |

O Projeto de Lei Nº 268/2009, do vereador Luiz Baptista de Barros, o Lula (PMDB), foi sancionado pelo prefeito Zé Renato (PMDB), na última semana, recebendo a designação de 3951/2011. A lei aprovada reconhece o portador de autismo como pessoa com deficiência, permitindo que a pessoa receba benefícios municipais.

Segundo o parlamentar, a lei 3951, que reconhece a pessoa com autismo como portadora com deficiência, tem por objetivo os autistas poderem usufruir dos direitos assegurados pela LOM (Lei Orgânica do Município de Barra Mansa), mais precisamente do expresso no capítulo VI, artigo 92 (Dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência).

Estão previstas a manutenção de centros de atendimento integrado de Saúde e Educação, especializados em tratamento de pessoas portadoras de autismo e a realização de testes específicos gratuitos para o diagnóstico precoce de autismo, preferencialmente em crianças entre os 14 e 20 meses de idade.

O vereador comemorou, afirmando que é uma lei importante, acolhida pelo plenário e sancionada pelo prefeito José Renato, que demonstra assim seu interesse em manter a qualidade de vida da população em níveis elevados.

Zé Renato sanciona duas leis de Lula na mesma semana
http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,39030,Ze-Renato-sanciona-duas-leis-de-Lula-na-mesma-semana.html#axzz1JzoSiJcr


Câmara Municipal de Barra Mansa
Ordem do dia 24 de março de 2011

http://www.camarabarramansa.com.br/pauta.php?Id=199


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Mau uso da palavra "autista"

Em países de língua espanhola, é comum publicarem artigos em que as palavras "autismo" e "autista" sirvam para nomear o descompromisso de políticos com as necessidades do povo.

Lamentável, muito lamentável, pois dificulta nossa luta, como familiares de autistas, de esclarecer à sociedade da condição de nossos filhos, de suas necessidades e desejos. No mínimo, reforça a ideia equivocada que o povo tem de que "autistas vivem em sue próprio mundo", o que jamais corresponde à realidade.

No momento, é um jornalista venezuelano que chama Hugo Chavez de "autista" no texto "Los Autistas".

Se sua intenção é desqualificar Chavez, seu tiro pode ter saído pela culatra, pois quem conhece as pessoas autistas afirma que são pessoas incapazes de dizer uma mentira, ou sequer de enganar os outros.

Mais infeliz ainda é a fotografia que o jornal escolheu para ilustrar o texto. Uma criança, com expressão de desespero e dor, tampa seus ouvidos, como costumam fazer aquelas que têm autismo.


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Crianças Autistas entram em campo

Avaí Futebol Clube - 17/04/2011

Os jogadores do Avaí que venceram o Concórdia na tarde deste domingo, dia 17, pelo placar de 4 a 0, entraram em campo acompanhados por crianças autistas. A homenagem deve-se ao dia de discussão e reflexão sobre o Autismo, que foi comemorado em 2 de abril.

O clube veio a público manifestar apoio à causa e essa ação de reverenciar o debate sobre o Autismo consta no planejamento estratégico através da Diretoria de Ação Social e Comunitária. A ação deste domingo, na Ressacada, contou com a participação do Grupo de Apoio à Inclusão do Autista de Florianópolis (GAIA).

Veja as fotos no site do Avaí:
http://www.avai.com.br/avainews/novidades/noticias/interna/312325-Criancas_Autistas_entram_em_campo.html


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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Possível causa genética para autismo e epilepsia

| Juventud Rebelde | 17 de abril de 2011 |

Resultados mostram, pela primeira vez, o papel do gene sinapsina SYN1 no autismo e epilepsia, e reforça a hipótese de que a causa de ambas as doenças é devido a essa mutação.

Pesquisadores do Centro de Investigação CHUM (CRCHUM) identificaram um novo gene que predispõe seus portadores ao autismo e à epilepsia.

A equipe de pesquisadores liderada pelo neurologista Dr. Patrick Cossette encontrou uma séria mutação do gene sinapsina (SYN1) em todos os membros de uma numerosa família franco-canadense que padecem de epilepsia, incluindo, ainda, pessoas autistas entre eles.

Também foram estudados dois grupos de indivíduos de Quebec, o que permitiu identificar outras mutações no gene SYN1 entre 1% e 3,5%, respectivamente, de pessoas que sofrem de autismo e epilepsia, enquanto muitos portadores da mutação SYN1 exibiram sintomas de ambos os transtornos.

"Os resultados mostram, pela primeira vez, o papel do gene SYN1 no autismo, além da epilepsia, e reforça a hipótese de que a causa de ambas as doenças se deve a esta mutação que desregula a função sináptica", diz Cossette, que é também professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Montreal. "Até agora, nenhum outro estudo genético humano tinha mostrado isso", acrescentou.

As diferentes formas de autismo têm origem genética, e quase um terço das pessoas com autismo também sofre de epilepsia. A causa dessa comorbidade não é conhecida. O funcionamento do gene sinapsina desempenha um papel crucial no desenvolvimento da membrana que envolve os neurotransmissores, também conhecido como vesículas sinápticas. Estes neurotransmissores asseguram a comunicação entre os neurônios. Ainda que, anteriormente, já tivessem sido identificadas estas mutações em outros genes envolvidos no desenvolvimento das sinapses (a união funcional entre dois neurônios), este mecanismo, em particular, nunca havia sido demonstrada na epilepsia humana até o presente estudo.

Os resultados deste estudo foram publicados na última edição online da Human Molecular Genetics.

Fonte:
http://www.juventudrebelde.cu/ciencia-tecnica/2011-04-17/se-descubre-la-causa-genetica-comun-del-autismo-y-la-epilepsia/
http://noticiasdelaciencia.com/not/927/se_descubre_la_causa_genetica_comun_del_autismo_y_la_epilepsia/

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Clínica em Jacarta diz curar autismo e câncer com cigarros

Mulher sopra fumaça no ouvido de paciente
Membro da clínica Griya Balur sopra fumaça no ouvido de paciente em 12 de março de 2011 - foto: Romeo Gacad/AFP
Em uma clínica de Jacarta, onde o tabaco é abertamente apresentado como uma cura para o câncer, uma mulher indonésia sopra fumaça de cigarro na boca de uma paciente magra, nua.

A paciente, uma mulher ocidental, sofre de enfisema, uma doença que desenvolveu por fumar durante décadas. Além de câncer e autismo, este é mais um dos males que a clínica Griya Balur alega curar com cigarros.

- "Eu perdi", diz a cliente, uma mulher de sotaque americano, enquanto se ouve Phil Collins cantar ao fundo "I Can Feel It".

Em muitas partes do mundo, essa clínica seria fechada, mas não na Indonésia, uma das novas fronteiras para as empresas de cigarros, que visam compensar a perda de lucros no Ocidente, cada vez mais consciente com a saúde.

Uma longa tradição do uso do tabaco, combinada com a legislação fraca e os bilhões de dólares que fluem da indústria para os cofres do governo, levam lugares como Griya Balur a passar em branco.

O "tratamento" para o doente de enfisema inclui soprar através de um tubo, em seus pulmões doentes, a fumaça dos "Cigarros Divinos", embebidos de "nanotecnologia" para remover os "radicais livres" que causam o câncer. Fumaça também lhe é soprada nos ouvidos e nariz, enquanto segura uma taça de aspirina sobre seu olho direito. A música de Phil Collins, ao que parece, não tem propriedades curativas.

A Dra. Gretha Zahar, fundadora da Griya Balur, disse à Agência France Press que já tratou cerca de 60.000 pessoas com fumaça de tabaco durante a última década.

Com doutoramento em nanoquímica na Universidade Padjadjaran, em Bandung, Java Ocidental, Zahar afirma que, através da manipulação do mercúrio na fumaça de tabaco, pode curar todas as doenças, incluindo câncer, e até mesmo reverter o processo de envelhecimento.

"Mercúrio é a causa de todas as doenças. Em meus cigarros, que chamamos de Cigarros Divinos, há captadores que extraem o mercúrio do corpo", diz ela. Em seu site, ela diz que não precisa submeter suas teorias a exames clínicos ou publicá-los em revistas com revisão científica, nem tem o dinheiro para "lutar" com "cientistas médicos ocidentais". Suas alegações foram recentemente apresentadas ao Tribunal Constitucional, onde agricultores e legisladores do crescente eixo de produção de tabaco de Java Central desafiam uma lei que reconhece o cigarro como viciante.

Aris Widodo, professor de farmacologia na Universidade de Brawijaya, em Malang, Java Oriental, disse ao tribunal que nunca tinha ouvido falar de alguém morrer de tabagismo. Pelo contrário, disse ele, o tabagismo é bom.

-"Fumar pode eliminar a ansiedade, melhorar a concentração e acalmar os nervos. É uma boa e barata alternativa para outros medicamentos caros, como o Valium", disse ele.

O tabaco é viciante e prejudicial à saúde, mas indonésios estão adquirindo o hábito em números cada vez maiores - e mais jovens -, com o apoio de um agressivo marketing da indústria do tabaco.

Os cigarros custam cerca de um dólar por um pacote de 20 e são muitas vezes o segundo maior item de despesa das famílias, após a refeição, para as famílias mais pobres do país.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a prevalência de fumantes aumentou seis vezes na Indonésia nos últimos 40 anos. Fumar mata pelo menos 400 mil pessoas todos os anos e outras 25 mil morrem de fumo passivo.

No entanto, a Indonésia é o único país da Ásia que não ratificou a Convenção da OMS para Controle do Tabaco, com recomendações de políticas e padrões de referência para os países preocupados com o impacto do tabagismo na saúde.

O maior fabricante de cigarros da Indonésia, a PT HM Sampoerna, é afiliada da Philip Morris International. A British American Tobacco comprou o quarto maior fabricante de cigarros da Indonésia, PT Bentoel, por 494 milhões de dólares, em 2009.

O governo recolhe cerca de 7 bilhões de dólares por ano em impostos sobre a indústria, que emprega dezenas de milhares de pessoas em Temanggung em Java Central.

Ativistas anti-tabagismo dizem que os homens da indústria estão batendo a poeira de sua velha cartilha de marketing para encobrir a ciência e pintar o fumo como legal, masculino, chique e até mesmo saudável, especialmente para mulheres e crianças.

Durante as discussões da regulação do fumo, em 2009, uma cláusula sobre o risco de dependência do tabaco desapareceu da versão final. O governo disse que a omissão foi um mero lapso e depois reintroduziu a cláusula.

O funcionário do Ministério da Saúde Budi Sampurno foi questionado, mas afirmou que as companhias de tabaco não tiveram nada a ver com isso.

- "Nunca. Há alguma prova? Nunca fomos abordados por empresas de tabaco. Isso não seria legal", disse ele.

O Dr. Hakim Sorimuda Pohan, legislador do Partido Democrático que ajudou a elaborar a Lei da Saúde, disse que não havia nenhuma dúvida de que o tabaco estava por trás dessa manobra.

"Eles fizeram a mesma coisa em 1992. As empresas de tabaco tiveram sucesso em omitir da lei essa mesma cláusula", disse ele.

Fonte:
Clinic in Jakarta Touts Smoking as Cancer Cure
| Angela Dewan | The Jakarta Globe | 12/4/2011 |
http://www.thejakartaglobe.com/lifeandtimes/clinic-in-jakarta-touts-smoking-as-cancer-cure/434946


Leia mais:
Clinic Claims It Can Cure Cancer and Autism with Tobacco Smoke
| Spooky | Oddity Central | 12/4/2011 |

http://www.odditycentral.com/news/clinic-claims-it-can-cure-cancer-and-autism-with-tobacco-smoke.html


Clínica afirma curar câncer e autismo com fumaça de tabaco
| Luciana Galastri | Hypescience | 12.04.2011 |

http://hypescience.com/clinica-afirma-curar-cancer-e-autismo-com-fumaca-de-tabaco/


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