domingo, 25 de setembro de 2011

Escola expulsa autista em Contagem (MG)

Reportagem da TV Alterosa exibiu um dos mais absurdos casos de exclusão escolar de que temos notícia: o Conselho Escolar da Escola Municipal Coronel Antônio Augusto Diniz Costa, da cidade mineira de Contagem, prmoveu um abaixo-assinado pedindo que um aluno autista de oito anos fosse "retirado" da escola!

Na reportagem, surpreendentemente, a vice-diretora Heloísa Ribeiro da Rocha afirmou que nunca houve discriminação na escola e que acredita que seria melhor para o aluno que fosse para outra instituição! Se isso não é preconceito, o que seria?

Proteste! O Secretário de Educação de Contagem se chama Lindomar Diamantino Segundo e é graduado em Filosofia e Ciências Sociais. Seu e-mail é lindomar.segundo@contagem.mg.gov.br e o e-mail da Secretaria é educacao@contagem.mg.gov.br

A prefeita de Contagem, Marília Aparecida Campos, é psicóloga.

Se quiser enviar um fax, não vacile: (31)3352-7001

Assista à reportagem aqui:
Escola expulsa aluno autista
| Darlisson Dutra | TV Alterosa | 23/9/2011 |

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=61541/noticia_interna.shtml

Respeite este trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/

11 comentários:

Ana Paula Pacheco disse...

Querido amigo!
Vou compartilhar esses contatos. Devemos sim nos mobilizar contra esse ato desumano!
Grande abraço!

Darlisson Dutra disse...

Agradeço a divulgação do meu trabalho. Que bom que minha reportagem surtiu efeito e alcançou o objetivo. Fico feliz por ter desempenhado bem meu trabalho como jornalista.

Twitter: @darlissondutra

Darlisson Dutra

Simone Silveira disse...

Caro "colega"... não acredito que deva agrdecer a divulgação do seu trabalho, pois o mesmo foi realizado de maneira tendenciosa, maldosa e não condiz com a veracidade dos fatos. Trabalho na escola e posso dar testemunho que há mais de dois anos, a direção e os profissionais da mesma não mediram esforços no intuito de ajudar, tanto o estudante quanto a família do mesmo, porém a receptivadade dessas ações não surtiram efeito, principalmente por não ter havido colaboração da família, e nem do Conselho Tutelar que deveria nos apoiar - Regional Petrolândia, Contagem - pois o caso foi encaminhado ao referido órgão desde 30 de abril de 2009 e a escola não recebeu do mesmo o suporte devido. Acredito, ainda, que para que a população pudesse ter clareza dos fatos, você deveria ter reportado que, até a presente data, não existe nenhum documento clínico oficializando que o estudante em questão é autista, pois quando você esteve aqui para fazer a reportagem isso lhe foi narrado, e lhe foi apresentada toda documentação referente a esse processo. Pois é, nós, profissionais em educação, só somos valorizados e temos nossa realidade reportada quando levamos um "tiro", mas o nosso dia-a-dia onde somos desrespeitado, marginalizados, agradidos física, moral e emocionalmente (como ocorreu nesse caso) não importa a ninguém - O PROBLEMA É NOSSO!...

A quem tiver tido a paciência de ler meu desabafo... o meu muito obrigado.

Jaime Porto disse...

A reportagem nao é imparcial e incitata o teleespectador contra a escola o comprtamento dos apresentadores mostra isso.

Anônimo disse...

sou educadora desta instituição e a criança demonstra em alguns momentos agressividades com os profissionais que o acompanha. A exclusão é fato de excluir outros estudantes que queriam aprender sem ser agredido por qualquer ser humano, seja ela com necessidades especiais ou não. Só queremos trabalhar com tranquilidade... educadora...

Anônimo disse...

fsou educadora desta instituição e a criança demonstra em alguns momentos agressividades com os profissionais que o acompanha. A exclusão é fato de excluir outros estudantes que queriam aprender sem ser agredido por qualquer ser humano, seja ela com necessidades especiais ou não. Só queremos trabalhar com tranquilidade... educadora...

Anônimo disse...

oi tenho 29 anos i queria dizer o seguinte quando mais nova estudei no Antonio augusto e lembro que a diretora se chamava Sonia era uma época muito boa e não tinha preconceito nenhum hoje tenho filhos que estuda la , quase sempre tenho q ir na escola para resolver situacoes de briquinhas entre colegas e ja vi tambem aluno nem levar suspensao pelo q fez e outros pedindo ate uma nova chance para nao levar suspensao isso q ela fez e desumano .talvez ela fez isso porque nao e o seu filho.................nao conheco a mae dessa criança mais acho q todos temos uma nova chance e temos mais direito ainda quando se grata de uma criança ...................e o darlissom nao so divulgol o seu trabalho como jornalista mais tambem mostrou o q seria preconseito ................................................................

Anônimo disse...

penso que devemos nos mobilizar contra atos desumanos e absurdos como o acontecido nesta escola. Há discriminação, preconceito sim.Será que esta diretora tem conhecimento da
Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências, da ONU, fazendo da norma parte da legislação nacional.
É direito de todas as crianças serem matriculadas em
escolas perto de sua residência tendo acesso a espaços
comuns de socialização e aprendizagem. Esta é uma garantia
da Constituição Federal no artigo 205, 206 e 208, do Estatuto
da Criança e do Adolescente, artigo 53 e 54, na LDB 9394/96
artigo 3º, 4º e 5º e em vários outros documentos.

Anônimo disse...

Bom, para quem trabalha na escola,peço desculpas mas vou me manifestar.... Se a criança nao possui laudo, porque comparece à APAE??? tambem sou educadora e trabalho como professora do estado.... e sou mae de uma criança autista!! infelizmente muitos pais ainda não tem noção de seus deveres e direitos em relação ao assunto.... sinto muito mas este ato de exclusão não se justifica!!!!

Ciomara Fernandes disse...

Observo o quanto essa escola não tem capacidade de ter esse aluno nesta escola deploravel.
Está que comprovado que aluno é autista ,não é esta criança que não possui capacidade de ficar nesta escola.
Esta escola não possui profissionais capacitados em seu corpo pedagógico isso ´vergonhoso!

Nita Gomes disse...

Você está completamente equivocada nestes seus dizeres. O problema não é a escola, mas sim a Secretaria de Municipal Educação, Secretaria Estadual de educação e o MEC que, para conter gastos, inclui, excluindo, os alunos portadores de deficiência e/ou necessidades especiais. A inclusão proposta pela SME é linda, mas apenas no papel. Os alunos portadores de deficiência, principalmente os autistas, precisam do seu espaço individual, onde têm que seguir normas e regras, colocadas por eles mesmos. O espaço do autista é crucial para ele se acalmar e interagir, inicialmente com ele mesmo, onde vive em seu mundo. Nenhum professor de escola regular é ou tem que estar preparado para lidar com as inúmeras deficiências, já que para se preparem há cursos específicos, como os de pós graduação. Quer realmente incluir? Crie um espaço dentro da escola regular para esses alunos e contrate professores com especialização para trabalhar com eles. Não é apenas essa escola que enfrenta esse problema, mas todas as demais que são obrigadas a “incluir”, sem nenhum amparo e orientação devida.. E o principal: estão olhando o ponto de vista do autista? Vocês acham que ele quer estar ali naquele mundo rico em estímulos que não lhe diz respeito? Estudem sobre o autismo e tentem entender a vida dos mesmos pela visão deles. E aí pensem na criação da escola ideal para eles, porque essa proposta pelo MEC está longe de ser a ideal.