segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Bjork e Kate Winslet em documentário sobre autismo
O filme acompanha a jornada da produtora Margret Dagmar Ericsdottir em sua busca para entender e ajudar seu filho autista Keli, atravessando meio mundo até a terapeuta Soma Mukhophadhyay, no Texas. Soma é a mãe do rapaz autista Tito Mukhophadhyay, autor de livros sobre sue próprio autismo e sua relação com o mundo.
A estréia mundial de The Sunshine Boy acontecerá no Festival Internacional de Toronto, neste mês de setembro. A narração em inglês será por conta de Kate Winslet, tendo, ainda, a participação de Bjork.
Kate Winslet to narrate film on autism - Scott Roxborough - Reuters (26/8/2009)
http://www.reuters.com/article/filmNews/idUSTRE57Q0GN20090827
Kate Winslet em documentário sobre autismo - Diário IOL
http://diario.iol.pt/cinema/kate-winslet-narracao-filme-autismo/1085000-4059.html
sábado, 29 de agosto de 2009
Em novo filme, Jet Li faz pai de autista
O filme Ocean Heaven (ainda sem nome em português, mas que quer dizer algo como Paraíso Oceânico) conta ainda com o ator chinês Wen Zhang, no papel do filho autista de Li, e a atriz taiwanesa Kwai Lun-mei, no papel de uma jovem que se apresenta no Qingdao Polar Ocean World.
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No Kungfu and no charity for Jet Li in ocean paradise - China Daily, 28/8/2009
Jet Li to star in first non-action drama Ocean Heaven - Screen Daily, 26/8/2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Macaé: Escola Sentrinho comemora 20 anos
essa luta, esse amor, essa emoção...Show de Zé Renato, do Boca Livre
com amor e esperança,
com ternura ser criança,
estar em paz, ser feliz, saber viver...
Av. Evando Costa, 475
Próximo ao Ginásio Poliesportivo
Macaé - RJ
(22)2762-9647
Sentrinho
Av. Ayrton Senna, 475
Sol y Mar
Macaé - RJ
Células-tronco de pluripotência
| Stevens Rehen | 25/08/2009 13:26
Todas as aproximadamente 100 trilhões de células que formam o corpo de um indivíduo adulto surgem a partir de um tipo especial chamado "célula-tronco".
Células-tronco podem ser comparadas a jogadores de futebol. Há os centroavantes, especializados em marcar muitos gols mas que se tivessem que exercer a função de zagueiro não corresponderiam. Esses atletas são equivalentes a células-tronco adultas, capazes de se diferenciar em tecidos específicos mas não em todos.
Jogadores com habilidade para jogar bem nas 11 posições não existem, se existissem certamente seriam mais cobiçados que Kaká ou Cristiano Ronaldo. O equivalente em biologia a esses atletas dos sonhos de qualquer treinador são as células-tronco pluripotentes, extremamente versáteis e capazes de originar todos os tecidos do corpo humano.
Por conta dessa característica, existe uma grande expectativa sobre sua eventual aplicação no tratamento de doenças como Parkinson, diabetes, lesões da medula espinal etc.
Células pluripotentes podem ser isoladas de embriões humanos excedentes de clínicas de fertilização e estudadas em laboratório. Há 11 anos atrás, James Thomson nos Estados Unidos foi o primeiro a fazê-lo.
Em 2007, o cientista japonês Shinya Yamanaka surpreendeu o mundo ao gerar a partir da pele, células-tronco tão versáteis quanto as embrionárias. Foi o equivalente a transformar um peladeiro de final de semana num jogador capaz de ser ao mesmo tempo artilheiro e goleiro menos vazado do Brasileirão, e isso com 30 dias de treinamento, um bom par de tornozeleiras e chuteiras!
Yamanaka reprogramou fibroblastos da pele com a ajuda 4 genes cujos produtos são encontrados exclusivamente nos primeiros estágios do desenvolvimento de embriões. Esse genes foram introduzidos nos núcleos dessas células, transformando-as em células-tronco de pluripotência induzida, conhecidas pelo acrônimo iPS.
Uma verdadeira revolução que abriu perspectivas até então impensadas para as ciências biomédicas. Imagina-se que no futuro essas células reprogramadas poderão ser usadas para criar órgãos sob medida, sem o risco de rejeição. Se isso de fato acontecer um dia, as filas de espera por transplantes convencionais serão extintas. Bastaria retirar um pedaço de pele, transformá-la em células iPS e de acordo com a necessidade específica daquele indivíduo criar peças de reposição para reconstruir um coração, baço, pâncreas ou qualquer outro órgão danificado.
Especulações `a parte, o que podemos afirmar atualmente é que a velocidade com que as pesquisas sobre células iPS avançam é impressionante.
No sábado passado pela manhã, reunimos na FeSBE pesquisadores brasileiros que estudam o assunto. O resultado do simpósio superou as melhores expectativas.
O paulistano Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, demonstrou que não são mais necessários 4 genes para reprogramar células adultas. Basta um só, o Oct-4. É o equivalente a transformar o nosso peladeiro num exímio centroavante/goleiro sem que precisasse mais das novas tornozeleiras (bastariam os 30 dias de treinamento intensivo e é claro, as chuteiras).
Alysson também mostrou o potencial das células iPS como estratégia para se entender o que acontece no cérebro de pessoas com autismo. Como ele fez isso?
Criou neurônios funcionais (idênticos aos do cérebro) a partir da pele dos pacientes. Comparou-os a neurônios de pessoas normais e constatou que as células nervosas de pessoas autistas têm dificuldade para conversar entre si. Com esse novo modelo, poderá testar remédios capazes de melhorar esse diálogo neural deficiente. Caso demonstrem eficácia no laboratório, poderão eventualmente ser utilizados nos próprios pacientes.
Patrícia Braga, da Universidade de São Paulo criou células iPS a partir da polpa de dente, o que abre perspectivas para estudos mais sofisticados sobre doenças pediátricas de origem genética. Bastaria esperar pela queda do dente de leite da criança afetada para criar células iPS com a capacidade de se transformar em todos os seus tecidos e assim estudar em detalhes sua doença.
Dimas Covas, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, busca gerar células iPS na expectativa de, no futuro, produzir sangue sob encomenda. O que reduziria a extrema necessidade de nossa sociedade por doações de sangue.
Por último apresentei resultados sobre a utilização de células iPS para a identificação de compostos extraídos de plantas brasileiras com potencial de gerar neurônios. A ideia é desenvolver um potente coquetel capaz de criar células nervosas em grande quantidade a partir de células reprogramadas da pele, o que poderá acelerar pesquisas sobre o desenvolvimento do cérebro.
Na parte da tarde desse mesmo sábado, Koji Tanabe descreveu a estratégia original para a criação das primeiras iPS em Kyoto. O jovem pesquisador da equipe de Shinya Yamanaka contou detalhes que poderão nos ajudar a aumentar a eficiência do processo de reprogramação adotado em nosso laboratório.
Resumos dessas apresentações estão disponíveis na página da FeSBE na internet.
A possibilidade de aplicação médica das células iPS é somente uma aposta mas sua utilização nos laboratórios de todo o mundo para a identificação de medicamentos mais eficazes no tratamento de doenças incuráveis já é uma realidade.
O trabalho pioneiro de Shynia Yamanaka transformou a biologia ao criar a partir da pele células tão eficazes para formar novos órgãos como aquelas derivadas de embriões. Que golaço! Seria ótimo para o Fluminense se encontrasse um técnico com o dom desse japonês.
E você, leitor, como imagina que as pesquisas com as células de pluripotência induzida poderão contribuir para o avanço da biologia e medicina?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Pesquisadores descobrem fator genético de convulsões na vida adulta
24/08 - 15:49 - Agência Estado
Um estudo descobriu que distúrbios cerebrais na vida adulta podem estar relacionados a pequenas convulsões causadas por fatores hereditários durante o início da infância. A pesquisa foi feita no Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), nos Estados Unidos, e publicada ontem, na revista "Nature".
Durante os primeiros cinco anos de vida, o cérebro humano passa por importantes modificações em seus "circuitos". Segundo a pesquisa, uma forma hereditária de epilepsia no lobo temporal pode ocorrer nesse período, o que contribui para o desenvolvimento de episódios de convulsão para o resto da vida.Os pesquisadores analisaram sinapses (as conexões entre células cerebrais). "No nascimento, o cérebro está carregado com sinapses excitatórias que ajudam a 'ligar' as células nervosas. Entretanto, se houver sinapses em excesso, elas podem crescer demais, o que desenvolve condições patológicas, incluindo problemas como dificuldades de aprendizagem, autismo e epilepsia", explicou Matthew Anderson, um dos líderes do estudo.
Os pesquisadores usaram camundongos modificados geneticamente e técnicas de análise de tecido cerebral por eletrofisiologia e observaram que uma forma mutante do gene LGI1 estava prejudicando o desenvolvimento normal do cérebro. "A primeira pista foi a descoberta de que o LGI1 não é expresso até o momento exato em que as sinapses excitatórias são amadurecidas. Em seguida, vimos que o gene estava proibindo essas sinapses de serem podadas adequadamente, levando a um aumento na excitabilidade dos circuitos cerebrais. Isso fez com que o cérebro ficasse suscetível a descargas síncronas excessivas, características da epilepsia”, disse Anderson.
As informações são da Agência Fapesp
domingo, 23 de agosto de 2009
Saúde pública: progressos e regressos
Veja o trecho específico para autismo e, se desejar, siga o link para o texto integral.
Saúde pública: progressos e regressos
VICENTE AMATO NETO e JACYR PASTERNAK
(...) E nós, no Brasil? Contamos com algumas glórias, sim: nosso programa de vacinação é muito bom, mesmo diante de padrões internacionais. Poderíamos e deveríamos expandi-lo logo com novas vacinas, como as contra varicela, doença pneumocócica, doença meningocócica e hepatite A, não restringindo o acesso a imunobiológicos. O fato de serem dispendiosos não é desculpa, porque as doenças saem mais caro.
O povo brasileiro aceita muito bem vacinas, ao contrário de grupos nos EUA e na Europa que inventam asneiras, como "a tríplice possa causar autismo": isso não tem nenhuma base em evidências. (...)
VICENTE AMATO NETO, 82, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP.
JACYR PASTERNAK, 69, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é doutor em medicina pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Fonte: Folha de S.Paulo, via:
Saúde pública: progressos e regressos
http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=12874
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Montes Claros (MG) discute autismo em outubro
A vereadora Rita Vieira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, requereu a transformação da reunião daquela Casa no dia 1º de outubro em audiência pública para discutir o diagnóstico precoce do autismo.
De acordo com Rita Vieira, a audiência pública terá como objetivo esclarecer a população sobre o autismo e contribuir para melhorar ainda mais o trabalho realizado pela ANDA – Associação Norte-mineira De apoio ao Autista.
A parlamentar acrescenta que a ANDA desenvolve um grande trabalho em Montes Claros e na região mas o assunto ainda carece de mais informações. Segundo ela, apesar do bom trabalho executado, ainda há muitas portas e janelas fechadas para o autismo.
- "Por isso, estamos trazendo o assunto para um profundo debate na câmara, objetivando com isso esclarecer melhor a população sobre essa patologia e conseguir mais ajuda para a ANDA" - conclui a vereadora.
Em Montes Claros, a entidade funciona, provisoriamente, no gabinete da deputada Ana Maria Resende, no bairro Todos os Santos. A diretoria é formada por Marcia Sergy do N. Alozanni (presidente), Laura Vicuña Santos Bandeira Lopes (vice-presidente), Maria Helena Martins Bastos (secretária), Keila Marielle Neri (pedagoga e tesoureira) e Waleska Araújo (relações públicas).
Câmara vai discutir diagnóstico precoce do autismo em outubro
http://www.onorte.net/noticias.php?id=22212
Fonte:
