segunda-feira, 18 de julho de 2011

Governo canadense separa pai e filha


A menina canadense Ayn Van Dyk, 9 anos, que saiu perambulando em 16 de junho e foi encontrada sã e salva, foi levada de sua casa pelo Ministério da Criança e do Desenvolvimento da Família e ainda está nas mãos das autoridades de seu país. Essa tragédia começou em Abbotsford, Columbia Britânica, quando o Ministério foi chamado depois que a garota foi encontrada brincando na piscina de um vizinho.

Seu pai, Derek Hoare, que cria os três filhos sozinho, declarou recentemente, em uma entrevista para Care2.com:
"Depois de 18 dias sem contato com o ministério a respeito do estado de Ayn ou seu paradeiro, recebi um telefonema de um funcionário na segunda-feira, 4 de julho, que me informou que Ayn tinha chorado o tempo todo e mandando que eu levasse uma imagem minha para ajudar a acalmá-la. Concordei e fui ao escritório do ministério, onde falei com o funcionário, para expressar minhas preocupações com o bem estar de Ayn, se está sendo medicada, poder vê-la e receber relatórios escritos tão frequentemente quanto possível. Fui informado que Ayn estava fora do hospital, em um lar adotivo. Nossa reunião seguinte foi na quarta-feira, 6 de julho, onde fui informado que Ayn retornou ao hospital para uma avaliação psiquiátrica por seis semanas mas que, como há uma lista de espera, poderia levar de 2 a 8 semanas para ela ser avaliada. Ela foi drogada contra a minha vontade explícita, fundamentada e repetida, com Risperdal, uma droga com muitos efeitos colaterais conhecidos, alguns dos quais, fatais."
Derek é o pai solteiro de Ayn e seus dois irmãos mais velhos. Ele se dedica totalmente a ela, engajando-se em todos os aspectos da paternidade de uma criança com autismo. Seu calvário foi provocado por uma desatenção momentânea em que ela sumiu do quintal, fechado com muro de seis metros de altura. Esse é o pior pesadelo para qualquer pai.

Por extensão lógica, cada vez que um incidente desses terminar com a morte da criança, os pais devem ser acusado de homicídio por negligência. E cada vez que termina bem, a criança deve ser removido da casa. O fato de essa pobre menina não poder ver o pai dela e estar sendo drogada com anti-psicóticos é ultrajante e uma abominação.

Se você quer somar sua voz à campanha para devolver Ayn à sua família, pode aderir a um abaixo-assinado online postado aqui (http://www.thepetitionsite.com/1/bring-ayn-van-dyk-home/).

Sugestões de texto:
1) I disgusted Ayn and her father situation.
2) I solidarize Mr. Hoare and claim to Canadian authorities bring Ayn home.
3) It is too much cruel to keep a child off her father. Children with autism need grow up in their families, not in institutions. Freedom fo Ayn!

Tradução:
1) Fiquei profundamente incomodado com a situação de Ayn e seu pai.
2) Solidarizo-me com o Sr. Van Dik e peço às autoridades canadenses que devolvam Ayn a sua casa.
3) É muito cruel manter uma criança longe de seu pai. Crianças com autismo precisam crescer com suas famílias, e não em instituições. Liberdade para Ayn!
Nine-Year-Old with Autism Still Being Kept from Father
| Susan Moffitt | Autism Key | 17/7/2011 |

http://www.autismkey.com/nine-year-old-with-autism-still-being-kept-from-father/

Nine-year-old Abbotsford girl found safe and sound
Vancouver Sun | 12/6/2011

http://www.vancouversun.com/news/Nine+year+Abbotsford+girl+found+safe+sound/4934538/story.html



Bring Ayn Home: Autistic Girl Taken From Her Father by Province
http://www.care2.com/causes/bring-ayn-home-autistic-girl-taken-from-home-by-province.html




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domingo, 17 de julho de 2011

São Paulo - liminar dá direito a transporte especial para pessoas autistas

| Elaine Patricia Cruz | Agência Brasil (em São Paulo) | 16/07/2011 |

O estado de São Paulo vai ser obrigado a fornecer transporte especializado para pessoas com autismo no trajeto entre a residência e o local onde recebem tratamento. A decisão liminar foi obtida esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo.

"A pessoa com autismo tem dificuldade de ficar aglomerada ou com muitas pessoas. Elas também podem ter comportamentos que, muitas vezes, não são compreendidos pelas pessoas. E esses comportamentos podem ser aflorados em situação de grande aglomeração, como no metrô e no ônibus", disse a defensora pública Renata Tibyriçá.

A defensora disse, em entrevista à Agência Brasil, que decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça após mães de filhos com autismo relatarem a deficiência na prestação de serviço oferecido principalmente por uma das várias entidades conveniadas ao estado de São Paulo instalada na zona leste da capital paulista.

A entidade, segundo Renata Tibyriçá, atendia 42 pessoas com autismo e apresentava várias deficiências, entre elas, o fato de não separar os pacientes por faixa etária. "O tratamento para uma pessoa com autismo deve ser individualizado ou em grupos que tenham a mesma necessidade", disse.

Em sua decisão, o juiz Henrique Rodriguero Clavisio, da 10ª Vara da Fazenda Pública, declarou ser obrigação do Estado a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. "Deve o Estado, além de garantir o acesso à saúde e à educação, também o oferecimento de transporte especial para pessoas portadoras de necessidades especiais", disse o juiz.

Para a defensora, a decisão liminar da Justiça é um passo importante para que o Estado possa começar a pensar em adotar políticas públicas voltadas para os autistas. "Com essa decisão, podemos esperar dias melhores para as pessoas com autismo. Podemos esperar que se comece a olhar e a se pensar na importância de garantir um atendimento adequado a essas pessoas", declarou. Segundo ela, há cerca de 2 milhões de autistas no Brasil, sendo 100 mil só na cidade de São Paulo.

SP terá de fornecer transporte especializado para autista
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5245606-EI306,00-Sao+Paulo+tera+que+fornecer+transporte+especial+para+autistas.html
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--618-20110716&tit=sp+tera+de+fornecer+transporte+especializado+para+autista

Autismo: entrevista com a defensora Renata Tibyriçá
| Mariana Kotscho e Roberta Manreza | Papo de Mãe | TV Brasil | 4/4/2011 |

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eventos da BIA - Brazilian International Association of Autism

Dia 17 de junho, domingo, das 15h00 às 18h00, a BIA (Brazilian International Association of Autism) realizará uma oficina de jardinagem para pessoas autistas, na sede da entidade, na 255 Walnut St., em Newark, Estado de Nova Jersey, nos EUA.

No sábado, 23 de julho, das 19h00 às 23h00, haverá um churrasco beneficente em prol da associação no município de Hillside (NJ), na 375 Yale Avenue. O ingresso custa US$ 20 e inclui refrigerantes. Durante o evento serão realizados bingo, sorteios e outras atividades. As reservas dos ingressos podem ser feitas através do tel.: (973) 466-3858.

Mais informações sobre os eventos realizados pela BIA podem ser obtidas através da terapeuta Wilma de Andrade, especializada em autismo, tel.: (201) 246-0089 ou e-mail: andradewilma@netzero.net

BIA realiza oficina de jardinagem para autistas no Ironbound
| Leonardo Ferreira | 14/07/2011 | Brazilian Voice, nº 1299 |
http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/bv_comunidade/41457-BIA-realiza-oficina-jardinagem-para-autistas-Ironbound.html


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Um possivel biomarcador para o autismo

Pesquisa oferece oportunidade para identificar genes ligados ao autismo

Irmãos de pessoas autistas apresentam um padrão semelhante de atividade cerebral àquele observado em pessoas autistas, quando olham para expressões faciais emocionais. Pesquisadores da Universidade de Cambridge identificaram a redução da atividade em uma parte do cérebro associada com empatia e argumentam que pode ser um 'marcador biológico' para o risco familiar de autismo.

O Dr. Michael Spencer, que liderou o estudo do Centro de Pesquisa em Autismo da Universidade, disse: "Os resultados fornecem uma base para se investigar quais genes estão associados a este biomarcador. A resposta do cérebro à emoção facial pode ser uma peça fundamental entre as causas do autismo e as dificuldades associadas."

O estudo financiado pelo Conselho de Pesquisa Médica foi publicado em 12 de julho, na revista Translational Psychiatry.

Pesquisas anteriores mostraram que as pessoas com autismo muitas vezes lutam para ler as emoções das pessoas e que o processo de reconhecimento facial-emocional de seus cérebros se expressa de forma diferente das pessoas sem autismo. No entanto, esta é a primeira vez que cientistas observaram que irmãos de indivíduos com autismo têm uma redução semelhante na atividade cerebral quando veem as emoções dos outros.

Em um dos maiores estudos com ressonância magnética funcional (fMRI) do autismo já realizado, os pesquisadores estudaram 40 famílias que tinham um adolescente com autismo e um irmão sem autismo. Além disso, foram recrutados 40 adolescentes sem história familiar de autismo. Os 120 participantes fizeram ressonância magnética durante a visualização de uma série de fotografias de rostos que eram neutros ou expressavam uma emoção como felicidade. Ao comparar a atividade do cérebro ao ver um rosto feliz versus um neutro, os cientistas foram capazes de observar as áreas no cérebro que respondem a essa emoção.

Apesar do fato de que os irmãos de pessoas com autismo não têm nem esse diagnóstico nem o de síndrome de Asperger, eles mostraram redução da atividade em várias áreas do cérebro (incluindo aquelas associadas com empatia, a compreensão das emoções alheias e o processamento de informações de faces) em comparação com aqueles sem histórico familiar de autismo. O exame das pessoas com autismo e de seus irmãos revelou que as mesmas áreas do cérebro foram sub-ativadas em ambos, mas em grau diferente. (Essas regiões do cérebro incluem os polos temporais, o sulco temporal superior, giro frontal superior, o córtex pré-frontal dorsomedial e a área facial fusiforme).

Uma vez que os irmãos sem autismo diferiram dos controles apenas no fato de possuírem o registro familiar de autismo, as diferenças na atividade cerebral podem ser atribuídas a os mesmos genes que conferem aos seus irmãos o risco genético para o autismo.

Para explicar o porquê de apenas um dos irmãos desenvolver o autismo, quando ambos têm o mesmo biomarcador, o Dr. Spencer disse: "É provável que, no irmão que desenvolveu o autismo, passos adicionais ainda desconhecidos - como estrutura genética, cérebro ou diferenças de funcionamento - tomam lugar para causar autismo."

Sabe-se que em uma família onde uma criança já tem autismo, as chances de uma criança autista subsequente desenvolvê-lo são, pelo menos, 20 vezes maior do que na população em geral. A razão para o risco aumentado, e a razão pela qual dois irmãos podem ser afetados de forma tão diferente, são questões fundamentais ainda não resolvidas nesse campo de pesquisa. Os resultados do grupo do Dr. Spencer começam a lançar luz sobre estas questões fundamentais.

Professor Chris Kennard, presidente do quadro de financiamento para a pesquisa do Conselho de Pesquisa Médica, disse: "Esta é a primeira vez que foi demonstrado que uma resposta do cérebro a diferentes emoções humanas facial tem semelhanças em pessoas com autismo e seus irmãos. Pesquisas inovadoras como esta melhoram a nossa compreensão de como o autismo é passado através de gerações, afetando a alguns e não a outros. Esta é uma importante contribuição para a estratégia do Conselho de Pesquisa Médica de usar técnicas sofisticadas para descobrir o que sustentam os processos cerebrais, para entender predisposições para doenças e apontar tratamentos para os subtipos de doenças complexas como o autismo."

Para obter informações adicionais, favor contatar:
Genevieve Maul, Office of Communications, da Universidade de Cambridge
Tel: direta, +44 (0) 1223 765542, +44 (0) 1223 332300
Mob: +44 (0) 7774 017464
E-mail: Genevieve.maul@admin.cam.ac.uk

Notas dos editores:
  1. O artigo "A novel functional brain imaging endophenotype of autism: the neural response to facial expression of emotion" foi publicado na edição de julho de Translational Psychiatry.
  2. Autores: Michael D. Spencer, Rosemary J. Holt, R. Lindsay Chura, John Suckling, Andrew J. Calder, Edward T. Bullmore, e Simon Baron-Cohen.
  3. Instituições dos autores: Centro de Pesquisa de Autismo, Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, Cambridge CB2 8AH, UK, (http://www.autismresearchcentre.com); Unidade de Mapeamento Cerebral, Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, Cambridge CB2 0SZ; MRC Cognição e Unidade de Ciências do Cérebro, Cambridge CB2 7EF.
  4. Fonte de financiamento: Bolsa de Investigação (MRC, Clinician Scientist Fellowship, atribuído ao Dr. Spencer) a partir do Conselho de Pesquisa Médica (Medical Research Council - Reino Unido).
  5. Durante quase 100 anos, o MRC melhorou a saúde das pessoas no Reino Unido e em todo o mundo, apoiando a ciência de alta qualidade. O MRC investe em cientistas de classe mundial, tendo produzido 29 ganhadores do Prêmio Nobel, e sustenta um próspero ambiente para investigação, reconhecido internacionalmente. O MRC tem se focalizado em impactar e proporcionar suporte financeiro e conhecimentos científicos através de descobertas médicas, incluindo um dos primeiros antibióticos, a penicilina, a estrutura do DNA e a letal ligação entre tabagismo e câncer. Hoje, os cientistas financiados pelo MRC encaram investigação sobre os desafios de saúde mais importantes do século 21. http://www.mrc.ac.uk
Biomarker for autism discovered
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2011-07/uoc-bfa071111.php
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jobson Maia canta os sucessos do Rei Roberto Carlos

Gravação para o Criança Esperança 2011

Theatro Alberto Maranhão
domingo dia 10/7, às 13 horas
Praça Augusto Severo, sem número - Ribeira - Natal - RN

Convite gratuito: chegar com trinta minutos de antecedência, sujeito à lotação do teatro.




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domingo, 3 de julho de 2011

Falecimento Mercadante

A notícia chegou pela Lista Autismo e se espalhou: o Dr. Marcos Tomanik Mercadante, professor da Unifesp e da Universidade Mackenzie, psiquiatra, pesquisador de autismo, cientista que vinha despontando na área, psiquiatra preocupado com o lado humano de seus pacientes, fundador do grupo Autismo & Realidade, faleceu neste dia 2 de julho, sábado.

A causa de sua morte foram as complicações de um câncer de pâncreas descoberto quando já havia ocorrido a metástase.

A comunidade de pessoas autistas, seus familiares e amigos sente de uma forma profunda sua perda. A Ciência, a Medicina, enfim, a Sociedade Braslieira como um todo perdeu um cidadão de qualidade.

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Expressão através da arte em Nova York

Foi um 1º de julho especial para uma artista de Apalachin, Estado de Nova York. Alicia Wagner expôs seu trabalho na Community Options, no Artist Row.

É que neste último dia 1º aconteceu também a primeira vez em que a organização Community Options participou da celebração da Primeira Sexta-feira. A entidade dá apoio a pessoas com deficiência.

Alicia, que tem síndrome de Asperger, diz que usa sua arte para se expressar:

-"Eu costumo fazer abstrato, geralmente com temas médicos. Tenho um monte de inspirações diferentes. Quando eu comecei, tinha um monte de problemas de comunicação e só falava através de minha arte. Eu acho que dizem que uma imagem é melhor que mil palavras, mas pra mim é muito mais."

Outros artistas que são atendidos pela Community Options também tiveram seus trabalhos expostos. Alicia encoraja todos com deficiência a procurar a organização.

Therapeutic Expression Through Art
http://www.wbng.com/news/local/Therapeutic-Expression-Through-Art-124897339.html


Binghamton, NY (WBNG Binghamton) It's a special July First for one local artist from Apalachin. Alicia Wagner showcases her artwork at Community Options, on Artist Row.

Friday is the organization's debut in the First Friday celebration.
Jenna Hanchard - WBNG E-News - 1/7/2011


Community Options provides support services to people with disabilities in the Binghamton area.

Wagner has Asperger's Syndrome, an autism spectrum disorder.

She said she uses artwork as a way to express herself.

"I mostly do abstract usually medical themed. I have a lot of different inspirations. when I started this I has a lot of trouble communicating and I just spoke through my art. I guess they say a picture is worth a thousand words but for me its worth a lot more," said Wagner.

Other artists that are served by Community Options also had their work on display.

Wagner encourages anyone with disabilities to reach out to the organization Community Options, Inc.

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